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	<title>Sempre Algo a Dizer &#187; Texto de quinta</title>
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		<title>De Bundas</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 15:48:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Periódicos]]></category>
		<category><![CDATA[Texto de quinta]]></category>

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		<description><![CDATA[A bunda tem o poder. Rita Cadillac já sabia disso. Gretchen já sabia disso. Carla Perez, Scheilas, o Brasil inteiro sabia disso. A bunda de Simone de Beauvoir fez este blog bombar. Se fosse seu pensamento&#8230; Duvido! Que acharia Simone &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/02/14/de-bundas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/bundas.jpg" align="right" border="0" height="257" width="208" />A bunda tem o poder. Rita Cadillac já sabia disso. Gretchen já sabia disso. Carla Perez, Scheilas, o Brasil inteiro sabia disso. <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/02/12/mexeram-na-bunda-da-simone">A bunda de Simone de Beauvoir</a> fez este blog bombar. Se fosse seu pensamento&#8230; Duvido! Que acharia Simone de tudo isso? Ela que disse: “<em>Não se nasce mulher: torna-se</em>”. Que diria diante do poder da bunda? <a href="http://www.memoriaviva.com.br/drummond" target="_blank">Drummond</a> deu a resposta: “<em>A bunda basta-se</em>”.</p>
<p align="justify">Para os que não entenderam, para os que acharam familiar a capa de <em>Fesses</em>, explico. Com a polêmica sobre a foto retocada de Beauvoir na capa da <a href="http://hebdo.nouvelobs.com/hebdo/parution/p2252" target="_blank"><em>Le Nouvel Observateur</em></a>, pensei imediatamente na revista <em><strong>Bundas</strong></em>, lançada por Ziraldo e outros remanescentes de <em>O Pasquim</em> em junho de 1999. A número 1 é esta que ilustra o texto. A partir dela, criei a <em>Fesses</em>, coloquei a frase de Nelson Rodrigues – <em>Indecente é a cara</em> – numa versão para Simone, indiquei o que a verdadeira foto deveria ou não conter (como se faz em qualquer produto que se vá consumir) e pronto.</p>
<p align="justify">Para terminar, deixo-os com a bunda cantada pelo poeta:</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff">.</font></p>
<p><strong>A bunda, que engraçada</strong></p>
<p>A bunda, que engraçada.<br />
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.</p>
<p><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/bunda.jpg" align="right" border="0" height="283" width="220" />Não lhe importa o que vai<br />
pela frente do corpo. A bunda basta-se.<br />
Existe algo mais? Talvez os seios.<br />
Ora &#8211; murmura a bunda &#8211; esses garotos<br />
ainda lhes falta muito que estudar.</p>
<p>A bunda são duas luas gêmeas<br />
em rotundo meneio. Anda por si<br />
na cadência mimosa, no milagre<br />
de ser duas em uma, plenamente.</p>
<p>A bunda se diverte<br />
por conta própria. E ama.<br />
Na cama agita-se. Montanhas<br />
avolumam-se, descem. Ondas batendo<br />
numa praia infinita.</p>
<p>Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz<br />
na carícia de ser e balançar<br />
Esferas harmoniosas sobre o caos.</p>
<p>A bunda é a bunda<br />
redunda.</p>
<h5><strong>Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond<br />
In <em>O amor  Natural</em> – Editora Record &#8211; 1992<br />
Ilustração de Milton Dacosta</strong></h5>

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		<title>Nietzsche e Will Smith</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 03:05:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Texto de quinta]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiz vestibular para Nostradamus e passei! Há um ano e meio, em texto para o finado Augusto, suplemento cultural do Jornal da Paraíba, intitulado Quando Nietzsche subiu aos palcos (aqui reproduzido em 19 de julho de 2006), falei sobre a &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/01/17/nietzsche-e-will-smith/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/lousalome.jpg" /></p>
<p align="justify">Fiz vestibular para Nostradamus e passei! Há um ano e meio, em texto para o finado <em><strong>Augusto</strong></em>, suplemento cultural do <em>Jornal da Paraíba</em>, intitulado <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/sajul06.htm"><strong><em>Quando Nietzsche subiu aos palcos</em></strong></a> (aqui reproduzido em 19 de julho de 2006), falei sobre a transformação em peça do livro <em><strong>Quando Nietzsche chorou</strong></em>. Sobre a versão cinematográfica, profetizei:</p>
<blockquote>
<p align="justify">Não se pode esperar muito, a começar pelo fato de se tratar de cinema americano, que não é famoso exatamente por produzir filmes para se pensar. Mas tenhamos esperança. Ou não, já que Nietzsche alerta que ela é “o pior dos males, pois prolonga o suplício dos homens”.</p>
</blockquote>
<p align="justify">Suplício mesmo foi assistir ao filme. Para mim, ler um livro ou assistir a um filme é como fazer sexo: pode até não ser uma maravilha, mas já que está dentro, deixa. Começou, vá até o final. O máximo que pode acontecer é você gozar. Neste caso, gozar DO filme.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/nietwept.jpg" align="right" height="272" width="188" />O livro, todos sabem, foi (e é) um sucesso em vários países. A peça, até onde eu saiba, infelizmente foi levada somente em São Paulo (tive o prazer de assisti-la com <strong>Wilson</strong>; depois ainda conversamos um pouco com <strong>Nelson Baskerville</strong> e <a href="http://flog.digizap.com.br/sandrofortunato/56559" target="_blank"><strong>Cássio Scapin</strong></a>). O filme foi apresentado em um festival de cinema em Israel, em julho de 2007, e depois saiu direto em DVD (também no Brasil) sem passar pelas telas dos cinemas americanos. É um filme idiota até para o público Hommer! Vou precisar de terapia por anos para superar o trauma. Nietzsche choraria.</p>
<p align="justify">Armand Assante, que conhecemos de filmes de ação, faz um Nietzsche frágil, demasiado frágil. Cássio “Nino” Scapin, em toda sua fragilidade física e sem o famoso bigodão do filósofo, faz um Nietzsche em toda sua vontade de poder, o próprio <em>übermensch</em>. O Breuer do filme é um arremedo de parlapatão e palhaço de circo pobre. As cenas que representam seus sonhos ou a sugestão/ordem de Nieztsche em ver Bertha Pappenheim como uma demente são levadas ao extremo. Entra em cena a falta de sensibilidade para assuntos delicados e a caricatura grotesca, o humor grosseiro, do qual só americanos e adolescentes conseguem rir. E Bertha&#8230; pobre Bertha. Passemos para Lou. Lou&#8230; Pobre Lou! Uma mulher tão poderosa, tão influente, tão sensual, tão inteligente, transformada em uma Barbie. Nem quero compará-la com <strong>Ana Paula Arósio</strong>, que fez Lou Salomé na peça, numa participação em vídeo. Não há como comparar a peça e o filme. A peça é infinitamente superior.</p>
<p align="justify">Juro por Nietzsche e por toda fé que tenho nele que procurei algo de bom no filme. Provavelmente todos os envolvidos em sua realização estiveram drogados durante todo o tempo para conseguir fazer algo tão ridículo. Se ainda assim você quiser assistir, lembre-se que Nietzsche não tem nada a ver com aquilo e mantenha à mão uma cópia de <em><strong>Dias de Nietzsche em Turim</strong></em>, de <strong>Júlio Bressane</strong>, para ver em seguida e tirar a má impressão.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/abby.jpg" align="right" />Bobagem por bobagem, assista <strong><em>Eu sou a lenda</em></strong>, que está estreando nos cinemas brasileiros esta semana. Vale como entretenimento, que é o máximo que se deve esperar de um filme americano para se evitar decepções. É <em>legalzinho</em>. A história é <em>bacaninha</em>. E essas adjetivações é o que posso usar de mais pejorativo, imitando a pobre crítica que costumamos ter. Não vale pensar um filme que não faz pensar. Que mais pode ser dito? Tem o <strong>Will Smith</strong>, que é um cara legal. Tem a brasileira <strong>Alice Braga</strong> (a morena gatinha por quem Buscapé se apaixona em <em><strong>Cidade de Deus</strong></em>). Tem os (d)efeitos especiais da “zumbizada” que faz você esquecer os bons momentos do filme. E tem Sam (a pastora <strong>Abby</strong>), a melhor entre todos os atores de <em>Eu sou a lenda</em> e também a melhor parceira que Will Smith já teve desde <strong><em>MIB – Homens de Preto</em></strong>. Pode ir ao cinema do shopping, levar pipoca, falar ao celular e gritar. Se puder, pague meia.</p>

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		<title>Never say never again</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 03:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Inebriado pelo sucesso fácil, arrebatado pela graça dos dois dígitos ao lado da palavra Comments, subitamente cativado pela pujança verborrágica de leitores bissextos (em ano idem), sigo o exemplo de Bond, James Bond – primeiro e único Sir Sean Connery &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/01/10/never-say-never-again/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/olgakury.jpg" align="right" height="273" width="228" />Inebriado pelo sucesso fácil, arrebatado pela graça dos dois dígitos ao lado da palavra <em>Comments</em>, subitamente cativado pela pujança verborrágica de leitores bissextos (em ano idem), sigo o exemplo de Bond, James Bond – primeiro e único <strong>Sir Sean Connery</strong> – e volto em minha palavra de nunca mais colocar um texto como em meus primórdios de blog, quando este ainda se chamava <em><strong>Leseira Geral</strong></em> e seu único intuito era dar uma fresca ao principal locatário de minha paquidérmica caixa craniana.</p>
<p align="justify">Nunca diga nunca outra vez, ensinou o ainda não-Sir Connery quando, em 1983, retomou o papel que o fez famoso. Dar uns pegas numa <strong>Kim Basinger</strong> pré-balzaca é um bom motivo para quebrar qualquer promessa. Assim como James Bond só existe um, o Sean; também só existe um papa, o <strong>João Paulo</strong>; e uma Dona Benta, a <strong>Zilka Salaberry</strong>. Já Bond Girl, cada um tem a sua preferida. A minha é a Kim, a primeira que vi, quando tinha apenas onze anos. Confesso, fiquei de orelha em pé pela possibilidade de uma brasileira ser a próxima da lista, principalmente se fosse <strong>Juliana Paes</strong> ou <strong>Cleo Pires</strong>. Mas, confesso também, fiquei impressionado pela escolha da bela ucraniana <strong>Olga Kurylenko</strong>, uma magrinha de carnes em locais estratégicos. Só me preocupo com a possibilidade de haver alguma filmagem em seu país de origem. As cenas são perigosas, acidentes acontecem e vocês sabem: na Ucrânia, todo traumatismo é um traumatismo ucraniano.</p>
<p align="justify">Mas este <strong>post-bigbrodiano-com-mulher-em-trajes-mínimos-ou-nem-isso</strong> quer tratar <img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/chicoben.jpg" align="right" />de mais alguns temas da semana. Um deles é o <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/01/09/ult23u903.jhtm" target="_blank">resgate dos quadros roubados do Masp</a> em dezembro. Assim que soube quais haviam sido, pensei: “<em>Putz! Seqüestraram o Chico Bento!</em>”. Pensei também: “Se <strong>Chateaubriand</strong> fosse vivo, a próxima manchete seria com os ladrões mortos!”. Onde já se viu tamanha facilidade em entrar num museu do porte do Masp?! E agora, passados menos de vinte dias, a polícia mostra mais uma vez que, quando quer, funciona. Indolência é a competência com preguiça. Seduzidos pelas câmeras internacionais, trataram de estufar peitos, levantar armas e tirar o Chico do cativeiro. Aqueles malditos quadros – que em nenhuma vez das quais estive lá me deixaram fotografar – nunca viram tantos <em>flashes</em>. Fotos de todos os ângulos distribuídas via rede mundial para facilitar o trabalho de cópia dos falsificadores. E no meio da confusão, vem <strong>Pedro Corrêa do Lago</strong> dizer que <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u361108.shtml" target="_blank"><strong>Debret não é Debret</strong></a>, é <strong>Brunia</strong> e vale muito mais. Acompanhando tudo isso, senti-me o próprio Zé Lelé. Somos mesmos uns caboclos.</p>
<p align="justify"><strong>Nicole Kidman</strong> está grávida e vou logo avisando: Não fui eu! Próximo ponto.</p>
<p align="justify">Deparo-me com a manchete: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u360912.shtml" target="_blank"><em>Polícia prende mulher de 68 suspeita de tráfico no Rio</em></a>. Pergunto: trata-se de uma mulher nascida em 1968 ou de uma mulher “daquela época”? Teria ela acreditado que o ano de 1968 não acabou e traficava para subsidiar a luta armada? O que é isso, companheiro? Uma vovó de quase 70 dando mole pra meganha? Levanta, sacode o pó, dá a volta por cima, minha senhora. Não se fazem mais velhas sábias como antigamente. Que saudades da vovó que traficava lambretas na fronteira!</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/rio60.jpg" align="left" height="167" width="288" />Da semana, salvou-se a maravilhosa foto (o tema é terrível, mas o trabalho de fotojornalismo foi perfeito) de <strong>Bruno Gonzales</strong> que deu a manchete pronta para qualquer jornal: <strong>Rio 60 graus</strong>. Distribuí imediatamente, na terça, entre amigos fotógrafos assim que apareceu na Internet. O Dia, edição de quarta, estampou a foto e foi em cima: <em>Rio 60 graus: Culpa do tráfico</em>.</p>
<p align="justify">Volto amanhã com a programação normal.</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff">.</font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>

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