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	<title>Sempre Algo a Dizer &#187; Série &#8211; Para gostar de ler</title>
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		<title>Para gostar de ler 3 &#8211; AMIGOS PARA SEMPRE</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 21:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que você espera de um amigo ideal, perfeito? Que ele esteja sempre à disposição a qualquer hora do dia ou da noite? Que esteja por perto? Que saiba ouvi-lo? Que diga exatamente aquilo que você precisa ouvir? Que tenha &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/06/04/amigos-para-sempre/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/pgdeler3.jpg" align="left" border="0" height="125" width="108" />O que você espera de <strong>um amigo ideal</strong>, perfeito? Que ele esteja <strong>sempre à disposição</strong> a qualquer hora do dia ou da noite? Que esteja por perto? Que saiba ouvi-lo? Que <strong>diga exatamente aquilo que você precisa</strong> ouvir? Que <strong>tenha passado bons momentos com você</strong> e possa lembrar disso para fazê-lo sentir novamente boas emoções?</p>
<p align="justify">É difícil ter um amigo assim. Pelo menos um amigo humano. Mas um <strong>amigo livro</strong> é exatamente desse jeito. E você nem precisa ligar. Ele está bem ali na sua estante.</p>
<p align="justify">O que você está precisando ouvir pode estar em suas páginas. Ele – o livro – faz com que você se concentre, pense melhor e acabe encontrando as respostas que está buscando. É um tremendo amigo. Nunca é chato. Fica sempre quietinho, na dele. Só entra em ação quando solicitado.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/liniers3.jpg" border="0" height="220" width="500" /></p>
<p align="justify">Bom mesmo é quando você descobre que amigos desse tipo, diferente dos humanos, <strong>se pode ter aos montes</strong>. E eles acompanham sua história, sabem tudo de você, guardam seus segredos.</p>
<p align="justify">Desses amigos, os mais antigos que tenho são de duas coleções: uma de doze volumes do <em>Sítio do Picapau Amarelo</em> e outra de três com clássicos infanto-juvenis. Nossa amizade já vai em mais de trinta anos e eles continuam aqui comigo. Ensinaram-me a ler, me viram crescer, viram meus filhos nascer e certamente conhecerão meus netos.</p>
<p align="justify">Outros foram chegando em <strong>momentos especiais</strong>. Caíram em minhas mãos como se fosse mágica. Responderam as dúvidas que eu tinha naquele instante e se tornaram <strong>amigos para toda a vida</strong>. Nós nos olhamos com cumplicidade, com a certeza de que só nós conhecemos <strong>certo segredo</strong>. Não adianta louvá-los aos seus amigos de carne e osso. Esses podem pegá-los e não ver nada de especial. É porque são seus amigos. São especiais para você.</p>
<p align="justify">Há livros que li várias vezes e os quais lerei muitas outras. Vou aprendendo mais e mais a cada nova conversa. É como se fosse a primeira vez, mas há todo um conhecimento prévio que facilita a descoberta de coisas nunca percebidas em outras leituras. É o amigo que você conhece tão bem a ponto de entendê-lo como nenhuma outra pessoa faria. A compreensão flui sem qualquer esforço.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.citronvache.com.br" target="_blank"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/cardon.jpg" border="0" /></a></p>
<p align="justify"><strong>Quantos desses amigos você tem?</strong> Se acha que nenhum, mas há livros em sua casa, procure direito. Se realmente não tiver, saiba que eles podem ser conquistados a qualquer momento. Exponha-se em uma livraria ou um sebo e logo um deles irá encontrá-lo. Sim, são <strong>eles que nos escolhem</strong>.</p>
<p align="justify">Permita-se viver esse sentimento e você entenderá o significado da expressão “<em><strong>amigos para sempre</strong></em>”.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
<map name="Map">
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		<title>Para gostar de ler 2 &#8211; MAS EU NÃO TENHO TEMPO!</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 03:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Série - Para gostar de ler]]></category>

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		<description><![CDATA[“Tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio”. Os versos da canção do Pato Fu denunciam algo do qual sempre desconfiei: os mineiros sabem viver no ritmo certo. Sem pressa. Em cadência quase oriental, &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/06/03/mas-eu-nao-tenho-tempo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/pgdeler2.jpg" align="left" border="0" height="125" width="108" />“<em>Tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio</em>”. Os versos da canção do <strong>Pato Fu</strong> denunciam algo do qual sempre desconfiei: os mineiros sabem <strong>viver no ritmo certo</strong>. Sem pressa. Em cadência quase oriental, espiritual, como quem acredita que se algo não puder ser resolvido agora poderá se ajeitar em uma outra vida. <strong>Gente assim vive mais e melhor.</strong></p>
<p align="justify">“<strong><em>Não tenho tempo para ler</em></strong>”, “<em><strong>Se tivesse mais tempo, eu até leria</strong></em>”, “<em><strong>Quando eu tiver tempo&#8230;</strong></em>”. Todo mundo já disse ou já ouviu algumas dessas frases ou outras variações quando o assunto é <strong><em>leitura</em></strong>.</p>
<p align="justify">A <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/28/materia.2008-05-28.4425783869" target="_blank">pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro e Ibope Inteligência</a> diz que “<strong><em>entre os motivos para não ler, a falta de tempo aparece como o mais apontado, com 29%</em></strong>”. Novidade alguma, mas agora há uma pesquisa legitimando isso.</p>
<p align="justify">Para entender esse “<em>problema</em>” é preciso, primeiro, pensar a respeito do <em>tempo</em>.</p>
<p align="justify"><strong>O tempo</strong>, como o utilizamos – dividido em anos, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos –, <strong>é uma invenção nossa</strong> e, como tal, <strong>deveria ser usado a nosso favor</strong>, para nosso benefício e não para nos prejudicar. <strong>Ninguém tem mais ou menos tempo que outro.</strong> A divisão é a mesma para todos. Quando alguém diz que não tem tempo para alguma coisa, podemos fazer, de imediato, três interpretações básicas:</p>
<blockquote>
<p align="justify">1) a pessoa está usando a “falta de tempo” como <strong>desculpa para não fazer algo</strong> que não considera prioridade ou necessário em sua vida;</p>
<p align="justify">2) a pessoa <strong>administra mal “o seu tempo”</strong>, vive ocupada, e realmente acredita que não tem condições de encaixar outra atividade em sua rotina;</p>
<p align="justify">3) a pessoa <strong>realmente vive tão assoberbada</strong> de coisas para fazer que, infelizmente, nem vive e logo vai ter essa grande dádiva – a vida – confiscada, já que não sabe mesmo como utilizá-la adequadamente.</p>
</blockquote>
<p align="justify">Se você costuma dizer que “<em>não tem tempo</em>”, <strong>seja honesto e diga em qual das três situações você se encaixa</strong>.</p>
<h3><font color="#000080">COMO SOLUCINAR TAIS “PROBLEMAS”</font></h3>
<p align="justify">Quem se encaixa na primeira situação, na qual a falta de tempo é só uma desculpa, provavelmente tem <strong>outro problema</strong>. Ele também é mostrado na pesquisa do Pró-Livro:</p>
<blockquote>
<p align="justify"><em>Outros 28% não lêem porque não são alfabetizados e 27% porque <strong>não gostam ou não têm interesse</strong>. Entre as limitações, 16% afirmaram que <strong>possuem um ritmo lento de leitura</strong> e outros 7% disseram <strong>não compreender a maior parte do que lêem</strong>.</em></p>
</blockquote>
<p align="justify">Isso tudo está relacionado com a <strong>péssima educação</strong> que temos no país, com a <strong>falta de incentivo à leitura</strong> desde cedo. A “<em>falta de tempo</em>” é mesmo mera desculpa. Você vai precisar tomar uma atitude séria e <strong>TER A CORAGEM DE APRENDER A LER</strong>. Sim, você já leva vantagem por ser alfabetizado, agora é só praticar. <strong>Pare de mentir para si mesmo e LEIA.</strong></p>
<p>Aos que se encaixam na segunda situação – a de administrar mal o tempo e acreditar que não consegue encaixar a leitura no seu dia –, falarei sobre minha própria experiência. Quando alguém me diz que “<em>leria (mais) se tivesse mais tempo</em>”, costumo retrucar da seguinte forma: “<em><strong>Faça como eu: não durma</strong></em>”. Invariavelmente a pessoa ri e acha que estou brincando. Não estou. Normalmente, durmo cinco ou seis horas por dia. Se você acha isso pouco, explico os motivos: <strong>eu não tenho tempo para dormir e vou ter todo o tempo para fazer isso quando morrer</strong>. É uma escolha. Eu acho mais importante ler do que dormir. Mas todo mundo precisa dormir! Sim e eu durmo. Só <strong>o tempo necessário</strong> para restabelecer minhas forças. <strong>Não desperdiço o tempo</strong> que pode ser empregado em outras atividades dormindo além do necessário. Mas vamos com calma. Se você precisa de oito, dez ou doze horas de sono diárias para se recuperar plenamente, durma todo o tempo que precisar. Garanto que <strong>isso não o impedirá de criar um hábito de leitura</strong>.</p>
<p align="justify">Por que? Porque <strong>você perde tempo enquanto está acordado</strong>.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/calvintv.jpg" border="0" /></p>
<p>Diga-me: <strong>quanto tempo você passa na frente da televisão</strong> durante um dia? <strong>Quanto tempo fica sentado em algum lugar esperando alguma coisa</strong> (ser atendido pelo médico, pegar o filho na escola, a mulher no trabalho, ficar na fila de um banco ou dos Correios,&#8230;)? Se você pega ônibus ou outro transporte coletivo, <strong>o que faz enquanto espera e durante o tempo que está nele</strong>? <strong>Quanto tempo você passa na cama</strong> antes de pegar no sono? O que você faz quando não consegue dormir?</p>
<p align="justify">Imagine que você tirasse <strong>apenas dez minutos do tempo que você vê televisão</strong>, cinco minutos em que está esperando por algo ou alguém e mais uns dez minutos, já na cama, antes de dormir. Já seriam <strong>25 minutos por dia</strong>. Digamos que, durante esse tempo, você conseguisse ler quinze páginas de um livro. Seriam 105 páginas em uma semana. <strong>Mais de quatrocentas em um mês</strong>. Um livro médio de quatrocentas páginas ou dois de duzentas. Mas digamos que você só se dispõe a pegar menos da metade desse tempo para ler: quatro minutos a menos de tevê, quatro minutos na fila, quatro minutos na cama. Doze minutos diários, umas sete páginas por dia, 210 em um mês. <strong>Seria um livro por mês. </strong>Doze em um ano.<strong> Muito acima da média – ridícula e a qual, creio, seja muito pior na realidade – de 4,7 livros/ano atribuída aos brasileiros.</strong></p>
<p align="justify">Entendeu? Não. Vou mostrar com desenhos.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/falta01.jpg" border="0" /></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/falta02.jpg" border="0" height="400" width="600" /></p>
<p align="justify">Os desenhos acima são de uma campanha das <strong><em>Edições O Cruzeiro</em></strong> e da <strong>Câmara Brasileira do Livro</strong>. Eles foram publicados no <strong>final da década de 1960</strong> nas páginas de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em><strong>O Cruzeiro</strong></em></a>. Naquela época, a população do Brasil era metade da atual e as tiragens dos livros eram, no geral, bem maiores que as de hoje, assim como estes ganhavam várias edições. Mas já estavam em queda. Percebeu que <strong>você tem tempo de sobra? O que está faltando é um livro.</strong></p>
<p align="justify">A cada mês, seleciono quinze livros. Esforço-me para ler doze e coloco oito como meta mínima. É claro que há muitas mudanças, variações e obstáculos durante esse percurso de trinta dias. Leio muitas biografias (que costumam ter mais de 600 páginas), viajo, sinto-me indisposto, tenho dor de cabeça, me canso e acabo dormindo mais que o de costume, as obrigações como pai e marido tomam mais tempo do que o planejado&#8230; mas, <strong>em média, leio dois livros por semana</strong>. E acho pouco. Claro, leio ainda revistas, jornais, <em>blogs</em>, <em>sites</em>, etc. Ficaria feliz se conseguisse ler três por semana. E meu “plano de aposentadoria”, como muitos sabem, inclui <strong>ler um livro por dia</strong>.</p>
<h3><font color="#000080">OS RITMOS</font></h3>
<p align="justify">Calma lá! Assim como devemos respeitar nossa necessidade de sono, também <strong>devemos respeitar nosso ritmo de leitura</strong>. Eu leio assim porque consigo ler rápido e entender o que estou lendo. Não há genialidade ou super-poder algum nisso. É <strong>simples prática</strong>. <strong>Michael Phelps</strong> também nada muito mais rápido que eu. E ele nem é um peixe! <strong>É só um cara que treinou uma capacidade – que eu e você também temos – com mais afinco para fazer determinada coisa. </strong></p>
<p align="justify">Além do <em>ritmo do leitor</em>, há o <strong><em>ritmo do livro</em></strong> e o <strong><em>ritmo do envolvimento</em></strong>. Dois exemplos sobre o ritmo do livro. <em><strong>A montanha mágica</strong></em>, de <strong>Thomas Mann</strong>, é um livro cheio de descrições minuciosas, demoradas (chatas, mesmo!), em uma história longa e repleta de curvas. Precisa ser lido com cuidado. Degustado demoradamente, mastigado da forma adequada para poder ser digerido. Já um livro como <em><strong>O Código Da Vinci</strong></em>, de<strong> Dan Brown</strong>, tem outro ritmo. É rápido.  Você acaba de ler um de seus pequenos capítulos e já quer saber como aquela trama se resolve e qual será a próxima. É uma leitura nervosa, agoniada. Não tem graça deixar para depois.</p>
<p align="justify">O ritmo do envolvimento está relacionado ao <strong>seu interesse pelo tema</strong>. Ainda que eu consiga ler, de forma relativamente fácil, seiscentas ou setecentas páginas em um final de semana, costumo passar um mês inteiro com uma biografia. Gosto de entrar na vida do biografado, de pensar sobre cada momento, de me deter em certas histórias, de pesquisar a respeito, de fazer leituras paralelas para ajudar na contextualização de época e me sentir ainda mais familiarizado com os personagens. Por outro lado, livros considerados fáceis – como os de <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/safev07.htm#adelaide"><strong>Adelaide Carraro</strong></a>, de quem li uns trinta títulos –, costumo ler de um só fôlego. São leituras “para relaxar”, já que não exigem muito do leitor. E nisso não há qualquer demérito para o autor. Muito pelo contrário. Não é à toa que, cada um a seu tempo e devidamente inserido no contexto de sua época, autores como Adelaide Carraro e <strong>Paulo Coelho</strong> sejam tão lidos. E se, por muitos, são considerados vulgares ou autores de subliteratura, há neles <strong>o mérito inegável de fazer uma quantidade gigantesca de gente que jamais leu vir a pegar em um livro e se tornar um leitor</strong>. Milhares. Milhões. Eu adoro <strong>Kafka</strong>, <strong>Machado de Assis</strong>, <strong>Lima Barreto</strong>, mas jamais sugeriria a um não-leitor que tentasse começar a ler por algum deles. Provavelmente serviria como desestímulo.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/liniers2.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify"><strong>Exercite-se.</strong> E, como em todo exercício, comece pegando leve: leitura fácil, durante um tempinho, <strong>TODO DIA</strong>. Depois vá aumentando. Logo, logo você vai estar encarando os pesos pesados da Literatura.</p>
<p align="justify">Conseguiu chegar até aqui? Acha que “<strong>perdeu tempo com isso</strong>”? Então vou compensá-lo. Comente e concorra a um exemplar do <em><strong>Entrelinhas</strong></em> ou de <em><strong>Câmara Cascudo &#8211; 20 Anos de encantamento</strong></em>, duas antologias com textos meus. Comentou, já está concorrendo.</p>
<p align="justify">Amanhã, no próximo texto desta série, falarei sobre <strong>os prazeres que a leitura proporciona e como o livro</strong> – e não o cachorro – <strong>é o melhor amigo do homem</strong>.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Para gostar de ler 1 &#8211; É DE PEQUENO&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 03:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Costumo dizer que sou da “geração de transição”. Da última que leu. Logo depois, os livros cederam sua função de educadores à televisão. O resto, todos já sabemos. Ou não. Não nasci em uma casa com livros. Mas nos anos &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/06/02/e-de-pequeno/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/pgdeler1.jpg" align="left" border="0" height="125" width="108" />Costumo dizer que sou da “geração de transição”. Da última que leu. Logo depois, os livros cederam sua função de educadores à televisão. O resto, todos já sabemos. Ou não.</p>
<p align="justify">Não nasci em uma casa com livros. Mas nos anos 70 ainda existiam os vendedores de enciclopédias e coleções que iam de porta em porta. A intenção era prover o próprio sustento, mas sem querer colaboraram para que muita gente adquirisse <strong>o hábito de ler</strong>.</p>
<p align="justify"><strong>Um leitor se faz de pequeno.</strong> O que não quer dizer, em absoluto, que não se possa começar a qualquer instante. Mas quem começa mais cedo leva muita vantagem.</p>
<p align="justify">Uma criança não tem – ou pelo menos não deveria ter – com o que se preocupar. Sua cabeça é como um pote que veio ao mundo totalmente vazio. Um pote forte, vigoroso, capaz de guardar qualquer coisa. <strong>O que vamos colocar dentro dele e quando começaremos a fazer isso são dois pontos importantíssimos.</strong> Isso fará toda a diferença e determinará se a criança se tornará ou não um leitor.</p>
<p align="justify"><a href="http://www.porliniers.com" target="_blank"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/liniers1.jpg" align="right" border="0" height="260" width="220" /></a>Dia desses, vi <strong>Marina Colasanti</strong> dizer que <strong>“<em>o transmissor (&#8230;) tem que ser um apaixonado por leitura senão a coisa não anda</em>”</strong>. Então, um conselho aos pais: não esperem que seus filhos aprendam isso na escola. Eles podem ter a sorte de encontrar um professor que goste de ler e incentive tal prática, mas isso, infelizmente, é raro. Portanto, <strong>faça isso você mesmo. Assuma essa responsabilidade. </strong>E se você não gosta de ler, aproveite a oportunidade e aprenda. Se não por você, por seus filhos.</p>
<p align="justify">Quando me perguntam <strong>o que desejo que meus filhos sejam</strong>, sempre respondo: “<strong><em>O que eles quiserem desde que saibam ler</em></strong>”. Digo isso porque, por conta do <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><strong>Memória Viva</strong></a>, recebo muitos e-mails de pessoas que estão fazendo trabalho de conclusão de curso, mestrado ou mesmo doutorado pedindo algum tipo de auxílio para suas pesquisas. Em geral, elas demonstram muita dificuldade em conseguir o material que precisam para seus estudos. Isso se deve, principalmente, ao fato de que não aprenderam a ler. Isso mesmo: <strong>NÃO APRENDERAM A LER.</strong> Têm títulos de graduação, de mestrado, de doutorado e não sabem ler. <strong>São alfabetizadas, claro, mas não sabem ler.</strong> Por isso encontram dificuldades ao pesquisar. Elas não têm um mundo de informações que deveriam ter adquirido pelo hábito de leitura, não sabem como buscar informações e, quando as encontram, têm dificuldade em entendê-las. Tudo isso porque não aprenderam a ler corretamente. Não se exercitaram para isso. Não praticaram com a devida determinação algo que é <strong>pré-requisito para todas as outras etapas de aprendizagem</strong>.</p>
<p align="justify">Você saber correr, não sabe? Sabe nadar? Isso o qualifica para as provas de atletismo ou de natação nas Olimpíadas? Claro que não. Os atletas que disputam Olimpíadas se preparam para isso desde pequenos. Vivem para isso. <strong>Todo atleta exercita seu corpo</strong>, seus músculos, toda sua estrutura física <strong>para conseguir o melhor proveito</strong> na hora de correr, nadar ou participar de qualquer outra competição. <strong>Com a leitura é a mesma coisa. </strong>É preciso se exercitar desde pequeno e manter um padrão de qualidade desse exercício para que você esteja sempre preparado para tirar o melhor proveito. Ler não é algo só para escritores, jornalistas, filósofos ou outro gênero de maluco. <strong>É para todos.</strong> Um médico, um engenheiro, um físico, um advogado vai entender melhor qualquer novo conhecimento que chegar a suas mãos, relacionado à sua própria profissão, se souber ler corretamente. E para isso só existe uma maneira: exercitar sempre.</p>
<p align="justify">Este <em>blog</em> recebe mais de cem visitas diariamente. Fico me perguntando: quantas lêem um texto até o final? Independente de eu escrever bem ou mal, se a pessoa chegou até aqui é porque se interessou por algo. Aqui ou em outro <em>blog</em>, um artigo no jornal, em uma revista. Refaço – e atualizo – a pergunta: <strong>quantas conseguem se concentrar por cinco ou dez minutos para a leitura de um texto?</strong> “<strong><em>Ah, mas eu já li por alto e não tenho tempo</em></strong>”, dirão alguns. Isto é o equivalente a “<em>na próxima segunda-feira, eu começo o regime</em>” ou “<em>no próximo mês, começo a ir à academia</em>” ou ainda “<em>no ano que vem, vou voltar a estudar</em>”. <strong>É só uma desculpa para deixar de lado algo necessário e que faria bem. </strong></p>
<p align="justify">Amanhã, no próximo texto, abordo <strong>a principal desculpa de que não lê: a falta de tempo</strong>.</p>
<p align="justify">E se você leu até aqui, esforce-se mais um pouquinho e comente. Mesmo que seja apenas para dizer triunfante: <strong>EU LI</strong>.</p>
<p align="justify"><strong>SUGESTÕES</strong><br />
:: <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/30/materia.2008-05-30.4403166515" target="_blank">Mãe é quem mais incentiva a leitura, mostra pesquisa</a><br />
:: <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM822960-7823-O+SAUDAVEL+HABITO+DE+LER,00.html" target="_blank">O saudável hábito de ler</a> (Vídeo &#8211; Globo Comunidade)<br />
:: <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM822963-7823-UM+INCENTIVADOR+DA+LEITURA,00.html" target="_blank">Um incentivador da leitura</a> (Vídeo &#8211; Globo Comunidade)<br />
:: <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM831619-7823-SALAO+DO+LIVRO+INFANTIL+COMPLETA+ANOS,00.html" target="_blank">Salão do Livro Infantil completa 10 anos</a> (Vídeo &#8211; Jornal Nacional)</p>
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