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	<title>Sempre Algo a Dizer &#187; Quadrinhos</title>
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		<title>Dr. Macarra, o padroeiro das redes sociais</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 22:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sebastião Morato de Alcântara era o nome do sujeito. Nasceu no dia 11 de setembro de 1921, no município pernambucano de Barreiros, a 102 quilômetros e cinco dias de distância do nascimento de Carlos Estevão. Para as mulheres solteiras e &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/12/21/dr-macarra-o-padroeiro-das-redes-sociais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/12/macarra01.jpg"><img class="size-full wp-image-1125 aligncenter" style="border-style: initial; border-color: initial; border-image: initial; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; border-width: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/12/macarra01.jpg" alt="" width="600" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sebastião Morato de Alcântara era o nome do sujeito. Nasceu no dia 11 de setembro de 1921, no município pernambucano de Barreiros, a 102 quilômetros e cinco dias de distância do nascimento de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao" target="_blank">Carlos Estevão</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para as mulheres solteiras e carentes com mais de 30, ele se apresentava como Doutor Zilá Camboim, às vezes engenheiro, outras militar, sempre elegantemente trajado, muito educado e solícito. Na verdade, tinha apenas o primário, era casado (mas vivia separado da esposa) e era velho conhecido da polícia, que o chamava de Doutor Macarrão. Passou quase 20 anos ludibriando mulheres para lhes roubar dinheiro e joias. Vivia disso. Este era o seu ofício.</p>
<p style="text-align: justify;">No papel, o Dr. Macarra não era alguém de quem se pudesse ter raiva ou querer prender. Era um pobre coitado já tão castigado pela vida que, para os leitores (ou “vedores”, como dizia Carlos Estevão), só restava rir da sua desgraça e das tentativas de se passar por um homem de respeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/12/macarra01_capa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1126" title="" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/12/macarra01_capa.jpg" alt="" width="230" height="332" /></a>A revista com seu nome durou apenas nove edições, de abril a dezembro de 1962, mas ele só aparece na capa da primeira. Além das histórias do personagem-título, há também as Novas Aventuras de Sharleck Halmes (apresentadas por Sir Charles Stevens), além de séries e charges com os temas de costume. Tudo roteirizado, desenhado e finalizado por Estevão.</p>
<p style="text-align: justify;">Dr. Macarra foi um herói da Força Expedicionária Brasileira, <a href="http://www.facebook.com/media/set/?set=a.136735409722092.26590.100001569022672&amp;l=9a86acecd5" target="_blank">esteve em Cuba</a> e na selva africana, foi astro do cinema, membro da Academia Brasileira de Letras, artista de múltiplos talentos, um grande político e circulou por Paris. Tudo em sua imaginação e nas histórias que contava para alguma figura feminina. A realidade, sempre mostrada no quadro seguinte, era bem diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Era um personagem mais humano e muito mais rico que o Amigo da Onça. E talvez este tenha sido também o causador de sua morte precoce. Você não conhece um Dr. Macarra? Você não já deu uma de Dr. Macarra? Abra agora o Twitter ou o Facebook e veja quanta gente inteligente, bem-sucedida, rica, frequentadora das melhores festas, amigas de celebridades, que tem tudo que o dinheiro pode comprar e que viaja pelo mundo todo. Você acredita mesmo que todas as pessoas que conhece vivem do jeito que demonstram? Você pode até conhecer um ou dois amigos da onça, mas Dr. Macarra, garanto, você conhece um monte.</p>
<p style="text-align: justify;"><small>* Texto originalmente publicado na edição 371, de outubro de 2011, do <em>Jornal da ABI</em>, como box da matéria <em><a href="http://www.readoz.com/publication/read?i=1043787#page30" target="_blank">Carlos Estevão 90 anos &#8211; Ele só queria ser criança</a></em>)</small></p>

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		<title>Que Appe é esse?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 23:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando, em maio de 2006, em Campinas (SP), João Buhrer me perguntou “Por que você não escreve a biografia do Appe?”, eu não fazia a mínima ideia de onde me meteria ao responder “É mesmo!”. Estava cansado da superficialidade do &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/02/03/que-appe-e-esse/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_01interrog.jpg"><img class="size-full wp-image-883 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_01interrog.jpg" alt="" width="600" height="377" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quando, em maio de 2006, em Campinas (SP), João Buhrer me perguntou “<em>Por que você não escreve a biografia do Appe?</em>”, eu não fazia a mínima ideia de onde me meteria ao responder “<em>É mesmo!</em>”. Estava cansado da superficialidade do jornalismo, fazia o <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><em>Memória Viva</em></a> há nove anos, já estava mesmo na hora de publicar um livro&#8230; Por que não?</p>
<p style="text-align: justify;">Deve ter sido um demônio que falou pela boca de João: “<em>Vamos mostrar a esse cara que escrever uma biografia não é fácil como ele pensa.</em>” Mas pode ter sido um anjo: “<em>Appe merece ter seu trabalho mostrado às novas gerações. Corra para falar com ele!</em>” Corri, mas não cheguei a tempo. Appe morreria pouco mais de dois meses depois daquele <em>insight</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Se por um anjo ou por um demônio, não sei, mas graças a um texto contando esta história, a montanha veio a Maomé. A família de Appe me encontrou e se colocou à disposição para o que eu precisasse para desenvolver a pesquisa. Em abril de 2007, lá estava eu, pela primeira vez de já não sei quantas, em seu arquivo pessoal, sendo adotado por Neusa (sua viúva) e cevado por Doris (sua enteada).</p>
<p style="text-align: justify;">Depois das duas primeiras rodadas de entrevistas com familiares e colegas de trabalho, vi que não seria difícil escrever sobre sua vida. Ele viveu bastante – 86 anos –, mas teve uma vida pessoal tranquila, caseira. À exceção do período de glória em <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em></a>, claro.  Jovem, bem empregado, frequentando altas rodas, manteve uma <em>bonbonnière</em> para deleite próprio e de seus amigos. Entendeu, não? <em>Bonbonnière</em>, aquele lugar cheio de docinhos gostosos para se comer&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_02carica.jpg"><img class="size-full wp-image-884 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_02carica.jpg" alt="" width="600" height="339" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Appe deixou uma dica de como queria ver sua vida contada: através de seus desenhos. O Appe que a maioria conhece é o caricaturista e chargista político da revista <em>O Cruzeiro</em>, mas ele é bem mais que isso. Muito mais mesmo! Deixei de contar o número de obras, fotos e documentos que digitalizei quando passou de dois mil. E nem mexi ainda em minha coleção de <em>O Cruzeiro</em> e quase nada também na de João Buhrer, o que certamente irá gerar mais de mil desenhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando me deparei com o Appe menos conhecido, vi que o trabalho não seria fácil. Usei a lógica que usamos para montar quebra-cabeças: comecei pelas bordas. Deixei a era de <em>O Cruzeiro</em>, o centro, por último. Da época anterior, me deparei com trabalhos em <em>A Manhã</em> e <em>A Vanguarda</em>. Na maioria, recortes sem data. Biógrafos, historiadores e acadêmicos já sabem do que estou falando. Não basta ter o desenho. É preciso entender todo o contexto em que foi criado e publicado. É ainda mais complicado quando se trata de charge política. Quem são aquelas pessoas na charge? Fácil quando se trata de alguma figura muito conhecida. Mas e aquelas que o tempo apagou, que foram eclipsadas por outras maiores? Quem eram? Por qual motivo apareciam naquela piada? E qual era a piada?! O que foi escrito no jornal daquele dia sobre os personagens da charge? Agora, imagine se deparar com, digamos, cem recortes, sem datas, sem ordem, sem contextualização e quase sem pistas de por onde começar a ordená-los e entendê-los. Um exemplo simples. Jornal <em>A Manhã</em>, 1954. Onde há uma coleção dessas? Terei acesso a ela? Pode ser manuseada? Está microfilmada? Quantas edições terei que folhear? Duzentas? Duzentas e cinquenta? E a leitura, para entender a época e o contexto, quanto tempo levará? Estou falando de um recorte bem limitado no tempo e, se comparado a todo o resto, nem tão importante, mas necessário que seja feito.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_04adhemar.jpg"><img class="size-full wp-image-885  aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_04adhemar.jpg" alt="" width="450" height="496" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Esta é fácil! Adhemar de Barros, derrotado na disputa para o governo<br />
de São Paulo, em 1954. No ano seguinte, tentaria a presidência.</em></p>
<p style="text-align: justify;">No caso de um artista gráfico, há também outro ponto importante em todo esse acompanhamento. É preciso conhecer, entender, mostrar e explicar a evolução e mudança de traço, as influências de cada época, quando e como se chegou a um estilo próprio, qual temática era mais abordada em determinado período&#8230; É algo sem fim! Começa-se em um desenho e, de repente, está estudando a vida e a obra de outra pessoa que você nem sabia que existia! E não vai tirar nem dez linhas de tudo isso. Vai “só” compreender melhor o trabalho de quem você está biografando. Não é à toa que digo: biografar é fazer uma graduação sobre a pessoa. E há vidas que precisam de graduação, pós, mestrado, doutorado, pós-doutorado, só para você chegar ao final de 15 anos de pesquisa e descobrir que sabe mais que qualquer criatura sobre a Terra, mas que, ainda assim, não sabe muita coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem é esse Appe que pretendo mostrar? Quem SÃO esses Appes além do chargista e do caricaturista? Pretendo que as respostas cheguem a todos ainda este ano. Por ora, melhor deixar que ele mesmo mostre.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Appe quadrinista</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_05quad.jpg"><img class="size-full wp-image-886 aligncenter" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_05quad.jpg" alt="" width="600" height="329" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe ilustrador</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_06ilust.jpg"><img class="size-full wp-image-887 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_06ilust.jpg" alt="" width="600" height="516" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe cartunista</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_07cartum.jpg"><img class="size-full wp-image-888 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_07cartum.jpg" alt="" width="450" height="462" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe do Blow-Appe</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_08blow.jpg"><img class="size-full wp-image-889 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_08blow.jpg" alt="" width="600" height="383" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe erótico</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_09erot.jpg"><img class="size-full wp-image-891 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_09erot.jpg" alt="" width="600" height="462" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe pintor</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_10pint.jpg"><img class="size-full wp-image-892 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_10pint.jpg" alt="" width="600" height="366" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>* * * * * * * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais: <a href="http://www.me/appe" target="_blank">Memória Viva de Appe</a></strong></p>

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		<title>Elas não são más. Só foram desenhadas assim.</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 09:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Periódicos]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em novembro, Marge Simpson estará na capa da Playboy americana. Vai para minha coleção e me ajudará a esquecer a edição brasileira do mesmo mês que ameaça trazer a capa mais sem graça de sua história. Marge estará na capa &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/10/playtoon.jpg" alt="playtoon.jpg" /></p>
<p align="justify">Em novembro, <strong>Marge Simpson</strong> estará na capa da <em>Playboy</em> americana. Vai para minha coleção e me ajudará a esquecer a edição brasileira do mesmo mês que ameaça trazer <a href="http://www.abril.com.br/noticias/diversao/fernanda-young-confirma-ensaio-nu-playboy-se-explica-498157.shtml" target="_blank">a capa mais sem graça de sua história</a>.</p>
<p align="justify">Marge estará na capa e em três páginas, “sexy e nua”, mas sem mostrar tudo. Quem quiser vê-la em detalhes, com atributos diferentes dos originais e fazendo tudo que se possa imaginar, basta navegar pela Internet. Ela, seus familiares e todos os moradores de Springfield já realizaram todas as taras possíveis graças às benditas mentes pervertidas de inúmeros desenhistas.</p>
<p align="justify">Para a revista, mais pudica, é um momento histórico. Diz-se que é a primeira vez que um desenho será capa da <em>Playboy</em>. Em termos. Outra personagem do mundo dos desenhos já mereceu tal honraria: a sensualíssima e inigualável <strong>Jessica Rabbit</strong>. Isso aconteceu em novembro de 1988 e tenho meu exemplar para provar! A diferença é que Jessica era, na verdade, uma arte criada sobre foto da modelo <strong>Laura Richmond</strong> (<a href="http://www.centerfold.com/playmates/1988/laura_richmond/images/section_bigphoto.jpg" target="_blank">aqui</a> para os mais envergonhados e <a href="http://playboypt.narod.ru/1988/LauraRichmond.htm" target="_blank">aqui</a> para quem quer ver mais).</p>
<p align="justify">Era um tempo diferente, no qual os seios eram naturais e as mulheres ostentavam belos pelos púbicos. A geração que a <em>Playboy</em> pretende atingir com Marge é siliconada e raspada. Aliás, é assim que a senhora Simpson aparece em muitos desenhos na <em>web</em>, mas nós sabemos que ela não é turbinada. Basta descobrir se ela é azul original ou se aquilo é tintura.</p>
<p align="justify">Só espero não ter que esperar outros 21 anos para ver uma edição com <strong>Lois Griffin</strong> ou <strong>Francine Smith</strong>. E que venham bem mais ousadas.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Carlos na Colônia</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 13:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro da Aldeia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Escola da Colônia de Pescadores é uma casinha simples que fica na Praia da Pitória em São Pedro da Aldeia (RJ). Das vezes em que estive por aqui, nunca a vi aberta. Foi nela que Doris, filha de Carlos &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/07/04/carlos-na-colonia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/07/colonia.jpg" alt="colonia.jpg" /></p>
<p align="justify">A Escola da Colônia de Pescadores é uma casinha simples que fica na Praia da Pitória em São Pedro da Aldeia (RJ). Das vezes em que estive por aqui, nunca a vi aberta. Foi nela que <strong>Doris</strong>, filha de <strong><a target="_blank" href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao">Carlos Estevão</a></strong>, fez uma descoberta há algum tempo. Enquanto esperava um atendimento clínico, resolveu mexer em uns pesados livros que estavam por lá. Deu de cara com desenhos de seu pai!</p>
<p align="justify"><a target="_blank" href="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/cecasa01_grande.jpg"><img border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/07/cecasa01.jpg" align="right" /></a>Os volumes eram edições encadernadas de <em><strong>O Jornal Feminino</strong></em>, suplemento de <em>O Jornal</em>, primeiro periódico de Assis Chateaubriand, comprado na década de 1920. No final dos anos 1950, Carlos Estevão publicava nele a série <em><strong>O Casamento Antes e Depois</strong></em>. Dentre os muitos volumes encadernados, Dóris pegou o único que tinha trabalhos do pai, o do primeiro semestre de 1959.</p>
<p align="justify">O interessante é que, há três anos, ela mora a pouco mais de cem metros da Colônia de Pescadores. A coleção pertencia a uma senhora que morava na casa da frente e foi doada quando de sua morte. Está lá, fechadinha, esquecida e fenecendo. À espera de que a umidade e o tempo a desintegrem de vez.</p>
<p align="justify"><a target="_blank" href="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/cecasa02_grande.jpg"><img border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/07/cecasa02.jpg" align="right" /></a>Peguei o volume emprestado e estou digitalizando a série, mas na verdade já tenho quase todas, incluindo os anos anteriores. Há mais ou menos dois anos, comprei uma coleção de recortes encadernados somente com essas publicações feitas n’<em>O Jornal Feminino</em>.</p>
<p align="justify">Para ver duas delas, basta clicar nas imagens ao lado.</p>
<p align="justify">Para ver mais desta e das muitas séries criadas por Carlos Estevão, confira <strong><a target="_blank" href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao">seu site no Memória Viva</a></strong>.</p>
<p align="justify"><strong><font color="#ff0000">LEMBRANDO:</font></strong> <strong>Neste domingo, 5 de julho</strong>, tem reprise do <strong>programa De Lá Pra Cá</strong> sobre <em>O Amigo da Onça</em>. Participei falando sobre Carlos Estevão e a fase em que ele desenhou o personagem. Será exibido <strong>às 18h, na TV Brasil</strong>. Se na sua cidade não pega, <strong><a target="_blank" href="http://www.tvu.ufrn.br">você pode assistir via web</a></strong>.</p>
<p><center><img useMap="#Map3" border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" height="25" /></center><br />
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		<title>Barbarella</title>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 15:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, esses diretores tarados e suas mulheres maravilhosas! Criam e imortalizam mitos femininos só para demonstrar, em escala mundial e histórica, seus troféus. Graças à vaidade exibicionista de Roger Vadim, talvez acentuada pela crise (qual?!) dos 40, o mundo conheceu &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"> <img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/barbarella.jpg" border="0" height="267" width="600" /></p>
<p align="justify">Ah, esses diretores tarados e suas mulheres maravilhosas! Criam e imortalizam mitos femininos só para demonstrar, em escala mundial e histórica, seus troféus. Graças à vaidade exibicionista de <strong>Roger Vadim</strong>, talvez acentuada pela crise (qual?!) dos 40, o mundo conheceu <strong>Barbarella nas carnes de Jane Fonda</strong>. Tão forte, tão perfeita, tão maravilhosamente encarnada que não deixa dúvidas: é única e original. Apesar de não ser nem uma, nem outra.</p>
<p align="justify">Não nego o sangue. Dessas uniões oníricas, coloco a de <strong>Carlo Ponti-Sophia Loren</strong> e as de <strong>Fellini-e-suas-deusas</strong> no topo da lista das mais bem sucedidas do cinema. E no papel, nada como os <em>fumetti</em> de <strong>Milo Manara</strong> e <strong>Guido Crepax</strong> para incendiar a imaginação e a libido de qualquer um. Admito que Barbarella seja uma exceção a tudo isso. Com duas boas justificativas: foi criada por um francês e produzida por um italiano.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/barbarella2.jpg" align="right" border="0" height="299" width="220" />Antes de <strong>Valentina</strong> nascer, <strong>Jean-Claude Forest</strong> já havia criado Barbarella. E, para mim, acabam aí as comparações: heroína sensual em quadrinhos. Prefiro os desenhos e as histórias de Crepax. Ponto. Mas a transposição da personagem de Forest para as telas foi das mais felizes da história do cinema. Dirigida – e “digerida”, se me permitem – por outro francês , mas produzida por um italiano: <strong>Dino De Laurentis</strong>.</p>
<p align="justify">Assistir <a href="http://www.bittorrent.com/users/paramount/torrents/Barbarella/69c9c087-07e9-11dc-9995-00eaf3d23b03" target="_blank"><strong><em>Barbarella</em></strong></a> hoje tem um peso muito maior, imagino, do que em 1968. Naquele ano, enquanto meio mundo pegava fogo, assistir àquela ficção <em>non sense</em> carregada de sensualismo, vinda de uma história em quadrinhos criada apenas seis anos antes, poderia parecer extremamente banal. Porém, como sabemos hoje, o filme fez a fama de Jane, que não precisaria mais ser a filha de Henry, a irmã de Peter, nem lançar vídeos de ginástica ou casar com um mega empresário para entrar para a História. Como sabemos também, Vadim levou para a tela não só a beleza de sua mulher, mas tudo que gostava de fazer ou ver fazerem com ela.</p>
<p align="justify">O sexo livre com vários amantes, <strong>o sexo como restaurador de todas as vontades</strong>, regenerador e potencializador das capacidades. Barbarella-Jane era uma mulher mais poderosa que “a máquina dos excessos”, que qualquer prazer artificial.  Sua força parece vir de uma epifania pós-coito – e de fato o é –, pois vemos Barbarella várias vezes em êxtase, deitada, sorrindo, olhos fechados, viajando, curtindo o gozo, restaurando suas energias.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/rose.jpg" align="left" border="0" height="237" width="188" />Barbarella-Jane tornou-se um mito que a Barbarella dos quadrinhos jamais conseguiria ser. Atravessa já quatro décadas influenciando todo tipo de manifestação artística. Desde sempre nos quadrinhos e no cinema; na moda e na música. Quem viveu os anos 80 e não pulou ao som de <strong>Duran Duran</strong>? A banda que tomou para si o nome do cientista que Barbarella deveria salvar no filme e que só em 1997, já com 17 anos de existência, apresentaria sua homenagem/releitura da heroína em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=w-oxkkkpeYQ" target="_blank"><strong><em>Electric Barbarella</em></strong></a>. A música é ótima, mas o <em>clip</em> preferiu exaltar a banda como ícone gay e ficou caricato. Barbarella vira uma sensual boneca cibernética muito mal usada para afazeres domésticos. Ao menos lembram de lhe dar um brinquedinho para que tenha seus próprios momentos de diversão. No <em>clip</em>, a personagem é vivida pela modelo americana <strong>Myka Bunkle</strong>, que a despeito da misoginia empregada no filmete, aproveitou seus cinco minutos para fazer muito tempo uma boneca que todo homem gostaria de ter.</p>
<p align="justify">Agora Barbarella ganha outra pele. A de <strong>Rose McGowan</strong>, a garota com perna de metralhadora de <strong><em>Grindhouse – Planet Terror</em></strong>. Faz sentido. Uma mulher de trinta que faz inveja as de vinte, mulher do diretor (Robert Rodriguez), nascida na Itália e de mãe francesa. Faz todo sentido. Sem tirar qualquer brilho da “original” Jane Fonda, tem tudo para reavivar o mito, apresentando a personagem às próximas gerações e deixando ecoar em seus sonhos a pergunta que tem milhões de respostas: “<strong><em>Em que você pensa quando faz amor com Barbarella?</em></strong>”</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff">. </font></p>
<p align="justify"><strong>Mais</strong><br />
<a href="http://leseirageral.blog.uol.com.br/arch2005-04-01_2005-04-15.html#2005_04-11_09_43_08-8873736-0" target="_blank">Deixem Barbarella trepar em paz! </a></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Mad – a saga continua</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/11/mad-a-saga-continua/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 21:50:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Periódicos]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Esclareça-se logo: a saga que continua é a dos leitores para conseguir encontrar a revista. Morta pela terceira vez, no Brasil, em 2006; prometida para reencarnar em 2007; anunciada para fevereiro de 2008; renascida no final de março; finalmente em &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/11/mad-a-saga-continua/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/mad01.jpg" align="right" border="0" height="530" width="188" />Esclareça-se logo: a saga que continua é a dos leitores para conseguir <strong>encontrar a revista</strong>. Morta pela terceira vez, no Brasil, em 2006; prometida para reencarnar em 2007; anunciada para fevereiro de 2008; renascida no final de março; finalmente em minhas mãos quase em meados de abril. Aqui, na capital da Borborema, as poucas bancas que receberam a primeira edição foram agraciadas com <strong>um exemplar apenas</strong>. Consegui encontrar em uma banca escondida, mas não um segundo ou um até terceiro, como costumo fazer com primeiras edições.</p>
<p align="justify">O aviso de <a href="http://www.ota.com.br" target="_blank">Ota</a> na <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=81586" target="_blank">comunidade da revista no Orkut</a> não era treta: “<em><strong>Comprem porque vai virar raridade</strong>. Os babacas da Panini fizeram uma tiragem ridícula, esta nova </em><strong>Mad</strong><em> vai virar peça rara de colecionador</em>”. Já virou.</p>
<p align="justify">Deve ter sido ali pelos 10 ou 11 anos de idade que comprei a <em>Mad</em> pela primeira vez, editada ainda pela Vecchi, no que viria a ser conhecida como a “primeira série brasileira”. O resto, todo mundo já sabe: morreu, ressuscitou pela Record, morreu de novo, ressuscitou pela Mythos, morreu outra vez e aí está pela Panini, sabe-se lá até quando.</p>
<p align="justify">Segundo Ota me disse por e-mail, não avaliaram bem “<em>o potencial da revista e imprimiram menos do que deveriam. Então vai realmente faltar, se as coisas continuarem nesse ritmo. Mas vai ser mensal. Ela está quase igual à série anterior, exceto que agora é toda colorida e tem 8 páginas a menos, sendo que a impressão é MIL VEZES melhor. Mas com certeza não deve ir pra Portugal</em>”.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/mad02.jpg" align="left" border="0" height="530" width="188" />Bem, a <em>Mad</em> é a <em>Mad</em>. Com essa sentença, quero dizer que há várias gerações, incluindo as mais novas que nem conheciam a revista, que vão atrás de <strong>conferir o mito que é a revista</strong>. Nesse embalo, outro mito é cobrado por tudo que se refere ao nome <em>Mad</em> neste país. E pelo que <a href="http://www.ota.com.br/blog" target="_blank">escreveu em seu blog</a> um dia desses, Ota já está de saco cheio disso.</p>
<p align="justify">Gostei desse primeiro número, mas senti falta de uma galera antiga que já morreu ou não aparecia desde a série anterior. Dos mestres, <strong>Aragonés</strong> marca presença em sete das 44 páginas (contando as capas). E é ótimo vê-lo em cores. Aliás, a revista estar toda em cores foi algo que desagradou muita gente. Eu gostei.</p>
<p align="justify">Estava com saudades das <strong>sátiras aos filmes</strong>, marca registrada da revista, ainda mais em tempos de sucessos nacionais. Pena que <strong><em>Meu nome não é Enjôony</em></strong> tenha ficado em uma página apenas. Pena maior não ter visto (ainda, espero) a paródia de <em>Tropa de elite</em>, mesmo com atraso e em tempos de charges eletrônicas que já sugaram o mote até o último caroço. Clássico é clássico. <strong><em>Droga de elite</em></strong> (a vontade denunciada na página de <em>Enjôony</em>) certamente entraria na seleção de grandes versões da Mad.</p>
<p align="justify"><strong>A capa dessa primeira edição</strong>, que parece ter sido feita especialmente para celebrar a volta da revista do mundo dos mortos, <strong>é</strong> <strong>a mesma da edição americana</strong> de novembro último. O pôster de Che Neuman Guevara também foi capa da matriz no mês passado. A próxima capa, já mostrada no morno e escondido <a href="http://web.hotsitepanini.com.br/mad" target="_blank"><em>hotsite</em> da Mad brazuca</a>, traz paródia de <em>Heroes</em> e já se sabe que vem por aí <strong>uma edição “feita por macacos”</strong>&#8230; como a <em>Mad</em> americana deste mês. Com <strong>tantos talentos e tanto assunto por aqui</strong>, espera-se (pelo menos eu espero) que a revista tenha <strong>mais conteúdo brasileiro</strong> ou vai correr o risco de vender só para adolescentes educados pelo Tio Sam. Pensando bem, eles sabem fazer lixo muito melhor que qualquer outro. Particularmente, já começo a sentir falta da <a href="http://www.ota.com.br/eca" target="_blank"><strong><em>Eca</em></strong></a>.</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff">.</font></p>
<p align="center">* * *</p>
<p align="justify">Ainda sobre lançamento – esse recentíssimo –, na onda das revistas eletrônicas editadas como as de papel, acaba de ser lançada a <em><strong>Feed-se</strong></em>, voltada para o público blogueiro (se você está lendo isso&#8230;). <a href="http://www.feed-se.com.br" target="_blank">Baixe a primeira</a> e boa leitura.</p>

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		<title>A cabeça de cada um</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/25/a-cabeca-de-cada-um/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 19:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Deu na Folha Online: Homem se identifica como policial e aponta arma para atores do Festival de Curitiba. Até aí, tudo bem. A notícia foi veiculada no domingo, 23 de março. Um cara não gostou da chamada que dois &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/25/a-cabeca-de-cada-um/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/arthur01.jpg" border="0" height="394" width="600" /></p>
<p align="justify">Deu na <em><strong>Folha Online</strong></em>: <strong><em>Homem se identifica como policial e aponta arma para atores do Festival de Curitiba</em></strong>. Até aí, tudo bem. A <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u384993.shtml" target="_blank">notícia foi veiculada</a> no domingo, 23 de março. Um cara não gostou da chamada que dois atores faziam para sua peça nas ruas de Curitiba, disse que lá ninguém fala palavrão (lá onde, cara pálida?), se emputeceu (se você estiver em Curitiba, leia “enfezou-se”) e&#8230;</p>
<p>“&#8230;<em>apontou uma arma para <u>a cabeça dos atores</u> Paulo Américo e Thiago Barros</em>”</p>
<p align="justify">Nesses meus quase 36 anos de vida, pensei já ter visto de tudo, incluindo irmãos siameses com duas cabeças, mas uma criatura com dois corpos e uma só cabeça é novidade para mim! “<em>Arma apontada para <u>a cabeça dos atores</u></em>”, está escrito e enfatizado dois parágrafos depois pelo “enviado especial da Folha Online a Curitiba”.</p>
<p align="justify">Sempre colocando minha ignorância a frente de tudo, perguntei aos meus amigos <strong>Marcelo Andrade</strong> e <strong>Renata Silveira</strong> – jornalistas, fotógrafos, que moram há alguns anos em Portugal – se na Europa têm dessas coisas. Minutos depois, a cena descrita na <em>Folha Online</em> chegava ilustrada por <strong><a href="http://www.arthursilveira.blogger.com.br" target="_blank">Arthur Silveira</a></strong>, filho de Renata.</p>
<p align="justify">Fui obrigado a mudar o foco do texto, que seria baixar o pau na imbecilidade de alguém com nível superior, que trabalha na <em>Folha</em> e nos brinda com a demência, digo, existência de dois atores que dividem uma cabeça, para falar sobre o talento desse <strong>puto de 13 anos</strong>. <em>Putos</em>, em Portugal, são os “quase adolescentes” que, segundo <strong>Mário Prata</strong>, “<em>devem ser chamados assim porque todo adolescente está sempre puto com alguma coisa</em>”.</p>
<p align="justify">Pois o puto (no sentido brasileiro) assim se apresenta: <em>Arthur Silveira, potiguar da gema, portuense de coração. Gêmeos, canhoto, 13 anos, desenha desde os seis, quando decidiu que ia ser cartoonista em vez de paleontólogo. Desenha ao som dos Doors, Rage Against the Machine e Massive Attack, o que causa confusão para os seus colegas que ainda ouvem Tokyo hotel. Lamenta-se por ter “perdido os anos 60”. É fã do Laerte, Angeli, Ziraldo, Dave Mckean e Moebius.</em> Em nota castradora, a mãe diz que ele ainda não tem idade para ler <strong>Guido Crepax</strong>. A correção desse erro está sendo providenciada pelo Tio Sandro, que já começou a digitalizar tudo que tem do Crepax.</p>
<p align="justify">Em 2004, quando o boy tinha apenas 10 anos, eu <a href="http://leseirageral.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-31.html#2004_10-13_11_03_25-100017047-0" target="_blank">já recomendava ficarem de olho nele</a>. Quem me conhece, sabe que elogio é coisa rara e devidamente merecida quando parte de mim. Comigo não tem essa de “todos os meus amigos são geniais”, “os filhos de meus amigos são maravilhosos”&#8230; Não. Arthur é bom porque é bom e vai ficar ótimo. Principalmente – permita-me um conselho, caro puto – se lembrar sempre de <strong>manter-se humilde</strong>. Só assim se pode melhorar. Veja o exemplo do <strong><a href="http://baptistao.zip.net" target="_blank">Baptistão</a></strong> (que  não conheço pessoalmente e com quem nunca troquei um mísero e-mail). Para mim, ele é o grande caricaturista brasileiro da atualidade e não é à toa que seu trabalho é reconhecido internacionalmente. Ele só pode ser um cara humilde pois continua melhorando. Toda vez que vejo um trabalho seu, me pergunto: “<em>Mas será que esse cara não acorda um dia com uma irrefreável vontade de fazer um desenho ruim?</em>”.</p>
<p align="justify"><strong>Humildade, oh, pá!</strong><strong> </strong>E muita ralação, que é uma amante mais fiel que a inspiração. Resumindo: <strong>não perca a cabeça</strong> ou vai precisar dividir uma com outro desenhista.</p>
<h5 align="right"><font face="verdana">Mais artes de Arthur Silveira em <a href="http://www.arthursilveira.blogger.com.br" target="_blank">www.arthursilveira.blogger.com.br</a></font></h5>

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		<title>História de O</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 03:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/histoiredo.jpg" border="0" height="248" width="600" /></p>
<p align="justify">Só muito recentemente aprendi a ler. Aos três anos já estava praticamente alfabetizado, mas demoraria quase três décadas para <strong>aprender a ler</strong>. Sempre devorei livros, mas só chegando aos trinta, comecei a perceber que, <strong>apesar de lidos, muitos não haviam ficado em mim</strong>. Alguns porque não li no momento certo, outros porque não li de forma adequada. Quando percebi isso, comecei a ler vários deles outra vez. Agora com a devida atenção.</p>
<p align="justify"><em><strong>História de O</strong></em> foi um deles. O que um menino de 17 ou 18 anos pode tirar desse livro? Os couros, as correntes e toda a história podem atrair pela fantasia de dominação, de mandar em vez de ser mandado, de bater em vez de levar umas palmadas, mas o que alguém que está saindo dos cueiros pode realmente saber sobre desejos inconfessáveis, sobre taras e manias que, mais tarde descobrirá, são “<strong>quase todas quase normais</strong>”?</p>
<p align="justify">Reli, melhor, li <em>História de O</em> com a sensação de estar ouvindo a confissão de uma jovem que se acha pervertida para ao final poder dizer a ela: “<strong>Relaxe. Isso é só sexo</strong>”.</p>
<p align="justify">A submissão de O, para muitos, pode soar apenas como uma alteração mórbida, falta de amor próprio, de auto-estima, de objetificação da mulher (a começar pelo nome da personagem, a letra “<em>O</em>”, de <em>objet</em>/objeto, de <em>orifice</em>/orifício, mais que isso, a representação gráfica de um buraco). Mas não consigo ver assim. Nada é forçado. O tem donos, mas a todo instante é perguntada se deseja prosseguir. E ela sempre quer. Porque, no seu caso, a total submissão é a forma de sentir prazer. É sempre uma troca. Ao ser usada por tantos, ela usa cada um para se satisfazer. Por outro lado, só experimenta realmente o êxtase em uma relação sexual quando se aprendeu que é mais importante dar prazer ao outro. E O, aparentemente escrava, é mestra nisso. Mesmo estando acompanhado, pensar primeiro em seu próprio prazer não é mais que uma variação de sexo solitário. Isso sim é bizarro.</p>
<p align="justify">Outra de minhas manias recentes é (re)ler um livro e assistir à degeneração, digo, adaptação cinematográfica. <strong>Pode parecer sadismo</strong>, porque provavelmente vou falar mal, <strong>mas é masoquismo</strong>, porque vou sofrer durante e depois do ato, digo, da sessão. <em>Histoire d’O</em>, o filme, também é francês, o que já deixa menos perigoso assisti-lo. Mas como mostrar as sensações descritas por O no livro? A maneira mais óbvia, talvez a única, seria colocá-la como narradora. Feito isso, como narrar tudo em uma hora e meia ou duas? Não há como. Sem falar que a versão cinematográfica, no quesito <em>chibata</em>, teve o cuidado de não escandalizar os mais sensíveis, o que resulta em suave brincadeirinha sadomasô provavelmente já superada por qualquer um que esteja lendo isso.</p>
<p align="justify">O filme é de 1975 e foi dirigido por Just Jaeckin. Há carinhos demais, sorrisos demais, rebeldia demais e chicote de menos. Vale pela beleza de <strong>Corinne Clery</strong>, na flor de seus 21 aninhos (completando 58 neste domingo de Páscoa). A francesa depois fez carreira na Itália. Não tem filmes muito conhecidos. Além de <em>História de O</em>, para nós, há sua participação como <em>bond girl</em> em <strong><em>007 contra o foguete da morte</em></strong>, nos tempos de <strong>Roger Moore</strong>, sempre citado como um dos mais fracos da série. Por aqui, sempre lembramos dele por conta daquela cena tosca no bondinho do Pão de Açúcar.</p>
<p align="justify">No início dos anos 1990, foi feita uma série para TV com atores brasileiros da qual sei quase nada. Vi trechos e sei que existe em DVD fora do Brasil. A produção é pobre, mas a história parece ser contada de forma mais completa. O erotismo também é à brasileira, mais explícito. O diretor da série, Eric Rochat, foi produtor do filme de 1975.</p>
<p align="justify">Há também uma versão desenhada por <strong>Guido Crepax</strong> e editada em três volumes. Diria que é a mais recomendável e a primeira que deve ser conferida após a leitura do livro. Não tive o prazer (nos mais variados sentidos) de degustá-la por completo, mas Crepax é Crepax.</p>
<p align="justify">Interesse reavivado por O, coloquei <strong>Masoch</strong> na fila de leitura (santíssima a minha semana). Falo a respeito no próximo texto.</p>

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		<title>As aventuras de Angelo Agostini</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 22:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O nosso Dia Nacional dos Quadrinhos, comemorado em 30 de janeiro, nos foi dado por um italiano. Nesta data, em 1869, Angelo Agostini publicava o primeiro capítulo de As aventuras de Nhô Quim na revista Vida Fluminense. Com um protagonista, &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/01/30/as-aventuras-de-angelo-agostini/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/agostin1.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">O nosso <strong>Dia Nacional dos Quadrinhos</strong>, comemorado em 30 de janeiro, nos foi dado por um italiano. Nesta data, em 1869, <strong>Angelo Agostini</strong> publicava o primeiro capítulo de <em><strong>As aventuras de Nhô Quim</strong></em> na revista <em><strong>Vida Fluminense</strong></em>.</p>
<p align="justify">Com um protagonista, desenhos seqüenciados e consistência narrativa, já podíamos dizer: <em>Sim, nós temos quadrinhos!</em> Foram catorze capítulos e sem final. Somente os nove primeiros foram desenhados por Agostini. Os outros cinco foram feitos por <strong>Cândido A. de Faria</strong>. Nhô Quim era um caipira rico, atrapalhado e sem maldade. Suas desventuras na Corte era o cenário ideal para que Agostini criticasse os “problemas urbanos, modismo, costumes sociais e políticos da época”.</p>
<p align="justify">No entanto, uma outra historieta de Agostini é apontada como sendo a precursora das HQs brasileiras. <em><strong>As cobranças</strong></em>, de 1867, publicada em <em><strong>O Cambrião</strong></em>. Com <em><strong>As aventuras de Zé Caipora</strong></em>, que começaram a ser publicadas em 27 de janeiro de 1883, na <strong><em>Revista Illustrada</em></strong>, de propriedade Agostini, está formada a tríade que dá início à História das nossas histórias em quadrinhos.</p>
<p align="justify">Desde o início da <em>Revista Illustrada</em>, em 1876, Agostini apresentava algum tipo de história sequenciada, ainda que somente para ilustrar alguma situação cômica ou criticar algo, sem um personagem fixo ou qualquer tipo de continuidade além da circunstância mostrada em um único número.</p>
<p align="justify">Em 2002, o Senado Federal editou <em><strong>As aventuras de Nhô Quim &amp; Zé Caipora – Os primeiros quadrinhos brasileiros 1869-1883</strong></em>, organizado por Athos Eichler Cardoso. O álbum reúne todos os capítulos das histórias dos dois personagens – 14 de Nhô Quim e 75 de Zé Caipora – publicados em diferentes periódicos.</p>
<p align="justify">Infelizmente, as edições do Senado carecem de divulgação. Não se costuma encontrá-las em qualquer livraria. Geralmente tratam de temas importantes, custam muito menos do que se tivessem sido lançados por uma empresa preocupada com lucro (<a href="http://www.livrariasenado.com/produtos.asp?produto=217" target="_blank">esse álbum de Agostini</a>, com quase 200 páginas em <em>couche</em> custa apenas trinta reais e é enviado sem custos adicionais para qualquer parte do território nacional) e são conhecidas por poucos. Eu mesmo só soube de sua existência porque trabalhava lá quando foi lançado.</p>
<p align="justify">Não se trata de edição fac-similar, o que costuma desagradar a colecionadores e pesquisadores. As imagens receberam tratamento digital, os textos manuscritos foram substituídos por fontes modernas e até parte da seqüência original de três capítulos foi modificada para que se ajustasse à maioria. Decisões editoriais que desagradam aos puristas mas acabam provendo acesso a um número muito maior de pessoas a esse material.</p>
<p align="justify">Uma curiosidade – apontada pelo próprio organizador dessa edição – é que as histórias de Zé Caipora tiveram alterações editoriais feitas pelo próprio Angelo Agostini.</p>
<blockquote>
<p align="justify"><em>Na revista </em>Don Quixote<em>, uma 3ª edição é reeditada a partir do nº 125, de 1º de junho de 1901. Os 24 capítulos iniciais são redesenhados, modificando-se pequenos detalhes e o texto é agora impresso em letra tipográfica em vez de manuscrita (&#8230;)</em></p>
</blockquote>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/agostin2.jpg" border="0" /></p>
<p>Em 2010, completará um século que Agostini partiu. Espera-se que mais homenagens apareçam e que sua importância seja reconhecida por outras gerações.</p>

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		<title>Gibi, Grilo e outros bichos</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 03:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No meio dos jornais e revistas de “gente grande” insinuam-se pequenas coleções &#8211; às vezes inteiras &#8211; de quadrinhos, principalmente das década de 1970. Gibi, da RGE, sempre me chamou atenção por estar ligada aos quadrinhos que lia n’ O &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/01/29/gibi-grilo-e-outros-bichos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/valentina.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">No meio dos jornais e revistas de “gente grande” insinuam-se pequenas coleções &#8211; às vezes inteiras &#8211; de quadrinhos, principalmente das década de 1970.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/grilo.jpg" align="right" border="0" height="263" width="200" /><em><strong>Gibi</strong></em>, da RGE, sempre me chamou atenção por estar ligada aos quadrinhos que lia n’ <em>O </em><em>Globo</em>. O formato tablóide, o papel jornal, os mesmos personagens&#8230; O que realmente acho interessante é o nome que, para nós, virou sinônimo de revista em quadrinhos. Isso começou muito antes, quase no tempo de (meu) vovô menino, em 1939, quando <em>Gibi</em> foi lançada (as que tenho são da década de 70). <em>HQ</em>, tudo bem, História em Quadrinhos. <em>Comics</em> vem lá dos States. <em>Bédé</em> ou <em>B.D.</em> (<em>bande déssinée</em>), na França. Acostumado a uma cultura servil, quando moleque, ficava me perguntando o porquê de “<em>gibi</em>”. Seria uma abrasileiramento de <em>G.B.</em>? E se fosse, o que seria <em>G.B.</em>? <em>HQ</em> em inglês? Desfeita minha ignorância, tomei consciência do poder de Roberto Marinho e fiquei sabendo que seu <em>Gibi</em> era tão popular que acabou designando tudo quanto eram quadrinhos por aqui. Alguém, ainda hoje, utiliza esse termo? Minha geração chamava de “revista em quadrinhos” e &#8220;revistinha”, o que era bem apropriado em relação ao tamanho que pegamos a partir do final dos anos 70 e que vemos ainda hoje nas revistas infantis. É o chamado formato brasileiro ou formatinho.</p>
<p align="justify">Na época em que a nova <em>Gibi</em> estava rolando, todo mundo queria lançar seus próprios títulos. A maioria capitaneada pelos quadrinhos americanos. Nas páginas do  estavam, dentre outros, <strong><em>Grilo</em>Tom K. Tyan</strong> (<em>Tumbleweeds</em>, para nós, depois, <em>Kid Farofa</em>), <strong>Reg Smithe</strong> (<em>Andy Capp/Zé do Boné</em>), <strong>Jules Feiffer</strong>, <strong>Wolinski</strong>, <strong>Brant Parker </strong>&amp;<strong> Johnny Hart</strong> (<em>O Mago de Id</em> e <em>B.C</em>., somente Hart), <strong>Mell Lazarus</strong> (<em>Miss Peach</em>), <strong>Walt Kelly</strong> (<em>Pogo</em>), muito <strong>Schulz</strong> (<em>Peanuts</em>) e meus (e de muitos) favoritíssimos <strong>Robert Crumb</strong> e <strong>Guido Crepax</strong> (com sua <em>Valentina</em>). Eu era feto e recém-nascido quando o <em>Grilo</em> circulou em 1971 e 1972. Ainda bem que só chegaram às minhas mãos eu já adulto. Vez por outra, as tiro de seus plásticos e me delicio. Além de espirrar muito.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/obicho.jpg" align="right" border="0" height="236" width="290" /><em>Grilo</em> começou naquele formato de tablóide dobrado, como a <strong><em>Rolling Stone</em></strong> brasileira da época. Capa em papel branco, vinha em formato revista mas era preciso desdobrar para ler. Daí virava um tablóide com uma segunda capa maior. Depois ficou mesmo em formato revista e foi assim que, depois de desaparecer, surgiu <strong><em>Patota</em></strong>, apresentando basicamente os mesmos desenhistas. Quem também estava nessa patota era <em>Mafalda</em>, de <strong>Quino</strong>.</p>
<p align="justify">Há dois anos, fui presenteado por <strong>Wilson</strong> (comentador oficial do <font color="#d9252c"><em><strong>Sempre Algo a Dizer</strong></em></font> e meu Assessor Especial para Assuntos sobre São Paulo e Temas dos Anos 60) com uma coleção original da baixinha. Junto a essa, tenho especial predileção por outras duas coleções que possuo. Elas fazem parte do que chamo de “o contra-ataque”: <strong><em>Fradim</em></strong>, de <strong>Henfil</strong>, e <em><strong>O Bicho</strong></em>, editado por <strong>Fortuna</strong>, ambos lançados em 1975. Foi também naquele ano que pintava por aqui a <em><strong>MAD</strong></em>. Essa eu colecionaria já em sua fase dos anos 80.</p>
<p align="justify">Para escrever essas poucas linhas, fui mexer nos arquivos e agora estou quase sem voz e com uma coriza das boas. Mas eu adoro isso.</p>

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		<title>Histórias dos meus quadrinhos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 03:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde criança só lemos os quadrinhos dos jornais Quadrinhos &#8211; Picassos Falsos De Monteiro Lobato, pulei direto para os quadrinhos. Aquela página de O Globo, inteirinha, de ponta a ponta, cheia de tirinhas. Se ainda lembro: Recruta Zero, Zé do &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/01/28/historias-dos-meus-quadrinhos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/marveldc.jpg" border="0" /></p>
<p align="right"><em>Desde criança só lemos os quadrinhos dos jornais</em><br />
<font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">Quadrinhos &#8211; Picassos Falsos </font></font></p>
<p align="justify">De <strong>Monteiro Lobato</strong>, pulei direto para os quadrinhos. Aquela página de <em><strong>O Globo</strong></em>, inteirinha, de ponta a ponta, cheia de tirinhas. Se ainda lembro: <strong>Recruta Zero</strong>, <strong>Zé do Boné</strong>, <strong>Fantasma</strong>, <strong>Hagar</strong>, <strong>Modesty Blaise</strong>, <strong>Frank &amp; Ernest</strong>, <strong>Popeye</strong>, <strong>Brucutu</strong>, <strong>O Mago de Id</strong>&#8230; Aos domingos, virava um encarte em cores. Dali, em algum momento bem no início dos anos 80, comecei a comprar as revistas da <em>Ebal</em> (adorava aquele papel branco) e depois da <em>Abril</em>. Tinhas todos os títulos da <em>Abril</em> desde o primeiro número de cada um. Isso durou uns cinco anos. Já eram centenas de revistas. E aí eu resolvi trocar tudo por bombinhas durante um São João. Estourei minhas revistinhas todas. Uma bomba nos Universos Marvel e DC.</p>
<p align="justify">Quando a ficha caiu, bateu o trauma. Nem me recuperei, vieram outros: adolescência, mudança do Rio para Natal, faculdade&#8230; Cadê a minha infância??! Foi para os ares naquele São João. Meus heróis, mortos por pequenas explosões. Comecei a colecionar livros. E depois revistas. E jornais. Não parei mais. Hoje, toneladas de papel permitem que eu more no restinho da casa. Mas os quadrinhos&#8230; trauma.</p>
<p align="justify">Quando a <em>Panini</em> passou a editar as revistas da Marvel e da DC no Brasil, em formato americano, mais atraente, em menos tempo a partir da edição original, colecionei alguns títulos. Há algumas caixas guardando esse momento. Foi uma tentativa de me livrar do trauma ou, mais que isso, de guardá-las para &#8211; quem sabe? &#8211; serem descobertas algum dia por Pietro e, inspirado pelo mundo de revistas em casa, ele, como o pai, não resolva ir atrás “daqueles gibis antigos da <em>Ebal</em>, <em>RGE</em>, <em>Abril</em>&#8230;”. Se ele deixar, vou ler tudo de novo. Se não deixar, leio escondido.</p>
<p align="justify">Nas coleções oficiais, estão lá <em><strong>Grilo</strong></em>, <em><strong>Gibi</strong></em>, <em><strong>Patota</strong></em>, <em><strong>O Bicho</strong></em>, <em><strong>Fradim</strong></em>&#8230; Disfarçadas de revistas de “gente grande”. Mas esses arquivos, deixo para abrir <strong>amanhã</strong>&#8230;</p>

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