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	<title>Sempre Algo a Dizer &#187; Memória Viva</title>
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		<title>Dr. Macarra, o padroeiro das redes sociais</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 22:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Sebastião Morato de Alcântara era o nome do sujeito. Nasceu no dia 11 de setembro de 1921, no município pernambucano de Barreiros, a 102 quilômetros e cinco dias de distância do nascimento de Carlos Estevão. Para as mulheres solteiras e &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/12/21/dr-macarra-o-padroeiro-das-redes-sociais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/12/macarra01.jpg"><img class="size-full wp-image-1125 aligncenter" style="border-style: initial; border-color: initial; border-image: initial; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; border-width: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/12/macarra01.jpg" alt="" width="600" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sebastião Morato de Alcântara era o nome do sujeito. Nasceu no dia 11 de setembro de 1921, no município pernambucano de Barreiros, a 102 quilômetros e cinco dias de distância do nascimento de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao" target="_blank">Carlos Estevão</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para as mulheres solteiras e carentes com mais de 30, ele se apresentava como Doutor Zilá Camboim, às vezes engenheiro, outras militar, sempre elegantemente trajado, muito educado e solícito. Na verdade, tinha apenas o primário, era casado (mas vivia separado da esposa) e era velho conhecido da polícia, que o chamava de Doutor Macarrão. Passou quase 20 anos ludibriando mulheres para lhes roubar dinheiro e joias. Vivia disso. Este era o seu ofício.</p>
<p style="text-align: justify;">No papel, o Dr. Macarra não era alguém de quem se pudesse ter raiva ou querer prender. Era um pobre coitado já tão castigado pela vida que, para os leitores (ou “vedores”, como dizia Carlos Estevão), só restava rir da sua desgraça e das tentativas de se passar por um homem de respeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/12/macarra01_capa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1126" title="" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/12/macarra01_capa.jpg" alt="" width="230" height="332" /></a>A revista com seu nome durou apenas nove edições, de abril a dezembro de 1962, mas ele só aparece na capa da primeira. Além das histórias do personagem-título, há também as Novas Aventuras de Sharleck Halmes (apresentadas por Sir Charles Stevens), além de séries e charges com os temas de costume. Tudo roteirizado, desenhado e finalizado por Estevão.</p>
<p style="text-align: justify;">Dr. Macarra foi um herói da Força Expedicionária Brasileira, <a href="http://www.facebook.com/media/set/?set=a.136735409722092.26590.100001569022672&amp;l=9a86acecd5" target="_blank">esteve em Cuba</a> e na selva africana, foi astro do cinema, membro da Academia Brasileira de Letras, artista de múltiplos talentos, um grande político e circulou por Paris. Tudo em sua imaginação e nas histórias que contava para alguma figura feminina. A realidade, sempre mostrada no quadro seguinte, era bem diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Era um personagem mais humano e muito mais rico que o Amigo da Onça. E talvez este tenha sido também o causador de sua morte precoce. Você não conhece um Dr. Macarra? Você não já deu uma de Dr. Macarra? Abra agora o Twitter ou o Facebook e veja quanta gente inteligente, bem-sucedida, rica, frequentadora das melhores festas, amigas de celebridades, que tem tudo que o dinheiro pode comprar e que viaja pelo mundo todo. Você acredita mesmo que todas as pessoas que conhece vivem do jeito que demonstram? Você pode até conhecer um ou dois amigos da onça, mas Dr. Macarra, garanto, você conhece um monte.</p>
<p style="text-align: justify;"><small>* Texto originalmente publicado na edição 371, de outubro de 2011, do <em>Jornal da ABI</em>, como box da matéria <em><a href="http://www.readoz.com/publication/read?i=1043787#page30" target="_blank">Carlos Estevão 90 anos &#8211; Ele só queria ser criança</a></em>)</small></p>

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		<title>Que Appe é esse?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 23:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando, em maio de 2006, em Campinas (SP), João Buhrer me perguntou “Por que você não escreve a biografia do Appe?”, eu não fazia a mínima ideia de onde me meteria ao responder “É mesmo!”. Estava cansado da superficialidade do &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/02/03/que-appe-e-esse/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_01interrog.jpg"><img class="size-full wp-image-883 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_01interrog.jpg" alt="" width="600" height="377" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quando, em maio de 2006, em Campinas (SP), João Buhrer me perguntou “<em>Por que você não escreve a biografia do Appe?</em>”, eu não fazia a mínima ideia de onde me meteria ao responder “<em>É mesmo!</em>”. Estava cansado da superficialidade do jornalismo, fazia o <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><em>Memória Viva</em></a> há nove anos, já estava mesmo na hora de publicar um livro&#8230; Por que não?</p>
<p style="text-align: justify;">Deve ter sido um demônio que falou pela boca de João: “<em>Vamos mostrar a esse cara que escrever uma biografia não é fácil como ele pensa.</em>” Mas pode ter sido um anjo: “<em>Appe merece ter seu trabalho mostrado às novas gerações. Corra para falar com ele!</em>” Corri, mas não cheguei a tempo. Appe morreria pouco mais de dois meses depois daquele <em>insight</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Se por um anjo ou por um demônio, não sei, mas graças a um texto contando esta história, a montanha veio a Maomé. A família de Appe me encontrou e se colocou à disposição para o que eu precisasse para desenvolver a pesquisa. Em abril de 2007, lá estava eu, pela primeira vez de já não sei quantas, em seu arquivo pessoal, sendo adotado por Neusa (sua viúva) e cevado por Doris (sua enteada).</p>
<p style="text-align: justify;">Depois das duas primeiras rodadas de entrevistas com familiares e colegas de trabalho, vi que não seria difícil escrever sobre sua vida. Ele viveu bastante – 86 anos –, mas teve uma vida pessoal tranquila, caseira. À exceção do período de glória em <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em></a>, claro.  Jovem, bem empregado, frequentando altas rodas, manteve uma <em>bonbonnière</em> para deleite próprio e de seus amigos. Entendeu, não? <em>Bonbonnière</em>, aquele lugar cheio de docinhos gostosos para se comer&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_02carica.jpg"><img class="size-full wp-image-884 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_02carica.jpg" alt="" width="600" height="339" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Appe deixou uma dica de como queria ver sua vida contada: através de seus desenhos. O Appe que a maioria conhece é o caricaturista e chargista político da revista <em>O Cruzeiro</em>, mas ele é bem mais que isso. Muito mais mesmo! Deixei de contar o número de obras, fotos e documentos que digitalizei quando passou de dois mil. E nem mexi ainda em minha coleção de <em>O Cruzeiro</em> e quase nada também na de João Buhrer, o que certamente irá gerar mais de mil desenhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando me deparei com o Appe menos conhecido, vi que o trabalho não seria fácil. Usei a lógica que usamos para montar quebra-cabeças: comecei pelas bordas. Deixei a era de <em>O Cruzeiro</em>, o centro, por último. Da época anterior, me deparei com trabalhos em <em>A Manhã</em> e <em>A Vanguarda</em>. Na maioria, recortes sem data. Biógrafos, historiadores e acadêmicos já sabem do que estou falando. Não basta ter o desenho. É preciso entender todo o contexto em que foi criado e publicado. É ainda mais complicado quando se trata de charge política. Quem são aquelas pessoas na charge? Fácil quando se trata de alguma figura muito conhecida. Mas e aquelas que o tempo apagou, que foram eclipsadas por outras maiores? Quem eram? Por qual motivo apareciam naquela piada? E qual era a piada?! O que foi escrito no jornal daquele dia sobre os personagens da charge? Agora, imagine se deparar com, digamos, cem recortes, sem datas, sem ordem, sem contextualização e quase sem pistas de por onde começar a ordená-los e entendê-los. Um exemplo simples. Jornal <em>A Manhã</em>, 1954. Onde há uma coleção dessas? Terei acesso a ela? Pode ser manuseada? Está microfilmada? Quantas edições terei que folhear? Duzentas? Duzentas e cinquenta? E a leitura, para entender a época e o contexto, quanto tempo levará? Estou falando de um recorte bem limitado no tempo e, se comparado a todo o resto, nem tão importante, mas necessário que seja feito.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_04adhemar.jpg"><img class="size-full wp-image-885  aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_04adhemar.jpg" alt="" width="450" height="496" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Esta é fácil! Adhemar de Barros, derrotado na disputa para o governo<br />
de São Paulo, em 1954. No ano seguinte, tentaria a presidência.</em></p>
<p style="text-align: justify;">No caso de um artista gráfico, há também outro ponto importante em todo esse acompanhamento. É preciso conhecer, entender, mostrar e explicar a evolução e mudança de traço, as influências de cada época, quando e como se chegou a um estilo próprio, qual temática era mais abordada em determinado período&#8230; É algo sem fim! Começa-se em um desenho e, de repente, está estudando a vida e a obra de outra pessoa que você nem sabia que existia! E não vai tirar nem dez linhas de tudo isso. Vai “só” compreender melhor o trabalho de quem você está biografando. Não é à toa que digo: biografar é fazer uma graduação sobre a pessoa. E há vidas que precisam de graduação, pós, mestrado, doutorado, pós-doutorado, só para você chegar ao final de 15 anos de pesquisa e descobrir que sabe mais que qualquer criatura sobre a Terra, mas que, ainda assim, não sabe muita coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem é esse Appe que pretendo mostrar? Quem SÃO esses Appes além do chargista e do caricaturista? Pretendo que as respostas cheguem a todos ainda este ano. Por ora, melhor deixar que ele mesmo mostre.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Appe quadrinista</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_05quad.jpg"><img class="size-full wp-image-886 aligncenter" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_05quad.jpg" alt="" width="600" height="329" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe ilustrador</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_06ilust.jpg"><img class="size-full wp-image-887 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_06ilust.jpg" alt="" width="600" height="516" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe cartunista</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_07cartum.jpg"><img class="size-full wp-image-888 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_07cartum.jpg" alt="" width="450" height="462" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe do Blow-Appe</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_08blow.jpg"><img class="size-full wp-image-889 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_08blow.jpg" alt="" width="600" height="383" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe erótico</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_09erot.jpg"><img class="size-full wp-image-891 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_09erot.jpg" alt="" width="600" height="462" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe pintor</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_10pint.jpg"><img class="size-full wp-image-892 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_10pint.jpg" alt="" width="600" height="366" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>* * * * * * * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais: <a href="http://www.me/appe" target="_blank">Memória Viva de Appe</a></strong></p>

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		<title>Anselmo Duarte</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 18:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Acredito que uma lição tenha sido realmente aprendida quando você deixa de pensar ou falar a respeito dela e passa a executá-la inconscientemente. Falo muito sobre a possibilidade de qualquer encontro ser o último, de estarmos sempre em paz e &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/11/15/anselmo-duarte/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-full wp-image-55" style="border:0 none;" title="anselmo" src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/anselmo.jpg" alt="anselmo" width="228" height="293" />Acredito que uma lição tenha sido realmente aprendida quando você deixa de pensar ou falar a respeito dela e passa a executá-la inconscientemente. Falo muito sobre a possibilidade de qualquer encontro ser o último, de estarmos sempre em paz e harmonia com o próximo, de não perdermos oportunidades de dizer a uma pessoa que a queremos bem, mas parece que ainda não aprendi essa lição. Em julho, no Rio, deixei de visitar Helena, ex-esposa de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao" target="_blank">Carlos Estevão</a>. Poucos dias depois, estando em Natal, fui avisado de seu falecimento. Em meados de outubro, prestes a ir a São Paulo, não parava de pensar em fazer uma visita a Anselmo Duarte, que tinha estado doente há alguns meses. Não o fiz e, no sábado, 7 de novembro, ainda na cidade, fui surpreendido com a notícia de sua morte.</p>
<p style="text-align:justify;">Por um instante, tive o impulso de ir ao velório, que aconteceu na Assembleia Legislativa, mas logo desisti. Preferi acompanhar de longe o adeus e lembrar de Anselmo como o conheci: vaidoso, sedutor, empolgante, contador de histórias. E olha que o conheci quando tinha 84 anos! Isso foi em 2004, em seu apartamento em Salto (SP), onde o entrevistei por aproximadamente três horas.</p>
<p style="text-align:justify;">O grupo que participou desse encontro – éramos quatro – foi recebido por um Anselmo ressabiado, desculpando-se pelos problemas de memória, cabelos desgrenhados e barba por fazer. Perguntou se faríamos fotos e, ao saber que sim, disse que iria fazer a barba. Já empolgado, começou a contar histórias. Eu, que de bobo só tenho a cara, comecei a filmar. Ao perceber isso, em tom de brincadeira, deu um “<em>oi, boa tarde!</em>” para a câmera e saiu em direção ao quarto. Voltou pouco depois, transformado no galã que encantou gerações.</p>
<p style="text-align:justify;">Os pequenos vídeos que gravei naquele dia ficaram guardados até hoje. Em um deles, ao notar a câmera insistentemente apontada em sua direção, perguntou se eu estava fotografando e filmando. Respondi que os dois e ouvi, em tom de desdém, que aquilo não era “<em>uma câââââmera</em>”, que não daria para fazer um filme com ela. É, não daria mesmo. Isso seria uma conversa sem qualquer valor se a pessoa que fez a observação não fosse o único brasileiro laureado com a Palma de Ouro. Tendo vindo de Anselmo Duarte, o comentário ganhou um peso diferente, como se um ser divino estivesse rindo da pretensão de um pobre mortal. Veja no vídeo a seguir como foi esse momento.</p>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RdqvB9fC4CI&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/RdqvB9fC4CI&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></center></p>
<p style="text-align:justify;">Naquela época, 2004, eu já ia em mais de 15 anos de entrevistas. Centenas de pessoas, muitas das quais, mesmo famosas, nem lembro. Iconoclasta, costumo levar a ferro e fogo o distanciamento que o jornalista deve ter de seu entrevistado. Até então, nunca havia feito fotos com um. Ao final das três horas de gravação, deixei o lado fã vir à tona e me permiti tal momento. Sempre guardei a lembrança do encontro com Anselmo com muito carinho. Desfiaria fácil uma lista de dezenas de nomes que já entrevistei e que a maioria julgaria mais importante ou interessante, mas insisto: Anselmo Duarte continua no topo.</p>
<p style="text-align:justify;">Sempre que me referia ao encontro, precisava fazer a velha referência: “<em>o diretor de O Pagador de Promessas</em>”. E quase sempre ouvia em seguida: “<em>E é bom mesmo? Nunca assisti</em>”. As “novas gerações” não conhecem Anselmo Duarte. Quando ele morreu, estava em todas as primeiras páginas de sites e jornais do Brasil e do mundo. Anselmo é um Palma de Ouro. Você sabe o que significa isso? Fazem parte desse clube: Fellini, Buñuel, Visconti, Scorsese, Coppola, Kurosawa, Costa-Gravas&#8230; Não é qualquer coisa. É a consagração maior no festival de cinema tido como o mais importante no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Pode ser que alguém diga: “<em>É, mas também foi só isso que ele fez</em>”.  Não. Como diretor, ele fez outros dez filmes e eu sugiro que, além de <em>O Pagador de Promessas</em> (1962), você assista <em>Absolutamente Certo </em>(1957), <em>Vereda de Salvação (</em>1964), <em>Quelé do Pajeú </em>(1969) e <em>O Crime de Zé Bigorna </em>(1977). Como ator, foram algumas dezenas. No final dos anos 40 e durante a década de 50, Anselmo reinou absoluto como “O” galã. Mal comparando, é para o cinema daquela época o que Tarcísio Meira é para a tevê nas décadas de 70 e 80, com a diferença de que para este, a mulherada saía engordurada da cozinha para suspirar na sala e, para Anselmo, arrumava-se toda para sair de casa e vê-lo no cinema. Outros tempos, outro nível.</p>
<p style="text-align:justify;">Certamente <em>O Pagador de Promessas </em>foi o momento de epifania de Anselmo Duarte. E ainda que tivesse sido seu único trabalho, conseguiu o que ninguém antes, no Brasil, havia conseguido. Nem depois. E isso foi há quase meio século.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro momento importante de nosso encontro, relatei em <em>Uma lição da (falta de) memória</em>, em maio de 2005, no meu antigo blog, o <em>Leseira Geral</em>. Concluo esta pequena homenagem reproduzindo abaixo um trecho do texto:</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Com 84 anos recém-completados (fez 85 em abril deste ano), Anselmo reclamava muito de sua memória. Entrevistado que fala pouco é um desastre para qualquer jornalista, mas entrevistado que não lembra as coisas é um verdadeiro pesadelo para um memorialista. Felizmente, não foi bem isso que vimos. Com sua voz vibrante, Anselmo falou por mais de três horas e o depoimento só não se estendeu porque precisávamos voltar a São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">(&#8230;)</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Foi um encontro inesquecível e que pretendo repetir. Creio ter aprendido algumas lições naquele dia. Uma delas é a de não criar expectativas em relação a uma entrevista. Nem boas, nem más. Tenho que fazer a minha parte e estar preparado. O resto sempre será surpresa.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Outra foi ainda mais surpreendente. Ao fazer uma entrevista, meu principal objetivo é preservar a memória relacionada a uma época, um determinado acontecimento ou pessoa. Mas naquele dia, a falta de memória foi a responsável por uma das maiores lições que já recebi.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Anselmo Duarte atravessou duas décadas como “o galã”. Passou pelos três maiores estúdios que já existiram no país: Cinédia, Atlântida e Vera Cruz. As mulheres se derretiam por ele e os homens, como era de se esperar, o odiavam. Os intelectuais que faziam e cultuavam o Cinema Novo nunca o perdoaram por ter ganhado a Palma de Ouro (com <em>O pagador de promessas</em>, em 1962). Em um meio de egos eternamente inflados, Anselmo foi um homem invejado e criou muitos inimigos, mesmo que isso não fosse sua vontade.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Pois “um dia desses”, ele se encontrou com um antigo conhecido. Abraçou-o, falou que estava com saudades, tagarelou, contou histórias e nada o fazia entender a cara de estupefação do outro. Só depois, um amigo seu conseguiu explicar: “Mas Anselmo, o que foi aquilo?! Vocês não se falam há décadas! Vocês se odeiam!!” E Anselmo respondeu: “Mas eu não lembrava! Não lembrava que ele era meu inimigo. Só lembrava das coisas boas. Eu estava mesmo com saudades dele”.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">O tempo cura tudo. E a falta de memória, que costumamos ver como um sinal de degradação, de senilidade, pode ser uma grande bênção.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Muitas vezes me pego querendo “sofrer desse mal” e desejando que alguns conhecidos meus também sofram dele para que possamos nos encontrar e brindar por aquilo que realmente vale a pena lembrar, para não mais perdermos tempo com a incapacidade de lidar com nossas idiossincrasias e de administrar nossos egos.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Quem souber como apagar esses arquivos indesejados, pode me dar a fórmula. Não quero esperar pelos meus 80 anos. Até lá, pode ser que eu esqueça as coisas boas também.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>* * * * *</strong></p>
<p><strong>Textos relacionados:</strong><br />
<a href="http://www.memoriaviva.com.br/anselmo.htm" target="_blank">Entrevista de Anselmo Duarte ao site Memória Viva</a><br />
<a href="http://leseirageral.blog.uol.com.br/arch2005-06-16_2005-06-30.html#2005_06-27_01_24_51-8873736-0" target="_blank">Uma lição da (falta de) memória</a></p>

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		<title>Carlos na Colônia</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 13:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro da Aldeia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Escola da Colônia de Pescadores é uma casinha simples que fica na Praia da Pitória em São Pedro da Aldeia (RJ). Das vezes em que estive por aqui, nunca a vi aberta. Foi nela que Doris, filha de Carlos &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/07/04/carlos-na-colonia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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<p align="justify">A Escola da Colônia de Pescadores é uma casinha simples que fica na Praia da Pitória em São Pedro da Aldeia (RJ). Das vezes em que estive por aqui, nunca a vi aberta. Foi nela que <strong>Doris</strong>, filha de <strong><a target="_blank" href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao">Carlos Estevão</a></strong>, fez uma descoberta há algum tempo. Enquanto esperava um atendimento clínico, resolveu mexer em uns pesados livros que estavam por lá. Deu de cara com desenhos de seu pai!</p>
<p align="justify"><a target="_blank" href="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/cecasa01_grande.jpg"><img border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/07/cecasa01.jpg" align="right" /></a>Os volumes eram edições encadernadas de <em><strong>O Jornal Feminino</strong></em>, suplemento de <em>O Jornal</em>, primeiro periódico de Assis Chateaubriand, comprado na década de 1920. No final dos anos 1950, Carlos Estevão publicava nele a série <em><strong>O Casamento Antes e Depois</strong></em>. Dentre os muitos volumes encadernados, Dóris pegou o único que tinha trabalhos do pai, o do primeiro semestre de 1959.</p>
<p align="justify">O interessante é que, há três anos, ela mora a pouco mais de cem metros da Colônia de Pescadores. A coleção pertencia a uma senhora que morava na casa da frente e foi doada quando de sua morte. Está lá, fechadinha, esquecida e fenecendo. À espera de que a umidade e o tempo a desintegrem de vez.</p>
<p align="justify"><a target="_blank" href="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/cecasa02_grande.jpg"><img border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/07/cecasa02.jpg" align="right" /></a>Peguei o volume emprestado e estou digitalizando a série, mas na verdade já tenho quase todas, incluindo os anos anteriores. Há mais ou menos dois anos, comprei uma coleção de recortes encadernados somente com essas publicações feitas n’<em>O Jornal Feminino</em>.</p>
<p align="justify">Para ver duas delas, basta clicar nas imagens ao lado.</p>
<p align="justify">Para ver mais desta e das muitas séries criadas por Carlos Estevão, confira <strong><a target="_blank" href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao">seu site no Memória Viva</a></strong>.</p>
<p align="justify"><strong><font color="#ff0000">LEMBRANDO:</font></strong> <strong>Neste domingo, 5 de julho</strong>, tem reprise do <strong>programa De Lá Pra Cá</strong> sobre <em>O Amigo da Onça</em>. Participei falando sobre Carlos Estevão e a fase em que ele desenhou o personagem. Será exibido <strong>às 18h, na TV Brasil</strong>. Se na sua cidade não pega, <strong><a target="_blank" href="http://www.tvu.ufrn.br">você pode assistir via web</a></strong>.</p>
<p><center><img useMap="#Map3" border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" height="25" /></center><br />
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		<title>Mais rápido que depressa</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 00:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Propaganda dos anos 1950 em O Cruzeiro Começou o “aquecimento” para as propagandas dos anos 1950. Até o final de junho, cerca de 50 anúncios da década serão disponibilizados na seção Propaganda no site de O Cruzeiro. As atualizações serão &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/06/12/mais-rapido-que-depressa/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/5imagens.jpg" border="0" width="600" height="120" /></p>
<p align="justify"><strong>Propaganda dos anos 1950 em <em>O Cruzeiro</em></strong><br />
Começou o “aquecimento” para as propagandas dos anos 1950. Até o final de junho, cerca de 50 anúncios da década serão disponibilizados na seção <em>Propaganda</em> no <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank">site de <em>O Cruzeiro</em></a>. As atualizações serão sempre às segundas (15, 22 e 29 de junho), mas todo dia tem um anúncio <a href="http://www.memoriaviva.com.br/blogmv" target="_blank">no blog</a>. E por falar em&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>Memória Viva</strong><br />
Em julho, teremos uma nova versão do <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><em>Memória Viva</em></a> que poderá ser chamado de Portal com “P” maiúsculo. Como o responsável pela execução do super-ultgra-mega-power projeto de administração ainda está fazendo segredo, também não vou dizer quem é (sim, é ele!). Falando nisso&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>Nosso amigo, o livro</strong><br />
Recomendo a leitura desse texto no <a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/actadiurna" target="_blank">Blog do Cascudo</a>. Você gostaria de uns bons livros como passatempo? Que tal tempo para passar livros? Um texto de 1948, atualíssimo e assustador, como quando é dito que “<em>ainda é o livro o elemento menos encontrado nas residências</em>”. Por falar em livro&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>Empalamento em livro didático infantil</strong><br />
No Rio, depois de três anos, uma gravura de Theodor de Bry mostrando uma cena de empalamento em uma “tribo selvagem” publicada nos livros didáticos do 4º ano fundamental é a bola da vez da imprensa caçadora de bruxas. Pergunto: Durante todo o processo, desde a pesquisa, passando pela edição, impressão, aprovação, escolha e compra do livro pelo poder público, não há uma única pessoa capaz de avaliar o que é ideal ou não para mostrar a crianças de determinada faixa etária? Falando em memória, Cascudo e morte&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>O primeiro mármore</strong><br />
No próximo texto, aqui no Sempre Algo a Dizer, falarei sobre o primeiro túmulo de mármore do Cemitério do Alecrim (Natal – RN). Construído em 1872, foi comentado por Cascudo numa <em>Acta Diurna</em> em 1942. Ainda existe? Como está? Vou mostrar.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center><br />
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		<title>Memória Vivíssima</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 22:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Ressuscitando o velho “Tipo assim… rapidão”, um rasante pelo que tem me afastado um pouco do Sempre Algo a Dizer. Propaganda nos anos 1920/1930 Atualizando a seção Propaganda no site da revista O Cruzeiro, foram disponibilizados mais 31 anúncios das &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/05/15/memoria-vivissima/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/5rostos.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">Ressuscitando o velho “Tipo assim… rapidão”, um rasante pelo que tem me afastado um pouco do <em>Sempre Algo a Dizer</em>.</p>
<p align="justify"><strong>Propaganda nos anos 1920/1930</strong><br />
Atualizando a seção Propaganda no site da revista <em>O Cruzeiro</em>, foram disponibilizados mais 31 anúncios das décadas de 1920/1930. Até o fim do mês, mais um tanto desses dos anos 1940. Confira em <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank">www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro</a>.</p>
<p align="justify"><strong>Blog do Cascudo</strong><br />
Toda quarta tem um novo velho texto de Câmara Cascudo em seu blog. Incrível como alguns, escritos há 60 anos, são atualíssimos. No mais recente, <em>In solitudine</em>, uma visita do mestre ao Cemitério do Alecrim. Em <a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/actadiurna" target="_blank">www.memoriaviva.com.br/cascudo/actadiurna</a>.</p>
<p align="justify"><strong>Realidade</strong><br />
Mais alguns dias, só mais uns diazinhos. Vem chegando o site em homenagem à saudosa revista <em>Realidade</em>. Será possível fazer busca por título de matéria e palavras-chaves. Em breve. Um pouco sobre a revista: <a href="http://www.memoriaviva.com.br/n1_realidade.htm" target="_blank">www.memoriaviva.com.br/n1_realidade.htm</a>.</p>
<p align="justify"><strong>Wilson Simonal</strong><br />
Estreou nesta sexta, em cinco capitais, o documentário <em>Wilson Simonal – Ninguém sabe o duro que dei.</em> No <em>Blog Memória Viva</em>, trechos da entrevista do cantor a’<em>O Pasquim</em> em julho de 1969. Aqui <a href="http://www.memoriaviva.com.br/novoblog/2009/05/15/wilson-simonal-por-ele-mesmo" target="_blank">www.memoriaviva.com.br/novoblog/2009/05/15/wilson-simonal-por-ele-mesmo</a>.</p>
<p align="justify"><strong>Appe</strong><br />
E cá estou às voltas com as finalizações de alguns capítulos da biografia de Appe. Lá se vão umas duas gestações de baleia! Mas valerá a pena. Ele completaria 89 anos na próxima quarta. Para conhecer ou lembrar: <a href="http://www.memoriaviva.com.br/appe" target="_blank">www.memoriaviva.com.br/appe</a>.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center><br />
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		</item>
		<item>
		<title>Lembranças do País das Fábulas</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/04/18/lembrancas-do-pais-das-fabulas/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 08:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou daquela geração de extrema sorte que foi criança nos anos 1970. E, sortudo entre os sortudos, fui daqueles que aprenderam a ler com a coleção do Sítio do Picapau Amarelo ilustrada por Manoel Victor Filho. Já alfabetizado, lembro também &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/04/18/lembrancas-do-pais-das-fabulas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/lobato.jpg" width="278" align="right" border="0" height="339" />Sou daquela geração de extrema sorte que foi criança nos anos 1970. E, sortudo entre os sortudos, fui daqueles que aprenderam a ler com a coleção do <strong>Sítio do Picapau Amarelo</strong> ilustrada por Manoel Victor Filho. Já alfabetizado, lembro também dos primeiros anos da primorosa e incomparável versão televisiva para a série criada por <a href="http://www.memoriaviva.com.br/mlobato" target="_blank"><strong>Monteiro Lobato</strong></a>.</p>
<p align="justify">É bem provável que hoje, dia do seu aniversário e, por conta disso, <strong>Dia Nacional do Livro Infantil</strong> (desde 2002), os trintões que participarem da Blogagem Coletiva <a href="http://fio-de-ariadne.blogspot.com/2009/04/blogagem-coletiva-quem-foi-seu-monteiro.html" target="_blank"><em>Quem foi seu Monteiro Lobato?</em></a>, sugerida pela <strong>Jorge Zahar Editor</strong> ao <strong><em>Fio de Ariadne</em></strong>, respondam da mesma maneira: <strong>Meu Monteiro Lobato foi Monteiro Lobato</strong>.</p>
<p align="justify">Mas ele não apenas me ensinou a ler. Ensinou também que <strong>é fácil aprender</strong> e que <strong>estudar é uma deliciosa brincadeira</strong>. Li todos os livros da turma do Sítio pelo menos duas vezes quando ainda criança. Mas, dentre eles, há alguns que li muitas outras vezes como <em>História do Mundo para Crianças</em>, <em>Geografia de Dona Benta </em>e <em>Emília no País da Gramática</em>. Estes, que trazem conteúdo tradicionalmente apresentados nas escolas, me pareciam ainda mais interessantes que as fantasias vividas pelos personagens do Sítio. Na verdade, eles transportavam aqueles personagens fantásticos para o mundo real, o meu mundo. Isso fez com que eu aprendesse que voar para um lugar maravilhoso é tão fácil quanto somar dois e dois. Lobato me ensinou que tudo é possível. <strong>Basta imaginar e nosso mundo perfeito está pronto</strong>.</p>
<p align="justify">Já adulto, mas com o eterno espírito de criança de quem cresceu com o Sítio, ainda não obtive êxito em repassar aos meus filhos as lições do mestre. Talvez eu não seja um bom professor. Talvez as tentações dos novos tempos sejam uma concorrência desleal. Talvez eu ainda não tenha crescido o suficiente para ensinar alguma coisa. Mas ainda há tempo. A viagem pode começar a qualquer momento.</p>
<p align="justify">Em 2003, já passado um quarto de século de meu primeiro contato com Lobato, tive um encontro surpresa com ele. Tive o prazer de ler <strong>cartas que ele escreveu a </strong><a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo" target="_blank"><strong>Câmara Cascudo</strong></a>. As originais. Li todas as escritas à máquina. As manuscritas são verdadeiros hieróglifos. Não é fácil entender tudo. Nelas, descobri um Monteiro Lobato diferente, pai, que sempre fazia menção aos seus filhos e aos do amigo. Em uma delas, de outubro de 1931, dizia:</p>
<p align="justify"><em>Sciente que casaste e entraste no rol dos proliferadores da especie com um gentil cascudinho. Eu de ha muito parei em quatro.</em></p>
<p align="justify">Em outra, de 1944:</p>
<p align="justify"><em>Bem, sei que tens uma Any, e quero que Any receba um dos ultimos livros meus, que vai.<br />
</em></p>
<p align="justify">Uma primeira edição de Lobato presenteada pelo próprio! Que inveja, hein? Mas eu também tive meu momento mágico. Contarei mais adiante.</p>
<p align="justify">Acredito que a vida nos apresenta alguns sinais. Em 2005, quando já começava a perder as esperanças de muitas coisas, dentre as quais a de que minhas filhas também passassem parte de sua infância no Sítio do Picapau Amarelo (Ah! eu estive MESMO no Sítio da tevê), acompanhadas de <strong>Emília</strong>, <strong>Visconde</strong>, <strong>Pedrinho</strong> e <strong>Narizinho</strong>, duas coisas me aconteceram: ganhei o<a href="http://www.memoriaviva.com.br/ibest05.htm" target="_blank"> iBest de Melhor Site de Arte &amp; Cultura</a> (com o <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><strong>Memória Viva</strong></a>, que tem desde seu início uma homenagem a Lobato) e, menos de uma semana depois, vi meu único filho homem nascer (renovaram-se as esperanças!). Três anos depois, ele já dormia cantarolando as músicas do Sítio. <em>Boneca de pano é gente/ Sabugo de milho é gente/ O sol nascente é tão belo&#8230;</em></p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/azulay.jpg" width="278" align="right" border="0" height="339" />Além do grande mestre Monteiro Lobato, tive outros professores: os <strong>Irmãos Grimm</strong>, <strong>Hans Christian Andersen</strong> e um outro brasileiro. Alguém arrisca um palpite de quem seria? Acertaram os trintões que responderam <a href="http://www.danielazulay.com.br/" target="_blank"><strong>Daniel Azulay</strong></a>. Pita, Damiana, Piparote, Ritinha, Xicória, Professor Pirajá e toda a <strong>Turma do Lambe-Lambe</strong> também me fizeram companhia nos dias de menino. E sabe o que foi mais legal? É que em 2003, por conta da versão digital que criei para <strong><em>O Cruzeiro</em></strong>, recebi um e-mail de Daniel Azulay dizendo que a revista fez parte de sua infância e que, muitos anos depois, ele trabalharia nela. A história, contada por ele, está <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><strong>no site</strong></a> (clique em <em>Mais edições</em> e veja a Edição Especial Comemorativa aos 75 anos). Mas ainda não foi este o momento mágico que falei. Ele vem agora. Um mês depois de publicar seu depoimento, eu estava em uma banca de revistas, em Ipanema, no Rio, e quem entra? Ele! Com a mesmíssima cara , o mesmo jeito e só faltando os suspensórios. Pude agradecê-lo, pessoalmente, por ter me dado <strong>uma infância mais divertida e cheia de fantasia</strong>.</p>
<p align="justify">A Daniel Azulay e a todos os Lobatos que nos ensinaram a ler e enriqueceram nossas vidas, meus agradecimentos e meus parabéns. Hoje e sempre.</p>
<p align="justify">E algodão doce para vocês, leitores.</p>
<p align="center">* * * * *</p>
<p align="justify"><strong>Leia também:</strong><br />
<a href="mailto:"><strong>M. Lobato<br />
</strong></a><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/05/no-sitio-e-sempre-assim/"><strong>No Sítio é sempre assim: vão-se os anéis…</strong></a></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center><br />
<map name="Map3">
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		</item>
		<item>
		<title>Queda e queda do Guaporé</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/03/02/queda-e-queda-do-guapore/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 06:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Periódicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Domingão, de chuva depois sol, último antes de 2009 começar de verdade. Cometo a agora incomum ação de comprar um jornal. Culpa de Carlos, o Magno, que publicou nota comentando a respeito do livro que eu e Canindé Soares estamos &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/03/02/queda-e-queda-do-guapore/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/guapore1.jpg" border="0" width="600" height="450" /></p>
<p align="justify">Domingão, de chuva depois sol, último antes de 2009 começar de verdade. Cometo a agora incomum ação de comprar um jornal. Culpa de <strong>Carlos, o Magno</strong>, que <a href="http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/colunistas/index.php?idcolunista=10" target="_blank">publicou nota</a> comentando a respeito do livro que eu e <a href="http://canindesoares.blog.digi.com.br/blog/" target="_blank"><strong>Canindé Soares</strong></a> estamos fazendo. Para facilitar a vida de nossos biógrafos, vou clipar o texto e me deparo com uma foto imensa do <strong>Museu Nilo Pereira</strong> – também conhecido como <strong>Guaporé</strong>, que fica no município potiguar de Ceará-Mirim – tomando a primeira página d’<em>O Poti</em>. <em>Guaporé em abandono, quase ruínas</em> era a chamada. A matéria falava sobre o estado lastimável do prédio construído em meados do século XIX.</p>
<p align="justify">Também estive no Guaporé. Veja algumas fotos que fiz por lá e depois continuamos a conversa.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/guapore2.jpg" border="0" width="450" height="338" /></p>
<p align="center">Vista interna do sótão.</p>
<p align="center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/guapore3.jpg" border="0" width="450" height="338" /></p>
<p align="center">Cômodo do andar superior com janelões bem danificados servindo de varal.<br />
No piso, marcas circulares feitas com querosene numa tentativa de espantar morcegos.</p>
<p align="center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/guapore4.jpg" border="0" width="450" height="338" /></p>
<p align="center">Cama antiga, em exposição, servindo de varal para panos de chão.</p>
<p align="center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/guapore5.jpg" border="0" width="450" height="297" /></p>
<p align="center">Porta do andar térreo e sua peculiar tranca.<br />
Carta, como outros documentos, danificada por traças.</p>
<p align="center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/guapore6.jpg" border="0" width="450" height="338" /></p>
<p align="center">Fotos, quadros e outros documentos.</p>
<p align="center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/guapore7.jpg" border="0" width="450" height="338" /></p>
<p align="center">Cacos de objetos artesanais guardados em um baú.</p>
<p align="justify">Estas são algumas das mais de 150 fotos – e <strong>nem são as mais chocantes</strong> – que fiz quando estive lá pela primeira vez. Isso foi em dezembro. Dezembro de 2003. Sim, dois mil e três. Naquele dezembro, visitei pelo menos oito museus em Natal e o Guaporé, em Ceará-Mirim. A escala de avaliação começava em “<strong><em>patético</em></strong>”, passava por “<strong><em>abandonado</em></strong>” e terminava em “<strong><em>isso é o que mesmo?!</em></strong>”.</p>
<p align="justify">A história começou com uma visita ao <strong>Museu Casa Café Filho</strong> e a constatação de que o acervo do único potiguar a assumir a presidência da República estava jogado às traças. Levei isso ao conhecimento de um jornal local que não se interessou pelo caso. Acabei <a href="http://www.memoriaviva.com.br/cafe.htm" target="_blank"><strong>publicando a matéria</strong></a> em página inteira, no mês seguinte, no <em>Jornal do Brasil</em>. O caso foi discutido pela Comissão de Memória dos Presidentes da República e o Iphan resolveu constatar, <em>in loco,</em> a gravidade do assunto. Depois disso, outro jornal de Natal demonstrou interesse pela seqüência de matérias relacionadas aos outros museus mas, como eu já esperava, o negócio esfriou e nada saiu. Cidade pequena, todo mundo se conhece, todo mundo é amigo, ninguém quer ferir suscetibilidades nem ser indelicado, sabe como é. Como eu tinha mais o que fazer, fui cuidar das minhas coisas e tocar minha vida em Brasília, onde morava desde 2001.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/guapore8.jpg" border="0" width="450" height="338" /></p>
<p align="justify">Passado pouco mais de cinco anos, eis o Guaporé em primeira página numa edição de domingo. Sinceramente, não vai aqui nenhuma crítica ao tempo que o assunto levou para ganhar a atenção de um periódico local. Como jornalista, poderia achar a matéria fria, mas como memorialista, <strong>me assusta a enorme possibilidade de vê-la reeditada daqui a cinco ou dez anos sem necessitar de grandes mudanças</strong>. Os anos de abandono terão aumentado, portas e paredes terão caído e talvez as traças tenham morrido de fome. De resto, <strong>é provável que tudo continue igual</strong>. Infelizmente. Espero estar errado, mas não apostaria nisso.</p>
<p align="justify">Que o jornalismo se apresse em fazer seu trabalho de registrar e denunciar. Que a História, com sua infinita paciência, possa utilizar as lições do passado para construir um futuro melhor. Pena que poucos saibam que só existe um momento certo para fazer isso: o presente. Até a lição ser aprendida, veremos muita coisa vindo abaixo.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center><br />
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		<title>Às vezes famosos, quase sempre esquecidos</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/02/19/as-vezes-famosos-quase-sempre-esquecidos/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 22:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuária]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira estátua e o primeiro busto dos quais tenho lembrança… na verdade, acho que não tenho muita lembrança. Sei que os vi em alguma praça no bairro carioca do Méier. Provavelmente foi um busto do Barão do Rio Branco &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/02/19/as-vezes-famosos-quase-sempre-esquecidos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/asevero.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">A primeira estátua e o primeiro busto dos quais tenho lembrança… na verdade, acho que não tenho muita lembrança. Sei que os vi em alguma praça no bairro carioca do Méier. Provavelmente foi um busto do Barão do Rio Branco ou de Aristides Caire. O primeiro, todos sabem quem é; o segundo, a maioria nunca deve ter ouvido falar. Pois é. Esta é a dura vida dos homenageados com bustos ou estátuas. Às vezes famosos, quase sempre esquecidos.</p>
<p align="justify">De forma desorganizada e sem qualquer método, coleciono estátuas e igrejas há mais de vinte anos. Por onde passo, vou fotografando e guardando. Isso começou bem antes de eu saber que um dia me assumiria memorialista. Apenas tinha a intuição de que, um dia, aquilo serviria para alguma coisa.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/estatuas.jpg" width="291" align="left" border="0" height="226" />De volta a Natal, começo a pagar uma dívida que sentia ter com a cidade. Uma das formas de pagamento está sendo feita por um trabalho em parceria com <a href="http://canindesoares.blog.digi.com.br/blog/" target="_blank"><strong>Canindé Soares</strong></a>. Juntos, estamos conhecendo todas as personalidades que, em algum momento, mereceram uma homenagem em forma de efígie, busto ou estátua e que hoje, quase em sua totalidade, são ilustres desconhecidos.</p>
<p align="justify">Apesar de ser uma cidade quatrocentona e de ser a terra de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo" target="_blank"><strong>Câmara Cascudo</strong></a>, grande estudioso de cultura brasileira, Natal não é conhecida exatamente por ser cuidadosa com sua História e sua memória. Como disse o próprio Cascudo: “<em><strong>Natal não consagra nem desconsagra ninguém</strong></em>”.</p>
<p align="justify">É verdade. Estátua mesmo, de corpo inteiro e em local aberto, por enquanto, só encontramos três em toda cidade: de <strong>Augusto Severo</strong>, de Câmara Cascudo e de <strong>Dinarte Mariz</strong>. Esta, a caçula, tem pouco mais de seis anos e eu nem conhecia. Aliás, pouca gente conhece. Está em uma junção de avenidas de alta velocidade. Um dos piores locais para se colocar uma estátua. Há ainda pelo menos outras duas, no <strong>Cemitério do Alecrim</strong>, mas falarei a respeito delas em outro texto sobre arte tumular.</p>
<p align="justify">Se há mais bustos, estes também não são tantos. Algumas vezes, o trabalho artístico e de fundição deixam muito a desejar. A conservação nem se fala. Placas, letras, pedestais em mármore e outros detalhes são roubados todo o tempo. Assim, os bustos já escondidos e pouco vistos acabam sem identificação.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/busto2.jpg" width="255" align="right" border="0" height="203" />Outra triste constatação é que nem as praças são identificadas. Só as maiores, mais centrais e que tenham recebido alguma atenção recentemente têm placas como a Praça Cívica Pedro Velho e a Praça Augusto Severo. Muitas vezes, moradores dos arredores não conhecem a denominação desses logradouros e começam a dar outros nomes. Na Praia do Meio, a antiga Praça dos Heróis, atual Miguel Carrilho, é mais conhecida como Praça dos Pescadores. No bairro de Areia Preta, uma outra é conhecida por Praça Nossa Senhora de Lourdes, por ficar ao lado da igreja que tem essa denominação. Na verdade, se chama Praça Padre João Maria. O busto em homenagem ao religioso que existia nela foi depredado e arrancado há pelo menos dez anos. Outra curiosidade é que, no centro da cidade, existe outra Praça Padre João Maria, esta bem conhecida e com um busto do padre em local menos acessível. Bem próximo, outro tributo curioso. Uma personalidade estrangeira sem qualquer ligação histórica com a cidade tem busto e praça com seu nome: <strong>John Kennedy</strong>.</p>
<p align="justify">Em escolas públicas e particulares, autarquias e outras instituições, encontram-se outros bustos e efígies. Todos mais ou menos esquecidos, com seus olhares perdidos no tempo, testemunhando mudanças, lembrando de seus tempos gloriosos e dos motivos que os tornaram imortalizados em pedra ou metal. Calados, olhando mais do que são olhados, acabaram chamando nossa atenção e logo estarão reunidos em livro e também em uma exposição. Será uma reunião de políticos, militares, empresários, religiosos e intelectuais, de várias épocas, como colunista social nenhum jamais sonhou. Desde já, estejam todos convidados.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Uma aula com mestre Brito</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 07:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Era para ser só um papo, desses bem informais, coisa de colegas. Isso sendo eu um poço de pretensão para chamar Orlando Brito de colega, afinal ele já era um nome bem conhecido e trabalhava na Veja quando eu ainda &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/01/20/uma-aula-com-mestre-brito/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/brito.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">Era para ser só um papo, desses bem informais, coisa de colegas. Isso sendo eu um poço de pretensão para chamar <strong>Orlando Brito</strong> de colega, afinal ele já era um nome bem conhecido e trabalhava na <em>Veja </em>quando eu ainda estava deslumbrado por ser um <em>universotário</em> de Jornalismo. Assim, o que era para ser um papo virou uma aula.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/vejaulis.jpg" width="288" align="right" border="0" height="181" />Quem não é da área, pode não estar ligando o nome à pessoa, ou melhor, o nome às imagens. Orlando Brito é o responsável por várias das fotos mais marcantes da História política brasileira desde a época da ditadura militar. Foram 14 anos de <em>O Globo</em>, 16 de <em>Veja</em> e, nos últimos tempos, em sua própria agência, a <a href="http://www.obritonews.com.br" target="_blank"><em>Obritonews</em></a>, para falarmos somente de uma parte dos seus <strong>mais de 40 anos de fotojornalismo</strong>.</p>
<p align="justify">A conversa começou no saguão de um hotel com ares de depoimento para o <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><strong><em>Memória Viva</em></strong></a> e terminou numa pizzaria com lembranças e histórias comuns sobre Brasília. Brito tem um jeito manso de falar, bem calmo, como todo bom mineiro. Logo fui percebendo que mais do que registrar a História, ele ajudou a construir a memória do país. Dentre suas fotos mais famosas, está aquela que mostra o perfil de <strong>Ulisses Guimarães</strong>, desenhado por um contraluz, e que foi uma das 113 capas que fez para <em>Veja</em>. Um único fotograma feito na semana da morte do deputado. “<em>Uma foto premonitória</em>”, como disse ele. Não deve ter ficado entranhada apenas em minha memória pois, passados 16 anos, a própria <em>Veja </em>apresentou uma malfadada versão, em fevereiro do ano passado, para falar da “aposentadoria” de Fidel. Ao ver a capa sobre o ditador cubano, Brito teve a impressão de já conhecê-la.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/congresso.jpg" width="360" align="left" border="0" height="174" />Pode ter sido uma “homenagem ao mestre”. É realmente impressionante como certas imagens ficam em nosso baú de memórias e podem ser acessadas a qualquer momento. Falando sobre outras capas, ele conta a história de um ensaio com Dante de Oliveira, deputado federal responsável pela emenda constitucional que propunha o restabelecimento das eleições diretas e que acabou inspirando o movimento Diretas Já. Ele seria capa de uma edição de abril de 1984, mas a foto de uma placa de trânsito, na qual se lia “<strong><em>Devagar</em></strong>”, bem em frente ao Congresso, dizia muito mais que um retrato do deputado. A revista circulou uma semana antes de eu completar 12 anos de idade e, naquela época, política ainda não era um assunto que chamava minha atenção. Mais de duas décadas depois, em 2005, em pleno escândalo do mensalão, <strong>fiz uma foto de uma placa de trânsito com o congresso ao fundo</strong>. Ela sinalizava um declive acentuado e a imagem sugeria, obviamente, que os parlamentares estavam “descendo a ladeira” com a tal venda de votos. Jurava que já tinha visto aquela idéia em algum lugar. No papo com Brito, finalmente veio a lembrança.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/britomol.jpg" width="288" align="right" border="0" height="202" />Já na pizzaria, na companhia de <a href="http://canindesoares.blog.digi.com.br/blog/" target="_blank"><strong>Canindé Soares</strong></a> e Rodrigo, assistente de Brito, começamos a perceber que tínhamos conhecidos em comum, em Brasília. Mas a maior coincidência foi descobrir que fizemos um trabalho muito parecido, de digitalização de imagens de Juscelino Kubistchek a partir do acervo de revistas <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em><strong>O Cruzeiro</strong></em></a> no Memorial JK. Para encerrar essa (que, espero, tenha sido só a primeira) aula de História do fotojornalismo brasileiro, ganhei um exemplar de <strong><em>Corpo e Alma</em></strong>, seu quinto livro, publicado em 2006, e que você não vai encontrar por aí, pois não foi comercializado em livrarias. Para fomentar ainda mais a inveja, aí está uma imagem das mais de duzentas publicadas nele. O livro “funciona” assim: primeiro você quer engolir todas as imagens de uma só vez; depois quer ver cada uma demoradamente; e depois quer ver cada uma outra vez, perceber os detalhes, imaginar as histórias por trás dela, comungar com o momento do registro. Imagens para outros belos álbuns de Orlando Brito não faltam. Fora tudo que já fez em mais de quatro décadas e que guarda cuidadosamente, ele está trabalhando na produção de pelo menos mais quatro livros: dois em parceria com outros fotógrafos e tendo o futebol como tema, um sobre índios e outro sobre o universo que conhece muito bem, o do Poder. Mais detalhes e muitas outras histórias iremos conferir no material que será colocado no <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><em><strong>Memória Viva</strong></em></a>, em fevereiro. Fiquem espertos e não percam.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Afinal, onde mora a Verdade?</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 02:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[“Toda verdade é simples (unívoca)”. Isto não é duplamente uma mentira? Nietzsche em Crepúsculo dos Ídolos Se há algo que se aprende ao investigar a vida de alguém com o objetivo de escrever a seu respeito é que há muitas &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/11/24/afinal-onde-mora-a-verdade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/sacopa.jpg" border="0" /></p>
<p align="right"><strong><em>“Toda verdade é simples (unívoca)”. Isto não é duplamente uma mentira?</em></strong><br />
Nietzsche em <em>Crepúsculo dos Ídolos</em></p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Se há algo que se aprende ao investigar a vida de alguém com o objetivo de escrever a seu respeito é que há muitas verdades. Não falo de versões, opiniões, pontos de vista; falo da verdade interior de cada pessoa.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><o:p></o:p>Em determinado momento de minha última temporada de entrevistas sobre <a href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao" target="_blank"><strong>Carlos Estevão</strong></a>, no Rio, <strong>Dóris</strong>, sua filha, me perguntou, já afirmando: <em>Você já sabe mais do meu pai do que qualquer outra pessoa, não?</em> Sim. Porque diferente dos envolvidos nas histórias, além do distanciamento, pude ouvir vários lados, várias versões, várias motivações para a realização de determinados atos e, mais que tudo, as verdades contidas em cada uma dessas motivações.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Foi também nessa mesma conversa em que eu disse a ela que meu único compromisso era com a história de Carlos Estevão e não com as versões ou pontos de vista que eram mostrados a mim. É bem aí que reside um dos maiores dramas do biógrafo, principalmente quando o biografado não pode mais mostrar a sua verdade. <strong>O que realmente aconteceu?</strong> Como reconstituir uma cena e os muitos sentimentos envolvidos nela?</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Mas se há o peso de pensar e decidir sobre isso, há a recompensa de receber tal ensinamento e aplicá-lo em sua própria vida. Confesso que tenho me tornado mais tolerante, mais capaz de ouvir e de entender as motivações alheias, mais leve e humano por não me colocar em posição de juiz. Assim, os atos mais brutais, estúpidos, violentos e insanos passam a ter, se não justificativas, pelo menos motivos que expliquem suas existências.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Há uma história em particular, ocorrida duas décadas antes de meu nascimento, que durante cinco anos não saiu de minha cabeça e, ainda hoje, está entalada em minha garganta e com pouca possibilidade de que um dia esse engasgo passe por completo.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Conhecido como “<strong>Crime do Sacopã</strong>”, o caso girou em torno da morte de um bancário encontrado em seu carro na ladeira do Sacopã, no Rio de Janeiro. O motivo do assassinato teria sido passional. O Tenente da Aeronáutica <strong>Alberto Franco Jorge Bandeira</strong>, acusado como autor, teria cometido o crime por ciúmes de um namorada. Passou sete anos preso e teve uma campanha pública de libertação movida pelo então <strong>Deputado Tenório Cavalcanti</strong>, “o homem da capa preta”, e amplamente divulgada pela revista <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><strong><em>O Cruzeiro</em></strong></a>.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Se <em>O Cruzeiro </em>defendia, outros órgãos de imprensa atacavam. A novela começou em 1952 com o crime; foi reavivada em 1959 com a campanha pela soltura do tenente e continuou, em várias épocas, pelo menos até 1972, quando Bandeira ainda tentava provar sua inocência.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Em outubro de <st1:metricconverter productid="2004, a" w:st="on">2004, a</st1:metricconverter> Rede Globo foi impedida de exibir um programa do <em>Linha Direta </em>a respeito do caso. Ninguém da família da vítima deu depoimento, assim como Bandeira, já com 75 anos. Conseguida a liberação, apresentou o programa algum tempo depois.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Coincidentemente, pouco antes disso, eu havia falado com o tenente Bandeira por telefone. Além de esta ter sido, em minha opinião, a mais rocambolesca história de crime usada e abusada pela imprensa brasileira, um ponto em particular chamava minha atenção: Depois de algo tão escandaloso, de perder a melhor parte de sua juventude na cadeia, de ter pago pelo crime do qual foi acusado, por que alguém passaria mais 15 anos remexendo nessa história para tentar provar sua inocência se não fosse realmente inocente? Em geral, quem passa por uma situação dessas e retoma sua liberdade quer tudo, menos que as pessoas lembrem do que aconteceu. Por outro lado, haveria a remota possibilidade de uma personalidade doentia com fortes motivações psicopatológicas que a fizessem se manter no centro das atenções. Trazido para nossos tempos, seria como Suzane von Richtofen ou os Nardoni, anos depois de cumprirem suas penas, fazerem campanha e ocupar diariamente os telejornais brigando para provar inocência.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">O que sei é que a história foi muito mal contada. Em todas as suas versões. Eu tinha esperanças de que o tempo, a distância, a sabedoria que vem com a idade e a proximidade da morte alimentassem em Bandeira o desejo de dizer o que realmente aconteceu. Particularmente, não esperava nada além disso. Para mim, não haveria muita diferença entre ele repetir toda a história que contou ou assumir a autoria do crime. <strong>As motivações</strong> – para ter servido como bode expiatório ou para ter cometido o crime – <strong>me interessavam</strong>.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Bandeira morava em Copacabana, a três quarteirões de onde fico sempre que vou ao Rio. Morava. Ele faleceu no ano passado. Nesses dois anos em que tivemos contato (por telefone e uma vez por Internet), ele sempre se mostrou educado, cortês e até algo solícito. Durante esse tempo, fui pelo menos três vezes ao Rio e não o procurei. Sempre deixava para depois. Sempre pensava como abordar um assunto tão delicado com um senhor quase octogenário que teve toda sua vida mudada por algo acontecido quanto ele tinha pouco mais de 20 anos.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Diferente do caso da garota Madeleine, que teve pelo menos um livro a respeito lançado pouco mais de um ano depois do ocorrido, o caso do Sacopã só ganhou livro mais de meio século depois, editado fora do país, praticamente desconhecido e impossível de achar por aqui e com Bandeira já morto.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Resumo da ópera: muito se falou e nada foi dito. Houve uma conclusão legal, mas nunca uma conclusão real, que deixasse a sensação de que a verdade foi estabelecida e a justiça feita.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Sou partidário de uma imprensa compromissada com a verdade. Direta, fria, que se limite a responder as perguntas básicas e não criar ficção em cima dos fatos. Isso me parece uma condição sem a qual é impossível haver respeito. Quando na função de jornalista existe a possibilidade de agir como juiz, carrasco ou novelista, a ética, a probidade e a confiança ficam comprometidas. Em vez de zelar pela transparência, acaba-se obscurecendo ainda mais os fatos. E assim chegamos à triste conclusão de que a <strong>História não é nada além da versão que foi mais divulgada e sobreviveu</strong>.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Textos relacionados:<br />
</strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/11/23/verdade-para-que/">Verdade para quê?</a> – 23 de novembro de 2008<br />
<a href="http://leseirageral.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-31.html#2004_10-02_19_28_50-100017047-0">Crimes, jornalismo e História</a> – 2 de outubro de 2004</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Sugestão de leitura:<br />
</strong>Matérias sobre o caso do Sacopã na revista <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em></a></p>

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		<title>80 anos de &#8220;O Cruzeiro&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 03:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Não sei como vocês se sentem depois das eleições. Eu, o que posso dizer é que me sinto moderadamente otimista. O que aliás não é pouco, para quem se afundava naquele desengano tão desamargurado. O parágrafo acima não é &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/11/10/80-anos-de-o-cruzeiro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" align="justify">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/cruz80.jpg" height="260" width="600" /></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><em>Não sei como vocês se sentem depois das eleições. Eu, o que posso dizer é que me sinto moderadamente otimista. O que aliás não é pouco, para quem se afundava naquele desengano tão desamargurado.</em></p>
<p class="MsoNormal" align="justify">O parágrafo acima não é meu. É de <strong>Rachel de Queiroz</strong> em sua <em>Última Página</em>, coluna que manteve por muitos anos na revista <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em><strong>O Cruzeiro</strong></em></a>. <em>Na crista da onda</em> era o texto e foi publicado na edição de 22 de novembro de 1958, que comemorava os 30 anos da revista.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Bem poderia ser a abertura para um artigo sobre a eleição de Barack Obama na edição dos 80 anos que <em>O Cruzeiro</em> estaria completando nesta segunda. E provavelmente o mulato Obama estaria na capa da edição da semana. Um texto de <strong>David Nasser</strong> marcaria a ferro os remanescentes da América profunda, os brancos racistas que já não parecem tão fortes. Mesmo enfatizando as boas novas, escrevendo o que os leitores gostariam de ler e fortalecendo sua tendência situacionista, antes de finalizar faria uma comparação entre a histórica vitória contra o racismo nos Estados Unidos e a nossa própria seis anos antes, quando a “esperança venceu”. E aproveitaria para cobrar do novo presidente americano a revolução que não vimos por aqui.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><strong>Chateaubriand</strong> veria como chá fraco e frio a embaixada em Londres e faria mira <st1:personname productid="em Washington. A" w:st="on">em  Washington. A</st1:personname> esta altura, <em>The Cruise</em>, a versão em inglês de sua revista já teria 20 ou 25 anos e seria referência de exportação de nossas belezas. As mulheres americanas estariam acostumadas a esperar cada edição para tentar imitar nossa moda e sonhar em ter corpos perfeitos como as brasileiras. <a href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao" target="_blank"><strong>Carlos Estevão</strong></a> estaria satirizando nossos péssimos costumes – alguns tão ou mais antigos que a revista – e <a href="http://www.memoriaviva.com.br/appe" target="_blank"><strong>Appe</strong></a>, com seu traço fino, seria o elegante carrasco da desclassificada horda política.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">E se esta semana não há cento e tantas páginas de <em>O Cruzeiro </em>para celebrarmos e comprovarmos como seria essa história, temos ao menos uma página de seu único remanescente: <strong>Millôr Fernandes</strong>.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Foi em um exercício de imaginação assim que “<em>a revista contemporânea dos arranha-céus</em>” tornou-se também <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><strong>contemporânea da Internet</strong></a>. E lá se vão seis anos. Debruçando-me sobre centenas de edições desde então, fiz várias viagens e aprendi História, principalmente do Brasil, como jamais havia pensado <st1:personname productid="em aprender. Mais" w:st="on">em aprender.  Mais</st1:personname> que isso, fui descobrindo e reconstituindo muitas histórias interessantes perdidas nas memórias de alguns poucos e que, aos poucos, vão sendo contadas. Isso me faz crer que essa história iniciada em 1928 ainda não terminou.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Pedindo novamente licença a Rachel, encerro essa louvação com a ajuda de suas palavras publicadas no Jubileu de Prata da revista:</p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><em>Hoje, aniversário de </em>O Cruzeiro<em>, esta casa, é claro, está <st1:personname productid="em festa. Jornais" w:st="on">em festa. Jornais</st1:personname> são como chineses e não como moças bonitas: não se envergonham da idade, antes se sentem orgulhosos dos cabelos brancos e das rugas, e, quanto mais velhos, mais vaidade tiram disso. E pois, o coquetismo não está em negar a idade, mas em confessá-la abertamente: </em><strong>oitenta anos!</strong></p>
<p class="MsoNormal">Muito ainda ouviremos falar a respeito dela.<br />
<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Texto relacionado:</strong><br />
<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/06/06/mastigue-bem-antes-de-engolir/">Mastigue bem antes de engolir</a></p>

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		<title>Mais uma do Cascudo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 15:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou melhor, da família de Cascudo. Não canso de dizer que esta é um exemplo de preocupação com a preservação e a divulgação da obra criada por um familiar já encantado. Hoje, quando lembramos os 22 anos de encantamento do &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/07/30/mais-uma-do-cascudo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/cascudo.jpg" border="0" height="250" width="600" /></p>
<p align="justify">Ou melhor, da família de <strong><a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo">Cascudo</a></strong>. Não canso de dizer que esta é um exemplo de preocupação com a preservação e a divulgação da obra criada por um familiar já encantado. Hoje, quando lembramos os 22 anos de encantamento do mestre, está sendo lançada a exposição <strong><em>Câmara Cascudo, cada dia mais vivo</em></strong>. “<em>Coincidentemente</em>” o título de um artigo que escrevi há dois anos. <strong>Daliana Cascudo</strong> adora fazer essas coisas porque sabe que não posso processá-la por conta de outra “<em>coincidência</em>”: minha advogada é irmã dela. Numa hora dessas, as irmãs se desentendem e aí eu quero ver!</p>
<p align="justify">Brincadeiras à parte – e que todos na família Cascudo sejam sempre e ainda mais unidos –, vamos ao serviço. A exposição está sendo apresentada no <strong>Memorial Câmara Cascudo</strong>, em Natal (RN). Mais detalhes no <a href="http://www.memoriaviva.com.br/novoblog/2008/07/30/camara-cascudo-cada-dia-mais-vivo" target="_blank">Blog Memória Viva</a>.</p>
<p align="justify">E por falar em <em>blog</em>, <a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/blog" target="_blank">o do Cascudo retoma hoje suas atualizações</a>. Trata-se da coluna <em>Acta Diurna</em>, que o escritor manteve entre 1939 e 1960 nos jornais de Natal. A atualização acontece sempre às quartas. As fotos que ilustram o texto são do amigo e parceiro <strong><a href="http://canindesoares.blog.digi.com.br/blog" target="_blank">Canindé Soares</a></strong>. Eventualmente aparece uma feita por mim.</p>
<p align="justify">Mais. Tem livro inédito de Cascudo pintando em breve: <strong><em>A casa de Cunhaú</em></strong>. E se você quer saber dos outros <strong>quase 200 de sua autoria</strong> e de outras dezenas de títulos a seu respeito, <a href="http://www.memoriaviva.com.br/novoblog/2008/07/21/todos-os-livros-de-cascudo" target="_blank">dê uma olhada aqui</a>.</p>
<p align="justify">E agora vá baixar em outro terreiro.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Mais rápido do que depressa</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 15:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Valeu, Globo! Nunca pensei que fosse dizer isso, mas sou obrigado. A exibição na noite de ontem, quinta, do programa Por toda a minha vida em homenagem a Chacrinha rendeu algumas centenas de visitas a este blog em poucas horas. &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/07/25/mais-rapido-do-que-depressa/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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<p align="justify"><strong>Valeu, Globo!</strong><br />
Nunca pensei que fosse dizer isso, mas sou obrigado. A exibição na noite de ontem, quinta, do programa <em>Por toda a minha vida</em> em homenagem a <strong>Chacrinha</strong> rendeu algumas <strong>centenas de visitas</strong> a este <em>blog</em> em poucas horas. Por que? Porque os tarados de plantão danaram a procurar por <em>chacretes</em> no Google e vieram <strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/">bater aqui</a></strong>. <em>Bater aqui</em>, entenderam?</p>
<p align="justify"><strong>Dercy</strong><br />
Tenho que agradecer a <strong>Dercy Gonçalves</strong>. Durante toda a semana ela também fez o mesmo. Começo a achar que ela deveria ter morrido mais vezes. Morreria e voltaria, numa espécie de bis interminável. A maioria dos que passaram por aqui entendeu a justa homenagem de primeiríssima hora feita no texto <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/07/19/puta-que-pariu-dercy-morreu/"><em><strong>Puta que pariu! Dercy morreu!</strong></em></a>. Nunca foi tão correto dizer que a morte é uma festa. E continuo a me impressionar com o fascínio que isso causa nas pessoas. Já estou escrevendo os obituários para Hebe, Niemeyer, Glória Maria, Sílvio Santos, Roberto Carlos&#8230;</p>
<p align="justify"><strong>Dercy II</strong><br />
Logo depois que Dercy morreu, coisas estranhas aconteceram. O <em>Orkut</em> deu um pau medonho fazendo com que as pessoas acessassem perfis que não eram os seus ao entrarem no sistema. Os seguidos e seguidores de vários perfis do <em>Twitter</em> foram abduzidos e devolvidos 24 horas depois. E hoje, uma semana depois da morte (eu não acredito que ela tenha morrido&#8230; esse negócio de ser enterrada em pé está me cheirando à facilitação de fuga), bem&#8230; hoje, uma semana depois do anúncio da morte, estréia <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/07/09/eu-quero-acreditar/"><strong><em>Arquivo X – Eu quero acreditar</em></strong></a>. Aposto que Dercy está ligada a todos esses mistérios.</p>
<p align="justify"><strong>Na <em>Merda</em> e na <em>Estação</em></strong><br />
Já estava com a <a href="http://www.revistam.com.br" target="_blank"><em>Merda</em></a> (a revista) chegando ao meu pescoço, mas finalmente foi despachado o textículo sobre o São João em Campina Grande, a ser publicado na próxima edição, que trará também Sidney Magal e Mulher Acerola. Na próxima <em>Estação</em> (que eu já nem sei qual é o número, pois só recebi a primeira), se eu cumprir o <em>deadline</em> (eu vou! eu vou!), tem texto meu sobre a revista <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em></a>.</p>
<p align="justify"><strong>Memória Viva</strong><br />
O blog tem parecido meio abandonado neste julho porque uma antiga amante tem ocupado grande parte do meu tempo. <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><em>Memória Viva</em></a> está bombando com atualizações diárias, principalmente no <a href="http://www.memoriaviva.com.br/blogmv" target="_blank">Blog</a>, que só este mês já vai ali pelos 50 posts. Mas não é só isso. Os sites biográficos têm sido revisados e vêm ganhando novas informações. Outras áreas também. <strong>Destaques da semana:</strong><a href="http://www.memoriaviva.com.br/machado.htm" target="_blank"> texto de Wilson Natal sobre sua visita à exposição em homenagem a Machado de Assis</a> no Museu da Língua Portuguesa e atualização da área de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/novoblog/2008/07/21/todos-os-livros-de-cascudo/" target="_blank">livros de Câmara Cascudo</a>. Neste fim de semana, tem <strong>José Dumont</strong> sob regência de <strong>Klecius Henrique</strong>. Todas as atualizações do portal podem ser acompanhadas pelo <a href="http://twitter.com/memoriaviva" target="_blank"><strong>Twitter do Memória Viva</strong></a>.</p>
<p align="justify"><strong>Cinema nacional</strong><br />
No <em>Blog Memória Viva</em>, destaque para os lançamentos de <strong><em><a href="http://www.memoriaviva.com.br/novoblog/2008/07/18/nome-proprio/">Nome próprio</a></em></strong>, <strong><em><a href="http://www.memoriaviva.com.br/novoblog/2008/07/25/era-uma-vez/" target="_blank">Era uma vez&#8230;</a></em></strong>, <a href="http://www.memoriaviva.com.br/novoblog/2008/07/19/tres-vezes-ze-do-caixao/" target="_blank"><strong><em>Trilogia Zé do Caixão</em></strong></a> em São Paulo e outras dicas na categoria <a href="http://www.memoriaviva.com.br/novoblog/category/cinema/" target="_blank"><em>Cinema</em></a>.</p>
<p align="justify"><strong>Próximos capítulos</strong><br />
Muita coisa a dizer aqui no <em>Sempre Algo</em> na próxima semana. Fiquem ligados.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>M. Lobato</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 15:09:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Pergunte-se: Quantas pessoas deixaram uma obra que influenciou sua (dela) própria geração, a de seus pais, a sua (sua mesmo), as seguintes e continua se perpetuando? Meus pais, hoje na casa dos 60, eram criancinhas quando Monteiro Lobato morreu. Meu &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/07/04/m-lobato/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/mlobato.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">Pergunte-se: Quantas pessoas deixaram uma obra que influenciou sua (dela) própria geração, a de seus pais, a sua (sua mesmo), as seguintes e continua se perpetuando?</p>
<p align="justify">Meus pais, hoje na casa dos 60, eram criancinhas quando <strong>Monteiro Lobato</strong> morreu. Meu avô, que completará 88 anos em agosto, nasceu no mesmo ano de <strong>Narizinho</strong>: 1920.</p>
<p align="justify">Monteiro Lobato foi – e continua sendo – <strong>meu principal professor</strong>. Ensinou-me História, Geografia, Matemática, Gramática,&#8230; ensinou-me, principalmente, <strong>a sonhar</strong>. E se não me ensinou a escrever a culpa é toda de minha incompetência. Mas na matéria <em>Amor à leitura</em> sempre tirei nota dez. Graças a ele.</p>
<p align="justify">Vira e mexe, escrevo sobre ele ou sobre o mundo que criou. A mais recente foi há duas semanas, quando o <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/06/20/mil-vivas-para-o-visconde"><strong>Visconde André Valli</strong></a> se encantou. Há quase dez anos, mantenho <a href="http://www.memoriaviva.com.br/mlobato" target="_blank">um singelo sítio dedicado a ele</a> no <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><strong>Memória Viva</strong></a>. Quando fiz o sítio, sabe-se lá o porquê, dei o final <em><strong>/mlobato</strong></em> ao endereço. O normal seria o nome inteiro, mas achei que ficaria muito grande. Bobagem. É o nome pelo qual é conhecido. Deixei o <em>/mlobato</em>. Isso foi em 1999. Quatro anos depois, tive o privilégio de ter em mãos algumas cartas suas. Algumas datilografadas, outras escritas a mão. Todas enviadas a <a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo" target="_blank"><strong>Câmara Cascudo</strong></a>. Qual não foi minha surpresa ao ver que, na maioria delas, assinava <em><strong>M. Lobato</strong></em>.</p>
<p align="justify">Hoje, quando se completa 60 anos em que resolveu deixar este mundo e ir viver com seus personagens, aproveito para reverenciar sua memória e agradecê-lo, mais uma vez, por toda a riqueza de minha infância.</p>
<p><strong>Obrigado, M</strong>estre<strong> Lobato.</strong></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center><br />
<map name="Map">
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