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	<title>Sempre Algo a Dizer &#187; Idioma</title>
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		<title>A rinoplastia do portuga</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 15:53:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mutanças na ortographia. Diphtongos perdem accentos, o trema some, o hyphen tem novos preceytos. Cousas communs desde muytos annos sofrem modificaçoens. Estudiosos da lingoage examinão attentamente os particulares do portuguez e, sob pao e pedra, saem a mexer na escrita. &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/12/30/a-rinoplastia-do-portuga/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><o:p> </o:p></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/mlport.jpg" border="0" /></p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Mutanças na ortographia. Diphtongos perdem accentos, o trema some, o hyphen tem novos preceytos. Cousas communs desde muytos annos sofrem modificaçoens. Estudiosos da lingoage examinão attentamente os particulares do portuguez e, sob pao e pedra, saem a mexer na escrita. Nem Deos segura.<o:p> </o:p></p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Sahe isso, entra aquillo, acendem paixoens, crião facçoens, allegão milhoens de vantajes. Não gosto, he peccado, fica feo, dizem huns. As vogaes continuão lâ, a pronunciação he a mesma, expressoens e fallares seguem firmes.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Então qual é a preocupação? Principalmente aqui no Brasil, onde a reforma ortográfica causa pouquíssima mudança. Menos ainda se falarmos somente daqueles que escrevem corretamente por conhecerem as regras gramaticais, grupo no qual, obviamente, não me incluo. Nunca vi um caga-regras – e certamente não verei um cagarregras a partir do dia 1º de janeiro de 2009 – que fosse profundo conhecedor do idioma. Se fosse, nada temeria. Os dois primeiros parágrafos deste texto foram escritos em português e todos entenderam. E não há nada de errado nele, só está escrito como se no século XVII. De lá para cá, muita coisa mudou. Por evolução natural do idioma ou por convenção acadêmica. Deixemos, pois, o vanilóquio de lado e nos concentremos em questões mais importantes.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Teremos quatro anos para ensinar aos que estão no ensino fundamental, aos do ensino médio, ao do ensino superior e até aos doutores que não sabem escrever corretamente. Este é o ponto: aproveitar a mudança e a discussão em torno dela para melhorar o ensino e, consequentemente, o nível educacional, já que hoje nos limitamos a outorgar graus sem nos importarmos com o que realmente foi aprendido.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">A língua é viva e, aos que têm amor a e fazem bom uso dela, pouco valem regras impostas. Mas é necessário que existam. Lá nos idos de 1688, Padre Manoel Fernandes, já alertava que <em>(Desta maneyra, em Portugal,) para o modo de escrever não ha moda, nem regra certa; quasi todos escrevem como querem; e com a continuação dessa diversidade, só cada hum poderá entender a sua escritura</em>. Deve estar em cólicas em sua cova, hoje, no pré-império do miguxês, quando as vogais já se fazem quase totalmente inúteis, <em>vc tb n axa</em>?</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Viu algum escritor importar-se com a mudança? Provavelmente não, tanto do tipo que vai morrer desconhecendo uma ou outra forma ortográfica quanto daquele que está mais preocupado em subverter a sintaxe.</p>
<p class="MsoNormal" align="justify">Essa pequena cirurgia estética que começa a valer em 2009 – e é para valer a partir de 2012 – é como uma pequena correção no nariz de quem se ama: não precisava, mas se melhora, ótimo. O português agradece e fica com melhor auto-estima. Com ou sem hífen.</p>

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