<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sempre Algo a Dizer &#187; Fotografia</title>
	<atom:link href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/category/fotografia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Feb 2012 11:00:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3</generator>
		<item>
		<title>Retrato do Grão-Mestre Varonil</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2012/01/29/retrato-do-grao-mestre-varonil/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2012/01/29/retrato-do-grao-mestre-varonil/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 15:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=1158</guid>
		<description><![CDATA[Tá lá a foto do Tim estendida no Facebook! De cuecas e camisa rasgada, pouco se lixando para a câmera de Luciana Whitaker. Aliás, ele estava achando sua mãozinha clicadora – e provavelmente ela inteira – gostosa e fez questão &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2012/01/29/retrato-do-grao-mestre-varonil/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2012/01/29/retrato-do-grao-mestre-varonil/&amp;text=Retrato do Grão-Mestre Varonil&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2012/01/timcens.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1169" title="" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2012/01/timcens.jpg" alt="" width="600" height="405" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tá lá a foto do Tim estendida no Facebook! De cuecas e camisa rasgada, pouco se lixando para a câmera de <strong><a href="http://www.lucianawhitaker.com" target="_blank">Luciana Whitaker</a></strong>. Aliás, ele estava achando sua mãozinha clicadora – e provavelmente ela inteira – gostosa e fez questão de deixar isso claro. Esse era o Tim.</p>
<p style="text-align: justify;">Luciana postou a foto em <a href="http://www.facebook.com/lucianawhitaker" target="_blank">seu perfil no Facebook</a> na sexta, 27 de janeiro, acompanhada do seguinte texto:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em>Editando fotos hoje, encontrei essa foto nunca publicada. Tim Maia tinha hora marcada para receber a Folha de S. paulo. Cheguei lá, no apart hotel da Barra, ele estava de camiseta rasgada e&#8230; cueca! Com o rádio muito alto, não conseguia escutar as perguntas do repórter (acho que era o Marcelo Migliaccio) e pediu para eu desligar o som. Olhou minha mão em seu aparelho de som e disse: &#8220;Hum, que mãozinha gostosa&#8230;!&#8221; Fiquei braba e acabei fazendo a foto dele de cueca mesmo.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Na noite de sábado, quase mil pessoas já haviam compartilhado a postagem, inclusive eu, pelo <a href="http://www.facebook.com/memoriaviva" target="_blank">perfil do Memória Viva</a>. No domingo pela manhã, encontrei comentários que achavam a imagem “degradante” e diziam que “faltou ética” ao publicá-la. Segue reprodução do meu comentário, junto à postagem, após de ter lido isso:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">A leitura que se faz das coisas – de um texto, de uma foto, de um quadro, um filme, uma música&#8230; – varia imensamente de pessoa para pessoa. A cultura de cada um (aquilo que a pessoa aprendeu, juntou e reuniu como seus valores) vai fazer com que ela enxergue algo de uma forma completamente diferente de outros. Sou fascinado pela obra de Goya, mas tem quem a ache grotesca, bizarra, assustadora. E tem quem não se sinta fascinado ou incomodado. Sou jornalista e fotógrafo há mais de 20 anos, tendo trabalhado a maior parte do tempo na área cultural. Sou fã do TIM MAIA. Na minha opinião (no meu gosto pessoal), jamais houve melhor cantor na história da música brasileira. Nessa foto, só consigo ver o retrato fiel do porra-louca que ele sempre foi e do qual que se orgulhava muito de ser. Grande cantor, grande artista, grande beberrão, mulherengo e safado. Em resumo: UM SER HUMANO. Cheio de potencialidades, de boas e más qualidades, de defeitos e contradições. Assustar-se ou achar degradante essa foto é não entender que ELE ERA ASSIM. Não se importava com aparências, com o que pensavam dele, com convenções sociais. <em>UM</em> Tim Maia que, ao receber jornalistas, estivesse de banho tomado, perfume, roupinha passada, falasse e se comportasse como um acadêmico querendo posar de membro da elite não seria <em>O</em> Tim Maia. Seria uma farsa! Essa foto me fez lembrar um comentário de Marcelo Nova, último grande companheiro de palco e de farra de Raul Seixas. Quando Raul morreu e começaram a derramar um mar de elogios, Marcelo se indignou e falou que logo estariam dizendo que ele era santo. Isto seria um insulto! Olho para essa foto e vejo um Tim Maia lindo, verdadeiro, sincero e escroto do jeito que ele era. Ele, que não era nenhum incapaz ou um retardado mental que não soubesse o que estava fazendo, riria muito de vê-la estampada na <em>Folha de S. Paulo</em>. Mas quem teria a coragem dele para fazer isso?</p>
<p style="text-align: justify;">Em bom e claro português: a foto é do caralho! Nem dá para imaginar o impacto que teria se estampada na <em>Folha de S. Paulo</em> dos anos 90 (ela não diz quando foi feita, mas creio que tenha sido naquela época). Mas o impacto veio quase década e meia depois da morte de Tim e pelo Facebook. A meu ver, um impacto positivo. É a cara do Tim, sem talquinho ou água de colônia. Mais que histórica, a foto é honesta!</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrei algumas situações pelas quais passei e as exponho aqui para acrescentar dados à discussão e desenvolver o tema sobre “momentos e escolhas no fotojornalismo” e não sobre “ética” porque não vejo motivo para isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando fotografo para ilustrar matérias, quase invariavelmente o faço para as minhas. Isto é, estou lá para entrevistar/apurar E TAMBÉM para fotografar. No caso, a fotografia é produzida como complemento do meu trabalho principal, que é escrever. Acontece que, sendo assim, as fotos têm pouco de jornalismo, pois serão feitas separadamente, em outro momento, e provavelmente serão posadas, dispensando muito da naturalidade que poderia ser registrada quando o entrevistado estivesse mais preocupado em falar e demonstrando suas emoções. No entanto, em mais de vinte anos, tive algumas oportunidades de estar só fotografando ou de poder dar mais atenção a isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das vezes foi em um carnaval, no início dos anos 90, que passei na praia de Pirangi, no Rio Grande do Norte. No mesmo hotel, estavam vários conhecidos atores de televisão e um casal, da mesma idade que eu, que começava a aparecer e chamava já chamava bastante atenção: <strong>Selton Mello</strong> e <strong>Danielle Winits</strong>. Era um tempo em que fotógrafo era fotógrafo e não qualquer pessoa com uma câmera, como hoje. E eu era o único que também estava hospedado no hotel e tinha acesso direto aos convidados globais durante todo o dia, incluindo passeios turísticos e outros momentos de lazer. Selton e Danielle eram namorados. Tínhamos todos 19 ou 20 anos. Danielle, linda, era uma jovem normal. Simpática, curiosa, conversava com todo mundo. Selton era mais reservado (ou antipático, se preferir), sempre de óculos escuros, nunca olhava diretamente para as pessoas e só falava baixo e enrolado com aquela voz que todo mundo sabe imitar. Já era cheio de pose. Mas não dá para ser muito posudo quando se se é gordinho, branquelo e está só de sunga. Menos ainda se você vive da sua imagem e namora uma garota de corpo perfeito. Imagine o contraste! Pensando agora, acho que ele estava bem incomodado com minha câmera. Mas qual era meu interesse em fotografar aquele cara quando a Danielle Winits, 19 aninhos, estava de biquíni bem na minha frente? Nenhum. Se fosse hoje, sairia no Ego: <em>Selton deixa gordurinhas à mostra durante o carnaval</em>. Mas eu não sou tão mau assim (talvez seja) e a foto que lembro bem e gostei de ter feito foi dos dois, abraçados, no meio das dunas de Genipabu. Uma foto linda, aberta, em um cenário paradisíaco, de um jovem casal que começava a carreira na tevê. “<em>Uma foto para Caras</em>”, pensei na hora. Não enviei, nem jamais publiquei. Mas um detalhe, que provavelmente passaria despercebido à maioria, ficou na minha cabeça. Danielle estava de costas para mim, entregue, curtindo o namorado, como qualquer adolescente. Selton, apesar do rosto colado ao dela, olhava em minha direção. Ele sabia que eu estava fotografando e estava, por assim dizer, participando daquela encenação. Qualquer um que trabalhe com a própria imagem sabe bem o que faz quando tem um fotógrafo por perto. Não há inocentes ou malfeitores numa situação dessas. Há um acordo silencioso e óbvio. Um está ali para aparecer; outro, para fazer aparecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2012/01/anselmo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1163" title="" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2012/01/anselmo.jpg" alt="" width="230" height="307" /></a>Outra situação aconteceu em 2004. Fui a Salto (SP), com um pequeno grupo, para entrevistar <strong><a href="http://www.memoriaviva.net.br/siteantigo/anselmo.htm" target="_blank">Anselmo Duarte</a></strong> em seu apartamento. Ele abriu a porta muito à vontade para receber aqueles estranhos e, quando viu a câmera, pediu para fazer a barba. Era uma barba de um ou dois dias. Nada assustador. Eu já havia feito pelo menos uma foto, mas ele demonstrou a vontade de se apresentar de outra forma e só as fotos pós-barba foram publicadas. Como eu poderia dizer não ao maior galã da história do cinema brasileiro? Como eu poderia dizer não ao único brasileiro ganhador da Palma de Ouro? Como eu poderia dizer não àquele senhor de 84 anos e ainda vaidoso? Meu instinto agiu com a velocidade de sempre e registrou o senhor que estava em sua casa, despreocupado com a estampa, roupa amassada, barba por fazer, como qualquer pessoa normal. Mas Anselmo Duarte era o bonitão, bem cuidado e cheio de expressões. Essa era a imagem que ele sempre mostrou. Existe outra, outro lado, comum (diria até desinteressante), que registrei, mas&#8230; o que ela diz? Nada de especial. “<em>Você não vai me pedir para fazer uma foto segurando a Palma de Ouro, vai? Jornalista não tem imaginação. Já fiz dezenas de fotos iguais a essa.</em>” Fazer, eu fiz. Até porque a Palma estava quebrada (um apresentador de tevê deu um tombo nela!) e eu nunca vi uma foto dele com o troféu naquelas condições! Depois do puxão de orelha, não publiquei a foto aparentemente tão comum e repetida, mas eu sabia que aquele detalhe fazia a diferença. O registro foi feito. Quando e como usar é uma escolha somente minha.</p>
<p style="text-align: justify;">Reportagens feitas nas casas dos entrevistados costumam gerar momentos extremamente peculiares, como da vez em que eu aguardava uma famosa atleta sair do banho para fazer uma matéria. Ela não foi avisada da minha chegada e, de repente, aparece totalmente nua e dá de cara comigo. Ela grita e corre para o quarto. Eu, entre constrangido e agradecido aos céus, tento fingir que nada aconteceu. Não, dessa vez, não fotografei.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagem é algo poderoso. Duvido alguém citar algo que Itamar Franco tenha feito quando presidente, mas da foto dele, no carnaval de 1994, ao lado de Lilian Ramos sem calcinha, todo mundo lembra. Para mim, a foto de Tim Maia feita por Luciana Whitaker é daquelas icônicas, fiéis, que escancaram a personalidade e a alma da figura fotografada. Não tem nada de “assustador”, “degradante” ou “antiético” como vi em alguns comentários. Eu diria que existe, sim, hipocrisia, falta de senso crítico e de sensibilidade para entender o que ela realmente representa. Além de tudo isso, essa indignação parece algo de uma sociedade muito preocupada com a aparência e que desaprendeu a perceber a essência dos seres. Há uma identificação provocada pelo medo de se ver daquele jeito, como se a roupa fosse a pessoa ou representasse sua dignidade. “Eu não gostaria de ser mostrado assim!” Ninguém precisa ter esse medo. Ninguém é o Tim Maia, não tem seu talento, sua fama, nem sua incrível personalidade, que dispensava roupas novas e alinhadas. E Tim Maia não era um santo ou um deus para ser esculpido, idealizado e idolatrado como tal. Era humano – como tal, cheio de talentos e defeitos –, desses de dar orgulho à espécie. E sua humanidade nunca havia sido tão bem retratada.</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2012/01/29/retrato-do-grao-mestre-varonil/&amp;text=Retrato do Grão-Mestre Varonil&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2012/01/29/retrato-do-grao-mestre-varonil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O mundo em preto e branco</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/12/16/o-mundo-em-preto-e-branco/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/12/16/o-mundo-em-preto-e-branco/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 17:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=1119</guid>
		<description><![CDATA[Sou viciado em informação. Admito. Desde sempre. Livros, jornais, revistas, filmes, músicas. Há uns dez anos, senti necessidade de diminuir a carga e selecionar aquilo que me parecesse agradável e relevante, mas sem correr o risco de me tornar um &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/12/16/o-mundo-em-preto-e-branco/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/12/16/o-mundo-em-preto-e-branco/&amp;text=O mundo em preto e branco&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://semprealgo.files.wordpress.com/2011/12/madoz_gaiola.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16" style="border-color: initial; border-style: initial; border-width: 0;" src="http://semprealgo.files.wordpress.com/2011/12/madoz_gaiola.jpg" alt="" width="580" height="414" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sou viciado em informação. Admito. Desde sempre. Livros, jornais, revistas, filmes, músicas. Há uns dez anos, senti necessidade de diminuir a carga e selecionar aquilo que me parecesse agradável e relevante, mas sem correr o risco de me tornar um radical que só gostasse disso ou daquilo. A informação deveria estar sempre acessível para que eu pudesse comparar tudo e escolher o que me fosse aprazível. O noticiário policial – e do mundo cão em geral – foi abolido; rádio e televisão diminuídos radicalmente; a conversa fiada ganhou status de evento raro; comédias e filmes de ação americanos viraram último recurso para desconectar o cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso feito, sobrou muito mais tempo para as coisas boas, para o que realmente me interessava. Porém, enquanto me esforçava para manter distante o lixo excedente, todo ele começou a convergir para a web. Depois vieram as redes sociais e de conteúdo. No início, era possível escolher o que parecia interessante e relevante, mas, com o tempo, parece que tudo e todos se tornaram excessivos, verborrágicos, e o que era para ser algo selecionado se tornou o escoadouro do pior que as pessoas podem produzir, juntar e que, infelizmente, insistem em compartilhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esse gosto quase generalizado pelo que há de pior, como reagem as artes visuais mais comerciais, como a tevê, o cinema e a produção de vídeos de uma forma geral? Produzem o lixo que as pessoas querem consumir, claro. Mas existe também uma tendência contrária, tão cansada do excesso e disposta a eliminá-lo, que chega a parecer saudosista.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que esse movimento não seja exatamente pensado, mas, sobretudo, a expressão desse cansaço em relação ao excesso. É também uma autoanálise. Reparei que minhas fotos – minha segunda forma de expressão e tão somente isto – têm cada vez menos elementos. Os excessos ou personagens principais são jogados para a borda enquanto a maior parte do espaço é ocupada por um só elemento ou cor. Ou, se existe uma composição mais complexa, meu olhar, inconscientemente, elimina as cores (como nas fotos abaixo, que não são em preto e branco nem foram deixadas assim por manipulação digital; para vê-las em tamanho maior, <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/" target="_blank">clique aqui</a>).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://semprealgo.files.wordpress.com/2011/12/falsopb.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17" style="border-color: initial; border-style: initial; border-width: 0;" src="http://semprealgo.files.wordpress.com/2011/12/falsopb.jpg" alt="" width="580" height="215" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante este ano, variadas obras chamaram minha atenção para essa fuga das cores. Comecei a perceber isso em abril, quando o Foo Fighters apresentou as músicas de seu novo álbum, <em>Wasting Light</em>, no programa de David Letterman. Não vi a apresentação quando exibida na tevê, mas quando o grupo subiu os vídeos das músicas para seu canal no YouTube, eles estavam em preto e branco. E a apresentação foi, no mínimo, muita sóbria: todos de terno, sem pulos, descabelamentos ou pirotecnias. Só a música. E, sendo para ver, música em preto e branco.</p>
<p><center><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/gWalBZ5P42U" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p style="text-align: justify;">Guardei a impressão e, de lá para cá, revendo alguns filmes, isso foi se intensificando. Há algum tempo, revi os filmes de Bob Fosse e escrevi sobre eles. Quando falei de <em>Lenny</em> (1974), enfatizei a coragem de Fosse (dançarino, coreógrafo e diretor de musicais) abandonar seu mundo de música, dança, movimentos, cores e tudo mais que possa distrair, para focar no essencial. Um filme em preto e branco, com muitos planos fechados e que exigia boa interpretação dos atores (Dustin Hoffman no papel-título). De forma não tão intensa, também senti o mesmo ao rever <em>Manhattan</em> (1979), de Woody Allen. Em <em>As Tentações do Doutor Antônio</em> (1962), Fellini está usando cores pela primeira vez entre duas de suas maiores obras em preto e branco: <em>La Dolce Vita</em> (1960) e <em>8 ½</em> (1963). Depois de dois trabalhos vencedores do Oscar de Filme Estrangeiro e um vencedor em Cannes, criticando a decadência da sociedade italiana e preocupado com o avanço da voraz cultura americana (principalmente pelo cinema), Fellini ironiza os filmes que têm grandes peitos como seu principal atrativo e, ao apresentar o personagem principal (Antonio Mazzuolo, interpretado por Peppino De Filippo), recorre a um filme em preto e branco feito por um cinegrafista amador, ironizando também a tendência de acharem que só amadores fizessem filmes sem cores.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo um contraponto, assumo quase vergonhosamente ter dormido, digo, assistido <em>Lanterna Verde</em> e <em>Capitão América</em>. Fui marvelmaníaco quando moleque, minha primeira coleção de revistas foi de quadrinhos da Marvel e, já grande, chorei vendo <em>Homem-Aranha</em> em uma sala de cinema em Brasília (podem jogar as pedras). Furtivamente, sozinho e trancado no quarto, me permito ver esses filmes. Respondam-me: tirando toda a barulheira e os efeitos especiais, o que sobra? Eu mesmo respondo: um roteiro para história em quadrinhos. Por isso foi feito como tal. Fica lindo bem desenhado no papel, mas quando filmado tem muito de fogos de artifício e quase nada de cinema. Até quem gosta só disso parece já estar cansando.</p>
<p><center><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/OK7pfLlsUQM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p style="text-align: justify;">Daí que as coisas se invertem e os críticos americanos resolvem prestar atenção a quem neste final de ano? A <em>The Artist</em>, um filme em preto e branco e mudo, que tem seis indicações ao Globo de Ouro. Se Foo Fighters (na minha humilde opinião, a melhor banda do mundo em atividade e responsável pelo melhor álbum do ano) está mais focada do que nunca no essencial, o dono do melhor álbum brasileiro do ano (também na minha meu humilde julgamento) segue o mesmo caminho e, para além da ótima música que vem fazendo, acaba de lançar um clipe no mesmo estilo (<em>Freguês da Meia-Noite</em>, logo abaixo).</p>
<p><center><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/cAT8lM0gVQk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p style="text-align: justify;">Finalizando (já há texto em excesso!), deixo quatro dicas para quem quiser experimentar um pouco desse mundo em preto e branco: o site do fotógrafo espanhol <strong><a href="http://www.chemamadoz.com/" target="_blank">Chema Madoz</a></strong> (a foto que abre o texto é dele); o filme <em>The Kiss</em> (1929), com Greta Garbo, considerado o último filme mudo de Hollywood; o <a href="http://www.youtube.com/user/santibailorchannel" target="_blank">canal Santi Bailor</a> no YouTube, somente com clássicos italianos (incluindo alguns de Fellini, tudo na íntegra e em arquivos únicos); e o <a href="http://www.youtube.com/movies?fl=f&amp;l=en&amp;pt=g&amp;st=r" target="_blank">canal Movies</a> do YouTube, que tem, dentre outras preciosidades, <em>O Gabinete do Doutor Caligari</em> (1920), filme expressionista alemão; <em>O Encouraçado Potemkin</em> (1925), de Eisenstein; <em>A General</em> (1926) e vários outros com Buster Keaton.</p>
<p><center><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/SXSQDydjXYc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/12/16/o-mundo-em-preto-e-branco/&amp;text=O mundo em preto e branco&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/12/16/o-mundo-em-preto-e-branco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O homem a olhar o mar de Copacabana</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/07/07/o-homem-a-olhar-o-mar-de-copacabana/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/07/07/o-homem-a-olhar-o-mar-de-copacabana/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 13:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=1038</guid>
		<description><![CDATA[A água ficava mais distante. Bem mais. A calçada era estreita; os desenhos das ondas, menores. Largava-se no banco, sem medos, a olhar meninas em maiôs. Todas de generosas curvas, para combinar com a geografia do bairro. A bossa, novíssima, &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/07/07/o-homem-a-olhar-o-mar-de-copacabana/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/07/07/o-homem-a-olhar-o-mar-de-copacabana/&amp;text=O homem a olhar o mar de Copacabana&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/07/copa1958.jpg"><img class="size-full wp-image-1039 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/07/copa1958.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A água ficava mais distante. Bem mais. A calçada era estreita; os desenhos das ondas, menores. Largava-se no banco, sem medos, a olhar meninas em maiôs. Todas de generosas curvas, para combinar com a geografia do bairro. A bossa, novíssima, trilha de seus balanços. Os prédios já existiam aos montes, mais baixos, pouco maiores que o Copa e seu charme francês. Ah, o Copa! Quem diria que este lugar onde estou, do outro lado da Atlântica, faria parte da calçada dele? Saía-se do hotel e, em meia dúzia de passos, já se estava entre um Cadilac e um Buick, com o pé na única pista de mão dupla. Olhava-se para um lado e outro, mas sem preocupação. Tudo era um desfile. Não havia pressa. Mais alguns passos e aqui estamos. Um banco, a areia, o mar ao longe, sem qualquer acordo ou obrigação, só se exibindo em sua magnitude e sua frieza. Às vezes, ele se cansa dos nativos e dos gringos. Some com a areia. Vem lamber os prédios. Faz que vai engolir tudo. Parece coisa de quem está enlouquecido, perdido de amor. Depois se acalma e nos devolve a Princesinha para que as nossas voltem a aparecer também. Encantados e cheios de respeito, reconhecemos que existem praias lindas, mas nenhuma com tamanho encanto. E só a ti, mesmo não merecedores de tua beleza, iremos amar.</p>
<p style="text-align: center;">* * * * * * * *</p>
<p>► <a href="http://sandrofortunato.tumblr.com/post/7339120172/giulietta-masina-no-rio-1958" target="_blank"><strong>Veja a foto inteira</strong></a></p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/07/07/o-homem-a-olhar-o-mar-de-copacabana/&amp;text=O homem a olhar o mar de Copacabana&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/07/07/o-homem-a-olhar-o-mar-de-copacabana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Cidade do Sol roubado</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/04/06/a-cidade-do-sol-roubado/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/04/06/a-cidade-do-sol-roubado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 09:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=941</guid>
		<description><![CDATA[Em Natal, o sol já não nasce para todos. O astro-rei vem sendo privatizado pelos moradores dos arranha-céus de Petrópolis e Areia Preta. De sua posição privilegiada, bem ao lado do trepódromo, o Hospital Universitário Onofre Lopes ainda pode vê-lo. &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/04/06/a-cidade-do-sol-roubado/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/04/06/a-cidade-do-sol-roubado/&amp;text=A Cidade do Sol roubado&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/04/solnascendo.jpg"><img class="size-full wp-image-942 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/04/solnascendo.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em Natal, o sol já não nasce para todos. O astro-rei vem sendo privatizado pelos moradores dos arranha-céus de Petrópolis e Areia Preta. De sua posição privilegiada, bem ao lado do trepódromo, o Hospital Universitário Onofre Lopes ainda pode vê-lo. As pessoas que passaram a noite do lado de fora, na fila, também, mas já não têm forças para apreciar o espetáculo. Cansadas, com as almas anestesiadas, só pensam em pegar uma ficha de atendimento e sobreviver.</p>
<p style="text-align: justify;">Os bebês da Maternidade Januário Cicco perderam o direito aos primeiros raios. Da sacada, agora fria, uma jovem mãe vê prédios. Mais adiante, o Conservatório de Música Frederico Chopin conserva ainda a placa com a grafia aportuguesada do polaco. Não se pode dizer o mesmo de suas paredes, que vão desabando. Na Praça Cívica, a centenária e andante estátua de Pedro Velho gelaria até os ossos – se os tivesse! – por boa parte da manhã.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/04/grafjeri.jpg"><img class="size-full wp-image-943 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/04/grafjeri.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No antigo Papa Jerimum, nas paredes que ainda insistem em ficar de pé, tristes figuras choram por uma réstia de sol que só chega no meio da manhã.  As árvores da Rua Mossoró parecem querer correr até a Prudente e buscar lugar mais propício ao viver. Não seria ali na avenida. Nos canteiros, algumas flores só encontram o sol em seu pior horário. São tão descoloridas quanto as paredes e as chorosas meninas grafitadas. Sem sol, as casas&#8230; não, as coisas, todas elas, ficam tristes, vão morrendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Seis da manhã. Volto pelas calçadas sombrias.  Sei que o sol saiu porque vi, porque fui acolá dos prédios, de além, quase outro mundo. Volto triste, pensando que um dia terei que adentrar o mar e gritar por ele – <em>Vem, Sol. Acorda!</em> –, que terá desistido de competir com esse desespero humano de estar sempre acima de tudo, sempre tomando o que é de todos.</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/04/06/a-cidade-do-sol-roubado/&amp;text=A Cidade do Sol roubado&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/04/06/a-cidade-do-sol-roubado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tô gato?</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/01/17/to-gato/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/01/17/to-gato/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 17:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conversa com o leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=860</guid>
		<description><![CDATA[Vivemos em um tempo em que é preciso ver para crer. Morreu a imaginação e toda riqueza que ela trazia. O mais triste, porém, é que mesmo vendo continuamos não enxergando. Ou pior: somos enganados, levados a acreditar que aquilo &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/01/17/to-gato/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/01/17/to-gato/&amp;text=Tô gato?&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf_6avat.jpg"><img class="size-full wp-image-861 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf_6avat.jpg" alt="" width="600" height="188" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em um tempo em que é preciso ver para crer. Morreu a imaginação e toda riqueza que ela trazia. O mais triste, porém, é que mesmo vendo continuamos não enxergando. Ou pior: somos enganados, levados a acreditar que aquilo que vemos é determinada coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em um mundo de exposição. “<em>Você viu?</em>” é a pergunta da hora. As revistas que mais vendem são as que mostram caras, roupas, corpos. Os programas de TV mais assistidos são os que escancaram a vida das pessoas, expõem suas intimidades, mostram suas transformações em busca de aceitação (guarde bem esta última informação).</p>
<p style="text-align: justify;">Sou de uma geração de jornalistas que conceituosamente acreditava que quem queria escrever, ia para os impressos; quem queria aparecer, ia para a tevê. Escolhi os jornais. Fiz tevê por um breve período.  Em uma coluna sobre informática que mantive por ano e meio em um jornal, demorei a aceitar o padrão que colocava uma foto do colunista ao lado de seu nome. O que interessava era o que eu noticiava, não como era a minha cara. Era jornalista, não modelo ou aspirante à celebridade. Veio a <em>web</em> e me senti ainda mais à vontade. Escrevendo, atingindo mais gente, tendo respostas, trocando informações e opiniões. Tudo sem precisar mostrar a cara. Então, surgiram as redes sociais. E em sociedade – real ou virtual – tudo se comenta, tudo se quer saber, a começar por “<em>como fulano é?</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante anos, usei como avatar um desenho feito por Marcelo Andrade no início da década de 90. Às vezes, quando não me reconhecia nele (quando estava de cabelos compridos, por exemplo), o substituía por outra imagem. No <em>Twitter</em>, que uso há três anos, ele também figurou por muito tempo. Na virada de 2009 para 2010, passei a raspar a cabeça e, mais uma vez, não me reconhecer no desenho. Comecei a usar uma foto atual, careca, de perfil. O cabelo cresceu e eu passei a usar uma foto de quando criança <em>warholizada</em>, isto é, com aquele efeito de cores utilizado no famoso quadro de Marilyn Monroe feito por Andy Warhol.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo, fotografo, viajo bastante, moro em vários lugares e muita gente vai chegando por variados motivos e sem saber como realmente sou. A curiosidade começou a crescer e muitos (principalmente muitas, né?) insistiam que eu usasse uma foto atual como avatar. No final de 2010, passei a usar o autorretrato que está logo abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf02_sombra.jpg"><img class="size-full wp-image-862 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf02_sombra.jpg" alt="" width="600" height="288" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Imediatamente os comentários apareceram. Em geral, diziam: “<em>Huuuum, está começando a se mostrar, hein?!</em>” Sim, a foto representava isso. Alguém saindo da escuridão e se revelando. Mais que isso, ela era um retrato fiel do meu momento, em que eu saía de um longo período de recolhimento, de pouca sociabilidade, pouca exposição.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas essa foto gerou um comentário interessante da filha adolescente de uma amiga minha: “<strong><em>Nem parece o Sandro.</em></strong>” Mas, sim, era eu e me revelando como raramente fazia. Era muito eu! Era eu como eu me conheço! ERA EU MESMO! E aí veio o estalo: as pessoas não nos veem como realmente somos, mas como imaginam que somos. Então, resolvi mostrar isso na prática, fazendo uma série de autorretratos, e aproveitando para discutir outros pontos. Se você me acompanha no <em>Twitter</em> ou no <em>Facebook</em>, já deve ter visto as quatro fotos. Se não, aí estão as duas primeiras.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf_cortazar01_pb_600.jpg"><img class="size-full wp-image-863 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf_cortazar01_pb_600.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf_thompson_pb_600.jpg"><img class="size-full wp-image-864 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf_thompson_pb_600.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pare de rir ou saia do choque e volte a se concentrar no texto. No <em>Twitter</em>, onde todo tipo de gente me segue, eu simplesmente provocava perguntando “<em><strong>Tô gato?</strong></em>”. No <em>Facebook</em>, onde há uma concentração maior de jornalistas, escritores, fotógrafos e afins entre meus contatos, eu dava uma pista após as legendas: Fulano de Tal Style.</p>
<p style="text-align: justify;">Os retratos são baseados em fotos famosas de escritores consagrados. Essas imagens estão reunidas no divertido Tumblr <a href="http://togato.tumblr.com" target="_blank"><em>Tô gato?</em></a> e mostram, principalmente, o ridículo da exposição de gente pouco afeita a mostrar o rosto. Afinal, escritores querem mostrar seus textos, suas ideias, nada mais. Pelo menos, deveria ser assim. Veja as fotos originais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/corthunt.jpg"><img class="size-full wp-image-865 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/corthunt.jpg" alt="" width="600" height="313" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente, pensei em fazer uma série com 5 ou 6 fotos, mostrá-las de uma única vez, aqui no <em>blog</em>, e sugerir que escolhessem qual deveria usar como avatar. Mas surgiu outra ideia: mostrar uma por vez para que as pessoas pudessem se concentrar mais, analisar somente uma e dizer o que achavam. A primeira foi a do “oclão”, baseada em Julio Cortázar.  Em minutos, só pelo <em>Twitter</em>, teve mais de 100 visualizações. Juntando os comentários via <em>Twitter </em>e <em>Facebook</em>, foram cerca de 50. Logo percebi que havia escolhido a maneira certa de provocar. Centenas de pessoas passam por aqui a cada novo texto meu, mas o dia em que um post tiver um terço desses comentários e na mesma velocidade, darei uma festa!  No dia seguinte, exibi a foto baseada em Hunter Thompson. Mais aberta, na praia, tomando uma cerveja, de bata branca, óculos Ray-Ban, chapéu de palha. Quase duzentas visualizações somente no Twitpic e uns 50 comentários abertos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pausa para rápida análise sobre um detalhe nas duas primeiras imagens. Na primeira foto, muita gente atentou para o fato de os óculos serem femininos. Na segunda, também comentaram sobre a mudança desse item. Pergunto aos que me conhecem pessoalmente há dez anos ou mais: quando, na última década ou década e meia, me viram usando óculos escuros? Tenho quatro graus de miopia e nunca usei lentes. Para usar óculos escuros, eles também precisam ter grau ou, como usei por muito tempo, lentes escuras ajustadas sobre as lentes normais. Entre os 18 e os 22 anos, mais ou menos, eu usava óculos escuros assim. Tinha uma fotofobia fortíssima. Percebi que o uso das lentes escuras me atrapalhavam para captar detalhes (fotografando ou tratando imagens) e preferi treinar meus olhos, acostumando-os à luz, a simplesmente protegê-los. Além disso, me incomoda não ver os olhos das pessoas e eu não gostaria que se incomodassem ao não ver os meus. <strong>Quando converso, gosto de olhar nos olhos. São dois e costumam falar bem mais que uma única boca.</strong> Portanto, não uso óculos escuros. Pergunto de novo e de forma mais enfática: alguém que me conheça pessoalmente achou, por um único instante, que aqueles dois óculos poderiam ser meus? Alguém achou que eu me poria a andar por aí, cego, por questão de estilo?! Prefiro acreditar que não. E, na segunda foto, quem já me viu de chapéu de palha? Ou de batinha? Na praia? E com tudo isso junto?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf_auster_600.jpg"><img class="size-full wp-image-866 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/sf_auster_600.jpg" alt="" width="600" height="480" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns começaram a desconfiar. Sim, era alguma brincadeira. Mas qual era a brincadeira? E a terceira foto (acima) veio para confundir mais. Em estilo Paul Auster, parecia séria. De terno, em um super close, expressão grave, os olhos (sem óculos!) encarando quem via a foto. Os comentários foram mais na base no “<em>Gostei dessa!</em>”. E foram muitos os “comentários internos” – por DM no <em>Twitter</em>, por e-mail, por MSN. A pergunta já não parecia tão jocosa e começou a ser respondida: “<em>Sim. Tá gato.</em>” Mas o que diabos o Sandro, que nunca se mostra, resolveu fazer uma série dessas?! A esta altura do texto, muita gente já deve ter entendido, pelo menos, um dos pontos: retratos assim não são 3&#215;4; eles são feitos para imprimir uma ideia. Mesmo que não seja consciente – e ainda que você nunca tenha pensado nisso – a leitura é imediata, baseada nas informações que você tem, nas coisas que você aprendeu. Terno?  É uma pessoa para ser levada a sério. Olhos escondidos ou olhando para algum lugar que não podemos ver? A pessoa está vislumbrando algo particular, do mundo dela, mistério! Olhos que encaram? A pessoa está falando diretamente com você, bem perto, de forma íntima, não quer segredos. Mãos na cabeça ou apoiando o queixo? A pessoa valoriza o centro do pensamento, ela é inteligente. O que acho mais interessante da minha foto ao estilo Paul Auster é que além da leitura óbvia, comum, ela revela meus olhos (que eu gosto e acho bonitos), sempre escondidos pelos óculos. Pode não parecer, mas é realmente muito íntima porque só quem dorme comigo me vê assim: tão de perto, sem óculos, olhando tão diretamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa foto também gerou um comentário, de outra pessoa, idêntico ao da filha de minha amiga sobre a foto em que só aparecia metade do meu rosto: “<strong><em>Nem parece você.</em></strong>” E, mais uma vez, era a que me mostrava sem máscaras, sem acessórios escondendo partes do rosto e sugerindo leituras de estilo. Nem mesmo meus óculos de grau. Era tão somente meu rosto nu.</p>
<p style="text-align: justify;">Achei que esse comentário fechava o ciclo e eu poderia revelar a experimentação. Mas pensei um pouco e resolvi partir para outro lado. Que tal fotos mais&#8230; gays? A primeira, com os óculos femininos, já havia provocado comentários de alguns gays. Devem ter pensado: “<em>Huuum&#8230; esses óculos estão dando pinta. Ele também é!</em>” Pensei em versões de fotos de Oscar Wilde e Dylan Thomas, mas, quem me conhece, sabe que quando eu resolvo aloprar, prefiro aloprar de vez. Parti logo para uma foto ao estilo Virginia Woolf, de vestido, flores na cabeça, na clássica pose com mão em “L” no rosto e olhar perdido. Recorde absoluto de visualizações e insultos! Pronto. Eu já podia parar com a brincadeira.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/virginia.jpg"><img class="size-full wp-image-867 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/01/virginia.jpg" alt="" width="600" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A escolha de fazer versões de fotos de escritores foi, por si só, uma crítica. Escritor não precisa mostrar a cara, precisa mostrar ideias. Nessas fotos antigas, quando não havia o pensamento tão comum dos dias atuais de que “<strong>imagem é tudo</strong>”, percebemos como esses grandes nomes chegavam a ser ridículos quando, por algum motivo, resolviam se mostrar. Hoje, um(a) escritor(a) bonitinho(a) tem grandes chances de arrebatar fãs de sua imagem e, com isso, vender mais livros, que nem precisam ser bons. E se não for bonito, vai se fazer parecer. As fotos de divulgação tentarão passar a imagem de que são inteligentes, sofisticados, sérios, simpáticos, sociáveis, próximos a você, etc. Mesmo que tudo isso seja mentira.</p>
<p style="text-align: justify;">Conheço o peso da não exposição. Conheço o peso de não querer passar uma imagem aceitável, agradável, apreciada pela maioria. E pago o preço disso porque aprecio o conteúdo das coisas e não a aparência externa delas. As capas dos livros são cada vez mais lindas, mas um bom livro só precisa de capa para juntar e proteger seu miolo. Quem se dispuser a lê-lo e compreendê-lo, jamais se importará com os cuidados estéticos da edição.  Pode vir em edição luxuosa para colecionadores, de bolso, em papel jornal ou como <em>e-book</em>. Certamente que uma ou outra versão agradará mais ou menos a esta ou àquela pessoa. Mas o conteúdo será sempre o mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhuma das fotos me retrata exatamente, por inteiro, de forma absoluta. Estou em todas as fotos e em nenhuma delas. Com já disse, <strong>as pessoas não costumam nos ver como somos, mas como pensam que somos</strong>.  Seremos sempre uma versão adequada à miopia de cada um.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que esta série de fotos também encerre, de uma vez por todas, uma leitura comum e equivocada sobre minha reserva em relação à exposição. Se alguém pensava que sou tímido, não resta qualquer dúvida de que pensava errado, não?  E sobre me expor, me deixar conhecer, saber como sou, eu não poderia fazê-lo de forma mais despudorada e explícita do que faço quando escrevo. A pergunta é: <strong>você consegue enxergar isso?</strong></p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/01/17/to-gato/&amp;text=Tô gato?&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/01/17/to-gato/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Céu, Sol e Mar</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/12/30/ceu-sol-e-mar/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/12/30/ceu-sol-e-mar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 01:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conversa com o leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=844</guid>
		<description><![CDATA[“Este ano, faço uma retrospectiva fotográfica”, pensei. Logo vi que seria impossível. Só nos lugares em que costumo postar fotos – Twitpic, Flickr, Facebook e Orkut – foram mais de setecentas. E nem sempre as melhores. Que tal fazer uma &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/12/30/ceu-sol-e-mar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/12/30/ceu-sol-e-mar/&amp;text=Céu, Sol e Mar&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/12/gaivotas_sudoeste.jpg"><img class="size-full wp-image-845 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/12/gaivotas_sudoeste.jpg" alt="" width="600" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">“Este ano, faço uma retrospectiva fotográfica”, pensei. Logo vi que seria impossível. Só nos lugares em que costumo postar fotos – Twitpic, Flickr, Facebook e Orkut – foram mais de setecentas. E nem sempre as melhores. Que tal fazer uma nova seleção? Demoraria dias. Nem sei quantas fotos fiz este ano. Certamente, mais de 10 mil. Como tirar 20 ou 30 para representar 2010? Resolvi, então, eleger um tema: <strong><em>Céu, Sol e Mar</em></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode parecer muito comum uma foto do pôr-do-sol ou de uma praia. Pode até parecer fácil agradar alguém com essas imagens. Mas responda: quantas vezes você parou o que estava fazendo para ver o pôr-do-sol este ano? Quantas vezes em um lugar especial? Em quantos lugares diferentes e especiais? Quantas vezes levantou antes do sol para vê-lo nascer? Em quantas praias esteve em 2010?</p>
<p style="text-align: justify;">Fiz tudo isso muitas vezes. Escolhi 30 fotos feitas em 9 municípios de 4 estados brasileiros. Como muitos sabem, passo a maior parte do tempo enfurnado em algum lugar: escrevendo, lendo, vendo filmes. Não sou chegado a praias e é raro dar um mergulho quando vou a alguma. Talvez por isso, valorize tanto esses momentos. Poderia não escrever sobre eles e não fotografá-los. Poderia somente apreciá-los, mas sempre penso em dividi-los com outras pessoas, com o maior número possível de pessoas. Então, aquele instante único, mágico e perfeito que a luz encontra para mostrar como o mundo é lindo, quase sempre vejo somente com um olho e através de uma máquina.  Para poder mostrar a vocês.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui estão 30 desses momentos. A ideia não é só mostrar lugares bonitos ou fotos bem feitas. Minha sugestão é que você pense um pouco sobre este momento – a virada do ano – “em que as esperanças se renovam” e perceba que isso não precisa ser feito só uma vez por ano, mas, sim, duas ou mais vezes todos os dias. Setecentas&#8230; mil vezes por ano! Acordar e ver o sol nascendo deixa qualquer dia mais bonito. Relaxar com o pôr-do-sol já nos deixa pensando como o amanhã será maravilhoso.</p>
<p style="text-align: justify;">E chega de conversa que 2010, este ano tão intenso, já se foi. Clique aí e viaje mais uma vez comigo (depois, basta fechar a janela e você voltará para cá). Em 2011, iremos a muitos outros lugares e todos os nossos dias serão lindos.</p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
   /* Full Screen Window Opener Script-  © Dynamic Drive (www.dynamicdrive.com) For full source code, installation instructions, 100's more DHTML scripts, and Terms Of Use, visit dynamicdrive.com */ function fullwin(targeturl){ window.open(targeturl,"","fullscreen,scrollbars") }
// ]]&gt;</script><br />
<center></p>
<form>
<input onclick="fullwin('http://www.sandrofortunato.com.br/albuns/solemar2010/solemar01.html')" type="button" value="Clique e comece a viagem" /> </form>
<p></center></p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/12/30/ceu-sol-e-mar/&amp;text=Céu, Sol e Mar&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/12/30/ceu-sol-e-mar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os Clowns</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/29/os-clowns/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/29/os-clowns/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 19:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=791</guid>
		<description><![CDATA[– Ma che cosa è? – È il circo. (Primeiro diálogo em I Clowns, de Fellini) Os Clowns estão de volta. A principal novidade é que não há novidade. São os clowns, os palhaços, i buffoni, de volta às raízes &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/29/os-clowns/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/29/os-clowns/&amp;text=Os Clowns&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-792" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_01.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>– Ma che cosa è?<br />
– È il circo.</em><br />
(Primeiro diálogo em <em>I Clowns</em>, de Fellini)</p>
<p style="text-align: justify;">Os Clowns estão de volta. A principal novidade é que não há novidade. São os clowns, os palhaços, <em>i buffoni</em>, de volta às raízes do espetáculo circense. E são Os Clowns de Shakespeare de volta às próprias raízes e em grande forma.</p>
<p style="text-align: justify;">Estão de volta à sua terra, Natal. Eu, também nela, tenho me recusado a sair de casa e poucos argumentos me convencem a fazer o contrário. Porém, os Clowns não são qualquer coisa e César Ferrario, um deles, me convidou a conferir o novo espetáculo – <em>Sua Incelença, Ricardo III </em>– de forma carinhosa, alegando que tenho um dos “<em>poucos olhares que pode enxergar toda a nossa história através dos tempos, em tudo que isso tem de bom e de não bom</em>”. Como se diz “<em>não</em>” a uma intimação dessas?</p>
<p style="text-align: justify;">Foi em 1993 que lancei meu primeiro olhar sobre os Clowns, um bando de aproximadamente 30 jovens alunos secundaristas, quase todos desorientados, em cima de um palco. Eu, um jovem jornalista (hoje curado, apesar da sequelas) que se atreveu a escrever uma crítica ao espetáculo. Primeira e única que o grupo recebeu durante uma década. Não por falta de merecimento, mas de quem o fizesse.  Mesmo tendo me mudado para Brasília, os Clowns eram programa obrigatório durante minhas vindas a Natal, nos finais de ano. Em 2004, tendo restado apenas César, Renata Kaiser e Fernando Yamamoto do gigantesco bando inicial, assisti a <em>Muito Barulho por Quase Nada</em>, um sucesso que durou várias temporadas. Já eram, então, um grupo profissional, bem organizado, estudioso e que estava conquistando reconhecimento nos festivais de teatro do país e, bem mais difícil que isso, na normalmente ingrata cidade onde nasceu e da qual Cascudo diz que não consagra nem desconsagra ninguém.<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_02_3.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_02_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-796" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_02_3.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Até o convite, o capítulo mais recente dessa história em comum havia acontecido em outubro de 2009, em São Paulo, quando assisti a <em>O Capitão e a Sereia</em>. Escrevi a respeito e usei os Clowns para criticar a inexistência de crítica em Natal. Fui suficientemente ácido para apontar a melhor peça deles como algo, digamos, “insuficiente” para quem os conhecia há década e meia. <em>O Capitão&#8230; </em>era, sem dúvida e de longe, o melhor espetáculo do grupo. Rendeu excelentes críticas de quem sabe e pode fazer crítica teatral no Brasil. Da província, sem ver, as focas batiam palmas. Se fossem sérias, se disporiam a ir a São Paulo, onde eles estrearam e fizeram temporada de dois meses, para conferir e escrever a respeito. Assim como, hoje, a imprensa de São Paulo vêm a Natal para conferir o trabalho deles. Os Clowns são profissionais de alto nível e merecem tratamento à altura. Um ano depois desse episódio e tendo corrido o risco de que um ou outro me odiasse eternamente, não criticaria mais a falta de crítica na pequena tribo. Tampouco diria que isso faz falta aos Clowns. Eles pertencem ao mundo. Não precisam de focas amestradas batendo palmas, nem de tapinhas nas costas, frases feitas e coisas assim. Não precisam nem de um ex-jornalista idiota como eu se metendo a Barbara Heliodora. Portanto, o que segue não é uma crítica, mas um breve relato sentimental de nosso mais recente encontro. E se eu usar as palavras “<em>trupe</em>” e “<em>mambembe</em>”, por favor, pare de ler. Ninguém merece isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Sexta, 26 de novembro de 2010. Chego ao “terrenão”, uma grande área aberta em frente ao Barracão dos Clowns onde estava sendo apresentada <em>Sua Incelença, Ricardo III</em>. Incelências são os cantos coletivos feitos em velórios. Também uma forma popular, anasalada, de se referir a alguma autoridade no interior do Nordeste. Todo <em>dotô </em>é uma <em>incelença</em>. Os Clowns são basicamente isso: Shakespeare com sotaque nordestino.</p>
<p style="text-align: justify;">Fui como mero espectador. Sozinho, quase anônimo, praticamente escondido. Aboletado no alto de uma das arquibancadas, via as árvores, as gambiarras de lâmpadas movimentadas pelo vento, ouvia a música e tudo me lembrava Fellini. Aqui, aos que me conhecem, já entrego minhas expectativas, pois nunca uso o nome de deus em vão. Se algo me faz lembrar Fellini, só pode ser algo muito bom. Aquele ambiente aberto, de circo popular, da arte teatral em sua forma mais pura e simples foi me conquistando antes mesmo de os atores entrarem em cena.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_04_joel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-801" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_04_joel.jpg" alt="" width="600" height="316" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Entraram. Nunca vi os Clowns tão clowns. Seria extenso e mesmo chato falar de cada detalhe perfeito da peça. Diria apenas que todo expectador poderia vê-la pelo menos meia dúzia de vezes. Uma para ver o todo, uma segunda para olhar somente os detalhes do figurino, outra para prestar atenção às vozes dos personagens, uma quarta apenas para admirar o trabalho corporal, mais uma só para se deliciar com as expressões&#8230; Pensando bem, seis vezes ainda é pouco. Fui duas vezes. Uma, só para fotografar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ricardo III </em>traz oito atores. Quatro deles, conheço de longa data; Renata Kaiser, Marco França, César Ferrario e Titina Medeiros. Da outra metade, conhecia apenas Camille Carvalho de <em>O Capitão e a Sereia</em>. Dudu Galvão, Joel Monteiro e Paula Queiroz eram novos para mim.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_05_dudupaula.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-802" style="border: 0pt none; margin: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_05_dudupaula.jpg" alt="" width="370" height="380" /></a>Sabe quando você vê um jovem ator/uma jovem atriz pela primeira vez e se pergunta: Onde ele estava que eu nunca tinha visto?! É um de seus primeiros trabalhos e ele é já bom assim mesmo? Isso tudo é talento? Já havia sentido isso por <em>Camille em O Capitão&#8230;,</em> sua estreia nos Clowns.  Joel é ótimo. Paula e Dudu são surpreendentes. Incomodam de tão bons que são.</p>
<p style="text-align: justify;">Paula e Dudu fazem vários personagens. Mesmo com figurinos e até uso de máscaras diferentes, isso pode confundir o espectador menos atento. Mas o trabalho de voz dos dois é tão perfeito que basta ouvi-los para saber que o personagem que acaba de entrar não é o mesmo que saiu há pouco. Eles sabem dar o tom certo, uma personalidade a cada um, pontuar cada sentimento. O deboche, a ironia, o sarcasmo e o desdém – muitas vezes entendidos como uma coisa só – são utilizados, cada um, no tom adequado. Dudu, quando faz o narrador, ainda está livre para exercitar a improvisação e inserir cacos tão perfeitos que parecem ter sido ensaiados.  Muita disciplina e raciocínio rápido ajudam muito um ator a brilhar. Além das vozes, Paula e Dudu ainda subvertem o poder da máscara, da maquiagem. Quando um palhaço entra em cena, de imediato você sabe mais ou menos o que esperar dele pela sua maquiagem. Ele pode parecer triste, louco, pateta, bobo, cínico&#8230; A maquiagem tem a função óbvia de reforçar a caracterização, de ajudar a compor a personalidade a ser apresentada. Quando um ator, debaixo de uma única maquiagem de clown, se transforma em vários personagens e ainda imprime a cada um deles variados sentimentos é algo que realmente impressiona. Não é qualquer um que tem essa capacidade de expressão facial e, mais ainda, técnica e conhecimento para aplicar e fazer valer esse poder. Dudu ainda é responsável por um dos momentos mais risíveis da peça, quando a plateia se rende a sua interpretação e sua voz ao cantar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_03_renata.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-804" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_03_renata.jpg" alt="" width="600" height="315" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Confessei a César que acho necessário tomar alguma distância temporal em relação a ele, Marco e Renata. Cada vez que pisam em cena, já vejo todos os personagens que os vi interpretar. É um problema meu, não deles. De imediato, não dou chances que me apresentem às novas personas. Minha exigência para com eles é sempre bem maior. Penso: “<em>Surpreendam-me. Mostrem-me se merecem mesmo meus aplausos.</em>” Eles mostraram. Quem melhor fez isso foi Renata, que passa a maior parte do tempo como a amarga rainha Margaret. Diferente dos outros, que se revezam em momentos de drama e comédia, ela é sempre grave, trágica. Gostei de vê-la assim.</p>
<p style="text-align: justify;">A respeito de Marco, aproveito para fazer uma confissão. Na primeira vez em que o vi em cena junto aos Clowns, pensei: “<em>O que aquele antipático que toca teclado está fazendo ali?</em>” Assim mesmo, de forma convicta e preconceituosa, já disposto a odiar qualquer coisa que ele fizesse. Isso foi em 2004, como <em>Muito Barulho por Quase Nada</em> e&#8230; adorei seu trabalho como ator. Talvez por ele ter papéis de grande destaque em todas as peças, talvez por me restar ainda alguma estúpida antipatia totalmente sem sentido, talvez por achar que ele exerça muita influência e até coloque música demais em algumas peças, talvez por tudo isso junto, é em relação a ele que tenho mais dificuldade em ter o necessário distanciamento para ver somente o personagem que está em cena. Assim que ele aparece, fico esperando que surjam também Benedito e o galado do Corniso, de <em>Muito Barulho</em>&#8230;; o garçom de <em>Roda Chico</em>; o falastrão de <em>O Capitão e a Sereia</em>. Porém, em <em>Ricardo III</em>, quem aparece é só Ricardo III mesmo. Se Marco conseguiu me fazer rir de quem eu não queria e agora, me fez enxergar somente Ricardo, certamente está fazendo um trabalho bem feito. Assumo a culpa por qualquer disposição em contrário.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_06_marco_cesar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-811" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/clowns_r3_06_marco_cesar.jpg" alt="" width="600" height="414" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, César, o grande culpado por me fazer sair do claustro e escrever este texto imenso.  Ele faz três papéis importantes: Clarence, a Duquesa e Tyrrel Jararaca. Este último é o que mais rápido cativa a plateia, até por ser um cangaceiro e, portanto, o mais próximo de nossa realidade, de nossa cultura. Mas é com a Duquesa que ele vive o momento de apoteose da peça. Ninguém consegue ficar sem rir e aplaudir. Contar estragaria a surpresa. Só posso dizer que quem viu vai passar muito tempo com <em>Bohemian Rhapsody </em>na cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">Falei de todos? Não. Faltou Titina, de quem sempre me recuso a falar por me sentir afetado por todo carinho que tenho por ela. Quando a conheci, era ainda uma menina e, creio, ela nem imaginava que viria a ser atriz. Penso que por ser uma figura mais popular, que aparece na tevê, o público, em geral, já se sente à vontade para gostar mais dela. Gostaria de vê-la atuando fora de Natal. Nesta peça, sua rainha Elizabeth tem falas que fazem o público gargalhar a toda hora. Do interior do Rio Grande do Norte, Titina conhece bem o jeito e as expressões populares que são imediatamente reconhecidas e agradam. É a pessoa perfeita para virar para o rei e dizer: “<em>Ricardo, não confunda cu com bunda.</em>” Isso em um tempo certo de piada e fazendo todo mundo acreditar que a rainha não passa de uma alpinista social daquelas bem ralé.</p>
<p style="text-align: justify;">Ricardo III é uma tragédia, uma comédia, um musical, um espetáculo de clowns. Dizer que é completo, seria como utilizar aquelas palavras que disse, lá no início, que não usaria. Se achei <em>O Capitão e a Sereia</em> a melhor peça do grupo, <em>Sua Incelença, Ricardo III</em> é o melhor clowns e o melhor Shakespeare dos Clowns de Shakespeare. Em 2011, vai rodar pelo país. Fique de olho para quando passar aí por perto.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>* * * * * * * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Textos relacionados</strong><br />
<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/11/29/os-clowns-o-capitao-e-a-falta-de-critica" target="_self">Os Clowns, o Capitão e a (falta de) Crítica</a><br />
<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/08/29/velhos-palhacos-na-estrada" target="_self">Velhos palhaços na estrada</a></p>
<p><strong>Fotos:</strong><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/unsdiasemnatal/sets/72157625493912290" target="_blank">Sua Incelença, Ricardo III</a> (por Sandro Fortunato)<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/unsdiasemsampa/sets/72157625368673903" target="_blank">O Capitão e a Sereia</a> (por Sandro Fortunato)<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/clowns_natal" target="_blank">O Casamento</a> (por José Luiz Coe)<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/clowns_natal/sets/72057594056601062" target="_blank">Roda Chico</a> (por José Luiz Coe)<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/clowns_natal/sets/72057594056630444" target="_blank">Muito Barulho por Quase Nada</a> (por José Luiz Coe)</p>
<p><strong>Mais Clowns:<br />
</strong><a href="http://www.clowns.com.br" target="_blank">Site oficial dos Clowns de Shakespeare</a><br />
<a href="http://odiariodocapitao.blogspot.com" target="_blank">O Diário do Capitão</a></p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/29/os-clowns/&amp;text=Os Clowns&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/29/os-clowns/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Gente</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/20/gente/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/20/gente/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 22:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=765</guid>
		<description><![CDATA[Pode até ser que eu goste de gente. Não de toda nem qualquer. De alguns tipos. Por perto, quanto menos, melhor. Passou de três, para mim já é tumulto. Vejo gente como personagem. Engraçado é que não gosto de gente &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/20/gente/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/20/gente/&amp;text=Gente&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Pode até ser que eu goste de gente. Não de toda nem qualquer. De alguns tipos. Por perto, quanto menos, melhor. Passou de três, para mim já é tumulto.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejo gente como personagem. Engraçado é que não gosto de gente que age como personagem. Gosto de gente de verdade, simples, com marcas no rosto e expressões que contam histórias. Gosto de gente original e que não tem medo de ser assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Gosto de gente. Ponto. Para provar (ou para fingir), selecionei vinte e duas fotos que fiz de humanos em situações que me chamam atenção: na pureza, na simplicidade, em trabalhos pesados e pouco valorizados,  se misturando à cidade e em cena. Tem ainda algumas que considero especiais: são de criaturas que deixo chegar mais perto e chamo de amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo, dez dessas fotos. Você pode ver as vinte e duas, na ordem em que foram feitas, em <a href="http://www.flickr.com/photos/sandrofortunato02/sets/72157625432714848/" target="_blank"><strong>um álbum no Flickr</strong></a> ou em <a href="http://www.facebook.com/sandrofortunato" target="_blank"><strong>minha página no Facebook</strong></a>.  Espero que goste. E se você for gente (de verdade), saiba que é uma vítima em potencial.</p>
<p style="text-align: center;">
<p><div id="attachment_766" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_01_06_sibauma01p.jpg"><img class="size-full wp-image-766  " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_01_06_sibauma01p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">SAFIRA, moradora de Sibaúma, município de Tibau do Sul (RN).  Janeiro de 2009.</p></div><br />
<br />
<div id="attachment_769" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_01_08_maruim01p.jpg"><img class="size-full wp-image-769 " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_01_08_maruim01p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Crianças da comunidade do Maruim, Natal (RN).  Janeiro de 2009.</p></div><br />
</p>
<p><div id="attachment_772" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_11_01_seja_feliz_p.jpg"><img class="size-full wp-image-772 " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_11_01_seja_feliz_p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Seja feliz ou morra tentando&quot; - Praça Roosevelt, São Paulo (SP).  Novembro de 2009.</p></div><br />
</p>
<p><div id="attachment_773" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_11_04_mulher_grafite_p.jpg"><img class="size-full wp-image-773 " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_11_04_mulher_grafite_p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Na Rua Augusta, São Paulo (SP).  Novembro de 2009.</p></div><br />
</p>
<p><div id="attachment_774" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2007_10_27_grafite_p.jpg"><img class="size-full wp-image-774 " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2007_10_27_grafite_p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Na Estação da Luz, São Paulo (SP).  Outubro de 2007.</p></div><br />
</p>
<p><div id="attachment_776" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_01_08_maruim04p.jpg"><img class="size-full wp-image-776 " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_01_08_maruim04p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Ferreiro no bairro das Rocas, Natal (RN).  Janeiro de 2010.</p></div><br />
</p>
<p><div id="attachment_777" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_11_09_fininho_p.jpg"><img class="size-full wp-image-777 " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_11_09_fininho_p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">FININHO, o coveiro-filósofo do Cemitério do Araçá, São Paulo (SP).  Novembro de 2009.</p></div><br />
</p>
<p><div id="attachment_778" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_10_31_teatro_renata_p.jpg"><img class="size-full wp-image-778 " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_10_31_teatro_renata_p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">RENATA KAISER, do grupo teatral Clowns de Shakespeare, na peça &quot;O Capitão e a Sereia&quot; no Sesi Vila Leopoldina, São Paulo (SP). Outubro de 2009.</p></div><br />
</p>
<p><div id="attachment_779" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_11_angela_p.jpg"><img class="size-full wp-image-779  " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2009_11_angela_p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">ÂNGELA CASTRO, vocalista da banda Rosa de Pedra, em Natal (RN). Novembro de 2009.</p></div><br />
</p>
<div id="attachment_780" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2007_10_31_wilson_p.jpg"><img class="size-full wp-image-780 " style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/2007_10_31_wilson_p.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">WILSON NATAL em foto para uma série com closes de amigos meus.  Foto feita em outubro de 2007, em São Paulo (SP).</p></div>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/20/gente/&amp;text=Gente&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/20/gente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Consolação</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/01/consolacao/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/01/consolacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 01:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte tumular]]></category>
		<category><![CDATA[Artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cemitérios]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuária]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=712</guid>
		<description><![CDATA[Algumas pessoas que tiveram a oportunidade de ver parte do material bruto das mais de 7 mil fotos que fiz em cemitérios pelo país me cobram transformar isso em livro e exposição. Como é possível ter bastante informação a respeito &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/01/consolacao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/01/consolacao/&amp;text=Consolação&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas que tiveram a oportunidade de ver parte do material bruto das mais de 7 mil fotos que fiz em cemitérios pelo país me cobram transformar isso em livro e exposição.</p>
<p style="text-align: justify;">Como é possível ter bastante informação a respeito do Cemitério da Consolação (São Paulo &#8211; SP) pela Internet e eu mesmo <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/04/05/passeios-por-cemiterios-iii-consolacao/" target="_self">já falei dele aqui</a>, decidi fazer, hoje, um post totalmente visual para dividir com vocês algumas de minhas fotos preferidas feitas lá.</p>
<p style="text-align: justify;">A minha parte é mostrar que onde muitos veem dor e morte, eu vejo arte. A de vocês, hoje, será sugerir títulos para as fotos. Só a primeira já tem: “<strong>Nós que aqui estamos por vós esperamos</strong>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que gostem. Aguardo sugestões.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso01_nos_que_aqui-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-713" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso01_nos_que_aqui-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso02_torso_nu-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-714" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso02_torso_nu-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso03_anjo_dedo-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-715" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso03_anjo_dedo-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso04_pernas_rosto-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-716" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso04_pernas_rosto-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso05_anjo_prece-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-717" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso05_anjo_prece-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso06_cristo_ceu-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-718" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso06_cristo_ceu-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso07_dedo_flores-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-719" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso07_dedo_flores-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso08_perfil_mulher-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-720" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso08_perfil_mulher-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso09_saudade_flores-Custom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-721" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/conso09_saudade_flores-Custom.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Estas fotos podem ser vistas em tamanho maior no <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/" target="_blank">Flick Arte Tumular</a>.</strong></p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/01/consolacao/&amp;text=Consolação&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/11/01/consolacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Necrópole São Paulo</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/31/necropole-sao-paulo/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/31/necropole-sao-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 02:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte tumular]]></category>
		<category><![CDATA[Artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cemitérios]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuária]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=701</guid>
		<description><![CDATA[Confesso: sempre que me proponho a falar sobre cemitérios, penso em algo bem definido, mas começo a viajar nas fotos, percebo novos detalhes, descubro novas histórias e, de repente, há quase um livro em minha cabeça. Quando pensei em escrever &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/31/necropole-sao-paulo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/31/necropole-sao-paulo/&amp;text=Necrópole São Paulo&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsorriso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-702" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsorriso.jpg" alt="" width="600" height="252" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Confesso: sempre que me proponho a falar sobre cemitérios, penso em algo bem definido, mas começo a viajar nas fotos, percebo novos detalhes, descubro novas histórias e, de repente, há quase um livro em minha cabeça. Quando pensei em escrever sobre a Necrópole São Paulo, imaginei partir das obras de Alfredo Oliani, autor de <em>O último adeus</em>, sobre o qual falei no texto anterior (<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/" target="_self"><em>Sexo, amor e morte</em></a>). Quando comecei a escolher as fotos dentre as mais de 500 que fiz em dois corridos dias de visita àquele cemitério, lembrei de tantas esculturas lindas e tantas histórias que passei um dia inteiro recordando tudo que vi por lá.</p>
<p style="text-align: justify;">O Cemitério São Paulo (ou Necrópole São Paulo, como ostenta em sua fachada) me pegou de surpresa. Eu vinha de dois dias inteiros fotografando o da Consolação. Havia andado quilômetros e quilômetros sob sol forte, estava cansado, desidratado, com braços e mãos tremendos depois de quase 3 mil cliques e com um belo bronzeado de cemitério (só rosto e braços queimados). Imaginei que não veria tantas nem tão interessantes obras quanto nos cemitérios da Consolação e do Araçá,  mas estava completamente enganado.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsp02_esconde.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-703" style="border: 0pt none; margin: 0px;" title="atsp02_esconde" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsp02_esconde.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a>O São Paulo começou a funcionar em 1926 por conta da superlotação dos cemitérios da Consolação (inaugurado em 1858) e do Araçá (1887). A essa altura, outros cemitérios públicos já haviam sido criados e as divisões de classes sociais também estavam estabelecidas na morte. Os ricos precisavam de mais espaço e assim surgiu o São Paulo. Valendo-se de quase 70 anos de experiência, a nova necrópole nasceu e cresceu mais organizada. As ruas por onde transitam os carros são mais largas, os espaços entre as quadras são desenhados em arcos, há muita luminosidade, é tudo muito aberto e a área está em um declive – quando você sobe em direção à colina central, vai vendo a cidade do lado de fora. É muito agradável.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando lá, pela primeira vez, a apenas uma hora antes do encerramento do expediente e sem conhecer nada, tive que confiar plenamente nos conhecimentos de um dos funcionários, que me fez o favor de mostrar, tão rápido quanto possível, o que havia de melhor e mais representativo. Foi no túmulo de uma família italiana (Parello) que vi um conjunto escultórico diferente de tudo que conhecia. A obra mostra duas jovens, separadas por um muro ou uma parede, que parecem brincar de esconde-esconde. Elas estão se divertindo (o detalhe do sorriso na foto que abre este texto é daquela que parece estar se escondendo) e é impossível não notar, de imediato, que a cena mostra a morte de uma maneira muito diferente e mais leve do que se costuma vê-la. Em algum instante, o jogo de esconde vai terminar e as pessoas voltarão a se encontrar, a ficar juntas. No muro que as separa há ainda uma placa com um poema, em italiano, que reforça a ideia da transformação, da passagem do tempo e do pedido de paciência e percepção que se deve ter a respeito da morte. É a conversa de uma filha com a mãe, dizendo que retornará, levantando-se da terra como uma flor e, quando isso acontecer, elas se reconhecerão. A composição é um acróstico que forma a seguinte mensagem: <em>Mariana Parello delicato fiore</em> (delicada flor).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsp03_oliani.jpg"><img class="size-full wp-image-705 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsp03_oliani.jpg" alt="" width="600" height="260" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Outro conjunto que chama atenção, logo na entrada, próximo a <em>O último adeus</em>, é também um obra de Alfredo Oliani, de 1949. Ele mostra quatro personagens: dois homens carregando um terceiro, morto, enquanto uma mulher demonstra seu pesar. Se pudessem ficar em pé, cada criatura teria mais de dois metros de altura. É feito em bronze e, como em outros trabalhos de Oliani, <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/5134139478/" target="_blank">os detalhes impressionam</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo de início, achei que o São Paulo concentrava um grande número de túmulos de famílias italianas, assim como trabalhos de escultores italianos ou descendentes. Além de Alfredo Oliani, há obras de Victor Brecheret, Luigi Brizzolara, Nicola Rollo e Antelo Del Debbio, para citar somente os mais conhecidos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsp04_anjos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-706" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsp04_anjos.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os Anjos</em>, de Brecheret, no túmulo da Família Scuracchio, está entre as obras mais representativas dos escultores ítalo-brasileiros no Cemitério São Paulo.  Também é interessante saber que Brecheret, autor do <em>Monumento às Bandeiras</em>, da <em>Graça</em> (Galeria Prestes Maia), do <em>Fauno </em>(Parque Trianon) e de várias obras para túmulos de cemitérios paulistanos foi sepultado lá. Seu túmulo é extremamente simples. Só percebido e lembrado graças a <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/5133538285/" target="_blank">uma pequena placa</a> com sua efígie e datas de nascimento e morte. Muito diferente dos grandes monumentos mortuários que fez para a aristocracia paulistana.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsp06_comendador.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-707" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/11/atsp06_comendador.jpg" alt="" width="600" height="268" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Exemplos de ostentação e orgulho eterno não faltam. Alguns, mesmo católicos, pareciam não ligar para a soberba como um dos pecados capitais. O <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/5132369979/" target="_blank">mausoléu do Comendador Joaquim Gil Pinheiro</a> é desses que se veem de longe. Tem pelo menos 8 metros de altura, é cheio de placas e títulos, tem a entrada ladeada por duas esculturas de santos em tamanho natural, um busto do comendador do lado de fora, outro do lado de dentro, além de uma representação mortuária de corpo inteiro (comum entre nobres e clérigos na Europa, mas raro por aqui). Do lado de fora, o Comendador avisa: “<em>Aqui jazem os meus ossos neste campo de egualdade pois que esperam pelos vosso quando Deus tiver vontade. – J. Gil Pinheiro</em>”. No interior, acima do corpo de mármore, outra placa na qual se lê: “<em>Aqui jazem os restos mortaes do Commendador Joaquim Gil Pinheiro nascido em Portugal no anno de 1855, que muito amou o Brasil, com especialidade São Paulo, onde viveu 48 annos até o dia de seu fallecimento a 28 de novembro de 1926. Orae por elle.</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas personalidades conhecidas foram sepultadas no São Paulo e também possuem belas obras em seus túmulos como o empresário <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/5132370425/" target="_blank">José Ermírio de Moraes</a> e o desenhista <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/5132228903/" target="_blank">Belmonte</a>. Estas e outras, você confere no <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular" target="_blank">Flickr Arte Tumular</a>.</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/31/necropole-sao-paulo/&amp;text=Necrópole São Paulo&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/31/necropole-sao-paulo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sexo, amor e morte</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 19:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte tumular]]></category>
		<category><![CDATA[Artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cemitérios]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuária]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=691</guid>
		<description><![CDATA[Quem me conhece ou acompanha o blog há mais tempo não se assombra com meus textos e fotos sobre cemitérios. Sempre gosto de lembrar: cemitérios são museus. Em relação ao Brasil, falo dos modelos surgidos em meados do século XIX &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/&amp;text=Sexo, amor e morte&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_ultimoadeus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-692" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_ultimoadeus.jpg" alt="" width="600" height="223" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quem me conhece ou acompanha o <em>blog</em> há mais tempo não se assombra com meus textos e fotos sobre cemitérios. Sempre gosto de lembrar: cemitérios são museus. Em relação ao Brasil, falo dos modelos surgidos em meados do século XIX e que foram registrando a História, com mais intensidade, até os anos 1960.</p>
<p style="text-align: justify;">Conheço muita gente que estranha minha familiaridade com as necrópoles e diz que só vai pisar em um cemitério quando estiver morta. Devo avisar: morto, ninguém pisa em lugar algum. Tampouco poderá apreciar toda a riqueza artística e histórica que há em alguns como os da Consolação, Araçá e São Paulo (os três na capital paulistana e sobre os quais falarei nos próximos textos) ou São João Batista e do Caju, no Rio. Portanto, um conselho: <strong>aproveite para ir a cemitérios enquanto está vivo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Resolvi começar esta nova série mostrando um bom motivo para ninguém ter medo dessas visitas, falando de coisas que todos querem em vida: amor e sexo. Sim, eles estão lá, representados de várias formas. Sexo?! Sim. Ou, caso prefira, o amor sensual, o erotismo. Os três mais belos exemplos que conheço estão em São Paulo. Dois deles, desde os anos 1920.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_solitudo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-693" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_solitudo.jpg" alt="" width="600" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Solitudo</strong></em>, o primeiro nu feminino do Cemitério da Consolação, é de 1922 e foi esculpida por Francisco Leopoldo e Silva. Trata-se da figura de uma mulher em aparente êxtase sensual. Esculpida em granito, tem detalhes que só podem ser devidamente apreciados <em>in loco</em>. O que na foto parecem ranhuras são detalhes de um véu translúcido.  Segundo informações de José de Souza Martins, que constam no <em>folder</em> <em>História e Arte no Cemitério da Consolação</em>,</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">“(&#8230;) foi esculpido para a sepultura do advogado Teodureto de Carvalho e sua esposa, família antiga de São Paulo e Minas. O pai de Teodureto, Teodoro, foi chefe de polícia, secretário da Agricultura e senador estadual. Francisco Leopoldo e Silva era de Taubaté, como seu irmão mais velho, Duarte, futuro arcebispo de São Paulo. (&#8230;) Foi professor primário e estudou arte, tendo recebido bolsa para estudar escultura em Paris, retornou ao Brasil durante a Primeira Guerra, e com família já constituída, foi para Roma, após o conflito, para se aperfeiçoar. Já estudara aqui com Amadeu Zani, autor de várias obras expostas em lugares públicos de São Paulo e também no Cemitério da Consolação. Sofreu influência de Rodin. Teve estúdio no Palácio Episcopal, no início dos anos vinte, quando era arcebispo seu irmão, dom Duarte, na rua São Luís, onde é hoje a Biblioteca Municipal Mário de Andrade. Aparentemente, ali esculpiu <em>Solitudo </em>(&#8230;)”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_interrogacao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-694" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_interrogacao.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>A Interrogação</em></strong> está no túmulo de Moacyr Piza, jovem advogado e escritor que viveu um intenso e trágico romance com Nenê Romano, uma linda cortesã de luxo. A escultura, em granito, também é de Francisco Leopoldo e Silva. Segundo contam, foi colocada no túmulo de Piza aproximadamente um ano após sua morte, ocorrida em 1923. O advogado de 32 anos matou-se com um tiro, dentro de um táxi, após matar a amante.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">“Nenê Romano era o nome pelo qual se conhecia Lina Machiaverni, imigrante italiana cuja família chegara ao Brasil quando tinha dois anos de idade. Fora costureira no Brás. Moça lindíssima, acabou se tornando conhecida cortesã, companhia de homens famosos e poderosos. Era odiada pelas mulheres da elite. Num corso de carnaval, na avenida Paulista, jovem mancebo de família rica jogou-lhe um bilhete, o que foi percebido pela namorada, de uma das mais ricas famílias de fazendeiros de café. A moça ajustou dois jagunços da fazenda da família, em Ribeirão Preto, para que dessem um corretivo à cortesã. Nenê Romano levou uma navalhada no rosto num atentado de 1918, que a desfiguraria. Apresentou queixa e iniciou processo contra a mandante do crime. Mas o processo foi ficando pelas gavetas, pois era ação de prostituta contra gente poderosa.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">“Nenê, então, contratou Moacir Piza, advogado já famoso, para que desemperrasse o processo. Moacir Piza se apaixonou por ela. Estiveram juntos por dois anos na boemia, namorando em hotéis e táxis. Mas Nenê começou a sair novamente com outros homens, desinteressou-se por ele, que se tornara homem relapso em relação ao trabalho como jornalista e advogado. O namoro acabou. Moacir Piza foi procurá-la na noite de 25 de outubro de 1923, na tentativa de reatar o relacionamento. Ela estava de saída. Ele insistiu para que ela entrasse no táxi, para conversar. Na esquina da avenida Angélica com a rua Sergipe matou-a com quatro tiros e matou-se em seguida, caindo sobre ela. A vingança da namorada do almofadinha que cortejara Nenê Romano já era indicação de que, entre as mulheres, culpada era a mulher, em casos assim. A escultura de Francisco Leopoldo e Silva, em forma de interrogação, também expressa a mentalidade da época em relação a mulheres como Nenê Romano: por quê? Que sentido tinha o suicídio de um moço de família antiga, parente de políticos, advogado estabelecido, boêmio conhecido, de vida alegre e de bem com a vida, que se apaixonara por uma pobre proletária do Brás, garota de programa de ricos e poderosos?”</p>
<p style="text-align: justify;">A história virou filme. <em>Desatino</em>, curta de Dimas Oliveira Junior, lançado em 2008.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_ultimoadeus2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-695" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_ultimoadeus2.jpg" alt="" width="600" height="272" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O último adeus</strong></em>, de Alfredo Oliani, está no túmulo da Família Cantarella, no Cemitério São Paulo.  A foto logo acima, a que abre este texto e também a que ilustra o texto anterior (<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/28/da-urgencia-dos-que-conhecem-a-morte/" target="_self"><em>Da urgência dos que conhecem a morte</em></a>) mostram a obra. Diferente das visitas aos cemitérios da Consolação e do Araçá, nas quais tive, respectivamente, as companhias de Popó e Fininho (falarei de ambos nos próximos textos), no São Paulo, não pude contar com alguém que me tirasse determinadas dúvidas. E, você sabe, quanta maior a curiosidade, mais perguntas aparecem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao nos depararmos com o enorme casal de bronze representado em <em>O último adeus</em>, a primeira ideia que vem à mente é de um homem que perdeu a mulher amada. É isso que vemos. Um homem jovem, vigoroso, nu (os detalhes perfeitos da musculatura impressionam) beijando uma mulher, também jovem, de olhos fechados, já morta. Mas, na realidade, aconteceu o contrário. A obra foi encomendada por Maria Cantarella, viúva de Antonino Cantarella, falecido em 1942. Os papéis são invertidos. Parece-me que ela quis representar não só a imortalidade do amor e da paixão do casal, mas apresentar, principalmente, a quem vê o monumento, o homem de sua vida em todo seu vigor, pleno, vivo. E ela, morta. Talvez seja uma representação mais perfeita da saudade. Quem fica é condenado a uma morte em vida. “<em>Ao Nino, meu esposo, meu guia e motivo eterno de minha saudade e de meu pranto</em>”, são os dizeres na lápide ao lado. Maria, dez anos mais jovem, só se juntaria ao amado quatro décadas depois.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das interpretações que a história – contrária ao que se vê – pode gerar, surgem outras dúvidas. Infelizmente, a ação de vândalos contribui em muito para apagar os registros históricos mais visíveis. Muitas vezes, o visitante comum sequer saberá quando o homenageado nasceu ou faleceu, já que os números ou placas com datas são arrancados. No caso de <em>O último adeus</em>, isso me chamou bastante atenção. Na sepultura, a data de morte de Nino aparecia da seguinte maneira: 23-*2-1*4* (onde os asteriscos representam os números arrancados). Tudo que se poderia dizer é que havia morrido na antevéspera do Natal de algum ano na década de 1940. Mas há uma informação que confunde ainda mais. Na base do monumento, lê-se: A. OLIANI &#8211; S. PAULO 30-06-928. Como a estátua teria sido feita em 1928 (não há o “1” no entalhe) se foi encomendada após a morte de Nino, em 1942? Um pouco mais de conhecimento histórico-biográfico e a confusão aumenta. Em 1928, Alfredo Oliani tinha apenas 22 anos de idade e estava iniciando seus estudos. Obra criada em 1928, mas só executada em 1942 após a encomenda? Entalhe feito posteriormente com data errada?</p>
<p style="text-align: justify;">A atenção a esses detalhes levam a novas visitas, às buscas nos arquivos dos cemitérios, ao estudo da vida e da obra dos artistas, à familiarização com seu estilo, ao reconhecimento de outras obras sem que se precise conferir a assinatura&#8230; Histórias pessoais e História da Arte é o que encontramos em cemitérios. São cheios de vida e de vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">No próximo texto, um passeio pelo Cemitério São Paulo, mais obras de Oliani e de outros escultores que deixaram sua marca não só nas necrópoles, mas também do lado de fora delas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>* * * * * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Confira <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/category/arte-tumular" target="_self"><strong>todos os textos</strong></a> sobre passeios em cemitérios e arte tumular.<br />
Dezenas de fotos dos cemitérios que visitei no <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/" target="_blank"><strong>Flickr Arte Tumular</strong></a>.</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/&amp;text=Sexo, amor e morte&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Livrai-vos!</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/08/20/livrai-vos/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/08/20/livrai-vos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 18:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=603</guid>
		<description><![CDATA[Ainda há quem acredite em livros. De todas as maneiras: de papel, cheio de letras, cheio de fotos, que saem do papel e vão para a tela do computador, que saem do Twitter e vão para o papel&#8230; Escolha o &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/08/20/livrai-vos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/08/20/livrai-vos/&amp;text=Livrai-vos!&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/08/4livros_kombi.jpg"><img class="size-full wp-image-604 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/08/4livros_kombi.jpg" alt="" width="600" height="214" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda há quem acredite em livros. De todas as maneiras: de papel, cheio de letras, cheio de fotos, que saem do papel e vão para a tela do computador, que saem do Twitter e vão para o papel&#8230; Escolha o seu e seja feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">Saindo do forno, o primeiro livro do <strong><a href="http://twitter.com/Na_Kombi" target="_blank">@Na_Kombi</a></strong>, perfil de humor coletivo no Twitter do qual participo, eventualmente, a convite de <a href="http://twitter.com/ulissesmattos" target="_blank">@UlissesMattos</a> e <a href="http://twitter.com/silviolach" target="_blank">@SilvioLach</a>. Lançado na Cultura da Paulista na quinta, 19, reúne mais de 500 frases divididas em 27 temas e escritas por 44 engraçadinhos, que vai de Hélio de la Peña a este demente que vos bloga. <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22167516&amp;sid=91920516112819485092684839&amp;k5=36915E16&amp;uid=938486290984138" target="_blank">Já pode ser comprado por apenas R$ 12,90 no site da Livraria Cultura</a>. Também pode ser encontrado na Bienal de São Paulo e, no fim de agosto, deve rolar lançamento no Rio (não vai molhar, gaiato). <a href="http://www.mcorporation.com.br/na_kombi/" target="_blank">Aqui</a>, mais sobre o livro.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta sexta, 20, o parceiro <a href="http://twitter.com/canindesoares" target="_blank">Canindé Soares</a> lançou <em><strong>Vem Viver Natal</strong></em>, com 92 fotos da cidade que acaba de lhe dar o título de cidadão. <a href="http://canindesoares.blog.digi.com.br/blog/2010/08/19/15512/" target="_blank">Mais em seu blog</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>A Botija</strong></em>, de <a href="http://twitter.com/clotildetavares" target="_blank">Clotilde Tavares</a>, foi selecionado pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola do MEC e em 2011 terá distribuição para as escolas de todo o país. <a href="http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/a-viagem-da-botija/157416" target="_blank">Matéria</a> na <em>Tribuna do Norte</em>, <a href="http://umaseoutras.com.br/a-botija" target="_blank">mais sobre o livro</a> no blog da autora e, <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1434962/botija,+a" target="_blank">aqui</a>, para comprá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Também na Bienal do Livro de São Paulo, Ricardo Kelmer está lançando <em><strong>Vocês, Terráqueas</strong></em>. Enlouquecido, ele liberou todos os seus livros para leitura em <a href="http://blogdokelmer.wordpress.com" target="_blank">seu blog</a>. Leitor vip pode baixar em PDF. Põe na tela, mas compra também. Ou você está pensando que todo escritor ganha como o Paulo Coelho?! Ajudaê, pô!</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/08/20/livrai-vos/&amp;text=Livrai-vos!&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/08/20/livrai-vos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diário de São Pedro (VIII) – Texturas da Pitória</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/27/diario-de-sao-pedro-viii-%e2%80%93-texturas-da-pitoria/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/27/diario-de-sao-pedro-viii-%e2%80%93-texturas-da-pitoria/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 18:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Livre pensar]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro da Aldeia]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=533</guid>
		<description><![CDATA[Diário de São Pedro (VIII) – Texturas da Pitória Dois temas que me fascinam, ao fotografar, são a Natureza e a degradação. Mais precisamente a eterna beleza da Natureza e a rápida degradação do que o homem cria. Quando os &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/27/diario-de-sao-pedro-viii-%e2%80%93-texturas-da-pitoria/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/27/diario-de-sao-pedro-viii-%e2%80%93-texturas-da-pitoria/&amp;text=Diário de São Pedro (VIII) – Texturas da Pitória&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden; text-align: justify;">Diário de São Pedro (VIII) – Texturas da Pitória</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden; text-align: justify;">Dois temas que me fascinam, ao fotografar, são a Natureza e a degradação. Mais precisamente a eterna beleza da Natureza e a rápida degradação do que o homem cria. Quando os dois se juntam, me parece mais evidente o quão somos pequenos e imperfeitos, como o pobre homem passa – e rápido! – e como a poderosa Natureza continua, para sempre.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden; text-align: justify;">Nos fins de tarde na Praia da Pitória, tentei registrar alguns desses momentos. A Natureza fica brincando com a luz na água e na areia, criando quadros perfeitos que mudam a todo instante. Um segundo depois já não estão mais lá e nunca se repetirão. (Pretensamente) Capturados, podem servir como catalisadores para acalmar a mente dos que moram nos grandes centros ou mesmo aos que não conseguem perceber tais momentos quando se deparam com eles.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden; text-align: justify;">Divido dez imagens com vocês. Para vê-las ou salvá-las em tamanho maior, basta clicar nelas. Reparem calmamente em cada detalhe. Espero que viajem maisue eu.</div>
<p style="text-align: justify;">Dois temas que me fascinam, ao fotografar, são a Natureza e a degradação. Mais precisamente a eterna beleza da Natureza e a rápida degradação do que o homem cria. Quando os dois se juntam, me parece mais evidente o quão somos pequenos e imperfeitos, como o pobre homem passa – e rápido! – e como a poderosa Natureza continua, para sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos fins de tarde na Praia da Pitória, tentei registrar alguns desses momentos. A Natureza fica brincando com a luz na água e na areia, criando quadros perfeitos que mudam a todo instante. Um segundo depois já não estão mais lá e nunca se repetirão. (Pretensamente) Capturados, podem servir como catalisadores para acalmar a mente dos que moram nos grandes centros ou mesmo aos que não conseguem perceber tais momentos quando se deparam com eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Divido dez imagens com vocês. Para vê-las ou salvá-las em tamanho maior, basta clicar nelas. Reparem calmamente em cada detalhe. Espero que viajem mais que eu.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitpic.com/1iwjs5/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-534 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura01_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitpic.com/1iwk4b/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-535 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura02_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://twitpic.com/1iwkdm/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-536 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura03_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://twitpic.com/1iwkkq/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-537 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura04_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://twitpic.com/1iwksv/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-538 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura05_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://twitpic.com/1iwl0p/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-539 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura06_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://twitpic.com/1iwl8p/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-540 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura07_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://twitpic.com/1iwlh3/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-541 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura08_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://twitpic.com/1iwlus/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-542 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura09_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://twitpic.com/1iwm0s/full" target="_blank"><img class="size-full wp-image-543 aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/textura10_pequena.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/27/diario-de-sao-pedro-viii-%e2%80%93-texturas-da-pitoria/&amp;text=Diário de São Pedro (VIII) – Texturas da Pitória&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/27/diario-de-sao-pedro-viii-%e2%80%93-texturas-da-pitoria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vanessa</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/23/vanessa/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/23/vanessa/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 02:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=528</guid>
		<description><![CDATA[Pense em um Sandro babando! E louco de vontade de ter ido ao show do Ludov, na Livraria Cultura do Bourbon (SP), esta noite. Mas eu estava lá, em espírito. E @SandraEnumo me presenteou com esta foto de Vanessa Krongold &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/23/vanessa/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/23/vanessa/&amp;text=Vanessa&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-529 aligncenter" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/04/vanblog.jpg" alt="vanblog" width="600" height="450" /></p>
<p style="text-align: justify;">Pense em um Sandro babando! E louco de vontade de ter ido ao show do Ludov, na Livraria Cultura do Bourbon (SP), esta noite. Mas eu estava lá, em espírito. E <a href="http://twitter.com/SandraEnumo" target="_blank">@SandraEnumo</a> me presenteou com esta foto de <strong>Vanessa Krongold</strong> (que voz! que voz!).</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/23/vanessa/&amp;text=Vanessa&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/04/23/vanessa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Antigas igrejas de Natal</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/02/05/antigas-igrejas-de-natal/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/02/05/antigas-igrejas-de-natal/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 08:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=484</guid>
		<description><![CDATA[No início dos anos 90, já morando no Rio Grande do Norte, tive a oportunidade de conhecer várias cidades do interior do estado e comecei a colecionar igrejas. Sempre me chamou atenção a construção em um ponto alto da cidade, &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/02/05/antigas-igrejas-de-natal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/02/05/antigas-igrejas-de-natal/&amp;text=Antigas igrejas de Natal&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No início dos anos 90, já morando no Rio Grande do Norte, tive a oportunidade de conhecer várias cidades do interior do estado e comecei a colecionar igrejas. Sempre me chamou atenção a construção em um ponto alto da cidade, o cuidado com o templo, a devoção das pessoas passando de geração em geração. Só então me dei conta de que não via muitas igrejas católicas em Natal. “Não via” é a expressão mais correta. Elas existem, mas as antigas, que meu olhar estava acostumado a ver, são mesmo poucas. Apenas quatro são anteriores ao século XX. Um detalhe que sempre estranhei: as três mais antigas são vizinhas e estão em um raio de aproximadamente 500 metros.</p>
<p style="text-align: justify;">A seguir, apresento esses quatro templos. As explicações históricas, em itálico, são do capítulo <em>Igrejas e Vigários</em>, do livro <em>História da Cidade do Natal</em>, de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo" target="_blank">Luís da Câmara Cascudo</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-485" style="border: 0pt none;" title="ignsapre" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/02/ignsapre.jpg" alt="ignsapre" width="600" height="415" /></p>
<p style="text-align: justify;">A primeirona. Mais ou menos. Ali, na praça hoje chamada André de Albuquerque, foi fundada a <em>Cidade do Natal do Ryo Grande</em>, com uma missa em 25 de dezembro de 1599. O que existia era <em>uma capelinha, de barro socado e coberta de palha, ramos secos entrançados (nesse tempo não havia coqueiros), teria apenas uma entrada, sem sino nem aparato. Em 1614 não possuía ainda portas. Em 1619 estava pronta.</em> (&#8230;) <em>Em 1672 pensaram em substituir a capelinha por uma igreja mais sólida e compatível com as necessidades maiores da colônia cristã. </em>(&#8230;)<em> Em 1694 a igrejinha estava terminada.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Até aí, estamos no século XVII. Mas a que vemos na foto não tem nada dessa época. Cascudo explica: <em>Quase cem anos voam. Em 1786 há uma remodelação geral. Três anos antes a capela-mor ruíra. Fizeram então as capelas laterais </em>(&#8230;). <em>A igreja não tinha corredor nem arcadas interiores. Havia apenas um sino que dormia numa janela na frontaria, ao lado direito da matriz.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Não havia cemitério em Natal. Todos os fiéis eram sepultados dentro da Igreja, nos arredores também junto ao Cruzeiro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Durante o século XIX a matriz tomou outro aspecto. Em abril de 1856, o presidente Passos <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/04/01/passeios-por-cemiterios-i" target="_self">criou o cemitério</a> e adquiriu, por subscrição, um relógio para a planejada torre inexistente. Em 1862 começaram a levantar a torre (&#8230;) A torre é de 1862. Está a data ao cimo da respectiva porta.</em></p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) <em>Essa série de remodelações retiraram da matriz todas as características. É uma igreja comum e banal, sem detalhes típicos e fisionomia </em>(&#8230;). <em>Resta a tradição, que é nobre e linda. Está no mesmo local de mais de</em> quatro séculos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-488" style="border: 0pt none;" title="igrosario" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/02/igrosario.jpg" alt="igrosario" width="600" height="465" /></p>
<p style="text-align: justify;">Fica, aproximadamente, a 300 metros à direita da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação. Não a conheço por dentro. Nunca a vi aberta. Tenho profunda simpatia por ela. Talvez por ser, verdadeiramente, a mais antiga da cidade. Em 2010, completará 296 anos. Os registros históricos e a placa ao lado de sua entrada dizem que foi inaugurada em 2 de julho de 1714.</p>
<p style="text-align: justify;">Diz Cascudo: <em>A igrejinha de Nossa Senhora do Rosário é o mais humilde dos templos dentro da cidade do Natal. Pequenina, pobre, com sua torrezinha quadrada, sua imposta no frontão, ao gosto melancólico dos velhos oratórios, passa sem registros nas crônicas de outrora.</em> (&#8230;) <em>É a igreja mais bem situada. Erguida num cômoro </em>(outeiro)<em>, recebe o primeiro olhar do rio (&#8230;). É o tipo da igreja primitiva, o simples caixão, com a nave, sem transepto, e a torre, mais convencional que útil. </em>(&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Era, antes de tudo, a igreja dos pretos, dos pobres, dos escravos. </em>(&#8230;) <em>Também era o local sagrado dos casamentos, dos batizados, das festas dos que nada possuíam.</em> (&#8230;) <em>Ali, Nossa Senhora era exclusivamente dos deserdados, dos miseráveis, dos esquecidos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Igreja de Santo Antônio dos Militares </strong>(Igreja do Galo)</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-489" style="border: 0pt none;" title="igdogalo" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/02/igdogalo.jpg" alt="igdogalo" width="600" height="465" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em minha opinião, a mais charmosa igreja de Natal. E, pelo que percebo, a preferida para os casamentos. Se a do Rosário foi construída para os pobres, a de Santo Antônio foi feita para os ricos. É datada de 15 de julho de 1763.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sobre a porta principal do templo há uma data: agosto de 1766. Deve significar o fim da construção. A torre nasceu depois. Uma inscrição no cimo da porta da torre informa que em janeiro de 1799 esta se concluía.</em> (&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;"><em>É a mais linda da cidade. Sua torre, encimada de azulejos reluzentes, com o galo heráldico, como um timbre numa cimeira feudal, a majestade do frontão com os motivos em arabesco, num barroco sugestivo e que se convencionou chamar jesuítico, as tochas estilizadas na cimalha, os desenhos em relevo, correndo e volteando a frontaria, dão um aspecto de majestade simples, imponente, mas acolhedora e simpática.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Sua proximidade com a Matriz de Nossa Senhora da Apresentação sempre me impressionou. De sua frente, é possível ver a lateral da Matriz a uns cem metros apenas. Não me lembro de duas igrejas tão próximas em qualquer outra cidade que conheço.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus das Dores</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-490" style="border: 0pt none;" title="igbjesus" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/02/igbjesus.jpg" alt="igbjesus" width="600" height="410" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A matriz do Senhor Bom Jesus das Dores da Ribeira é a última das igrejas vindas do século XVIII.</em> (&#8230;) <em>Na segunda metade do século XVIII era capela.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Cascudo diz que o mais antigo documento que havia encontrado sobre a essa igreja era “<em>um registro de óbito de Manuel Gomes da Silveira, falecido a 8 de agosto de 1774, por onde se constata ter tido o defunto sepultura na Capela do Senhor Bom Jesus das Dores</em>”. Ele diz também que “<em>apesar da Ribeira ser um bairro residencial e com o maior comércio a Capela foi sempre modesta, sem esplendores e seduções materiais</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">De 1915 a 1918, com a construção das torres pelo frade franciscano Frei André, a igreja tomava o aspecto que conserva até hoje. Tem, portanto, um aspecto comum a outros templos construídos nessa mesma época, como as igrejas de São Pedro, no bairro do Alecrim, e a da Sagrada Família, nas Rocas.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus das Dores, <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/01/23/igreja-do-senhor-bom-jesus-das-dores/" target="_self">leia também este texto meu</a>, escrito na década de 90 e publicado aqui no <em>blog</em>. A respeito das igrejas do início do século XX, pretendo falar em outra oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.flickr.com/photos/sandrofortunato03/sets/72157618775075660/" target="_self">Veja aqui</a> mais fotos das antigas igrejas de Natal.<br />
E também no álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/memoriaviva/sets/72157594171973894/" target="_self">Natal Antiga</a> do Flickr Memória Viva.</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/02/05/antigas-igrejas-de-natal/&amp;text=Antigas igrejas de Natal&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/02/05/antigas-igrejas-de-natal/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

