<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sempre Algo a Dizer &#187; Erotismo</title>
	<atom:link href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/category/erotismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Feb 2012 11:00:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3</generator>
		<item>
		<title>Sexo, amor e morte</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 19:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte tumular]]></category>
		<category><![CDATA[Artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cemitérios]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuária]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=691</guid>
		<description><![CDATA[Quem me conhece ou acompanha o blog há mais tempo não se assombra com meus textos e fotos sobre cemitérios. Sempre gosto de lembrar: cemitérios são museus. Em relação ao Brasil, falo dos modelos surgidos em meados do século XIX &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/&amp;text=Sexo, amor e morte&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_ultimoadeus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-692" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_ultimoadeus.jpg" alt="" width="600" height="223" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quem me conhece ou acompanha o <em>blog</em> há mais tempo não se assombra com meus textos e fotos sobre cemitérios. Sempre gosto de lembrar: cemitérios são museus. Em relação ao Brasil, falo dos modelos surgidos em meados do século XIX e que foram registrando a História, com mais intensidade, até os anos 1960.</p>
<p style="text-align: justify;">Conheço muita gente que estranha minha familiaridade com as necrópoles e diz que só vai pisar em um cemitério quando estiver morta. Devo avisar: morto, ninguém pisa em lugar algum. Tampouco poderá apreciar toda a riqueza artística e histórica que há em alguns como os da Consolação, Araçá e São Paulo (os três na capital paulistana e sobre os quais falarei nos próximos textos) ou São João Batista e do Caju, no Rio. Portanto, um conselho: <strong>aproveite para ir a cemitérios enquanto está vivo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Resolvi começar esta nova série mostrando um bom motivo para ninguém ter medo dessas visitas, falando de coisas que todos querem em vida: amor e sexo. Sim, eles estão lá, representados de várias formas. Sexo?! Sim. Ou, caso prefira, o amor sensual, o erotismo. Os três mais belos exemplos que conheço estão em São Paulo. Dois deles, desde os anos 1920.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_solitudo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-693" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_solitudo.jpg" alt="" width="600" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Solitudo</strong></em>, o primeiro nu feminino do Cemitério da Consolação, é de 1922 e foi esculpida por Francisco Leopoldo e Silva. Trata-se da figura de uma mulher em aparente êxtase sensual. Esculpida em granito, tem detalhes que só podem ser devidamente apreciados <em>in loco</em>. O que na foto parecem ranhuras são detalhes de um véu translúcido.  Segundo informações de José de Souza Martins, que constam no <em>folder</em> <em>História e Arte no Cemitério da Consolação</em>,</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">“(&#8230;) foi esculpido para a sepultura do advogado Teodureto de Carvalho e sua esposa, família antiga de São Paulo e Minas. O pai de Teodureto, Teodoro, foi chefe de polícia, secretário da Agricultura e senador estadual. Francisco Leopoldo e Silva era de Taubaté, como seu irmão mais velho, Duarte, futuro arcebispo de São Paulo. (&#8230;) Foi professor primário e estudou arte, tendo recebido bolsa para estudar escultura em Paris, retornou ao Brasil durante a Primeira Guerra, e com família já constituída, foi para Roma, após o conflito, para se aperfeiçoar. Já estudara aqui com Amadeu Zani, autor de várias obras expostas em lugares públicos de São Paulo e também no Cemitério da Consolação. Sofreu influência de Rodin. Teve estúdio no Palácio Episcopal, no início dos anos vinte, quando era arcebispo seu irmão, dom Duarte, na rua São Luís, onde é hoje a Biblioteca Municipal Mário de Andrade. Aparentemente, ali esculpiu <em>Solitudo </em>(&#8230;)”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_interrogacao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-694" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_interrogacao.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>A Interrogação</em></strong> está no túmulo de Moacyr Piza, jovem advogado e escritor que viveu um intenso e trágico romance com Nenê Romano, uma linda cortesã de luxo. A escultura, em granito, também é de Francisco Leopoldo e Silva. Segundo contam, foi colocada no túmulo de Piza aproximadamente um ano após sua morte, ocorrida em 1923. O advogado de 32 anos matou-se com um tiro, dentro de um táxi, após matar a amante.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">“Nenê Romano era o nome pelo qual se conhecia Lina Machiaverni, imigrante italiana cuja família chegara ao Brasil quando tinha dois anos de idade. Fora costureira no Brás. Moça lindíssima, acabou se tornando conhecida cortesã, companhia de homens famosos e poderosos. Era odiada pelas mulheres da elite. Num corso de carnaval, na avenida Paulista, jovem mancebo de família rica jogou-lhe um bilhete, o que foi percebido pela namorada, de uma das mais ricas famílias de fazendeiros de café. A moça ajustou dois jagunços da fazenda da família, em Ribeirão Preto, para que dessem um corretivo à cortesã. Nenê Romano levou uma navalhada no rosto num atentado de 1918, que a desfiguraria. Apresentou queixa e iniciou processo contra a mandante do crime. Mas o processo foi ficando pelas gavetas, pois era ação de prostituta contra gente poderosa.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">“Nenê, então, contratou Moacir Piza, advogado já famoso, para que desemperrasse o processo. Moacir Piza se apaixonou por ela. Estiveram juntos por dois anos na boemia, namorando em hotéis e táxis. Mas Nenê começou a sair novamente com outros homens, desinteressou-se por ele, que se tornara homem relapso em relação ao trabalho como jornalista e advogado. O namoro acabou. Moacir Piza foi procurá-la na noite de 25 de outubro de 1923, na tentativa de reatar o relacionamento. Ela estava de saída. Ele insistiu para que ela entrasse no táxi, para conversar. Na esquina da avenida Angélica com a rua Sergipe matou-a com quatro tiros e matou-se em seguida, caindo sobre ela. A vingança da namorada do almofadinha que cortejara Nenê Romano já era indicação de que, entre as mulheres, culpada era a mulher, em casos assim. A escultura de Francisco Leopoldo e Silva, em forma de interrogação, também expressa a mentalidade da época em relação a mulheres como Nenê Romano: por quê? Que sentido tinha o suicídio de um moço de família antiga, parente de políticos, advogado estabelecido, boêmio conhecido, de vida alegre e de bem com a vida, que se apaixonara por uma pobre proletária do Brás, garota de programa de ricos e poderosos?”</p>
<p style="text-align: justify;">A história virou filme. <em>Desatino</em>, curta de Dimas Oliveira Junior, lançado em 2008.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_ultimoadeus2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-695" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/at_ultimoadeus2.jpg" alt="" width="600" height="272" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O último adeus</strong></em>, de Alfredo Oliani, está no túmulo da Família Cantarella, no Cemitério São Paulo.  A foto logo acima, a que abre este texto e também a que ilustra o texto anterior (<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/28/da-urgencia-dos-que-conhecem-a-morte/" target="_self"><em>Da urgência dos que conhecem a morte</em></a>) mostram a obra. Diferente das visitas aos cemitérios da Consolação e do Araçá, nas quais tive, respectivamente, as companhias de Popó e Fininho (falarei de ambos nos próximos textos), no São Paulo, não pude contar com alguém que me tirasse determinadas dúvidas. E, você sabe, quanta maior a curiosidade, mais perguntas aparecem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao nos depararmos com o enorme casal de bronze representado em <em>O último adeus</em>, a primeira ideia que vem à mente é de um homem que perdeu a mulher amada. É isso que vemos. Um homem jovem, vigoroso, nu (os detalhes perfeitos da musculatura impressionam) beijando uma mulher, também jovem, de olhos fechados, já morta. Mas, na realidade, aconteceu o contrário. A obra foi encomendada por Maria Cantarella, viúva de Antonino Cantarella, falecido em 1942. Os papéis são invertidos. Parece-me que ela quis representar não só a imortalidade do amor e da paixão do casal, mas apresentar, principalmente, a quem vê o monumento, o homem de sua vida em todo seu vigor, pleno, vivo. E ela, morta. Talvez seja uma representação mais perfeita da saudade. Quem fica é condenado a uma morte em vida. “<em>Ao Nino, meu esposo, meu guia e motivo eterno de minha saudade e de meu pranto</em>”, são os dizeres na lápide ao lado. Maria, dez anos mais jovem, só se juntaria ao amado quatro décadas depois.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das interpretações que a história – contrária ao que se vê – pode gerar, surgem outras dúvidas. Infelizmente, a ação de vândalos contribui em muito para apagar os registros históricos mais visíveis. Muitas vezes, o visitante comum sequer saberá quando o homenageado nasceu ou faleceu, já que os números ou placas com datas são arrancados. No caso de <em>O último adeus</em>, isso me chamou bastante atenção. Na sepultura, a data de morte de Nino aparecia da seguinte maneira: 23-*2-1*4* (onde os asteriscos representam os números arrancados). Tudo que se poderia dizer é que havia morrido na antevéspera do Natal de algum ano na década de 1940. Mas há uma informação que confunde ainda mais. Na base do monumento, lê-se: A. OLIANI &#8211; S. PAULO 30-06-928. Como a estátua teria sido feita em 1928 (não há o “1” no entalhe) se foi encomendada após a morte de Nino, em 1942? Um pouco mais de conhecimento histórico-biográfico e a confusão aumenta. Em 1928, Alfredo Oliani tinha apenas 22 anos de idade e estava iniciando seus estudos. Obra criada em 1928, mas só executada em 1942 após a encomenda? Entalhe feito posteriormente com data errada?</p>
<p style="text-align: justify;">A atenção a esses detalhes levam a novas visitas, às buscas nos arquivos dos cemitérios, ao estudo da vida e da obra dos artistas, à familiarização com seu estilo, ao reconhecimento de outras obras sem que se precise conferir a assinatura&#8230; Histórias pessoais e História da Arte é o que encontramos em cemitérios. São cheios de vida e de vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">No próximo texto, um passeio pelo Cemitério São Paulo, mais obras de Oliani e de outros escultores que deixaram sua marca não só nas necrópoles, mas também do lado de fora delas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>* * * * * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Confira <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/category/arte-tumular" target="_self"><strong>todos os textos</strong></a> sobre passeios em cemitérios e arte tumular.<br />
Dezenas de fotos dos cemitérios que visitei no <a href="http://www.flickr.com/photos/artetumular/" target="_blank"><strong>Flickr Arte Tumular</strong></a>.</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/&amp;text=Sexo, amor e morte&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/30/sexo-amor-e-morte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As sereias na casa de Deus (II)</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/25/as-sereias-na-casa-de-deus-ii/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/25/as-sereias-na-casa-de-deus-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Oct 2010 01:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte tumular]]></category>
		<category><![CDATA[Artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuária]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/?p=665</guid>
		<description><![CDATA[“Venha! Venha! Chegue! Chegue! Olhe. Bonito, né? Fotografe. Venha, venha&#8230;” Era assim, tocado como um boi desgarrado da manada, que minha guia me fez percorrer, em 20 minutos, praticamente todas as partes da Igreja de São Francisco em João Pessoa &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/25/as-sereias-na-casa-de-deus-ii/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/25/as-sereias-na-casa-de-deus-ii/&amp;text=As sereias na casa de Deus (II)&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/sereias01.jpg"><img class="size-full wp-image-666 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/sereias01.jpg" alt="" width="600" height="250" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Venha! Venha! Chegue! Chegue! Olhe. Bonito, né? Fotografe. Venha, venha&#8230;</em>” Era assim, tocado como um boi desgarrado da manada, que minha guia me fez percorrer, em 20 minutos, praticamente todas as partes da Igreja de São Francisco em João Pessoa (PB). Vinte minutos que para ela teriam sido cinco se eu não me fizesse de doido e mouco à sua toada sem freio. Ela foi cansando e logo já era um aboio, triste, ao longe, “<em>tchau, moço</em>” e me abandonou ali na porta da, segundo ela, “<em>capela de São Francisco, porque a Igreja mesmo é de Santo Antônio</em>”. Prestes a me ver livre, nem quis discutir. Fica para a próxima saber qual santo é dono de qual parte, quem fica com a nave principal, quem fica com a capela que tem uma vista linda e na qual se pode passar horas somente olhando para o teto.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa minha segunda ida à Igreja de São Francisco foi em busca de suas sereias. Nem sabia que havia tanta coisa linda, além delas, para se ver ali. E há! Na próxima, passarei horas. Esteja avisada, dona venha-venha-chegue-chegue!</p>
<p><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/download/sereias.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-667 alignright" style="border: 0pt none;" title="Clique e baixe o artigo completo" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/sereias_pagina.jpg" alt="" width="207" height="279" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Soube das sereias há alguns anos, folheando a edição de 5 de abril de 1952 de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em></a>. Um artigo de <a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo" target="_blank">Câmara Cascudo</a> dava conta da excentricidade. Passei pela igreja no final de 2008, mas só conheci a parte externa. Dessa vez, entrei e fui buscar as mulheres com rabos de peixe no altar do Santíssimo.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Cascudo, elas estão lá desde 1779 e não são de ordem erótica, mas símbolos funerários. Ele vai a três séculos antes da igreja de Cristo para explicar a ligação da sereia com a morte, em um tempo e lugar onde elas eram seres alados. Sereia com rabo de peixe, parece, é coisa nossa. Ainda assim, faz sentido que essas também estejam relacionadas à morte. Afinal, o que faz uma sereia quando encanta um homem? Também parece estar relacionado aos desejos, a sedução, aos prazeres, à “perdição” que este caminho leva. Arriscaria dizer que pode haver um sincretismo entre arte, regionalismo e religião. Sabe Deus o que as diabinhas do mar estão fazendo lá!</p>
<p style="text-align: justify;">Cascudo também diz que não conhece outro exemplo desse tipo no Brasil. Não dou certeza, mas se não me falha a memória (ela é muito boa, mas falha), também há sereias na entrada da Igreja de São Pedro, em Recife, Pernambuco. Nem preciso dizer que voltarei a ambas para tirar tudo a limpo, não? Por enquanto, fiquem com <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/download/sereias.pdf" target="_blank">o artigo</a> de <em>O Cruzeiro</em>, com as imagens da época e com as que fiz agora (as sereias tiveram pelo menos uma restauração desde então, pelo que sei, no final da década de 1970).</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/sereias02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-670" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/sereias02.jpg" alt="" width="500" height="435" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/sereias03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-671" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/sereias03.jpg" alt="" width="500" height="413" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/igsfran01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-673" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/igsfran01.jpg" alt="" width="500" height="443" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/igsfran02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-674" style="border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2010/10/igsfran02.jpg" alt="" width="500" height="443" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mais fotos no <a href="http://twitpic.com/photos/sandrofortunato" target="_blank">Twitpic</a> ou em <a href="http://www.facebook.com/sandrofortunato" target="_blank">meu perfil no Facebook</a>.</strong></p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/25/as-sereias-na-casa-de-deus-ii/&amp;text=As sereias na casa de Deus (II)&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/10/25/as-sereias-na-casa-de-deus-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Elas não são más. Só foram desenhadas assim.</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 09:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Periódicos]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/</guid>
		<description><![CDATA[Em novembro, Marge Simpson estará na capa da Playboy americana. Vai para minha coleção e me ajudará a esquecer a edição brasileira do mesmo mês que ameaça trazer a capa mais sem graça de sua história. Marge estará na capa &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/&amp;text=Elas não são más. Só foram desenhadas assim.&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/10/playtoon.jpg" alt="playtoon.jpg" /></p>
<p align="justify">Em novembro, <strong>Marge Simpson</strong> estará na capa da <em>Playboy</em> americana. Vai para minha coleção e me ajudará a esquecer a edição brasileira do mesmo mês que ameaça trazer <a href="http://www.abril.com.br/noticias/diversao/fernanda-young-confirma-ensaio-nu-playboy-se-explica-498157.shtml" target="_blank">a capa mais sem graça de sua história</a>.</p>
<p align="justify">Marge estará na capa e em três páginas, “sexy e nua”, mas sem mostrar tudo. Quem quiser vê-la em detalhes, com atributos diferentes dos originais e fazendo tudo que se possa imaginar, basta navegar pela Internet. Ela, seus familiares e todos os moradores de Springfield já realizaram todas as taras possíveis graças às benditas mentes pervertidas de inúmeros desenhistas.</p>
<p align="justify">Para a revista, mais pudica, é um momento histórico. Diz-se que é a primeira vez que um desenho será capa da <em>Playboy</em>. Em termos. Outra personagem do mundo dos desenhos já mereceu tal honraria: a sensualíssima e inigualável <strong>Jessica Rabbit</strong>. Isso aconteceu em novembro de 1988 e tenho meu exemplar para provar! A diferença é que Jessica era, na verdade, uma arte criada sobre foto da modelo <strong>Laura Richmond</strong> (<a href="http://www.centerfold.com/playmates/1988/laura_richmond/images/section_bigphoto.jpg" target="_blank">aqui</a> para os mais envergonhados e <a href="http://playboypt.narod.ru/1988/LauraRichmond.htm" target="_blank">aqui</a> para quem quer ver mais).</p>
<p align="justify">Era um tempo diferente, no qual os seios eram naturais e as mulheres ostentavam belos pelos púbicos. A geração que a <em>Playboy</em> pretende atingir com Marge é siliconada e raspada. Aliás, é assim que a senhora Simpson aparece em muitos desenhos na <em>web</em>, mas nós sabemos que ela não é turbinada. Basta descobrir se ela é azul original ou se aquilo é tintura.</p>
<p align="justify">Só espero não ter que esperar outros 21 anos para ver uma edição com <strong>Lois Griffin</strong> ou <strong>Francine Smith</strong>. E que venham bem mais ousadas.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center></p>
<map name="Map3">
<area href="http://feeds.feedburner.com/semprealgo" shape="rect" coords="410,0,510,23" />
<area shape="rect" coords="257,0,370,24" alt="Logo abaixo em  COMMENTS" />
<area href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/atualizacoes-por-email" shape="rect" coords="0,1,228,26" /> </map>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/&amp;text=Elas não são más. Só foram desenhadas assim.&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Barbarella</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 15:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/</guid>
		<description><![CDATA[Ah, esses diretores tarados e suas mulheres maravilhosas! Criam e imortalizam mitos femininos só para demonstrar, em escala mundial e histórica, seus troféus. Graças à vaidade exibicionista de Roger Vadim, talvez acentuada pela crise (qual?!) dos 40, o mundo conheceu &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/&amp;text=Barbarella&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"> <img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/barbarella.jpg" border="0" height="267" width="600" /></p>
<p align="justify">Ah, esses diretores tarados e suas mulheres maravilhosas! Criam e imortalizam mitos femininos só para demonstrar, em escala mundial e histórica, seus troféus. Graças à vaidade exibicionista de <strong>Roger Vadim</strong>, talvez acentuada pela crise (qual?!) dos 40, o mundo conheceu <strong>Barbarella nas carnes de Jane Fonda</strong>. Tão forte, tão perfeita, tão maravilhosamente encarnada que não deixa dúvidas: é única e original. Apesar de não ser nem uma, nem outra.</p>
<p align="justify">Não nego o sangue. Dessas uniões oníricas, coloco a de <strong>Carlo Ponti-Sophia Loren</strong> e as de <strong>Fellini-e-suas-deusas</strong> no topo da lista das mais bem sucedidas do cinema. E no papel, nada como os <em>fumetti</em> de <strong>Milo Manara</strong> e <strong>Guido Crepax</strong> para incendiar a imaginação e a libido de qualquer um. Admito que Barbarella seja uma exceção a tudo isso. Com duas boas justificativas: foi criada por um francês e produzida por um italiano.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/barbarella2.jpg" align="right" border="0" height="299" width="220" />Antes de <strong>Valentina</strong> nascer, <strong>Jean-Claude Forest</strong> já havia criado Barbarella. E, para mim, acabam aí as comparações: heroína sensual em quadrinhos. Prefiro os desenhos e as histórias de Crepax. Ponto. Mas a transposição da personagem de Forest para as telas foi das mais felizes da história do cinema. Dirigida – e “digerida”, se me permitem – por outro francês , mas produzida por um italiano: <strong>Dino De Laurentis</strong>.</p>
<p align="justify">Assistir <a href="http://www.bittorrent.com/users/paramount/torrents/Barbarella/69c9c087-07e9-11dc-9995-00eaf3d23b03" target="_blank"><strong><em>Barbarella</em></strong></a> hoje tem um peso muito maior, imagino, do que em 1968. Naquele ano, enquanto meio mundo pegava fogo, assistir àquela ficção <em>non sense</em> carregada de sensualismo, vinda de uma história em quadrinhos criada apenas seis anos antes, poderia parecer extremamente banal. Porém, como sabemos hoje, o filme fez a fama de Jane, que não precisaria mais ser a filha de Henry, a irmã de Peter, nem lançar vídeos de ginástica ou casar com um mega empresário para entrar para a História. Como sabemos também, Vadim levou para a tela não só a beleza de sua mulher, mas tudo que gostava de fazer ou ver fazerem com ela.</p>
<p align="justify">O sexo livre com vários amantes, <strong>o sexo como restaurador de todas as vontades</strong>, regenerador e potencializador das capacidades. Barbarella-Jane era uma mulher mais poderosa que “a máquina dos excessos”, que qualquer prazer artificial.  Sua força parece vir de uma epifania pós-coito – e de fato o é –, pois vemos Barbarella várias vezes em êxtase, deitada, sorrindo, olhos fechados, viajando, curtindo o gozo, restaurando suas energias.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/rose.jpg" align="left" border="0" height="237" width="188" />Barbarella-Jane tornou-se um mito que a Barbarella dos quadrinhos jamais conseguiria ser. Atravessa já quatro décadas influenciando todo tipo de manifestação artística. Desde sempre nos quadrinhos e no cinema; na moda e na música. Quem viveu os anos 80 e não pulou ao som de <strong>Duran Duran</strong>? A banda que tomou para si o nome do cientista que Barbarella deveria salvar no filme e que só em 1997, já com 17 anos de existência, apresentaria sua homenagem/releitura da heroína em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=w-oxkkkpeYQ" target="_blank"><strong><em>Electric Barbarella</em></strong></a>. A música é ótima, mas o <em>clip</em> preferiu exaltar a banda como ícone gay e ficou caricato. Barbarella vira uma sensual boneca cibernética muito mal usada para afazeres domésticos. Ao menos lembram de lhe dar um brinquedinho para que tenha seus próprios momentos de diversão. No <em>clip</em>, a personagem é vivida pela modelo americana <strong>Myka Bunkle</strong>, que a despeito da misoginia empregada no filmete, aproveitou seus cinco minutos para fazer muito tempo uma boneca que todo homem gostaria de ter.</p>
<p align="justify">Agora Barbarella ganha outra pele. A de <strong>Rose McGowan</strong>, a garota com perna de metralhadora de <strong><em>Grindhouse – Planet Terror</em></strong>. Faz sentido. Uma mulher de trinta que faz inveja as de vinte, mulher do diretor (Robert Rodriguez), nascida na Itália e de mãe francesa. Faz todo sentido. Sem tirar qualquer brilho da “original” Jane Fonda, tem tudo para reavivar o mito, apresentando a personagem às próximas gerações e deixando ecoar em seus sonhos a pergunta que tem milhões de respostas: “<strong><em>Em que você pensa quando faz amor com Barbarella?</em></strong>”</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff">. </font></p>
<p align="justify"><strong>Mais</strong><br />
<a href="http://leseirageral.blog.uol.com.br/arch2005-04-01_2005-04-15.html#2005_04-11_09_43_08-8873736-0" target="_blank">Deixem Barbarella trepar em paz! </a></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
<map name="Map">
<area href="mailto:sandrofortunato@gmail.com" shape="rect" coords="410,0,600,23" alt="Escreva-me" />
<area shape="rect" coords="257,0,370,24" alt="Logo abaixo em  COMMENTS" />
<area href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/atualizacoes-por-email" shape="rect" coords="0,1,228,26" alt="Clique e cadastre seu e-mail" /> </map>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/&amp;text=Barbarella&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Chacretes</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 03:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anos 80]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Periódicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/</guid>
		<description><![CDATA[Que Blitz! Que Cazuza! Que Titãs! Que nada! Quando eu ligava a tevê nas tardes de sábado, nos anos 80, eu queria mesmo ver as Chacretes. Para um pré-aborrecente, o Cassino do Chacrinha fazia as vezes de telecatecismo, por assim &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/&amp;text=Chacretes&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/chacretes.jpg" align="right" border="0" height="314" width="238" />Que Blitz! Que Cazuza! Que Titãs! Que nada! Quando eu ligava a tevê nas tardes de sábado, nos anos 80, eu queria mesmo ver as <strong>Chacretes</strong>. Para um pré-aborrecente, o <a href="http://br.youtube.com/watch?v=ATd-ZDKvYE8" target="_blank">Cassino do Chacrinha</a> fazia as vezes de telecatecismo, por assim dizer.</p>
<p align="justify">Eu sonhava com as chacretes. Todo mundo sonhava. Mas como diria John Lennon e também o padeiro depois de esvaziar o cesto: “<em><strong>O sonho acabou</strong></em>”.</p>
<p align="justify">Engrossando as estatísticas que dizem ter aumentado em 46% a audiência dos telejornais nas duas últimas semanas, lá estava eu com a tevê ligada, à espera de mais um capítulo da <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/07/isabella" target="_blank">novela da menina</a> (que já não me esforço por entender porque não há o que entender) quando ouvi o porta-voz dos mauricinhos – O incrível Huck – falando algo sobre o <strong>Velho Guerreiro</strong>. Cheguei a tempo de <a href="http://belezapura.globo.com/Novela/Belezapura/Capitulos/0,,AA1677796-10261,00.html" target="_blank">ver a entrada das chacretes</a>: <strong>Rita Cadillac</strong>, <strong>Marlene Morbeck</strong>, <strong>Índia Poti</strong>, <strong>Edilma Campos</strong>, <strong>Lucia Apache</strong>, <strong>Regina Polivalente</strong>, <strong>Sandrinha Toda Pura</strong> (que ele chamou de Toda Dura&#8230; se bem que&#8230;), <strong>Cleópatra</strong>, <strong>Cleo Toda Pura</strong> e <strong>Cris Saint Tropez</strong>. Algumas me deram a certeza de que o sonho realmente acabou.</p>
<p align="justify">Justiça seja feita! <strong>As mais novas ainda estão lindas</strong> e batendo um bolão. Regina Polivalente, Cleópatra, Cleo Toda Pura e Cris Saint Tropez estão bem na fita. Mas a verdade é que nem bem a presepada terminou e minha mente sórdida de memorialista safado já estava em busca de uma edição especial da <em><strong>Internacional</strong></em> (“revista para adultos”) só com chacretes, feita ali pelo final de 1982 ou início de 1983.</p>
<p align="justify">Das que apareceram na tevê, só Rita Cadillac (sempre ela!) estava entre as quatro que posaram para a revista. As outras eram <strong>Lia Hollywood</strong>, <strong>Fátima Boa-Viagem</strong> e <strong>Índia Amazonense</strong>. Todas em ótima forma e – algo raro hoje em dia – naturalíssimas. Nada de peitões a mais ou costelas a menos. Mas o interessante mesmo dessa edição é a entrevista (me engana que eu gosto!) com Rita, Lia e Índia. Reproduzo o texto de apresentação para que vocês possam sentir o tom.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/chacretes2.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">Lembrei também que, na mesma época, as três haviam participado do filme <em><strong>Tessa, a gata</strong></em>, adaptação do livro de mesmo nome de <strong>Cassandra Rios</strong> (quem tiver uma cópia, por favor&#8230; será regiamente recompensado).</p>
<p align="justify">Essas e muitas outras devem aparecer ainda este ano. As homenagens a <strong>Chacrinha</strong> – muito merecidas – não são à toa. Em julho, fará <a href="http://br.youtube.com/watch?v=kjXsJeN_yHY" target="_blank"><strong>20 anos que ele morreu</strong></a>.</p>
<p><strong> Textos relacionados</strong><br />
<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/sajul06.htm#rita"> Rita Cadillac, uma mulher que sabe se virar</a><br />
<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/sagost07.htm">Pecados de Cassandra</a></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
<map name="Map">
<area href="mailto:sandrofortunato@gmail.com" shape="rect" coords="410,0,600,23" alt="Escreva-me" />
<area shape="rect" coords="257,0,370,24" alt="Logo abaixo em  COMMENTS" />
<area href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/atualizacoes-por-email" shape="rect" coords="0,1,228,26" alt="Clique e cadastre seu e-mail" /> </map>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/&amp;text=Chacretes&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Masoch</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/masoch/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/masoch/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:19:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/masoch/</guid>
		<description><![CDATA[Sangue e porrada na madrugada. Quando ainda era um rapaz ingênuo, muito antes de ter a mente deflorada por Anaïs Nin, Anne Desclos (Pauline Réage) e outras francesas que não só sabiam o que é bom, mas sabiam descrever tudo &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/masoch/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/masoch/&amp;text=Masoch&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/masoch.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">Sangue e porrada na madrugada. Quando ainda era um rapaz ingênuo, muito antes de ter a mente deflorada por <strong>Anaïs Nin</strong>, <strong>Anne Desclos</strong> (Pauline Réage) e outras francesas que não só sabiam o que é bom, mas sabiam descrever tudo deliciosamente, eu acreditava que para existir um masoquista necessariamente deveria existir um sádico ou vice-versa. Assim tudo ficava muito bem, obrigado, quem fosse de apanhar que apanhasse, quem fosse de bater que batesse. Mas eis que a verdade me foi revelada e <em>não!</em>, não era bem assim. Pobre criança tola, esse Sandro.</p>
<p align="justify"><strong>Donatien Alphonse François</strong> (1740-1814), o conde que passou para a história como <strong>Marquês de Sade</strong>, passou 27 anos de sua vida vendo o sol nascer quadrado justamente para desmentir que se alguém quer bater necessariamente outro alguém quer apanhar. Ainda muito jovem, casado com uma rica burguesa, procurou profissionais do sexo (adoro esse termo!) para dar vazão a seus instintos. No entanto, naquele tempo (século 18), as profissionais não estavam assim tão especializadas e desconheciam o que, por conta dele, no futuro se chamaria <strong><em>sadismo</em></strong>. Um tapinha ainda ia, mas amarrar de bruços na cama, surrar com vara e chicote, ferir à faca e estancar o sangue com cera derretida de vela estava além do que o Sindiputa recomendava às suas associadas. Resultado: primeiro ano de cana.</p>
<p align="justify">No século seguinte, para mostrar que nem só a França era boa de sacanagem, o austríaco/polonês/tcheco/esloveno ou, como ele preferia, alemão <strong>Leopold von Sacher-Masoch</strong> (1836-1895) colocava em evidência o outro lado da moeda. Já perto do final da vida (não chegou aos 60 anos), escreveu que “<em>o amor não permite igualdade entre os parceiros. Se eu tivesse de escolher entre dominar e ser dominado, <strong>eu acharia sem dúvida a mais deliciosa escolha ser o escravo de uma bela mulher</strong></em>”. Até aí, fecho com você, Masô!</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/masoquismo2.jpg" align="left" border="0" height="325" width="238" />É claro que nem Donatien foi o primeiro sádico nem tampouco Masoch o primeiro masoquista. O termo <strong><em>masoquismo</em></strong> foi cunhado pelo psiquiatra vienense <strong>Krafft-Ebing</strong> e define “a tendência compulsiva a buscar ou experimentar prazer sexual no próprio sofrimento, físico ou moral”. O interessante é que, segundo alguns psicanalistas, “<strong><em>certo grau de masoquismo é inerente à feminilidade</em></strong>” e, na maioria das histórias, a mulher apareça como a figura submissa. Em todos os contos que li de Masoch, as mulheres são protagonistas. Como se sabe, muito do que ele escreveu é autobiográfico, portanto, é de se esperar que os homens também apareçam como figuras submissas. Há aí algo a observar: a diferença entre o masoquismo feminino e o masculino. É que <strong>os maus tratos</strong> típicos do masoquismo <strong>parecem ser uma preferência masculina</strong>. Daí a popularização da figura da <em>dómina</em> ou <em>dominatrix</em>.</p>
<p align="justify">Tenta-se explicar o masoquismo através da relação do masoquista com sua mãe (ou outra figura) dominadora e a disciplina escolar (que em muitos lugares inclui castigo físico). “<em>O desejo de ser protegido por figuras poderosas, como pais e professores, talvez exija, no castigo, uma prova de capacidade de punir, pois tal capacidade é que afirma e caracteriza o poder delas</em>”.</p>
<p align="justify">Sobre Sacher-Masoch, conta-se que tal necessidade revelou-se</p>
<blockquote>
<p align="justify"><em>“&#8230; ainda durante a infância, quando se apaixonou por uma tia. Certa vez, escondido entre os casacos de pele de um armário, ele a viu copular com um amante. O casal o descobriu e o resultado foi uma surra a que parece ter associado para sempre em sua personalidade uma confusa mistura de excitação sexual, sofrimento físico, humilhação e as sensações eróticas das peles durante a parte mais prazerosa do episódio. A partir daí (&#8230;) nunca mais perderia suas tendências ao masoquismo e ao fetichismo das peles”.<br />
</em>(Dicionário da vida sexual, volume 2)</p></blockquote>
<p align="justify">
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/domina.jpg" border="0" height="334" width="600" /></p>
<p align="justify"> Aos interessados, há em português uma ótima biografia sobre Sacher-Masoch, escrita por <strong>Bernard Michel</strong> e editada pela Rocco.</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/masoch/&amp;text=Masoch&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/masoch/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meio milhão por um tapinha</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/meio-milhao-por-um-tapinha/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/meio-milhao-por-um-tapinha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 16:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/meio-milhao-por-um-tapinha/</guid>
		<description><![CDATA[Impossível não falar sobre História d’O e Sacher-Masoch sem lembrar do grande sucesso do nosso cancioneiro popular, Um tapinha não dói. Já estava para finalizar o texto sobre Masoch quando vejo a notícia: Produtora da música “Um Tapinha Não Dói” &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/meio-milhao-por-um-tapinha/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/meio-milhao-por-um-tapinha/&amp;text=Meio milhão por um tapinha&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/masoquismo.jpg" align="right" border="0" height="392" width="246" />Impossível não falar sobre <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/23/historia-de-o"><em>História d’O</em></a> e Sacher-Masoch sem lembrar do grande sucesso do nosso cancioneiro popular, <strong><em>Um tapinha não dói</em></strong>.</p>
<p align="justify">Já estava para finalizar o texto sobre Masoch quando vejo a notícia: <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2008/03/25/ult4469u21836.jhtm" target="_blank"><em><strong>Produtora da música “Um Tapinha Não Dói” é multada</strong></em></a>. Quinhentos mil foi o preço do tapinha. A Justiça Federal de Porto Alegre entendeu “<em>que a letra banaliza a violência e estimula a sociedade a inferiorizar a mulher</em>”.</p>
<p align="justify">Aí eu pergunto: <strong>mas e se ela pediu para apanhar?</strong></p>
<p align="justify">Salve, salve, São Nelson Rodrigues! Longe de mim achar que todas gostem e mereçam. Muito pelo contrário. Aqui em casa, agora que não sou mais o único macho do pedaço, até sou criticado (por psicólogos profissionais e diletantes) pela “<strong>atitude sexista e discriminatória</strong>” ao ensinar, mui cavalheirescamente, ao meu pequeno varão que <strong>deve maneirar nas brincadeiras</strong> com a mãe e com as coleguinhas.</p>
<p>- Filho, a mamãe é o quê?<br />
- Menina.<br />
- Então&#8230;?<br />
- Então tem que ter cuidado.</p>
<p align="justify">Mas dentro de alguns anos, quando ele estiver dando seqüência à interrompida carreira donjuanesca de seu velho e aposentado pai, o conselho certamente será diferente.</p>
<p>- Filho, a garota pediu o quê?<br />
- Um tapa.<br />
- Então dê ou ela vai procurar outro que dê.</p>
<p align="justify">Já dizia o sábio <strong>Marcelo Nova</strong>: “<em><strong>Todo homem que sabe o que quer/ pega o pau pra bater na mulher&#8230;</strong></em>” E só togados e castrados podem não entender verdade tão antiga quanto a humanidade.</p>
<p align="justify">Escandalizar-se com preferências sexuais alheias é quase como tatuar na testa “<em><strong>Ai, que vontade! Pena que não tenho coragem de fazer também</strong></em>” ou, no mínimo, passar recibo por toda repressão que seus instintos sofreram.</p>
<p align="justify">Modalidades, aperfeiçoamentos, carinhos, preliminares e conversas pós-ato são coisas para a pequena burguesia, para a classe média. Classe média gosta de complicar as coisas. Por isso trepa cada vez menos e fica cada vez mais chata. Sexo verbal é coisa para não-praticantes.</p>
<p align="justify">Nas extremidades das camadas sociais – a mais rica e a mais pobre – trepa-se a valer. <strong>Não há diferença entre a madame</strong> que quer ser algemada e chicoteada até o sangue lavar sua fina e delicada pele branca <strong>e a cachorra</strong> funkeira, de quatro, trincando os dentes e pedindo a seu homem uma mãozada no rabo.</p>
<p align="justify">Quem gosta, gosta. Satisfaça-se sua vontade. Ponto.</p>
<p align="justify">Bater em uma mulher, violentá-la, agredi-la é uma coisa. <strong>Atender a um pedido que lhe dá prazer</strong> é outra completamente diferente. Longe de querer fazer a defesa da, por assim dizer, “música” em questão, mas vale lembrar que sua letra explicita a vontade: “<em>se te bota maluquinha/ um tapinha eu vou te dar</em>”. É condicional: <em><strong>SE</strong></em>.</p>
<p align="justify">Isso nem chega a ser masoquismo, sadismo ou ambos. Faz parte do <strong>instinto animal</strong>, do <strong>sexo como ele é</strong>, feito com vontade, sem frescura ou manual de instruções, sem “assim não, benzinho”. Ficar parado, meditando, esperando atingir o nirvana sem troca de fluídos corporais é lindo, mas é coisa pra monge. Que sejam felizes. Sexo, no dia-a-dia, desde que foi inventado, é igualzinho ao que você vê os cachorrinhos ou os gatos fazerem. O resto é tentativa vã de civilizar-se, é instinto reprimido.</p>
<p align="justify">Essa condenação – cheia de pressa, vinda sete anos depois – me parece <strong>uma grande demonstração de falso moralismo, de hipocrisia e de desconhecimento das delícias do vai-e-vem</strong>. Ou, em análise totalmente hipotética, uma opressão do tipo “só nós, a elite, podemos nos divertir”. Fechar hotéis, juntar putas para fazer de tudo e pagar com dinheiro público pode; tapinha, não.</p>
<p align="justify">“<em><strong>Sexo é uma selva de epiléticos&#8230; sexo é animal</strong></em>”, já bradou Tia Rita. É carnaval e rock’n’roll. E para quem sabe o que quer – com carinho ou com tapinha – segue breve trilha sonora:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=zGhSZjHNv2E" target="_blank"><em><strong>Abres essas pernas</strong></em></a> – Velhas Virgens<br />
<em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Hyms3RlQmxQ" target="_blank">O que é que a gente quer?</a></strong></em> – Velhas Virgens<br />
<em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eIbIzZGqLVI" target="_blank">Sílvia</a></strong></em> – Marcelo Nova<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=zmPPsKbZ5E4" target="_blank"><em><strong>Sexo</strong></em></a> – Ultraje a rigor<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=0b9BPbqjyss" target="_blank"><em><strong>Puteiro em João Pessoa</strong></em></a> – Raimundos<br />
<em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=SDr_nR-IMh0" target="_blank">Bulica</a></strong></em> – The Funk Fuckers</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/meio-milhao-por-um-tapinha/&amp;text=Meio milhão por um tapinha&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/meio-milhao-por-um-tapinha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>História de O</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/23/historia-de-o/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/23/historia-de-o/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 03:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/23/historia-de-o/</guid>
		<description><![CDATA[Só muito recentemente aprendi a ler. Aos três anos já estava praticamente alfabetizado, mas demoraria quase três décadas para aprender a ler. Sempre devorei livros, mas só chegando aos trinta, comecei a perceber que, apesar de lidos, muitos não haviam &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/23/historia-de-o/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/23/historia-de-o/&amp;text=História de O&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/histoiredo.jpg" border="0" height="248" width="600" /></p>
<p align="justify">Só muito recentemente aprendi a ler. Aos três anos já estava praticamente alfabetizado, mas demoraria quase três décadas para <strong>aprender a ler</strong>. Sempre devorei livros, mas só chegando aos trinta, comecei a perceber que, <strong>apesar de lidos, muitos não haviam ficado em mim</strong>. Alguns porque não li no momento certo, outros porque não li de forma adequada. Quando percebi isso, comecei a ler vários deles outra vez. Agora com a devida atenção.</p>
<p align="justify"><em><strong>História de O</strong></em> foi um deles. O que um menino de 17 ou 18 anos pode tirar desse livro? Os couros, as correntes e toda a história podem atrair pela fantasia de dominação, de mandar em vez de ser mandado, de bater em vez de levar umas palmadas, mas o que alguém que está saindo dos cueiros pode realmente saber sobre desejos inconfessáveis, sobre taras e manias que, mais tarde descobrirá, são “<strong>quase todas quase normais</strong>”?</p>
<p align="justify">Reli, melhor, li <em>História de O</em> com a sensação de estar ouvindo a confissão de uma jovem que se acha pervertida para ao final poder dizer a ela: “<strong>Relaxe. Isso é só sexo</strong>”.</p>
<p align="justify">A submissão de O, para muitos, pode soar apenas como uma alteração mórbida, falta de amor próprio, de auto-estima, de objetificação da mulher (a começar pelo nome da personagem, a letra “<em>O</em>”, de <em>objet</em>/objeto, de <em>orifice</em>/orifício, mais que isso, a representação gráfica de um buraco). Mas não consigo ver assim. Nada é forçado. O tem donos, mas a todo instante é perguntada se deseja prosseguir. E ela sempre quer. Porque, no seu caso, a total submissão é a forma de sentir prazer. É sempre uma troca. Ao ser usada por tantos, ela usa cada um para se satisfazer. Por outro lado, só experimenta realmente o êxtase em uma relação sexual quando se aprendeu que é mais importante dar prazer ao outro. E O, aparentemente escrava, é mestra nisso. Mesmo estando acompanhado, pensar primeiro em seu próprio prazer não é mais que uma variação de sexo solitário. Isso sim é bizarro.</p>
<p align="justify">Outra de minhas manias recentes é (re)ler um livro e assistir à degeneração, digo, adaptação cinematográfica. <strong>Pode parecer sadismo</strong>, porque provavelmente vou falar mal, <strong>mas é masoquismo</strong>, porque vou sofrer durante e depois do ato, digo, da sessão. <em>Histoire d’O</em>, o filme, também é francês, o que já deixa menos perigoso assisti-lo. Mas como mostrar as sensações descritas por O no livro? A maneira mais óbvia, talvez a única, seria colocá-la como narradora. Feito isso, como narrar tudo em uma hora e meia ou duas? Não há como. Sem falar que a versão cinematográfica, no quesito <em>chibata</em>, teve o cuidado de não escandalizar os mais sensíveis, o que resulta em suave brincadeirinha sadomasô provavelmente já superada por qualquer um que esteja lendo isso.</p>
<p align="justify">O filme é de 1975 e foi dirigido por Just Jaeckin. Há carinhos demais, sorrisos demais, rebeldia demais e chicote de menos. Vale pela beleza de <strong>Corinne Clery</strong>, na flor de seus 21 aninhos (completando 58 neste domingo de Páscoa). A francesa depois fez carreira na Itália. Não tem filmes muito conhecidos. Além de <em>História de O</em>, para nós, há sua participação como <em>bond girl</em> em <strong><em>007 contra o foguete da morte</em></strong>, nos tempos de <strong>Roger Moore</strong>, sempre citado como um dos mais fracos da série. Por aqui, sempre lembramos dele por conta daquela cena tosca no bondinho do Pão de Açúcar.</p>
<p align="justify">No início dos anos 1990, foi feita uma série para TV com atores brasileiros da qual sei quase nada. Vi trechos e sei que existe em DVD fora do Brasil. A produção é pobre, mas a história parece ser contada de forma mais completa. O erotismo também é à brasileira, mais explícito. O diretor da série, Eric Rochat, foi produtor do filme de 1975.</p>
<p align="justify">Há também uma versão desenhada por <strong>Guido Crepax</strong> e editada em três volumes. Diria que é a mais recomendável e a primeira que deve ser conferida após a leitura do livro. Não tive o prazer (nos mais variados sentidos) de degustá-la por completo, mas Crepax é Crepax.</p>
<p align="justify">Interesse reavivado por O, coloquei <strong>Masoch</strong> na fila de leitura (santíssima a minha semana). Falo a respeito no próximo texto.</p>

<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/23/historia-de-o/&amp;text=História de O&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/23/historia-de-o/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

