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	<title>Sempre Algo a Dizer &#187; Desenho</title>
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		<title>Conversa rápida&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 00:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Conversa com o leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou traindo o blog com outros escritos. Pronto, confessei. Mas não estou traindo os cinco ou seis leitores que ainda vêm aqui. Ninguém está lendo o que ando escrevendo. É tudo coisa para 2012. Não sei para quando é o &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/11/12/conversa-rapida/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Estou traindo o blog com outros escritos. Pronto, confessei. Mas não estou traindo os cinco ou seis leitores que ainda vêm aqui. Ninguém está lendo o que ando escrevendo. É tudo coisa para 2012. Não sei para quando é o parto, mas a barriga está enorme e quase já sinto as contrações. Parece que serão trigêmeos. Talvez, quadrigêmeos. Enquanto isso, vamos jogar conversa fora&#8230;</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Carlos Estevão no Jornal da ABI</strong></span></h2>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.readoz.com/publication/read?i=1043787#page30" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1088 aligncenter" style="border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; border-width: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/11/01carlos.jpg" alt="" width="470" height="315" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para diminuir o peso em minha consciência, aí está algo que andei escrevendo. São seis páginas sobre <strong><a href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao" target="_blank">Carlos Estevão</a></strong> na edição de novembro do <strong><em>Jornal da ABI</em></strong> (Associação Brasileira de Imprensa). Considerem como um aperitivo para a biografia que, prometo (com riscos) terminar em 2012. É só <strong><a href="http://www.readoz.com/publication/read?i=1043787#page30" target="_blank">clicar aqui</a></strong> ou na imagem acima e ter acesso às páginas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na <strong><em>Revista de História</em></strong> de novembro tem mais Carlos Estevão. Ainda não vi (maldita distribuição setorizada!), mas <strong><a href="www.revistadehistoria.com.br/secao/em-dia/humor-com-personalidade" target="_blank">o texto está no site da revista</a></strong>.</p>
<p style="text-align: center;">* * * * * * *</p>
<h2 style="text-align: justify;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/11/02balada.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1089" style="border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 10px; margin-right: 6px; border-width: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/11/02balada.jpg" alt="" width="200" height="285" /></a><span style="color: #000000;"><strong> Balada Triste de Trompeta</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;">Estou em uma fase espanhola. Não, não é bem isso que você pensou. Verdade que gosto de uns <em>pechos</em> tamanho G ou GG, preferencialmente naturais de fábrica, mas estou falando de cinema. Nos últimos meses, além de ver/rever oito filmes de Almodóvar; de corrigir uma gravíssima falha de dez anos, vendo <em>Lúcia y el Sexo</em> (2001); de ficar paralisado/apaixonado com a atuação de Laia Marull em<em> Te doy mis ojos</em> (2003); neste sábado foi a vez de ficar bestificado com <em>Balada Triste de Trompeta</em> (aqui, <em>Balada do Amor e do Ódio</em>, 2010).</p>
<p style="text-align: justify;">É tão bom em tudo, que sugiro até aos que foram criados com o pensamento engessado do cinema americano. É tão bom, que eu nem vou dizer que é preciso prestar atenção na analogia com a história política da Espanha, que também serve como pano de fundo à história de amor e ódio dos palhaços Triste e Tonto. Pode ver só como entretenimento, mas lembre-se de respirar. É moderno, violento e, muitas vezes, grotesco. Ao final, dá vontade de comentar: “<em>Viu como se faz, Tarantino?</em>” Fiz questão de NÃO colocar um <em>trailer</em> aqui. Acho até que o pôster ao lado já fala muito. Não procure saber mais nada. Apenas assista. Tão virgem quanto possível.</p>
<p style="text-align: center;">* * * * * * *</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong><strong> </strong><span style="color: #000000;">Sweet Charity</span></strong></h2>
<p style="text-align: center;"><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/UseIME8v2Ts" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">E por falar em palhaços, vou acabar vendo o filme do boçal do Selton Melloso. Este ano, já me rendi a <em>Nine</em> (após um ano e meio de relutância) e <em>Sweet Charity</em> (após 42 anos, portanto mais que minha vida toda, de resistência). Rápida explicação. <em>Nine</em> é uma (vá lá!) homenagem a <strong>Fellini</strong>. <em>Sweet Charity</em> é a versão americana de <em>Noites de Cabíria</em>. Ou a aversão, como prefiro. Daí vem um mané, que tem como maior talento imitar a si mesmo, faz um filme sobre palhaços e diz que é homenagem a quem? A quem? Ao deus Fellini. Pois é. Eu, devoto escaldado, me armo logo para uma guerra santa.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia, bem zen (zen raiva, zen bile pulando boc’afora), escreverei detalhadamente minhas impressões a respeito de <em>Nine</em> e <em>Sweet Charity</em>. Deste último, digo que quase tudo que vale a pena ver é essa parte no vídeo acima. Pode ver sem medo. É só dança e não compromete em nada a história. Tem ainda uma parte com Sammy Davis Jr. e outra, quase ao final, com Shirley Maclaine que também são legais. Admito: os americanos são muito bons com musicais e são ótimos em dançar. E Bob Fosse era o cara para pegar isso e levar para o cinema. Estão vendo como, às vezes, sei ser bonzinho com a debilidade mental americana?</p>
<p style="text-align: center;">* * * * * * *</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Séries, séries, séries&#8230;</span></h2>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/11/03series.jpg"><img class="size-full wp-image-1096 aligncenter" style="border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; border-width: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/11/03series.jpg" alt="" width="485" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vou ser ainda mais bonzinho: os americanos são bons em fazer séries. Não contentes em aniquilar a cultura de metade do planeta pelo cinema, resolveram atacar dentro das casas de todo mundo, que é para não sobrar uma criatura que não repita suas gírias, suas siglas, seus gestos, suas manias. É, <em>brother</em>, você é americano e não sabe. Mas você acha isso <em>awesome</em>, né? <em>WTF</em>, Sandro! <em>Relax, man</em>. Ria um pouco. Ou muito&#8230; <em>LOL</em>.<em> Ok. Hi Five</em>. Nóis é <em>BFF</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Tá, eu me rendo às séries. Continuo vendo <em>Nikita</em> (porque curto japa, principalmente se for japa gostosa&#8230; e ela nem é japa!), <em>Supernatural</em> (podem sacanear) e <em>House</em> (que começo a não botar muita fé que vá mesmo passar da atual temporada). Também estou vendo <em>Person of Interest</em>, apesar de não conseguir acreditar que Ben Linus possa ser um cara legal, que Jesus virou matador e que os dois estão de treta para salvar a vida de um monte de gente que eles nem conhecem. Para desligar o cérebro totalmente, tenho visto<em> Suburgatory</em> e <em>2 Broke Girls</em>. A identificação com Tessa (Jane Levy) e Max (Kat Dennings, que acho linda) é enorme: uma total falta de comiseração com os retardamentos alheios e de fé que isso possa mudar. Minha cara, não?</p>

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		<title>Que Appe é esse?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 23:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando, em maio de 2006, em Campinas (SP), João Buhrer me perguntou “Por que você não escreve a biografia do Appe?”, eu não fazia a mínima ideia de onde me meteria ao responder “É mesmo!”. Estava cansado da superficialidade do &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2011/02/03/que-appe-e-esse/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_01interrog.jpg"><img class="size-full wp-image-883 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_01interrog.jpg" alt="" width="600" height="377" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quando, em maio de 2006, em Campinas (SP), João Buhrer me perguntou “<em>Por que você não escreve a biografia do Appe?</em>”, eu não fazia a mínima ideia de onde me meteria ao responder “<em>É mesmo!</em>”. Estava cansado da superficialidade do jornalismo, fazia o <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><em>Memória Viva</em></a> há nove anos, já estava mesmo na hora de publicar um livro&#8230; Por que não?</p>
<p style="text-align: justify;">Deve ter sido um demônio que falou pela boca de João: “<em>Vamos mostrar a esse cara que escrever uma biografia não é fácil como ele pensa.</em>” Mas pode ter sido um anjo: “<em>Appe merece ter seu trabalho mostrado às novas gerações. Corra para falar com ele!</em>” Corri, mas não cheguei a tempo. Appe morreria pouco mais de dois meses depois daquele <em>insight</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Se por um anjo ou por um demônio, não sei, mas graças a um texto contando esta história, a montanha veio a Maomé. A família de Appe me encontrou e se colocou à disposição para o que eu precisasse para desenvolver a pesquisa. Em abril de 2007, lá estava eu, pela primeira vez de já não sei quantas, em seu arquivo pessoal, sendo adotado por Neusa (sua viúva) e cevado por Doris (sua enteada).</p>
<p style="text-align: justify;">Depois das duas primeiras rodadas de entrevistas com familiares e colegas de trabalho, vi que não seria difícil escrever sobre sua vida. Ele viveu bastante – 86 anos –, mas teve uma vida pessoal tranquila, caseira. À exceção do período de glória em <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em></a>, claro.  Jovem, bem empregado, frequentando altas rodas, manteve uma <em>bonbonnière</em> para deleite próprio e de seus amigos. Entendeu, não? <em>Bonbonnière</em>, aquele lugar cheio de docinhos gostosos para se comer&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_02carica.jpg"><img class="size-full wp-image-884 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_02carica.jpg" alt="" width="600" height="339" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Appe deixou uma dica de como queria ver sua vida contada: através de seus desenhos. O Appe que a maioria conhece é o caricaturista e chargista político da revista <em>O Cruzeiro</em>, mas ele é bem mais que isso. Muito mais mesmo! Deixei de contar o número de obras, fotos e documentos que digitalizei quando passou de dois mil. E nem mexi ainda em minha coleção de <em>O Cruzeiro</em> e quase nada também na de João Buhrer, o que certamente irá gerar mais de mil desenhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando me deparei com o Appe menos conhecido, vi que o trabalho não seria fácil. Usei a lógica que usamos para montar quebra-cabeças: comecei pelas bordas. Deixei a era de <em>O Cruzeiro</em>, o centro, por último. Da época anterior, me deparei com trabalhos em <em>A Manhã</em> e <em>A Vanguarda</em>. Na maioria, recortes sem data. Biógrafos, historiadores e acadêmicos já sabem do que estou falando. Não basta ter o desenho. É preciso entender todo o contexto em que foi criado e publicado. É ainda mais complicado quando se trata de charge política. Quem são aquelas pessoas na charge? Fácil quando se trata de alguma figura muito conhecida. Mas e aquelas que o tempo apagou, que foram eclipsadas por outras maiores? Quem eram? Por qual motivo apareciam naquela piada? E qual era a piada?! O que foi escrito no jornal daquele dia sobre os personagens da charge? Agora, imagine se deparar com, digamos, cem recortes, sem datas, sem ordem, sem contextualização e quase sem pistas de por onde começar a ordená-los e entendê-los. Um exemplo simples. Jornal <em>A Manhã</em>, 1954. Onde há uma coleção dessas? Terei acesso a ela? Pode ser manuseada? Está microfilmada? Quantas edições terei que folhear? Duzentas? Duzentas e cinquenta? E a leitura, para entender a época e o contexto, quanto tempo levará? Estou falando de um recorte bem limitado no tempo e, se comparado a todo o resto, nem tão importante, mas necessário que seja feito.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_04adhemar.jpg"><img class="size-full wp-image-885  aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_04adhemar.jpg" alt="" width="450" height="496" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Esta é fácil! Adhemar de Barros, derrotado na disputa para o governo<br />
de São Paulo, em 1954. No ano seguinte, tentaria a presidência.</em></p>
<p style="text-align: justify;">No caso de um artista gráfico, há também outro ponto importante em todo esse acompanhamento. É preciso conhecer, entender, mostrar e explicar a evolução e mudança de traço, as influências de cada época, quando e como se chegou a um estilo próprio, qual temática era mais abordada em determinado período&#8230; É algo sem fim! Começa-se em um desenho e, de repente, está estudando a vida e a obra de outra pessoa que você nem sabia que existia! E não vai tirar nem dez linhas de tudo isso. Vai “só” compreender melhor o trabalho de quem você está biografando. Não é à toa que digo: biografar é fazer uma graduação sobre a pessoa. E há vidas que precisam de graduação, pós, mestrado, doutorado, pós-doutorado, só para você chegar ao final de 15 anos de pesquisa e descobrir que sabe mais que qualquer criatura sobre a Terra, mas que, ainda assim, não sabe muita coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem é esse Appe que pretendo mostrar? Quem SÃO esses Appes além do chargista e do caricaturista? Pretendo que as respostas cheguem a todos ainda este ano. Por ora, melhor deixar que ele mesmo mostre.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Appe quadrinista</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_05quad.jpg"><img class="size-full wp-image-886 aligncenter" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; border: 0pt none;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_05quad.jpg" alt="" width="600" height="329" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe ilustrador</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_06ilust.jpg"><img class="size-full wp-image-887 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_06ilust.jpg" alt="" width="600" height="516" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe cartunista</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_07cartum.jpg"><img class="size-full wp-image-888 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_07cartum.jpg" alt="" width="450" height="462" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe do Blow-Appe</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_08blow.jpg"><img class="size-full wp-image-889 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_08blow.jpg" alt="" width="600" height="383" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe erótico</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_09erot.jpg"><img class="size-full wp-image-891 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_09erot.jpg" alt="" width="600" height="462" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<strong>Appe pintor</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_10pint.jpg"><img class="size-full wp-image-892 aligncenter" style="border: 0pt none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2011/02/appe_10pint.jpg" alt="" width="600" height="366" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>* * * * * * * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais: <a href="http://www.me/appe" target="_blank">Memória Viva de Appe</a></strong></p>

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		<title>Elas não são más. Só foram desenhadas assim.</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 09:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Periódicos]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em novembro, Marge Simpson estará na capa da Playboy americana. Vai para minha coleção e me ajudará a esquecer a edição brasileira do mesmo mês que ameaça trazer a capa mais sem graça de sua história. Marge estará na capa &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/10/12/elas-nao-sao-mas-so-foram-desenhadas-assim/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/10/playtoon.jpg" alt="playtoon.jpg" /></p>
<p align="justify">Em novembro, <strong>Marge Simpson</strong> estará na capa da <em>Playboy</em> americana. Vai para minha coleção e me ajudará a esquecer a edição brasileira do mesmo mês que ameaça trazer <a href="http://www.abril.com.br/noticias/diversao/fernanda-young-confirma-ensaio-nu-playboy-se-explica-498157.shtml" target="_blank">a capa mais sem graça de sua história</a>.</p>
<p align="justify">Marge estará na capa e em três páginas, “sexy e nua”, mas sem mostrar tudo. Quem quiser vê-la em detalhes, com atributos diferentes dos originais e fazendo tudo que se possa imaginar, basta navegar pela Internet. Ela, seus familiares e todos os moradores de Springfield já realizaram todas as taras possíveis graças às benditas mentes pervertidas de inúmeros desenhistas.</p>
<p align="justify">Para a revista, mais pudica, é um momento histórico. Diz-se que é a primeira vez que um desenho será capa da <em>Playboy</em>. Em termos. Outra personagem do mundo dos desenhos já mereceu tal honraria: a sensualíssima e inigualável <strong>Jessica Rabbit</strong>. Isso aconteceu em novembro de 1988 e tenho meu exemplar para provar! A diferença é que Jessica era, na verdade, uma arte criada sobre foto da modelo <strong>Laura Richmond</strong> (<a href="http://www.centerfold.com/playmates/1988/laura_richmond/images/section_bigphoto.jpg" target="_blank">aqui</a> para os mais envergonhados e <a href="http://playboypt.narod.ru/1988/LauraRichmond.htm" target="_blank">aqui</a> para quem quer ver mais).</p>
<p align="justify">Era um tempo diferente, no qual os seios eram naturais e as mulheres ostentavam belos pelos púbicos. A geração que a <em>Playboy</em> pretende atingir com Marge é siliconada e raspada. Aliás, é assim que a senhora Simpson aparece em muitos desenhos na <em>web</em>, mas nós sabemos que ela não é turbinada. Basta descobrir se ela é azul original ou se aquilo é tintura.</p>
<p align="justify">Só espero não ter que esperar outros 21 anos para ver uma edição com <strong>Lois Griffin</strong> ou <strong>Francine Smith</strong>. E que venham bem mais ousadas.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Carlos na Colônia</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 13:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro da Aldeia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Escola da Colônia de Pescadores é uma casinha simples que fica na Praia da Pitória em São Pedro da Aldeia (RJ). Das vezes em que estive por aqui, nunca a vi aberta. Foi nela que Doris, filha de Carlos &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/07/04/carlos-na-colonia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/07/colonia.jpg" alt="colonia.jpg" /></p>
<p align="justify">A Escola da Colônia de Pescadores é uma casinha simples que fica na Praia da Pitória em São Pedro da Aldeia (RJ). Das vezes em que estive por aqui, nunca a vi aberta. Foi nela que <strong>Doris</strong>, filha de <strong><a target="_blank" href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao">Carlos Estevão</a></strong>, fez uma descoberta há algum tempo. Enquanto esperava um atendimento clínico, resolveu mexer em uns pesados livros que estavam por lá. Deu de cara com desenhos de seu pai!</p>
<p align="justify"><a target="_blank" href="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/cecasa01_grande.jpg"><img border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/07/cecasa01.jpg" align="right" /></a>Os volumes eram edições encadernadas de <em><strong>O Jornal Feminino</strong></em>, suplemento de <em>O Jornal</em>, primeiro periódico de Assis Chateaubriand, comprado na década de 1920. No final dos anos 1950, Carlos Estevão publicava nele a série <em><strong>O Casamento Antes e Depois</strong></em>. Dentre os muitos volumes encadernados, Dóris pegou o único que tinha trabalhos do pai, o do primeiro semestre de 1959.</p>
<p align="justify">O interessante é que, há três anos, ela mora a pouco mais de cem metros da Colônia de Pescadores. A coleção pertencia a uma senhora que morava na casa da frente e foi doada quando de sua morte. Está lá, fechadinha, esquecida e fenecendo. À espera de que a umidade e o tempo a desintegrem de vez.</p>
<p align="justify"><a target="_blank" href="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/cecasa02_grande.jpg"><img border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/uploads/2009/07/cecasa02.jpg" align="right" /></a>Peguei o volume emprestado e estou digitalizando a série, mas na verdade já tenho quase todas, incluindo os anos anteriores. Há mais ou menos dois anos, comprei uma coleção de recortes encadernados somente com essas publicações feitas n’<em>O Jornal Feminino</em>.</p>
<p align="justify">Para ver duas delas, basta clicar nas imagens ao lado.</p>
<p align="justify">Para ver mais desta e das muitas séries criadas por Carlos Estevão, confira <strong><a target="_blank" href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao">seu site no Memória Viva</a></strong>.</p>
<p align="justify"><strong><font color="#ff0000">LEMBRANDO:</font></strong> <strong>Neste domingo, 5 de julho</strong>, tem reprise do <strong>programa De Lá Pra Cá</strong> sobre <em>O Amigo da Onça</em>. Participei falando sobre Carlos Estevão e a fase em que ele desenhou o personagem. Será exibido <strong>às 18h, na TV Brasil</strong>. Se na sua cidade não pega, <strong><a target="_blank" href="http://www.tvu.ufrn.br">você pode assistir via web</a></strong>.</p>
<p><center><img useMap="#Map3" border="0" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" height="25" /></center><br />
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		<title>Mafalda no mundo leal? Eu também quelo!</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 15:24:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu admiro os argentinos. Na verdade, admiro qualquer povo que saiba valorizar seus artistas e fortalecer a própria cultura. Mafalda, a personagem mundialmente famosa criada por Quino, vai ganhar uma escultura. A obra será colocada em frente a um edifício &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/05/19/mafalda-no-mundo-leal-eu-tambem-quelo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img border="0" width="600" src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/quino.jpg" height="365" /> </p>
<p align="justify">Eu admiro os argentinos. Na verdade, admiro qualquer povo que saiba valorizar seus artistas e fortalecer a própria cultura. <strong>Mafalda</strong>, a personagem mundialmente famosa criada por <strong>Quino</strong>, vai ganhar uma escultura. A obra será colocada em frente a um edifício onde o artista morou.</p>
<p align="justify">Para quem não sabe, as tiras de Mafalda e seus amigos foram publicadas entre os anos de 1964 e 1973. Depois, os personagens só apareceriam em ocasiões especiais, como na campanha mundial da Declaração dos Direitos das Crianças da Unicef. A personagem tem 45 anos; seu criador, 76.</p>
<p align="justify">A homenagem foi anunciada pelo governo da cidade de Buenos Aires. Ou seja: é algo com chancela oficial! Fiquei pensando se não poderíamos fazer o mesmo por aqui. Poderíamos, por exemplo, colocar os <strong>Fradinhos de Henfil</strong> no Palácio do Congresso. O magro sentado sem fazer nada e o baixinho fazendo um “<em>Top! Top!</em>” representando os <strong>parlamentares que estão se lixando para a opinião pública</strong>. Na Praça dos Três Poderes, no lugar do cabeção do JK, poderíamos colocar o <strong>Dr. Macarra</strong>, de <a target="_blank" href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao">Carlos Estevão</a>, lembrando que os doutores do Supremo Tribunal Federal, logo ao lado, estão sempre cheios de banca e parecem viver em um mundo no qual só há Justiça para os ricos. Mas a consagração total seria colocar uma enorme estátua do <strong>Amigo da Onça</strong>, criação de <strong>Péricles</strong>, no alto do Corcovado, simbolizando um tipo comum que quer levar vantagem em tudo e está sempre pronto para passar qualquer um para trás.</p>
<p style="text-align: center"><img border="0" width="600" src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/3monu.jpg" height="394" /></p>
<p align="justify">Em um país no qual quase nunca se sabe quem são as pessoas homenageadas com bustos e estátuas, talvez seja mesmo interessante utilizar personagens de desenho, muito mais representativos e populares que este ou aquele <em>dotô</em>.</p>
<p align="justify">Quando evoluirmos o suficiente, poderíamos até fazer uma escultura da <strong>Mônica</strong>, de <strong>Maurício de Sousa</strong>, um ano mais velha que Mafalda, ou do <strong>Cebolinha</strong>, que em 2010 completará 50 anos. Fica a ideia.</p>
<p align="justify"><font size="2" face="Times New Roman, Times, serif">(No desenho de Quino, abrindo o post, o texto original é <em>¡Vamos, hombre, no sea tímido! Solo quiero que mis papás y los lectores conozcan  a quien recibe el depósito que marca la Ley 11.723</em>. O desenho aparece no segundo volume de Mafalda. A Lei 11.723, na Argentina, se refere aos direitos de propriedade intelectual.) </font></p>
<p><center><img border="0" useMap="#Map3" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" height="25" /></center></p>
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		<title>Lembranças do País das Fábulas</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/04/18/lembrancas-do-pais-das-fabulas/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 08:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou daquela geração de extrema sorte que foi criança nos anos 1970. E, sortudo entre os sortudos, fui daqueles que aprenderam a ler com a coleção do Sítio do Picapau Amarelo ilustrada por Manoel Victor Filho. Já alfabetizado, lembro também &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/04/18/lembrancas-do-pais-das-fabulas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/lobato.jpg" width="278" align="right" border="0" height="339" />Sou daquela geração de extrema sorte que foi criança nos anos 1970. E, sortudo entre os sortudos, fui daqueles que aprenderam a ler com a coleção do <strong>Sítio do Picapau Amarelo</strong> ilustrada por Manoel Victor Filho. Já alfabetizado, lembro também dos primeiros anos da primorosa e incomparável versão televisiva para a série criada por <a href="http://www.memoriaviva.com.br/mlobato" target="_blank"><strong>Monteiro Lobato</strong></a>.</p>
<p align="justify">É bem provável que hoje, dia do seu aniversário e, por conta disso, <strong>Dia Nacional do Livro Infantil</strong> (desde 2002), os trintões que participarem da Blogagem Coletiva <a href="http://fio-de-ariadne.blogspot.com/2009/04/blogagem-coletiva-quem-foi-seu-monteiro.html" target="_blank"><em>Quem foi seu Monteiro Lobato?</em></a>, sugerida pela <strong>Jorge Zahar Editor</strong> ao <strong><em>Fio de Ariadne</em></strong>, respondam da mesma maneira: <strong>Meu Monteiro Lobato foi Monteiro Lobato</strong>.</p>
<p align="justify">Mas ele não apenas me ensinou a ler. Ensinou também que <strong>é fácil aprender</strong> e que <strong>estudar é uma deliciosa brincadeira</strong>. Li todos os livros da turma do Sítio pelo menos duas vezes quando ainda criança. Mas, dentre eles, há alguns que li muitas outras vezes como <em>História do Mundo para Crianças</em>, <em>Geografia de Dona Benta </em>e <em>Emília no País da Gramática</em>. Estes, que trazem conteúdo tradicionalmente apresentados nas escolas, me pareciam ainda mais interessantes que as fantasias vividas pelos personagens do Sítio. Na verdade, eles transportavam aqueles personagens fantásticos para o mundo real, o meu mundo. Isso fez com que eu aprendesse que voar para um lugar maravilhoso é tão fácil quanto somar dois e dois. Lobato me ensinou que tudo é possível. <strong>Basta imaginar e nosso mundo perfeito está pronto</strong>.</p>
<p align="justify">Já adulto, mas com o eterno espírito de criança de quem cresceu com o Sítio, ainda não obtive êxito em repassar aos meus filhos as lições do mestre. Talvez eu não seja um bom professor. Talvez as tentações dos novos tempos sejam uma concorrência desleal. Talvez eu ainda não tenha crescido o suficiente para ensinar alguma coisa. Mas ainda há tempo. A viagem pode começar a qualquer momento.</p>
<p align="justify">Em 2003, já passado um quarto de século de meu primeiro contato com Lobato, tive um encontro surpresa com ele. Tive o prazer de ler <strong>cartas que ele escreveu a </strong><a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo" target="_blank"><strong>Câmara Cascudo</strong></a>. As originais. Li todas as escritas à máquina. As manuscritas são verdadeiros hieróglifos. Não é fácil entender tudo. Nelas, descobri um Monteiro Lobato diferente, pai, que sempre fazia menção aos seus filhos e aos do amigo. Em uma delas, de outubro de 1931, dizia:</p>
<p align="justify"><em>Sciente que casaste e entraste no rol dos proliferadores da especie com um gentil cascudinho. Eu de ha muito parei em quatro.</em></p>
<p align="justify">Em outra, de 1944:</p>
<p align="justify"><em>Bem, sei que tens uma Any, e quero que Any receba um dos ultimos livros meus, que vai.<br />
</em></p>
<p align="justify">Uma primeira edição de Lobato presenteada pelo próprio! Que inveja, hein? Mas eu também tive meu momento mágico. Contarei mais adiante.</p>
<p align="justify">Acredito que a vida nos apresenta alguns sinais. Em 2005, quando já começava a perder as esperanças de muitas coisas, dentre as quais a de que minhas filhas também passassem parte de sua infância no Sítio do Picapau Amarelo (Ah! eu estive MESMO no Sítio da tevê), acompanhadas de <strong>Emília</strong>, <strong>Visconde</strong>, <strong>Pedrinho</strong> e <strong>Narizinho</strong>, duas coisas me aconteceram: ganhei o<a href="http://www.memoriaviva.com.br/ibest05.htm" target="_blank"> iBest de Melhor Site de Arte &amp; Cultura</a> (com o <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><strong>Memória Viva</strong></a>, que tem desde seu início uma homenagem a Lobato) e, menos de uma semana depois, vi meu único filho homem nascer (renovaram-se as esperanças!). Três anos depois, ele já dormia cantarolando as músicas do Sítio. <em>Boneca de pano é gente/ Sabugo de milho é gente/ O sol nascente é tão belo&#8230;</em></p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/fotosblog/azulay.jpg" width="278" align="right" border="0" height="339" />Além do grande mestre Monteiro Lobato, tive outros professores: os <strong>Irmãos Grimm</strong>, <strong>Hans Christian Andersen</strong> e um outro brasileiro. Alguém arrisca um palpite de quem seria? Acertaram os trintões que responderam <a href="http://www.danielazulay.com.br/" target="_blank"><strong>Daniel Azulay</strong></a>. Pita, Damiana, Piparote, Ritinha, Xicória, Professor Pirajá e toda a <strong>Turma do Lambe-Lambe</strong> também me fizeram companhia nos dias de menino. E sabe o que foi mais legal? É que em 2003, por conta da versão digital que criei para <strong><em>O Cruzeiro</em></strong>, recebi um e-mail de Daniel Azulay dizendo que a revista fez parte de sua infância e que, muitos anos depois, ele trabalharia nela. A história, contada por ele, está <a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><strong>no site</strong></a> (clique em <em>Mais edições</em> e veja a Edição Especial Comemorativa aos 75 anos). Mas ainda não foi este o momento mágico que falei. Ele vem agora. Um mês depois de publicar seu depoimento, eu estava em uma banca de revistas, em Ipanema, no Rio, e quem entra? Ele! Com a mesmíssima cara , o mesmo jeito e só faltando os suspensórios. Pude agradecê-lo, pessoalmente, por ter me dado <strong>uma infância mais divertida e cheia de fantasia</strong>.</p>
<p align="justify">A Daniel Azulay e a todos os Lobatos que nos ensinaram a ler e enriqueceram nossas vidas, meus agradecimentos e meus parabéns. Hoje e sempre.</p>
<p align="justify">E algodão doce para vocês, leitores.</p>
<p align="center">* * * * *</p>
<p align="justify"><strong>Leia também:</strong><br />
<a href="mailto:"><strong>M. Lobato<br />
</strong></a><a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/05/no-sitio-e-sempre-assim/"><strong>No Sítio é sempre assim: vão-se os anéis…</strong></a></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback3.jpg" usemap="#Map3" border="0" height="25" /></center><br />
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		<title>Barbarella</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 15:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, esses diretores tarados e suas mulheres maravilhosas! Criam e imortalizam mitos femininos só para demonstrar, em escala mundial e histórica, seus troféus. Graças à vaidade exibicionista de Roger Vadim, talvez acentuada pela crise (qual?!) dos 40, o mundo conheceu &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/05/barbarella/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"> <img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/barbarella.jpg" border="0" height="267" width="600" /></p>
<p align="justify">Ah, esses diretores tarados e suas mulheres maravilhosas! Criam e imortalizam mitos femininos só para demonstrar, em escala mundial e histórica, seus troféus. Graças à vaidade exibicionista de <strong>Roger Vadim</strong>, talvez acentuada pela crise (qual?!) dos 40, o mundo conheceu <strong>Barbarella nas carnes de Jane Fonda</strong>. Tão forte, tão perfeita, tão maravilhosamente encarnada que não deixa dúvidas: é única e original. Apesar de não ser nem uma, nem outra.</p>
<p align="justify">Não nego o sangue. Dessas uniões oníricas, coloco a de <strong>Carlo Ponti-Sophia Loren</strong> e as de <strong>Fellini-e-suas-deusas</strong> no topo da lista das mais bem sucedidas do cinema. E no papel, nada como os <em>fumetti</em> de <strong>Milo Manara</strong> e <strong>Guido Crepax</strong> para incendiar a imaginação e a libido de qualquer um. Admito que Barbarella seja uma exceção a tudo isso. Com duas boas justificativas: foi criada por um francês e produzida por um italiano.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/barbarella2.jpg" align="right" border="0" height="299" width="220" />Antes de <strong>Valentina</strong> nascer, <strong>Jean-Claude Forest</strong> já havia criado Barbarella. E, para mim, acabam aí as comparações: heroína sensual em quadrinhos. Prefiro os desenhos e as histórias de Crepax. Ponto. Mas a transposição da personagem de Forest para as telas foi das mais felizes da história do cinema. Dirigida – e “digerida”, se me permitem – por outro francês , mas produzida por um italiano: <strong>Dino De Laurentis</strong>.</p>
<p align="justify">Assistir <a href="http://www.bittorrent.com/users/paramount/torrents/Barbarella/69c9c087-07e9-11dc-9995-00eaf3d23b03" target="_blank"><strong><em>Barbarella</em></strong></a> hoje tem um peso muito maior, imagino, do que em 1968. Naquele ano, enquanto meio mundo pegava fogo, assistir àquela ficção <em>non sense</em> carregada de sensualismo, vinda de uma história em quadrinhos criada apenas seis anos antes, poderia parecer extremamente banal. Porém, como sabemos hoje, o filme fez a fama de Jane, que não precisaria mais ser a filha de Henry, a irmã de Peter, nem lançar vídeos de ginástica ou casar com um mega empresário para entrar para a História. Como sabemos também, Vadim levou para a tela não só a beleza de sua mulher, mas tudo que gostava de fazer ou ver fazerem com ela.</p>
<p align="justify">O sexo livre com vários amantes, <strong>o sexo como restaurador de todas as vontades</strong>, regenerador e potencializador das capacidades. Barbarella-Jane era uma mulher mais poderosa que “a máquina dos excessos”, que qualquer prazer artificial.  Sua força parece vir de uma epifania pós-coito – e de fato o é –, pois vemos Barbarella várias vezes em êxtase, deitada, sorrindo, olhos fechados, viajando, curtindo o gozo, restaurando suas energias.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/rose.jpg" align="left" border="0" height="237" width="188" />Barbarella-Jane tornou-se um mito que a Barbarella dos quadrinhos jamais conseguiria ser. Atravessa já quatro décadas influenciando todo tipo de manifestação artística. Desde sempre nos quadrinhos e no cinema; na moda e na música. Quem viveu os anos 80 e não pulou ao som de <strong>Duran Duran</strong>? A banda que tomou para si o nome do cientista que Barbarella deveria salvar no filme e que só em 1997, já com 17 anos de existência, apresentaria sua homenagem/releitura da heroína em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=w-oxkkkpeYQ" target="_blank"><strong><em>Electric Barbarella</em></strong></a>. A música é ótima, mas o <em>clip</em> preferiu exaltar a banda como ícone gay e ficou caricato. Barbarella vira uma sensual boneca cibernética muito mal usada para afazeres domésticos. Ao menos lembram de lhe dar um brinquedinho para que tenha seus próprios momentos de diversão. No <em>clip</em>, a personagem é vivida pela modelo americana <strong>Myka Bunkle</strong>, que a despeito da misoginia empregada no filmete, aproveitou seus cinco minutos para fazer muito tempo uma boneca que todo homem gostaria de ter.</p>
<p align="justify">Agora Barbarella ganha outra pele. A de <strong>Rose McGowan</strong>, a garota com perna de metralhadora de <strong><em>Grindhouse – Planet Terror</em></strong>. Faz sentido. Uma mulher de trinta que faz inveja as de vinte, mulher do diretor (Robert Rodriguez), nascida na Itália e de mãe francesa. Faz todo sentido. Sem tirar qualquer brilho da “original” Jane Fonda, tem tudo para reavivar o mito, apresentando a personagem às próximas gerações e deixando ecoar em seus sonhos a pergunta que tem milhões de respostas: “<strong><em>Em que você pensa quando faz amor com Barbarella?</em></strong>”</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff">. </font></p>
<p align="justify"><strong>Mais</strong><br />
<a href="http://leseirageral.blog.uol.com.br/arch2005-04-01_2005-04-15.html#2005_04-11_09_43_08-8873736-0" target="_blank">Deixem Barbarella trepar em paz! </a></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Appe vê a ditadura e o 1º de maio</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/02/appe-ve-a-ditadura-e-o-1-de-maio/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 15:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Vá lá que “nunca na história deste país” tanta gente teve carteira assinada, que estudantes sem experiência têm chances de um primeiro emprego, blá-blá-blá, etc, mas a charge de Appe (sem data) é sempre atual no que diz respeito à &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/02/appe-ve-a-ditadura-e-o-1-de-maio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://www.memoriaviva.com.br/appe" target="_blank"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/appetrab.jpg" align="right" border="0" height="371" width="300" /></a>Vá lá que “nunca na história deste país” tanta gente teve carteira assinada, que estudantes sem experiência têm chances de um primeiro emprego, blá-blá-blá, etc, mas a charge de <strong><a href="http://www.memoriaviva.com.br/appe" target="_blank">Appe</a></strong> (sem data) é sempre atual no que diz respeito à “vagabundagem” e à falta de envolvimento com questões trabalhistas.</p>
<p align="justify">É fácil reunir milhares de pessoas para uma maratona de shows bregas. Tente reunir o mesmo tanto, em um feriado, para protestar por algo. Detalhe: sem lhes dar nada (porque em grande parte dessas manifestações há pagamento de diária, alimentação e outros aditivos). Quero ver o povo sair de casa, protestar e sabendo o porquê.</p>
<p align="justify">Também nunca entendi essa <strong>institucionalização da vagabundagem</strong> chamada feriadão. Quando ouço falar em redução de jornada de trabalho, penso que as pessoas estejam querendo algo como trabalhar um mês e ter onze de férias. Em um país com tantos feriadões, no qual fingir doença para conseguir licença ou aposentadoria já não é suficiente, <a href="http://jc.uol.com.br/2008/05/01/not_167592.php" target="_blank">onde já se cortam dedos</a> para não deixar dúvidas “da necessidade de deixar de trabalhar”, falar em Dia do Trabalho, conquista de direitos e coisas afins só pode mesmo ser piada.</p>
<p align="justify">Pena que Appe não está mais por aqui para dar um pouco de humor à situação.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/appecaro.jpg" align="left" border="0" height="310" width="208" />Sempre admirei a capacidade de síntese de determinados chargistas. Imerso na obra de Appe, me surpreendo a todo instante com essa característica tão presente. Um bom exemplo disso foi usado na capa do fascículo 4 da série <em><strong>A ditadura militar no Brasil</strong></em>, lançada ano passado pela <em><strong>Caros Amigos</strong></em> (ainda em bancas, fora das capitais, devido à maldita “distribuição setorizada”). Na charge de Appe, a síntese da chegada dos militares ao poder. Castelo Branco dando ordens, comuns aos militares, a um homem do povo. Mais que isso, o diabo, como sempre, está nos detalhes. A caricatura de Castelo bem feita, rosto limpo, queixo erguido mesmo com a falta de pescoço, contrastando com a cara suja e de traços quase indefinidos do representante do povo que, além de tudo, está de calças arriadas. Perfeito!</p>
<p align="justify">Muito a propósito, <strong>uma série de charges políticas de Appe durante a ditadura</strong> inaugura uma nova área sobre o tema, <strong>a partir de segunda-feira</strong>, 5 de maio, no <a href="http://www.memoriaviva.com.br" target="_blank"><strong>Memória Viva</strong></a>.</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff">.</font></p>
<p><strong>Mais Appe</strong><br />
<a href="http://www.memoriaviva.com.br/appe" target="_blank">Memória Viva de Appe</a><br />
<a href="http://www.sandrofortunato.com.br/sagost06.htm#appe">Desculpe, Appe, eu demorei&#8230;</a><br />
<a href="http://www.memoriaviva.com.br/blogmv.htm#appe1" target="_blank">Morre o chargista Appe</a></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Sant’Ana e Zé do Caixão</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/29/santana-e-ze-do-caixao/</link>
		<comments>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/29/santana-e-ze-do-caixao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 03:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Fazia tempo que a minguada seção de Teatro potiguar em minhas estantes – perdida ali entre Autores potiguares – não via nada de novo. Pouco mais de dez anos, para ser preciso. A última aquisição havia sido Dramaturgia da Cidade &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/29/santana-e-ze-do-caixao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/santana.jpg" align="right" border="0" height="280" width="208" />Fazia tempo que a minguada seção de <em>Teatro potiguar</em> em minhas estantes – perdida ali entre <em>Autores potiguares</em> – não via nada de novo. Pouco mais de dez anos, para ser preciso. A última aquisição havia sido <strong><em>Dramaturgia da Cidade dos Reis Magos</em></strong>, de <strong>Sônia Maria de Oliveira Othon</strong>. Antes disso, <em><strong>À luz da lua os punhais</strong></em>, peça de <strong>Racine Santos</strong>, que acompanhei e fotografei, com texto publicado em 1992. E acabou aí a seção de <em>Teatro potiguar</em>. Não menti quando disse que era minguada. Mas não é culpa exclusivamente minha. Publica-se muito pouco a respeito.</p>
<p align="justify">Acabo de receber <strong><em>Terra de Sant’Ana</em></strong>, da atriz e dramaturga <strong>Cláudia Magalhães</strong>. Plaquete editada com cuidado e muito bom gosto, é o primeiro título da <strong><em>Coleção Teatro Potiguar</em></strong>, da <strong>Editora Mekong</strong>. Acaba de ser lançada, sem alarde, e já pode ser encontrada nas principais livrarias de Natal ou pedida pelos e-mails <a href="mailto:claudia.magalhaes1@hotmail.com">da autora</a> ou <a href="mailto:cefascarvalho@bol.com.br">do editor</a>, <strong>Cefas Carvalho</strong>.</p>
<p align="justify">Aliás, junto com a plaquete vieram dois folhetos de cordel assinados por Cefas: <strong><em>A decadência da TV brasileira e esse tal de “Bigue Bróder”</em></strong> e <em><strong>A triste história de Romeu e Julieta no Nordeste</strong></em>. Cefas Carvalho é jornalista, escritor, poeta, editor e tudo mais que se possa fazer juntando palavras e papel. No mundo eletrônico, publica o <em><strong>Texto da Segunda</strong></em>, reunião de textos seus e de outros, enviado leitores famintos. Quando lembra, publica algo também em <a href="http://www.cefascarvalho.blogspot.com" target="_blank">seu blog</a>.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/zecaixao.jpg" align="left" border="0" height="267" width="208" />Há quanto tempo conheço esse espírito irrequieto e indomável, já nem sei. Umas boas duas décadas. Estamos nos devendo uma cervejada cultural. Oportunidades, para breve, há aos montes. Em maio, Cefas lança um livro de contos, em Natal. No final do mês, <strong>em </strong><strong>São Paulo</strong>, há o lançamento da antologia <em><strong>Entrelinhas</strong></em>, da Andross Editora, recheada de contos e microcontos, dois deles especialíssimos, <strong>um de Cefas e outro meu</strong>. Para junho, dependendo das conversa etílicas, talvez role <strong>um mini-lançamento</strong> do <em>Entrelinhas</em>, “<em>para poucos e bons</em>”, <strong>em Natal</strong>. Aviso por aqui.</p>
<p align="justify">Da avó de Jesus e mãe de Maria, passando por um filho de padre excomungado (sim, Cefas!), chegamos àquele que à meia-noite encarnará no seu cadáver. <strong>Zé do Caixão</strong>, pasmem, está lançando um livro para crianças. <em><strong>O livro horripilante de Zé do Caixão</strong></em> reúne contos de terror feitos para a petizada. Depois de cada susto, uma lição sobre amizade, preconceito ou solidariedade.</p>
<p align="justify">Agora repare na capa. Mesmo pequena, dá pra perceber que não é qualquer coisa, não? As ilustrações do livro são do francês <a href="http://www.citronvache.com.br" target="_blank">Laurent Cardon</a>, artista e profissional de primeiríssima linha, que muito gentilmente autorizou o uso de uma obra sua aqui no blog. Logo logo, estará ilustrando um texto sobre leitura. Mesmo que você não goste do Zé do Caixão, nem de histórias de terror ou nem mesmo saiba português, pode comprar porque as ilustrações do Cardon já valem por tudo.</p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center></p>
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		<title>Considerações e curiosidades</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/28/consideracoes-e-curiosidades/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 12:43:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo cão]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Lição relâmpago de ética. No Fantóxico, matéria sobre o austríaco que, em 1984, prendeu a filha de 18 anos e, desde então, estuprou-a constantemente, fazendo com que ela tivesse 7 filhos. Um deles morreu e o louco queimou o &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/28/consideracoes-e-curiosidades/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/patpoeta.jpg" border="0" height="298" width="400" /></p>
<p align="justify"><strong>1. Lição relâmpago de ética.</strong> No <em>Fantóxico</em>, <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM820855-7823-PAI+MANTEM+FILHA+E+NETOS+EM+CATIVEIRO+POR+ANOS+NA+AUSTRIA,00.html" target="_blank">matéria sobre o austríaco</a> que, em 1984, prendeu a filha de 18 anos e, desde então, estuprou-a constantemente, fazendo com que ela tivesse 7 filhos. Um deles morreu e o louco queimou o cadáver. Ao final, em dois segundos, uma constrangida <strong>Patrícia Poeta</strong> arremata com uma frase que deveria servir de lição à imprensa e às autoridades brasileiras: <strong><em>A polícia não divulgou imagens do acusado.</em></strong></p>
<p>Acusado não, <strong>CRIMINOSO</strong>. E nem é “suposto”.</p>
<p align="justify"><strong>2. </strong>No mesmo <em>Fantóxico</em>, <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM820826-7823-RECONSTITUICAO+ATRAI+PEQUENA+MULTIDAO,00.html" target="_blank">matéria sobre as manifestações oportunistas em frente ao prédio</a> onde aconteceu o crime da menina. Um cara que se “crucifica” e desmaia, outro que se veste de anjo tentando chamar a atenção para “o caso da família dele que passa necessidade” (e depois vai embora num carro novinho)&#8230; só faltou finalizar com: “<em><strong>E nós fazemos parte deste circo mostrando a desgraça e a insanidade alheias. É o show da vida!</strong></em>”</p>
<p align="justify"><strong>3. </strong>Sempre me perguntei: E se os descendentes de Che Guevara ganhassem um dólar cada vez que usassem uma foto dele em algum lugar? Não teria para ninguém. Estariam no topo da lista de zilionários da Forbes. Pergunto: E se a mãe de Isabella recebesse um real cada vez que exibissem a imagem da menina ou falassem o nome dela? (Acabou de ganhar mais um)</p>
<p align="justify"><strong>4. </strong>Hoje pela manhã na<em> home</em> do UOL, o portal mais acessado da América Latina: <strong><em>Após reconstituição, polícia irá pedir prisão de pais de Isabella</em></strong>. Dos pais? A mãe vai junto?! Ou ela tem dois pais?! E a madrasta fica solta?! Eu li por volta de 7h30, mas já estava antes. Lá pelas 8h30 absolveram a mãe.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/uol2804.jpg" border="0" height="360" width="570" /></p>
<p align="justify"><strong>5.</strong> A morbidez fez com que a imagem mais repetida nas tevês, durante o domingo, fosse a da <strong>boneca-dublê sendo jogada pela janela</strong>. Passou mais que gol decisivo do Brasil em final de Copa. A boneca, que <strong>custou US$ 2,5 mil</strong> não foi jogada. Pelo jeito, vale muito mais que a vida de uma criança. <em>Folha</em> e <em>Estadão</em> combinaram até a localização e tamanho da foto que mostrava o momento-sensação. Juntando tudo, foi uma espécie de “<em>colocaram no YouTube o pay-per-view da garota sendo jogada pela janela</em>”. <strong>Big Brother com força.</strong></p>
<p align="justify"><strong>6. E o padre?</strong> Não sei se ele escolheu uma péssima hora para se encontrar com seu chefe e não teve a devida atenção ou se escolheu uma hora ótima e desviou um pouco a atenção do caso da menina. Só sei que, organizando o material para a biografia de <strong><a href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao" target="_blank">Carlos Estevão</a></strong>, encontrei ontem essa página do <strong>Amigo da Onça</strong> (<a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em></a>, 10 de fevereiro de 1970). Será que foi ele?</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/oncagaroto.jpg" border="0" /></p>
<p>E para não perder a piada-mórbida&#8230;</p>
<p align="center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/oncapadre.jpg" border="0" /></p>
<p><strong>7. Que tal mais um terremoto em São Paulo?</strong></p>
<p><center><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/feedback.jpg" usemap="#Map" border="0" height="25" /></center><br />
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		<title>As aparências enganam ou…</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 14:01:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; Não julgue tão apressadamente. Wilson, comentador oficial, incorruptível e sem salário deste blog, me mandou alguns anúncios de tevê da Ameriquest Mortgage Company. Já conhecia uns dois, mas não a série (pelo menos oito). A Ameriquest era uma empresa &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/15/as-aparencias-enganam/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/ameriquest.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">&#8230; <em><strong>Não julgue tão apressadamente</strong></em>. <a href="http://www.flickr.com/photos/wilsonnatal" target="_blank">Wilson</a>, comentador oficial, incorruptível e sem salário deste <em>blog</em>, me mandou alguns anúncios de tevê da Ameriquest Mortgage Company. Já conhecia uns dois, mas não a série (pelo menos oito).</p>
<p align="justify">A Ameriquest era uma empresa que lidava com hipotecas e que há algum tempo foi condenada a pagar uma multa milionária e a devolver dinheiro a muita gente por ter se envolvido em pesados esquemas fraudulentos. Os comerciais são de uns quatro anos atrás, quando ainda estava na ativa, e são engraçadíssimos. O mote é “<strong><em>Don’t judge too quickly</em></strong>” (<em>Não julgue tão apressadamente</em>) e mostra várias situações que levam a pensar uma coisa mas que na verdade é outra completamente diferente.</p>
<p align="justify">Isso fez lembrar uma das mais conhecidas séries desenhadas por <strong>Carlos Estevão</strong> na revista <strong><a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em></a></strong>. Em <em><strong>As aparências enganam</strong></em>, através de sombras, ele apresentava situações aparentemente terríveis que, quando reveladas no quadro seguinte, mostravam-se totalmente inocentes. Pura diversão. Abaixo, duas delas (mais no site <a href="http://www.memoriaviva.com.br/carlosestevao" target="_blank"><strong>Memória Viva de Carlos Estevão</strong></a>). Pra ver os comercias da Ameriquest, <a href="http://br.youtube.com/watch?v=po_6RdxYFEo" target="_blank">clique aqui</a>, <a href="http://br.youtube.com/watch?v=0n7NhGr3bBE" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://br.youtube.com/watch?v=HLW0q7UaHRg" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://br.youtube.com/watch?v=L0taR4l-YaY" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/aparencias1.jpg" border="0" height="361" width="600" /></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/aparencias2.jpg" border="0" /></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/aparencias3.jpg" border="0" height="395" width="600" /></p>
<p align="center"> <img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/aparencias4.jpg" border="0" /></p>

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		<title>Mad – a saga continua</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 21:50:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Periódicos]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Esclareça-se logo: a saga que continua é a dos leitores para conseguir encontrar a revista. Morta pela terceira vez, no Brasil, em 2006; prometida para reencarnar em 2007; anunciada para fevereiro de 2008; renascida no final de março; finalmente em &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/11/mad-a-saga-continua/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/mad01.jpg" align="right" border="0" height="530" width="188" />Esclareça-se logo: a saga que continua é a dos leitores para conseguir <strong>encontrar a revista</strong>. Morta pela terceira vez, no Brasil, em 2006; prometida para reencarnar em 2007; anunciada para fevereiro de 2008; renascida no final de março; finalmente em minhas mãos quase em meados de abril. Aqui, na capital da Borborema, as poucas bancas que receberam a primeira edição foram agraciadas com <strong>um exemplar apenas</strong>. Consegui encontrar em uma banca escondida, mas não um segundo ou um até terceiro, como costumo fazer com primeiras edições.</p>
<p align="justify">O aviso de <a href="http://www.ota.com.br" target="_blank">Ota</a> na <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=81586" target="_blank">comunidade da revista no Orkut</a> não era treta: “<em><strong>Comprem porque vai virar raridade</strong>. Os babacas da Panini fizeram uma tiragem ridícula, esta nova </em><strong>Mad</strong><em> vai virar peça rara de colecionador</em>”. Já virou.</p>
<p align="justify">Deve ter sido ali pelos 10 ou 11 anos de idade que comprei a <em>Mad</em> pela primeira vez, editada ainda pela Vecchi, no que viria a ser conhecida como a “primeira série brasileira”. O resto, todo mundo já sabe: morreu, ressuscitou pela Record, morreu de novo, ressuscitou pela Mythos, morreu outra vez e aí está pela Panini, sabe-se lá até quando.</p>
<p align="justify">Segundo Ota me disse por e-mail, não avaliaram bem “<em>o potencial da revista e imprimiram menos do que deveriam. Então vai realmente faltar, se as coisas continuarem nesse ritmo. Mas vai ser mensal. Ela está quase igual à série anterior, exceto que agora é toda colorida e tem 8 páginas a menos, sendo que a impressão é MIL VEZES melhor. Mas com certeza não deve ir pra Portugal</em>”.</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/mad02.jpg" align="left" border="0" height="530" width="188" />Bem, a <em>Mad</em> é a <em>Mad</em>. Com essa sentença, quero dizer que há várias gerações, incluindo as mais novas que nem conheciam a revista, que vão atrás de <strong>conferir o mito que é a revista</strong>. Nesse embalo, outro mito é cobrado por tudo que se refere ao nome <em>Mad</em> neste país. E pelo que <a href="http://www.ota.com.br/blog" target="_blank">escreveu em seu blog</a> um dia desses, Ota já está de saco cheio disso.</p>
<p align="justify">Gostei desse primeiro número, mas senti falta de uma galera antiga que já morreu ou não aparecia desde a série anterior. Dos mestres, <strong>Aragonés</strong> marca presença em sete das 44 páginas (contando as capas). E é ótimo vê-lo em cores. Aliás, a revista estar toda em cores foi algo que desagradou muita gente. Eu gostei.</p>
<p align="justify">Estava com saudades das <strong>sátiras aos filmes</strong>, marca registrada da revista, ainda mais em tempos de sucessos nacionais. Pena que <strong><em>Meu nome não é Enjôony</em></strong> tenha ficado em uma página apenas. Pena maior não ter visto (ainda, espero) a paródia de <em>Tropa de elite</em>, mesmo com atraso e em tempos de charges eletrônicas que já sugaram o mote até o último caroço. Clássico é clássico. <strong><em>Droga de elite</em></strong> (a vontade denunciada na página de <em>Enjôony</em>) certamente entraria na seleção de grandes versões da Mad.</p>
<p align="justify"><strong>A capa dessa primeira edição</strong>, que parece ter sido feita especialmente para celebrar a volta da revista do mundo dos mortos, <strong>é</strong> <strong>a mesma da edição americana</strong> de novembro último. O pôster de Che Neuman Guevara também foi capa da matriz no mês passado. A próxima capa, já mostrada no morno e escondido <a href="http://web.hotsitepanini.com.br/mad" target="_blank"><em>hotsite</em> da Mad brazuca</a>, traz paródia de <em>Heroes</em> e já se sabe que vem por aí <strong>uma edição “feita por macacos”</strong>&#8230; como a <em>Mad</em> americana deste mês. Com <strong>tantos talentos e tanto assunto por aqui</strong>, espera-se (pelo menos eu espero) que a revista tenha <strong>mais conteúdo brasileiro</strong> ou vai correr o risco de vender só para adolescentes educados pelo Tio Sam. Pensando bem, eles sabem fazer lixo muito melhor que qualquer outro. Particularmente, já começo a sentir falta da <a href="http://www.ota.com.br/eca" target="_blank"><strong><em>Eca</em></strong></a>.</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff">.</font></p>
<p align="center">* * *</p>
<p align="justify">Ainda sobre lançamento – esse recentíssimo –, na onda das revistas eletrônicas editadas como as de papel, acaba de ser lançada a <em><strong>Feed-se</strong></em>, voltada para o público blogueiro (se você está lendo isso&#8230;). <a href="http://www.feed-se.com.br" target="_blank">Baixe a primeira</a> e boa leitura.</p>

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		<title>Masoch</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 23:19:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Sangue e porrada na madrugada. Quando ainda era um rapaz ingênuo, muito antes de ter a mente deflorada por Anaïs Nin, Anne Desclos (Pauline Réage) e outras francesas que não só sabiam o que é bom, mas sabiam descrever tudo &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/26/masoch/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/masoch.jpg" border="0" /></p>
<p align="justify">Sangue e porrada na madrugada. Quando ainda era um rapaz ingênuo, muito antes de ter a mente deflorada por <strong>Anaïs Nin</strong>, <strong>Anne Desclos</strong> (Pauline Réage) e outras francesas que não só sabiam o que é bom, mas sabiam descrever tudo deliciosamente, eu acreditava que para existir um masoquista necessariamente deveria existir um sádico ou vice-versa. Assim tudo ficava muito bem, obrigado, quem fosse de apanhar que apanhasse, quem fosse de bater que batesse. Mas eis que a verdade me foi revelada e <em>não!</em>, não era bem assim. Pobre criança tola, esse Sandro.</p>
<p align="justify"><strong>Donatien Alphonse François</strong> (1740-1814), o conde que passou para a história como <strong>Marquês de Sade</strong>, passou 27 anos de sua vida vendo o sol nascer quadrado justamente para desmentir que se alguém quer bater necessariamente outro alguém quer apanhar. Ainda muito jovem, casado com uma rica burguesa, procurou profissionais do sexo (adoro esse termo!) para dar vazão a seus instintos. No entanto, naquele tempo (século 18), as profissionais não estavam assim tão especializadas e desconheciam o que, por conta dele, no futuro se chamaria <strong><em>sadismo</em></strong>. Um tapinha ainda ia, mas amarrar de bruços na cama, surrar com vara e chicote, ferir à faca e estancar o sangue com cera derretida de vela estava além do que o Sindiputa recomendava às suas associadas. Resultado: primeiro ano de cana.</p>
<p align="justify">No século seguinte, para mostrar que nem só a França era boa de sacanagem, o austríaco/polonês/tcheco/esloveno ou, como ele preferia, alemão <strong>Leopold von Sacher-Masoch</strong> (1836-1895) colocava em evidência o outro lado da moeda. Já perto do final da vida (não chegou aos 60 anos), escreveu que “<em>o amor não permite igualdade entre os parceiros. Se eu tivesse de escolher entre dominar e ser dominado, <strong>eu acharia sem dúvida a mais deliciosa escolha ser o escravo de uma bela mulher</strong></em>”. Até aí, fecho com você, Masô!</p>
<p align="justify"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/masoquismo2.jpg" align="left" border="0" height="325" width="238" />É claro que nem Donatien foi o primeiro sádico nem tampouco Masoch o primeiro masoquista. O termo <strong><em>masoquismo</em></strong> foi cunhado pelo psiquiatra vienense <strong>Krafft-Ebing</strong> e define “a tendência compulsiva a buscar ou experimentar prazer sexual no próprio sofrimento, físico ou moral”. O interessante é que, segundo alguns psicanalistas, “<strong><em>certo grau de masoquismo é inerente à feminilidade</em></strong>” e, na maioria das histórias, a mulher apareça como a figura submissa. Em todos os contos que li de Masoch, as mulheres são protagonistas. Como se sabe, muito do que ele escreveu é autobiográfico, portanto, é de se esperar que os homens também apareçam como figuras submissas. Há aí algo a observar: a diferença entre o masoquismo feminino e o masculino. É que <strong>os maus tratos</strong> típicos do masoquismo <strong>parecem ser uma preferência masculina</strong>. Daí a popularização da figura da <em>dómina</em> ou <em>dominatrix</em>.</p>
<p align="justify">Tenta-se explicar o masoquismo através da relação do masoquista com sua mãe (ou outra figura) dominadora e a disciplina escolar (que em muitos lugares inclui castigo físico). “<em>O desejo de ser protegido por figuras poderosas, como pais e professores, talvez exija, no castigo, uma prova de capacidade de punir, pois tal capacidade é que afirma e caracteriza o poder delas</em>”.</p>
<p align="justify">Sobre Sacher-Masoch, conta-se que tal necessidade revelou-se</p>
<blockquote>
<p align="justify"><em>“&#8230; ainda durante a infância, quando se apaixonou por uma tia. Certa vez, escondido entre os casacos de pele de um armário, ele a viu copular com um amante. O casal o descobriu e o resultado foi uma surra a que parece ter associado para sempre em sua personalidade uma confusa mistura de excitação sexual, sofrimento físico, humilhação e as sensações eróticas das peles durante a parte mais prazerosa do episódio. A partir daí (&#8230;) nunca mais perderia suas tendências ao masoquismo e ao fetichismo das peles”.<br />
</em>(Dicionário da vida sexual, volume 2)</p></blockquote>
<p align="justify">
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/domina.jpg" border="0" height="334" width="600" /></p>
<p align="justify"> Aos interessados, há em português uma ótima biografia sobre Sacher-Masoch, escrita por <strong>Bernard Michel</strong> e editada pela Rocco.</p>

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		<title>A cabeça de cada um</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/25/a-cabeca-de-cada-um/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 19:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Deu na Folha Online: Homem se identifica como policial e aponta arma para atores do Festival de Curitiba. Até aí, tudo bem. A notícia foi veiculada no domingo, 23 de março. Um cara não gostou da chamada que dois &#8230; <a href="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/25/a-cabeca-de-cada-um/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>
<div class="twitterbutton" style="float: right; padding-left: 5px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/03/25/a-cabeca-de-cada-um/&amp;text=A cabeça de cada um&amp;via=sandrofortunato&amp;related=DolcePixel"><img align="right" src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-content/plugins//easy-twitter-button/i/buttons/en/tweetn.png" style="border: none;" alt="" /></a></div>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/arthur01.jpg" border="0" height="394" width="600" /></p>
<p align="justify">Deu na <em><strong>Folha Online</strong></em>: <strong><em>Homem se identifica como policial e aponta arma para atores do Festival de Curitiba</em></strong>. Até aí, tudo bem. A <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u384993.shtml" target="_blank">notícia foi veiculada</a> no domingo, 23 de março. Um cara não gostou da chamada que dois atores faziam para sua peça nas ruas de Curitiba, disse que lá ninguém fala palavrão (lá onde, cara pálida?), se emputeceu (se você estiver em Curitiba, leia “enfezou-se”) e&#8230;</p>
<p>“&#8230;<em>apontou uma arma para <u>a cabeça dos atores</u> Paulo Américo e Thiago Barros</em>”</p>
<p align="justify">Nesses meus quase 36 anos de vida, pensei já ter visto de tudo, incluindo irmãos siameses com duas cabeças, mas uma criatura com dois corpos e uma só cabeça é novidade para mim! “<em>Arma apontada para <u>a cabeça dos atores</u></em>”, está escrito e enfatizado dois parágrafos depois pelo “enviado especial da Folha Online a Curitiba”.</p>
<p align="justify">Sempre colocando minha ignorância a frente de tudo, perguntei aos meus amigos <strong>Marcelo Andrade</strong> e <strong>Renata Silveira</strong> – jornalistas, fotógrafos, que moram há alguns anos em Portugal – se na Europa têm dessas coisas. Minutos depois, a cena descrita na <em>Folha Online</em> chegava ilustrada por <strong><a href="http://www.arthursilveira.blogger.com.br" target="_blank">Arthur Silveira</a></strong>, filho de Renata.</p>
<p align="justify">Fui obrigado a mudar o foco do texto, que seria baixar o pau na imbecilidade de alguém com nível superior, que trabalha na <em>Folha</em> e nos brinda com a demência, digo, existência de dois atores que dividem uma cabeça, para falar sobre o talento desse <strong>puto de 13 anos</strong>. <em>Putos</em>, em Portugal, são os “quase adolescentes” que, segundo <strong>Mário Prata</strong>, “<em>devem ser chamados assim porque todo adolescente está sempre puto com alguma coisa</em>”.</p>
<p align="justify">Pois o puto (no sentido brasileiro) assim se apresenta: <em>Arthur Silveira, potiguar da gema, portuense de coração. Gêmeos, canhoto, 13 anos, desenha desde os seis, quando decidiu que ia ser cartoonista em vez de paleontólogo. Desenha ao som dos Doors, Rage Against the Machine e Massive Attack, o que causa confusão para os seus colegas que ainda ouvem Tokyo hotel. Lamenta-se por ter “perdido os anos 60”. É fã do Laerte, Angeli, Ziraldo, Dave Mckean e Moebius.</em> Em nota castradora, a mãe diz que ele ainda não tem idade para ler <strong>Guido Crepax</strong>. A correção desse erro está sendo providenciada pelo Tio Sandro, que já começou a digitalizar tudo que tem do Crepax.</p>
<p align="justify">Em 2004, quando o boy tinha apenas 10 anos, eu <a href="http://leseirageral.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-31.html#2004_10-13_11_03_25-100017047-0" target="_blank">já recomendava ficarem de olho nele</a>. Quem me conhece, sabe que elogio é coisa rara e devidamente merecida quando parte de mim. Comigo não tem essa de “todos os meus amigos são geniais”, “os filhos de meus amigos são maravilhosos”&#8230; Não. Arthur é bom porque é bom e vai ficar ótimo. Principalmente – permita-me um conselho, caro puto – se lembrar sempre de <strong>manter-se humilde</strong>. Só assim se pode melhorar. Veja o exemplo do <strong><a href="http://baptistao.zip.net" target="_blank">Baptistão</a></strong> (que  não conheço pessoalmente e com quem nunca troquei um mísero e-mail). Para mim, ele é o grande caricaturista brasileiro da atualidade e não é à toa que seu trabalho é reconhecido internacionalmente. Ele só pode ser um cara humilde pois continua melhorando. Toda vez que vejo um trabalho seu, me pergunto: “<em>Mas será que esse cara não acorda um dia com uma irrefreável vontade de fazer um desenho ruim?</em>”.</p>
<p align="justify"><strong>Humildade, oh, pá!</strong><strong> </strong>E muita ralação, que é uma amante mais fiel que a inspiração. Resumindo: <strong>não perca a cabeça</strong> ou vai precisar dividir uma com outro desenhista.</p>
<h5 align="right"><font face="verdana">Mais artes de Arthur Silveira em <a href="http://www.arthursilveira.blogger.com.br" target="_blank">www.arthursilveira.blogger.com.br</a></font></h5>

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		<title>História de O</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 03:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Fortunato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/imagens/histoiredo.jpg" border="0" height="248" width="600" /></p>
<p align="justify">Só muito recentemente aprendi a ler. Aos três anos já estava praticamente alfabetizado, mas demoraria quase três décadas para <strong>aprender a ler</strong>. Sempre devorei livros, mas só chegando aos trinta, comecei a perceber que, <strong>apesar de lidos, muitos não haviam ficado em mim</strong>. Alguns porque não li no momento certo, outros porque não li de forma adequada. Quando percebi isso, comecei a ler vários deles outra vez. Agora com a devida atenção.</p>
<p align="justify"><em><strong>História de O</strong></em> foi um deles. O que um menino de 17 ou 18 anos pode tirar desse livro? Os couros, as correntes e toda a história podem atrair pela fantasia de dominação, de mandar em vez de ser mandado, de bater em vez de levar umas palmadas, mas o que alguém que está saindo dos cueiros pode realmente saber sobre desejos inconfessáveis, sobre taras e manias que, mais tarde descobrirá, são “<strong>quase todas quase normais</strong>”?</p>
<p align="justify">Reli, melhor, li <em>História de O</em> com a sensação de estar ouvindo a confissão de uma jovem que se acha pervertida para ao final poder dizer a ela: “<strong>Relaxe. Isso é só sexo</strong>”.</p>
<p align="justify">A submissão de O, para muitos, pode soar apenas como uma alteração mórbida, falta de amor próprio, de auto-estima, de objetificação da mulher (a começar pelo nome da personagem, a letra “<em>O</em>”, de <em>objet</em>/objeto, de <em>orifice</em>/orifício, mais que isso, a representação gráfica de um buraco). Mas não consigo ver assim. Nada é forçado. O tem donos, mas a todo instante é perguntada se deseja prosseguir. E ela sempre quer. Porque, no seu caso, a total submissão é a forma de sentir prazer. É sempre uma troca. Ao ser usada por tantos, ela usa cada um para se satisfazer. Por outro lado, só experimenta realmente o êxtase em uma relação sexual quando se aprendeu que é mais importante dar prazer ao outro. E O, aparentemente escrava, é mestra nisso. Mesmo estando acompanhado, pensar primeiro em seu próprio prazer não é mais que uma variação de sexo solitário. Isso sim é bizarro.</p>
<p align="justify">Outra de minhas manias recentes é (re)ler um livro e assistir à degeneração, digo, adaptação cinematográfica. <strong>Pode parecer sadismo</strong>, porque provavelmente vou falar mal, <strong>mas é masoquismo</strong>, porque vou sofrer durante e depois do ato, digo, da sessão. <em>Histoire d’O</em>, o filme, também é francês, o que já deixa menos perigoso assisti-lo. Mas como mostrar as sensações descritas por O no livro? A maneira mais óbvia, talvez a única, seria colocá-la como narradora. Feito isso, como narrar tudo em uma hora e meia ou duas? Não há como. Sem falar que a versão cinematográfica, no quesito <em>chibata</em>, teve o cuidado de não escandalizar os mais sensíveis, o que resulta em suave brincadeirinha sadomasô provavelmente já superada por qualquer um que esteja lendo isso.</p>
<p align="justify">O filme é de 1975 e foi dirigido por Just Jaeckin. Há carinhos demais, sorrisos demais, rebeldia demais e chicote de menos. Vale pela beleza de <strong>Corinne Clery</strong>, na flor de seus 21 aninhos (completando 58 neste domingo de Páscoa). A francesa depois fez carreira na Itália. Não tem filmes muito conhecidos. Além de <em>História de O</em>, para nós, há sua participação como <em>bond girl</em> em <strong><em>007 contra o foguete da morte</em></strong>, nos tempos de <strong>Roger Moore</strong>, sempre citado como um dos mais fracos da série. Por aqui, sempre lembramos dele por conta daquela cena tosca no bondinho do Pão de Açúcar.</p>
<p align="justify">No início dos anos 1990, foi feita uma série para TV com atores brasileiros da qual sei quase nada. Vi trechos e sei que existe em DVD fora do Brasil. A produção é pobre, mas a história parece ser contada de forma mais completa. O erotismo também é à brasileira, mais explícito. O diretor da série, Eric Rochat, foi produtor do filme de 1975.</p>
<p align="justify">Há também uma versão desenhada por <strong>Guido Crepax</strong> e editada em três volumes. Diria que é a mais recomendável e a primeira que deve ser conferida após a leitura do livro. Não tive o prazer (nos mais variados sentidos) de degustá-la por completo, mas Crepax é Crepax.</p>
<p align="justify">Interesse reavivado por O, coloquei <strong>Masoch</strong> na fila de leitura (santíssima a minha semana). Falo a respeito no próximo texto.</p>

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