Conversa rápida…

Estou traindo o blog com outros escritos. Pronto, confessei. Mas não estou traindo os cinco ou seis leitores que ainda vêm aqui. Ninguém está lendo o que ando escrevendo. É tudo coisa para 2012. Não sei para quando é o parto, mas a barriga está enorme e quase já sinto as contrações. Parece que serão trigêmeos. Talvez, quadrigêmeos. Enquanto isso, vamos jogar conversa fora…

Carlos Estevão no Jornal da ABI

Para diminuir o peso em minha consciência, aí está algo que andei escrevendo. São seis páginas sobre Carlos Estevão na edição de novembro do Jornal da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Considerem como um aperitivo para a biografia que, prometo (com riscos) terminar em 2012. É só clicar aqui ou na imagem acima e ter acesso às páginas.

Na Revista de História de novembro tem mais Carlos Estevão. Ainda não vi (maldita distribuição setorizada!), mas o texto está no site da revista.

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 Balada Triste de Trompeta

Estou em uma fase espanhola. Não, não é bem isso que você pensou. Verdade que gosto de uns pechos tamanho G ou GG, preferencialmente naturais de fábrica, mas estou falando de cinema. Nos últimos meses, além de ver/rever oito filmes de Almodóvar; de corrigir uma gravíssima falha de dez anos, vendo Lúcia y el Sexo (2001); de ficar paralisado/apaixonado com a atuação de Laia Marull em Te doy mis ojos (2003); neste sábado foi a vez de ficar bestificado com Balada Triste de Trompeta (aqui, Balada do Amor e do Ódio, 2010).

É tão bom em tudo, que sugiro até aos que foram criados com o pensamento engessado do cinema americano. É tão bom, que eu nem vou dizer que é preciso prestar atenção na analogia com a história política da Espanha, que também serve como pano de fundo à história de amor e ódio dos palhaços Triste e Tonto. Pode ver só como entretenimento, mas lembre-se de respirar. É moderno, violento e, muitas vezes, grotesco. Ao final, dá vontade de comentar: “Viu como se faz, Tarantino?” Fiz questão de NÃO colocar um trailer aqui. Acho até que o pôster ao lado já fala muito. Não procure saber mais nada. Apenas assista. Tão virgem quanto possível.

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 Sweet Charity

E por falar em palhaços, vou acabar vendo o filme do boçal do Selton Melloso. Este ano, já me rendi a Nine (após um ano e meio de relutância) e Sweet Charity (após 42 anos, portanto mais que minha vida toda, de resistência). Rápida explicação. Nine é uma (vá lá!) homenagem a Fellini. Sweet Charity é a versão americana de Noites de Cabíria. Ou a aversão, como prefiro. Daí vem um mané, que tem como maior talento imitar a si mesmo, faz um filme sobre palhaços e diz que é homenagem a quem? A quem? Ao deus Fellini. Pois é. Eu, devoto escaldado, me armo logo para uma guerra santa.

Um dia, bem zen (zen raiva, zen bile pulando boc’afora), escreverei detalhadamente minhas impressões a respeito de Nine e Sweet Charity. Deste último, digo que quase tudo que vale a pena ver é essa parte no vídeo acima. Pode ver sem medo. É só dança e não compromete em nada a história. Tem ainda uma parte com Sammy Davis Jr. e outra, quase ao final, com Shirley Maclaine que também são legais. Admito: os americanos são muito bons com musicais e são ótimos em dançar. E Bob Fosse era o cara para pegar isso e levar para o cinema. Estão vendo como, às vezes, sei ser bonzinho com a debilidade mental americana?

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Séries, séries, séries…

Vou ser ainda mais bonzinho: os americanos são bons em fazer séries. Não contentes em aniquilar a cultura de metade do planeta pelo cinema, resolveram atacar dentro das casas de todo mundo, que é para não sobrar uma criatura que não repita suas gírias, suas siglas, seus gestos, suas manias. É, brother, você é americano e não sabe. Mas você acha isso awesome, né? WTF, Sandro! Relax, man. Ria um pouco. Ou muito… LOL. Ok. Hi Five. Nóis é BFF.

Tá, eu me rendo às séries. Continuo vendo Nikita (porque curto japa, principalmente se for japa gostosa… e ela nem é japa!), Supernatural (podem sacanear) e House (que começo a não botar muita fé que vá mesmo passar da atual temporada). Também estou vendo Person of Interest, apesar de não conseguir acreditar que Ben Linus possa ser um cara legal, que Jesus virou matador e que os dois estão de treta para salvar a vida de um monte de gente que eles nem conhecem. Para desligar o cérebro totalmente, tenho visto Suburgatory e 2 Broke Girls. A identificação com Tessa (Jane Levy) e Max (Kat Dennings, que acho linda) é enorme: uma total falta de comiseração com os retardamentos alheios e de fé que isso possa mudar. Minha cara, não?

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Uma resposta a Conversa rápida…

  1. Como você, também estou escrevendo outros textos e desprezando o blog.

    Sobre as séries: fui contar quantas eu acompanho – são cerca de 25.
    Todas as CSI, e mais Body of Proof, todas as L&O, TheBigBangTheory, Two and a Half Men, Criminal Minds (as duas), Pilares da Terra, Desperate Housewives (a última temporada estréia dia 18), a espetacular Harry’s Law (kathy Bates arrasando), The Good Wife (muito boa, esperando a 3a. temporada), The Killing (uma série estranha, meio dark, lembra-se de “quem matou Laura Palmer?” – parecida), In Plain Sight (sou fã da policial durona e grossa), Breaking it Bad (tb aguardando a proxima temporada).

    Agora, as novas séries que estou vendo: Subjugatory (ótima), Terra Nova, Secret Circle (vi o 1º epi mas parece ser mais uma fantasia bruxal com adolescentes gostosas – vou ver no que dá), The Defenders (série sobre advogados vejo quase todas e essa é otima), Person of Interest, Combat Hospital, Boardwalk Empire (esta na 2a. temp, peguei carona sem ver a 1a.), A Gifted Man (quando tem medicina no meio e bons atores eu sempre assisto), Enlightened (com a ótima Laura Dern) e uma boa de terror que começou esta semana no canal Fox; American Horror Story, excelente direção de arte a coisas realmente assustadoras, porque vc nao sabe se são reais ou não.

    Bem ainda leio muito, escrevo, viajo. Li os três primeiros e alentados volumes de Game of Thrones – e nem citei a série, que tenho gravada e vivo vendo.

    Assino a Sky, que tem um sistema de gravação que vc grava tudo e ve em alta definição quando tem tempo. E não gosto de baixar da internet, acho que perde a adrenalina.
    Um dia desse escrevi sobre séries no Novo Jornal, as minhas dez melhores na coluna de Marcos Sá.

    O curioso é que nunca vi Lost – muito estressante, e aquele povo sujo e suado me dava agonia – nem House – não suporto a grosseria do personagem, parece o povo sem-noção que anda tomando conta do mundo – nem Grey’s Anatomy – essa nao sei porque nunca vi; qualquer dia baixo as temporadas e vejo.

    Eita, isso aqui rendeu, hein? Pois é.

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