Mais forte que ela

Amy por OrlandeliNaquele julho de 1990, chorei durante horas. Deitado na cama, som nas alturas, cantava e chorava. Eu tinha 18 anos e a morte de Cazuza representava a morte da geração dos meus ídolos e de parte dos meus sonhos. Representava também o medo de uma doença avassaladora, sobre a qual pouco se sabia. Seis anos depois, aos 24, a cena foi um pouco diferente. Eu já era pai, havia me separado e criava uma criança. Sem falar que, antes disso, havia perdido minha primeira esposa, grávida, aos 19 anos. Portanto, já não achava a mínima graça na morte. Meu foco já havia saído da minha vida – e de qualquer vazio que pudesse existir nela – para começar a se concentrar em sua continuidade, aquilo que ainda estaria aqui quando eu morresse: meus filhos, as ideias e o mundo que eu deixaria a eles. Em outubro de 1996, não chorei por Renato Russo. Eu me perguntei o que ele estava querendo dizer ao enterrar a geração dos meus ídolos. Por que eu idolatrava gente que se destruía?

Dia 23 de julho de 2011. Amy morreu. Não chorei. Minha parcela de dor reservada à morte ainda estava sendo usada pelos 92 inocentes assassinados, horas entes, por um maluco na Noruega e não achei justo redirecioná-la a alguém que vinha tentando se matar há mais de cinco anos. Amy podia esperar. Ou ter escolhido um dia melhor para morrer.

Insensível!” Se você pensou isso após ler as últimas frases, este texto é principalmente para você, tão sensível à morte de uma celebridade autodestrutiva e, provavelmente, tão indiferente a todas as mortes e mazelas que acontecem a todo instante.

Amy escolheu morrer. Demorou a conseguir isso, mas conseguiu. Parabéns. Antes de continuarmos, fique bem claro: sou fã de primeiríssima hora dela. Da voz dela. Desde quando ela era uma garotinha linda e cheia de curvas, antes mesmo de aparecer já esquisitona na capa de seu segundo disco. Sim, Amy “trouxe de volta a alma à música” e blá-blá-blá. Fez isso seis anos atrás e morreu logo em seguida. O que se viu nos últimos cinco anos foi um cadáver insepulto tentando lembrar as letras de suas próprias músicas e se manter em pé em um palco. Se você curtia essa aberração, se gostava do show de horrores que era a vida dela, entendo perfeitamente o motivo de ter chorado sua morte. Eu chorei quando a linda, talentosa e promissora menina Amy morreu cinco anos atrás, aos 22 anos.

Amy deixou uma obra maravilhosa? Não. Ela começou a desenhar uma e desceu colina abaixo. Ela deixou um disco muito legal. Ela explodiu e pronto. Acabou. Uma obra maravilhosa, vai ser deixada por Nana Caymmi. E duvido que o mundo vá se descabelar quando ela morrer. Amy era uma grande artista? Não. Ela poderia ter sido. Um grande artista se cuida, cuida de sua saúde, de seu corpo (que é ferramenta de trabalho), quer sempre estar bem para seu público, para melhorar sua arte, para produzir sempre mais e melhor.  E qual o motivo de tanta comoção pela morte de Amy? É porque as pessoas gostariam de ser iguais a ela. Desejam ter talento, sucesso, dinheiro, reconhecimento e até a impossível juventude eterna. No entanto, não vejo uma só pessoa pagando o preço disso tudo. Vejo pessoas com vidas comuns e atitudes comuns, contentes com suas pequenas conquistas – um emprego (preferencialmente que dê pouco trabalho e pague bem), alguns cartões de crédito, roupas, um carro, uma aposentadoria –, sentadas na frente da TV ou do computador, vigiando e vivendo a vida de outras pessoas. Elegem um ídolo e esperam seu martírio, seu sacrifício. Ele morre e todos continuam suas vidas comuns. Elegem outro e repete-se o processo. Por ora, seus pecados estão perdoados. Amy morreu por vocês. E há quem se sinta no céu graças ao sacrifício dela.

O ídolo Amy tinha pés e alma de barro. Frágeis, não demoraram a quebrar. Morta, milhares de pessoas em todo o mundo declararam amor por ela. Enquanto viva, não houve um só que realmente a amasse a ponto de ficar ao seu lado, tratá-la como ser humano, dar carinho, atenção e tirá-la do buraco em que se meteu.

Conheci várias pessoas que morreram por overdose ou outra consequência do uso exagerado de drogas. Nenhuma que tenha feito ou deixado algo genial. Cada uma delas era, como qualquer viciado, alguém frágil demais para enfrentar o mundo “de cara”, de peito aberto. Preferia se mudar para um universo paralelo no qual podia acreditar ser um gênio, um super-homem, alguém especial. O único legado que deixaram foi o da hipocrisia. Quem fica – e age do mesmo jeito – diz que o outro “morreu do coração”, “de uma doença misteriosa”, “não se sabe de quê”. Onde fica a “atitude rock’n’roll nessa hora? Ponha na lápide: Orgulhosamente morto por overdose. Consegui! Yeaaaah! Mas se a vida foi uma mentira, por que não perpetuá-la na morte?

O discurso de rebeldia, de contracultura, de viver a mil, parece muito bonito, muito sedutor. Principalmente quando não é você quem precisa morrer para dar autenticidade a ele. Assim, é mole ser doidão!

Amy era igual a Janis? A Hendrix? A Morrison? Em quê? Na estupidez da juventude? No vazio existencial? No desequilíbrio emocional? E nós? Ainda somos tão iguais aos de 30, 40 anos atrás e não aprendemos nada? Muito doidão dos anos 60 percebeu a idiotice de se matar e, a cada uma dessas mortes, já avisava a todos que pegassem leve. Vivam, façam o que quiserem, sejam livres, mas não se matem. E estão aí, aos 70, 80 anos. Pergunte a qualquer um deles se preferiria ter morrido aos vinte.

Dez anos a mil? Mil anos a dez? Parece mais sábio viver cem anos a cem. Sem acelerar muito, sem criar limo, dando tempo e trato às nossas potencialidades. Quem ama a vida é correspondido. É amado por ela. Um ano, uma década ou meio século a mais é sempre bem-vindo.

Meus heróis não morreram de overdose. Meus heróis vivem tanto quanto possível e da melhor maneira, sem confundir intensidade com autodestruição.

Por mim, Amy, você não precisaria ter ido. Poderia ter ficado muito mais tempo cantando, encantando ou simplesmente vivendo e sendo feliz.

* * * * * * *

Ilustração mui gentilmente cedida por Orlandeli

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11 respostas a Mais forte que ela

  1. Vitoria disse:

    Mesmo assim, “She should have died hereafter”…

  2. sandra disse:

    clap, clap, clap. Disse o que muitos pensam mas ocultam peo medo de ser criticados.

  3. Ana Laura disse:

    Sabe. Sandro, eu até concordo com o que vc disse, em parte. Ela não precisava ter ido. Mas o problema das drogas que ela vivia e que muitos outros viciados vivem passa mto longe do livre arbítrio. É um vício violento que é tratado como uma doença. Essa moça estava doente. Não tinha mais vontade própria. Julgá-la dessa forma é muito cruel.
    Quanto à qualidade musical, é outro ponto que rebato. Amy Winehouse não foi uma explosão musical, como se tem nesses sucessos instantâneos, tipo “vc vc vc vc vc…quer?” Ela tinha um timbre de voz sensacional, um jeito de cantar que fez ressurgir o soul music e o jazz dos anos 50/60 na música atual, de forma criativa e inovadora. A sua obra, mesmo pequena, já é muitíssimo valiosa para o mundo das artes em geral. Vai deixar muitas saudades.
    Como acredito que a música é atemporal, e que eterniza o artista, ela estará ainda viva por muitos anos. Salve Amy! Nada de clap clap pela sua morte. Clap clap para sua voz.

    LAURA, seu comentário não contradiz qualquer coisa no texto. Só o reforça. Vejamos…
    1) Você diz que o problemas das drogas “passa mto longe do livre arbítrio”. Eu nem falo em livre arbítrio, mas já que você tocou no assunto, ENTRAR nessa – ou em qualquer outra – pode ser encaixado aí. Tudo que EU EXPERIMENTEI foi por vontade própria. Mas quando deixa de ser curtição ou idiotice E SE TORNA UMA DOENÇA, aí, sim, não existe mais livre arbítrio ou, no mínimo, ele está seriamente comprometido. Por isso, eu falei que não havia ninguém por perto que a amasse de verdade. Se houvesse, teria segurado a onda dela, POR ela. Em momento nenhum eu a julguei. Mas quando a vida lhe dá mais oportunidades que aos outros e você escolhe o que há de pior… Isso não precisa de julgamento.
    2) “Quanto à qualidade musical”… Você leu quando a parte em que eu disse: “fique bem claro: sou fã de primeiríssima hora dela. Da voz dela. Desde quando ela era uma garotinha linda e cheia de curvas, antes mesmo de aparecer já esquisitona na capa de seu segundo disco”? Na minha opinião – e pelo que conheci e lembro – não apareceu nada melhor que ela na primeira década deste século.
    3) “Nada de clap clap pela sua morte”. Nem pela dela. Nem pela de Charles Manson. Nem pela da Suzane von Richthofen. Nem do Bin Laden. Morte de pessoa alguma deve ser festejada. Mas atitudes, sim. Morte às atitudes homicidas e suicidas. Morte à solidão, ao abandono e à falta de amor verdadeiro, que mata pessoas frágeis como essa garota. Morte à glamurização idiota em torno do uso de drogas e de uma vida de excessos (seja de comida, de consumo, do que for…). O texto é sobre isso.
    Tudo claro? Percebe que não discordamos em nada?
    Só um adendo: Obra nenhuma deixa saudades. Elas são eternas. Só as pessoas morrem.

  4. Helô disse:

    Desculpe, moço, eu também deploro essa vida, essamorte essa paixão (no sentido de sofrimento, pathos).
    Vim aqui ler pois eu sempre o leio, mas hoje fiquei passada com esse tom de juízo final, julgamento etc.
    Será que você, como jornalista que é, já ouviu falar em respeito as opções individuais de cada qual? Já ouviu falar em soberania para decidir o seu próprio destino? Ela fez, pagou, morreu e merece isso que vc escreveu? Cáspite!
    Puxa, ninguém está pedindo que você chore por ela, meu amigo.
    Abs

    Oi, HELÔ! Não só não a desculpo (por não haver pelo quê) como agradeço seu comentário. Isso permite um melhor desenvolvimento do tema e o esclarecimento de ideias que não tenho sido bem expostas ou captadas. OBRIGADO MESMO! Vamos lá…
    1) “fiquei passada com esse tom de juízo final, julgamento” -> O texto anterior (Carta ao meu pequeno Hemingway) provocou alguns comentários (via Twitter, Facebook e e-mail) muito interessantes. É sempre um grande exercício, para quem escreve, ter esse tipo de resposta. Dentre muitas outras coisas, acaba até compreendendo melhor aquilo que se escreveu. Algumas pessoas citaram partes do texto que lhes tocaram mais. PARA MIM, é uma carta ao meu filho. Para outro, uma lembrança de algo que o pai fazia com ele. Para um terceiro, o sentimento que ele também tem pelo filho. Para outro ainda… E assim vão se descortinando mundos a partir de um pedacinho do meu mundo. É uma viagem cheia de descobertas. OK. Voltemos ao texto sobre Amy e à parte do seu comentário. Não consigo ver, em uma linha sequer, o tal “tom de juízo final, julgamento“. Mas certamente algo na sua maneira de entender o mundo fez com que você enxergasse assim. No mundo de quem escreveu, não há esta percepção nem houve tal intenção. O que vejo – e fiz – é uma análise muito fria, desprovida do sentimentalismo tão comum aos brasileiros, principalmente quando se trata do tema “morte”.
    2) “Será que você, como jornalista que é, já ouviu falar em respeito as opções individuais de cada qual?” -> Primeiro, eu não sou jornalista. EU FUI. Dá para ser ex nisso. Eu me livrei dessa droga. Não morri pelo seu uso exagerado. Consegui me limpar, mas as pessoas insistem em me rotular como um viciado, digo, como um jornalista. Entendido? Passemos adiante… Se já ouvi “falar em respeito as opções individuais de cada qual?” Limitadamente, como jornalista (quando eu era), não, pois já como homem livre e pensante, não só já tinha ouvido, como defendo sempre (inclusive neste texto). Serve? Vivam, façam o que quiserem, sejam livres, mas não se matem. Uma defesa da liberdade e respeito às opções de cada um e, de quebra, um conselho de amigo.
    3) “Ela fez, pagou, morreu e merece isso que vc escreveu?” -> Não sou um deus ou algo assim para decidir o que alguém merece, mas se é para responder isso a partir do meu falho julgamento humano, sobre se “aquela garotinha linda” de quem “sou fã de primeiríssima hora” merecia isso, já está respondido no texto: Por mim, Amy, você não precisaria ter ido. “Poderia ter ficado muito mais tempo cantando, encantando ou simplesmente vivendo e sendo feliz. Você acha que eu deveria ter dito o contrário? Algo como “já vai tarde”?!
    4) “ninguém está pedindo que você chore por ela” -> Nem precisaria. Fiz isso muito antes, cinco anos atrás, quando ela começou a morrer. Como disse em outro texto recente (Se existe alguma esperança…): Toda vez que tenho notícia da morte de uma criança, morro também. Não morro um pouco. Eu morro DE NOVO.
    REFORÇO o agradecimento pelo comentário e pela oportunidade de desenvolver as ideias. O próximo texto vai falar mais, não de Amy, mas sobre o que é real e o que é ilusão (o que as pessoas veem) na vida de pessoas famosas e como se costuma reagir a isso.

  5. Renata Silveira disse:

    subscrevo, sandro, cada palavra e cada vírgula. E tudo na vida
    e questão de escolha (quem quiser pode chamar livre-arbítrio). Fazemo-las conscientes ou nem tanto, mas pagamos o preço de cada uma delas.
    Em 2008, fui ver a Amy ao vivo. Pensava que ouviria música e o que vi/ouvi foi drama. Drama e uma menina que não justificava em presença ao vivo o que eu ouvia em álbum. Num mundo cada dia mais instantâneo, para ser grande é preciso ser constante.

  6. Girlane disse:

    Quando vejo o excesso de homenagens e reportagens sobre a morte de Amy, não consigo pensar em outra coisa a não ser a glamourização de uma vida de excessos, máximas são propagadas como “os bons morrem jovem” e fazem com que esses ídolos sejam mais mitos, santos, entidades do que bons cantores, artistes, pessoas reais que buscaram e acharam!
    Desmistificou mesmo o clima mitológico que satura a morte de Amy

  7. andre pimentel disse:

    que bonito!!! lindo mesmo! parabens!

  8. Uma conhecida sua disse:

    Gostei de seu texto, bate com muita coisa que eu penso, mas ao ler os comentários e as réplicas a eles, percebi o tempo e, principalmente, a energia que você gasta para manter seu blog. Hipoteticamente, esses textos poderão ser de algumas valia para gerações futuras, mas no presente eles servem muito mais para lhe desviar de um projeto sério que poderá transformar sua vida do que para alcançar o que você mais deseja.
    Será que é necessário ficar escrevendo o óbvio; Amy foi apenas alguém que poderia ter sido magnifica, mas preferiu acreditar que era eterna e cavou sua própria cova. Respeitando as devidas proporções, tem um bocado de gente fazendo a mesma coisa.

    Cara conhecida minha, nunca aprovei um comentário anônimo nestes quase 7 anos de blog, mas o seu permite esclarecer alguns pontos interessantes e me pareceu muito propício ter chegado no dia de hoje, Dia Nacional do Escritor. De mais a mais, você é “uma conhecida minha” e não existe anonimato na web, oui? Vamos lá…
    O tempo que gasto para escrever um texto destes é quase o mesmo que você leva para lê-lo. Para mim, escrever é tão difícil e trabalhoso quanto respirar. Principalmente em relação aos textos aqui do blog, quase todos muito pessoais, simples expressão do meu pensamento, que não demandam qualquer trabalho de pesquisa ou algo assim. Energia? É do escrever e da troca de experiências com os leitores que tiro toda energia que me alimenta. Se NÃO escrevo, eu perco energia.
    “Hipoteticamente, esses textos poderão ser de algumas valia para gerações futuras”. Se eu me preocupasse com para quê servem meus textos, eu perderia muito tempo e energia. Como disse em outro deles (Escrever bem para comer alguém): Escritor escreve porque não sabe fazer outra coisa. Bem ou mal. Dádiva ou maldição. Tem necessidade de expor as vísceras, de exorcizar demônios. Eu preferiria ter nascido milionário e passar o dia lendo na beira de uma piscina, mas…
    Escritos para gerações futuras? Não. São escritos, principalmente, para quem os lê AGORA. Foi escrito para você. Para os meus amigos. Para os leitores que passam por aqui e nem conheço. Para as mais de 500 pessoas que passaram no blog nas últimas 24 horas. Escrever para gerações futuras? Se hipoteticamente, como você disse, ou de alguma forma isso for uma perda de tempo, fico imaginando que belo funcionário público poderia ter sido meu conterrâneo Afonso Henriques e que grande professor teria sido Frederico Guilherme. Mas eles insistiram em perder tempo e energia escrevendo. Seus contemporâneos não deram muito valor a eles, mas as gerações futuras não cansariam de ler e reler suas obras. Você também já deve ter lido algo de Lima Barreto ou de Nietzsche, não?
    Sobre se é “necessário ficar escrevendo o óbvio”, sua frase seguinte sobre o comportamento de Amy já responde: “tem um bocado de gente fazendo a mesma coisa”. O que é óbvio para um, não o é para muitos. Esta é outra função do escritor. Para mim, todas as discussões e conselhos escritos nos livros sagrados das grandes religiões são coisas muito óbvias. No entanto, milênios depois, bilhões de criaturas continuam brigando, se desentendendo, se odiando, se matando… Sim. É necessário ficar escrevendo “o óbvio”.
    Deixei para comentar por último sua observação e seu conselho (“no presente eles servem muito mais para lhe desviar de um projeto sério que poderá transformar sua vida do que para alcançar o que você mais deseja”). ESCREVER É SEMPRE SÉRIO. Estes quase 7 anos de blog com seus mais de 500 textos e milhares de comentários (entenda-se, troca de ideias e de experiências) FAZEM PARTE DO PROCESSO “de um projeto sério que poderá transformar” minha vida. É um exercício constante para o que está por vir. SEMPRE. Se amanhã eu ganhar um Nobel de Literatura, ele terá sido um exercício para o que ainda virá. É assim que funciona.
    Perda de tempo? Durmo cinco horas por dia e não passo nem uma hora em frente à televisão (só para falarmos de duas coisas que fazem as pessoas perderem muito tempo). Outros projetos? Para cada texto publicado no blog, escrevo 20 ou 30 páginas para projetos que só serão devidamente conhecidos quando finalizados. Não se preocupe com isso. Mas, sinceramente, gostei da sua preocupação. Imagine como essa capacidade de produção poderia ser bem melhor aproveitada com uma mulher de visão, ao meu lado, a gerenciá-la. Casais ficaram milionários assim…
    Para concluir: acha que fiz mal em gastar 8 minutos para responder seu comentário? Foi perda de tempo? Creio que não. Tenho muito respeito por quem passa por aqui, lê o que escrevo e ainda comenta.
    Merci et revenez souvent. 😉

  9. Ana Laura disse:

    Realmente…então, se for assim, vamos deixar de registrar, ler, estudar…todo mundo faz esse óbvio.

  10. Wendy disse:

    Parabéns pelo texto. Amei td. Até te registrei em meu tuiter.

    Ideias contrárias ao senso comum tbm merecem ser respeitadas.

  11. Sabrina disse:

    Parabéns pelo blog.Muito bom mesmo!

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