Pós-love

Um breve conto de fricção


 

Assim que acabava de fuder com Cláudia, eu tinha que escutar Kátia Flávia, a Godiva do Irajá. E tinha que ser naquela versão ao vivo, acelerada, hard. Era uma pós-gozada de quatro minutos. Loiraça belzebu, loiraça lucifer, loiraça satanás. Fausto Fawcett pós-coito. Era um ménage para o qual ele chegava atrasado. Quatro minutos com aquela batida na cabeça.

Fausto era o meu cigarro. Quando a música parava, já caia de novo de boca na Claudinha. “Pode vir.” Ela não negava. Não tinha não nem talvez. Sempre pronta pra fuder. Suicide blonde. Era uma loira boa pra caralho. Uma mulher para mil picas. Vinha para cima com tudo. Quando se acabava, gritando para eu gozar junto, era certeza do pau travar no on. Ficava duro como uma pedra. Ela ria. E pulava mais. O pau ardia, esfolava, sangrava e ela não dava trégua. O brinquedo dela lá… impávido standard. Achava que ia morrer grudado naquela louca. Sentia o pau inchando como o de um cachorro. Ia ficar plugado na cadela. Nesses não intervalos priápicos, não tinha Kátia Flávia. Só conseguia ranger os dentes e rezar pra ela gozar de novo e parar. Pau gasta? Ela tava acabando com o meu! Inchado. Inchado. O cachorro da Claudinha.

Quando finalmente parava, ficava ali, aberta em cima de mim. E nada da porra do pau baixar. Quando me deixava ir ao banheiro, ficava rindo. Jogava a calcinha na minha direção como se fosse jogo de argola. Água fria. O bicho inchado. Quando voltava, Claudinha dormia. Ou fingia. Eu já querendo meter a língua naquela buceta kamikase. Era só sentir meu focinho em sua pele que já ia se abrindo. “Chupa, vai!” Obediente, mandava ver. Perdia as contas dos gozos em minha boca. Quando tentava fugir, eu a segurava pelas ancas numa espécie de mata-leoa. Era a vez de ela se sentir inchada. Só assim, ela parava um pouco. Dava até pena. E gosto de vê-la se contorcendo. Depois de uma sequência de super-chupadas, ela falava: “Dá, leitinho, dá.” Não ia aguentar o pau ali. Eu, mais uma vez, obedecia. Mama, Claudinha, toma tudo. Ela sugando com força, sem perder uma gota. Eu me esticava e dava play: Aaaah, suicide blonde, suicide blonde… Kátia Flávia… Get out!

Esta entrada foi publicada em Ficção... ou não. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

3 respostas a Pós-love

  1. Nossa! sem palavras… vai que é tua, Claudinha! 🙂
    Gostei, emudeci. Melhor não comentar mais.

  2. fernanda disse:

    dor e delícia de ser o que é. é isso.

  3. Renata disse:

    “Espírito da alma/Que é lasciva que é/Rasgada pela carne/Eletrizada que já foi/Assim levada para ser/Purificada na lunática/Cozinha do básico instinto”
    Houve um tempo da minha vida que Básico Instinto era a trilha para ler Manara e Crepax recostada nas areias tranquilas da praia do Amor… Só love 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *