Discutindo a relação com Natal

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Há um texto que teima em não sair. Nada tem a ver com inspiração. Se você não escreve, explico. Os textos são como óvulos: já estão todos dentro de nós e, de tempos em tempos, vamos colocando um deles para fora.  O que teima em não sair é o que fala sobre meu relacionamento com Natal.

nat1_2fotCaso ele queira se manifestar e defender seu ponto de vista, ótimo. Se não, falo mesmo assim.

O início é conhecido: mudei do Rio para Natal em péssimo momento. Adolescente, em meados dos anos 80, saindo de um lugar que estava explodindo para um que não tinha nada. E eu queria explodir também. Mais que qualquer adolescente. Queria explodir com a força de um adolescente carioca, saindo da ditadura e querendo gritar que a vida é rock’n’roll. Fui jogado no meio do forró, da vaquejada e, mais adiante, do axé. Foi o de menos. Nada disso me contaminou, afinal, nunca me obriguei a ter contato com essas coisas. O problema nunca foi esse ou aquele detalhe, mas “o todo”, a cultura geral. E não em contraposição a que eu conhecia, mas a que eu desejava.

Some-se a tudo a infeliz e total falta de sintonia temporal entre mim e a cidade. Quando ela não tinha nada, eu não suportava; hoje, sinto falta da tranquilidade, do silêncio, da segurança. Agora que oferece outras possibilidades, nenhuma me interessa. E “o todo”, a cultura geral, continua do mesmo jeito.

Neste ponto, alguém pode fazer aquelas perguntas (bobas): Então, o que você está fazendo aí? Por que não vai embora? Primeiro: eu fui. Segundo: eu nem posso dizer que moro aqui outra vez, apesar de, no último ano, passar a maior parte do tempo em Natal. E o motivo disso são meus filhos. É também aí que entra outro ponto que dificulta a relação: ter passado quase oito anos distante e me deparar com mudanças (para pior ou que não me interessam) e com os mesmos comportamentos com os quais nunca tive afinidade.

nat2_2fotTentei fazer as pazes com a cidade que foi palco de minha adolescência, que me deu liberdade, amores, paixões e duas filhas. Nesse processo de redescoberta, como não poderia deixar de acontecer, os pontos de atrito ficaram mais evidentes: o crescimento desordenado, a insegurança, a falta de profissionalismo, as relações promíscuas entre jornalistas e políticos, o vender-se por qualquer trinta moedas, o não aceitar críticas por achar que são sempre ofensivas,  o desprezo pela História e pela cultura, a priorização da futilidade e muito outras coisas que também encontramos fácil em qualquer lugar.

No entanto, diferente da maioria, prefiro não enfatizar os defeitos do outro. Interessa-me saber o que o outro tem de bom. Nessa nova temporada em Natal, procurei fazer isso. Busquei o sol nascendo no Forte dos Reis Magos e se pondo na Pedra do Rosário ou no Canto do Mangue; busquei as figuras de rua, como André da Rabeca; as estátuas e os prédios centenários; as paredes da Ribeira contando o que viram em séculos de boemia; as igrejas antigas; o povo simples das Rocas e Santos Reis; os detalhes bons e conhecidos por poucos.

Também resolvi que nossa relação não deveria ser de paixão. Uma amizade de temporada seria o mais indicado. Sem forçar, sem solicitar muito para não ficar chato. Assim, o comprometimento diminuiu. Não pretendo dar muito de mim, nem espero que a cidade me dê algo. Menos contato, menos atrito. Quando voltar a falar a respeito dela por aqui, será sobre algo que gosto, como as igrejas. Dessa forma, talvez aprenda a curti-la como às outras por onde passo.

Vivo onde moram os monstros. Independente de onde meu corpo esteja, o lugar na minha cabeça é sempre lindo. A Natal que gosto é a que vejo, mas ainda tenho a impressão de que ela é uma menina de olhos grandes me oferecendo uma flor, tirando minha atenção do caminho que devo percorrer e, pior, fazendo isso de forma mal-intencionada. Quando essa história terminar, a verdade será revelada. Até lá, pretendo vivê-la em paz.

* * * * * * * *

Mais de 250 cliques dessa nova relação:
Uns dias em Natal – 2009
Uns dias em Natal – 2010

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13 respostas a Discutindo a relação com Natal

  1. Thiago disse:

    Creio que Natal é, para nós de fora que vivemos nela durante algum tempo, o que foi para os americanos, na época da guerra – uma meretriz. Usamos e abusamos dela, e depois a largamos, com boas lembranças, mas sem maiores sentimentos.

    Vendo por esse ângulo e lembrando que já tive casos com algumas… 😉

  2. Natal é uma cidade MUITO bonita, pena que só isso. A beleza com o tempo deixa de ser novidade e o que resta, talvez não seja suficiente para satisfazer pessoas mais exigentes.

    Como o Thiago falou, é uma Cidade Meretriz, e assim sendo, não deve ser levada a sério. O problema é que você quer casar com ela. Viva Natal sem compromisso como quem sai com uma “rapariga”… e, cá pra “nói”, sem compromisso, Natal é legal “quissó”, “né não? Digaí se esse homi num gosta daí, vai e volta da bixiga” 🙂


    Eu não acho Natal “MUITO bonita”. Talvez nem só bonita, mas beleza é algo MUITO relativo. Eu citaria, de cabeça, uns 20 lugares – em cidades ao redor e no interior do RN – que batem fácil algumas possíveis belezas de Natal.

    Mas… vem cá… que droga você anda usando para dizer que “o problema é que você quer casar com ela”. Nem com mulher DE Natal eu me casei. Não sei de onde você tirou essa ideia absurda e que JAMAIS existiu, muito menos agora. Não tenho fixação, desejo ou vontade de “casar” com lugar algum que conheça. Nunca tive. Fuma mais esse negócio não…

  3. OI Sandro!

    Como sempre, um maravilhoso texto. Nunca tinha parado para refletir na minha relação com Natal, acredita?
    Hoje percebo que compactuo com você, e os colegas acima, da mesma opinião.
    Natal é uma cidade linda,mas sempre me mostrou poucas possibilidades, pelo menos no que tinha a ver com os meus desejos.
    Hoje percebo que muito do que não gosto em Natal, há em outras cidades também, então, são características inerentes do ser humano, não da cidade. O “QI” ( quem indica), o coronelismo, entre muitas coisas. O grande segredo, creio, é aprender a lidar com isso, não se abater e seguir em frente.
    Moro hoje numa cidade do interior de SP, que não tem tanta beleza e é metida. Não tem vaquejada mas tem festa de peão. Tem horror à paulistano (e sou paulistana). Mal sabem o que eu faço, mas com a internet ninguém nos segura… enquanto escrevo para quatro os cantos do país, aqui me ignoram. Aprendi a lidar com isso. Espero logo estar lançando um livro por aqui (rs), vão ter que me engolir!
    Meu comentário acabou num desabafo…
    Abraços

    Chris

    Põe pra fora, Chris! A ideia é essa. 😉

  4. wilson natal disse:

    Coincidência? Sei,não… Tem dois dias,achei meu bloco de anotações de viagens. Nele gravei as minhas impressões sobre Natal. Anotações de um tempo que você não estava lá e nem o José Luiz havia nascido.
    1978 “Natal ainda é pura. Não está contaminada pelos grandes centros. Uma gema sem jaça, perfeita…” “…Cresce paulatinamente, dando a impressão de que parou no tempo. Isso é bom.Não polui a visão.” …Não tem o glamour de Salvador ou Recife, mas é muito mais bonita porque é natural…” “…é uma cidade caiçara e caipira. …Lembra as pequenas cidades praieiras e interioranas de S. Paulo, quanto ao povo, o modo de vida…” “…Concordei com os outros turistas: É um lugar para se visitar e ficar.” “… e aqui, as pessoas são simples, autênticas. “Podemos nos despir de toda a prevenção, toda desconfiança…”
    Eis ai, uma visão de Natal que tem mais de 30 anos. Mas, as cidades crescem, mudam, nem sempre para melhor. Mas não deixa de ser a NOSSA cidade, ou a cidade que nos recebeu. E a gente não a ama simplesmente. Vamos gostando e o amor vai nascendo e, a cada dia a amamos mais é mais.
    Eu mesmo costumo dizer, sobre São Paulo: Amo esta cidade que é Santa e Prostituta. Amo esta mulher de pedra que me medica e me envenena. Amo esta cidade com todo o meu amor e meu horror.
    E, entre as tantas cidades que conheci, todas foram “para visitar” e, de repente, Natal aparece e torna-se boa para ficar… Uma questão de empatia? Sim, porque em 22 dias que passei por ai, senti-me no meu bairro. O cenário era diferente, mas, quanto ao povo, igual.
    Natal não é seu ninho. Talvez, ai esteja o problema. Mas Natal deu muito a você, do bom e do ruim. Então, meu amigo, na se apresse. Vai “ficando”, vai gostando e, o amor aparece. Tudo é uma questão de paciência e aceitação.
    Abração,


    “Natal não é seu ninho”. Não. Nunca foi, nem será. Eu diria que é uma questão de paciência, tolerância e convivência. Mas não vou ficando… não sei ficar em lugar algum. 🙂

  5. Todo mundo que me conhece sabe que eu amo esta cidade, e já me declarei a ela de todas as formas em crônicas, poemas, letras de música e o que seja mais, até um livro para crianças eu escrevi, contando a história dessa cidade querida. Dizem que ama-se uma cidade quando se ama os seus habitantes, e eu amo muito essa gente que vive aqui, começando por filhos e netos, gatos, meu chão em Capim Macio, meus amigos, incluindo você, seu Lobo-Velho-Desdentado. Nei Leandro de Castro me botou um apelido (um deles: o primeiro foi o “Alicate”); pois bem, ele me chama de “A Fada Zangada do Cotidiano”, e diz que eu protejo Natal armada de uma varinha de condão e de um porrete de madeira-que-o-cupim-não-rói.
    Mas compreendo, Wolf, sua relação com a cidade, porque conheço você e conheço essa cidade querida, que às vezes é tão filha-da-puta com quem gosta dela que a gente tem vontade de ir embora e não voltar mais, ou de se trancar no apartamento e não sair mais nunca pra canto nenhum.
    Moro aqui desde 1975. Passei 78 e 79 em Recife, fazendo mestrado; e de 2005 a 2009 em João Pessoa, na Parahyba, meu estado-berço. mas estou de volta. Chamo Campina Grande, onde nasci, de minha cidade-berço. E Natal, eu chamo mesmo de minha cidade-Natal.

    Confesso que só volto a Natal por conta de minhas fillhas e minha mãe. De outra forma, não viria. Nunca senti falta de qualquer coisa da cidade. Depois desses anos longe, me dei conta de mais duas coisas que, para mim, são insuportáveis: calor e umidade. Gosto de clima frio e seco. Talvez por ser assim… 🙂

  6. como natalense de nascimento e criação, mas com mais da metade dos meus quase 54 vividos fora daqui, em paragens variadas (o Rio, a + querida delas)tenho com Natal hoje uma relação que é equilibrio precário entre entranhamento e estranhamento; e assim vou levando, pelo menos enquanto tiver pais velhos a quem atender… se não for antes deles.

    E muito me re-encanto e re-encontro a cidade entranhada em mim nas suas fotos, Sandro. Merci

    Pois o Rio, minha terra de nascimento e primeiras idades também está longe de figurar entre minhas paixões. E olha que ando em paz com ele. Quanto às fotos, fazem parte da “terapia de casal”. E a suruba está liberada para todos. 🙂

  7. fauzé disse:

    Como sempre mais um texto bonito e bem feito. Não sei se você vê Natal com olhos estrangeiros porque recusa a deixar de ser carioca. Eu não conheço sua segunda pátria, mas a primeira é linda e não por causa das pessoas mas ainda a geografia e as belezas naturais tão decantadas. O Rio tem para mim outra beleza que é o timing da música popular brasileira ter sido feita sempre por lá. È a cidade mais musical que conheço e coerente com toda a música brasileira que se fez ou que ainda se faz por lá. É uma capital melodiosa simples do jeito que a gente sempre quis. Eu adolescente passeava por lá e gostava sempre só que nas últimas décadas o povo deu uma arrefecida, encolheu-se ensimesmou-se ficou mais desconfiado e quieto, não troca senão olhares fortúitos com desconhecidos e não anda com gente estranha. O Rio passou a ser um fenômeno sociológico desses que a gente quer explicar para não perder os amigos nem brigar com os parentes que moram por lá. Divaguei muito e acho que estou longe de discutir minha relação com a minha terra. São Paulo que é onde vivo e trabalho. Tenho meus filhos e meus netos embora o Rodrigo more no Rio exercendo um sonho meu de adolescente que era morar com os (as) cariocas. Um abraço Sandro e continue tendo sempre algo a dizer.

    Opa! Obrigado por levantar a bola e me dar oportunidade de esclarecer isso. Sou carioca de nascimento e criação. Só. Assim como Natal, o Rio está, dentre TODAS as cidades que conheço, bem no final da minha lista de preferências, principalmente para morar. Tenho uma identificação cultural muito maior com o Nordeste (COMO UM TODO, não especificamente com Natal) do que com o Rio. Sou assumidamente um Judas Ex-carioca. Sinto-me muito melhor em São Paulo e muita gente acha que sou de lá. Talvez por essa identificação e pelo amor declarado. Mas não me sinto de lugar algum. Como disse no texto, minha dificuldade não era/é aceitar uma cultura diferente da que eu conhecia (a do Rio), mas diferente da que desejava/desejo. Das cidades em que morei, Brasília, a que escolhi, que fui por vontade própria, é de longe a que mais me agrada. Um pedaço de mim ficou lá. Aliás, um pedaço de mim nasceu lá: meu filho Pietro. E Campina Grande também foi uma boa experiência. Adoro cidades pequenas, mais calmas. Gosto do clima também. Na verdade, ainda não conheci a cidade que me conquistou de verdade. Imagino que seja uma de clima ameno para frio, de baixa umidade, pequena, silenciosa, com campos verdes e a menos de duas horas de São Paulo. Ainda não a conheço, mas sonho com ela todos os dias.

    Um grande abraço e comente sempre que desejar. É muito enriquecedor e estimulante. 🙂

  8. Sandro, não sei se é por sermos arianos…hehehe! Mas os meus sentimentos são muito próximos dos teus. Nasci em Natal, mas hoje, quase oito anos depois de ter saído daqui, não reconheço mais a cidade como minha… Nem a conheço mais… Natal é uma prostituta que faz cirurgia plástica em cima de cirurgia plástica e vai ficando cada dia mais deformada e irreconhecível!

    Eu não queria dizer isto, mas… tá, eu queria dizer exatamente isto: “Natal é uma prostituta que faz cirurgia plástica em cima de cirurgia plástica e vai ficando cada dia mais deformada e irreconhecível!”. Você é terrível , Renata. Sempre me lembra o que há de pior em mim! Continue fazendo isso! 😉

  9. wilson natal disse:

    A simbologia que dou ao NINHO: Um lugar para se voltar, retornar. Pode ser um lugar (no meu caso, a Mooca) real, pode ser Shangrilá. Dentro de nós, fora de nós. Uns vêm e vão com os ventos, em todas as direções. E o mundo todo vira um imenso ninho. Ninho pode ser história, memórias de alguém… Ás vezes o não gostar significa não se apegar, não se prender.
    Filhos do vento vão e vêm sem apego e com saudade.
    Lembra de Brasília? Você “ralou”, não gostou (?) e, quando saiu de lá, bateu a saudade.
    Então, filho dos ventos, vai levando a sua vida cigana e aprenda a amar todos os lugares que você passou e passará…
    Abração,

  10. Márcia disse:

    Do que me lembro, na infância, sentávamos nas cadeiras nas calçadas, brincando de dedania (que vinte anos mais tarde soube que tinha virado a-de-do-nha). Meninos e meninas sem medo de assalto, atentos aos poucos carros que passavam pela rua de paralelepípedos.
    Subíamos na pitombeira, jogávamos queimada, brincávamos de 31 alerta, polícia e ladrão, passa-anel e outras brincadeiras hoje ausentes dos condomínios, perdidas, ou encontradas somente nos vilarejos, nos sítios, caso ainda.
    Do que me lembro, na adolescência, era a reconstrução democrática. Ao largo das ondas do momento – forró e vaquejada – havia os saraus, os festivais de música e poesia, os grupos de leitura e estudo, as romarias à biblioteca, as reuniões da união da juventude socialista, os bares com música ao vivo, mpb da boa, os luaus de Ponta Negra, o surgimento de bandas de rock locais, umas fracas, outras bem interessantes.
    Do que me lembro, tempos depois li Paulo Coelho apesar de sua crucificação pelos ‘intelos’, e no Alquimista ele recontava uma história antiga, em que um viajante chegava a uma cidade perguntando a um vendeiro como era a gente dali. O vendeiro devolvia a pergunta e ouvia uma lista de defeitos. Então respondia: – assim são os moradores daqui.
    Em seguida, chegava outro viajante com a mesma pergunta, e pelo mesmo proceder, o vendeiro ouvia como resposta uma lista de qualidades, para devolver a resposta ao segundo.
    Nem como os viajantes, nem como os vendeiros, posto que é óbvio que gentes múltiplas as há em toda parte. Creio apenas que esta cidade, que não é a mesma de quarenta, trinta, vinte, dez anos atrás, como os mesmos não somos nós que nela vivemos ou que dela partimos ou que nela chegamos, não tem como não refletir o mundo. O processo de idiotização é geral, a tv brasileira, no nosso caso, dá sua importante contribuição para isso. A mídia toda, quase, o faz. As desigualdades e falta de políticas públicas eficazes para a saúde, a educação, a geração de emprego e renda, o investimento em cultura e lazer, criam uma cultura da violência. O ‘mundo moderno’ impõe a indústria do veloz e do descartável.
    Há saídas? Não sei. Penso apenas que a aldeia, teimando em deixar de sê-lo, cada vez mais reflete o mundo, o mundo que apodrece rapidamente, o mundo que deixaremos para os nossos filhos, aqui ou alhures. Talvez o pensamento provinciano que impera aqui nos guetos da ‘cultura’ seja uma reação – até inconsciente – ao processo de individuação crescente, reação ingênua à deterioração de valores, lugares e ideais que talvez só existam, cristalizados, em lugares da memória.
    Natal não foge à regra. Padece, como tantas outras cidades, das doenças da modernidade.
    Outro mundo é possível? Não sei. O geógrafo Milton Santos apregoava que sim. Está morto, como tantos de ‘um tempo bom’ que sempre está atrás, nunca durante nem depois de nós.
    Grata pela oportunidade de refletir sobre o tema e me lembrar – também – do jumento dos saltimbancos de Chico: “a cidade é uma estranha senhora/que hoje sorri e amanhã te devora”.
    bjos,

  11. Buca Dantas disse:

    rapaz…seu lugar é o lugarnenhum…tah vendo como suas inquietações provocam tanta coisa boa?..mas dizaê: vc quer ou não quer casar com Natal? rarara

  12. Ramilla Souza disse:

    Ao contrário de você eu nasci em Natal e, digamos, que não nutro exatamente um grande amor pela cidade. Eu até tento ver as partes boas, mas, no fundo, sei que só saindo e voltando eu vou me dar conta de como é viver em Natal, de verdade. E eu penso que, às vezes, é tentando contrapor que a gente muda… ou chega a algum lugar…

  13. Ricardo disse:

    Nasci em Brasília e fui para Natal aos 4 anos, vivendo lá até os 27. Sou natalense, portanto. Há 4 anos estou fora fazendo pós-graduação. Tentarei voltar para lá. Mas viver lá só é possível para mim porque construí meu mundo com meus amigos e família. Muitas pessoas em Natal me passam uma arrogância e uma ignorância incompreensíveis, que não conheci nas outras 4 cidades em que morei e outras tantas que visitei. Alguém tem essa mesma impressão ou sou só eu?

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