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	<title>Comentários sobre: O Haiti nosso de cada dia</title>
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		<title>Por: Renata Silveira</title>
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		<dc:creator>Renata Silveira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 23:26:38 +0000</pubDate>
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		<description>Sandro, a história do soldado a filmar no lugard e agir lembrou-me o caso do &quot;fanfarrão&quot; pullitzer, o fotógrafo kevin carter (assim, em minúsculas, para mostrar o meu desprezo). Um abutre à procura dos seus 15 minutos de fama... E quem sabe um pulitzer?!
A pergunta que fazes no final do segundo parágrafo foi a mesma que eu fiz ao ver tal aberração inserida numa peça pretensiosamente jornalística...
E olha, que sem a obrigatoriedade do diploma isto ainda vai ficar muuuuito pior. Qualquer &quot;meganha&quot; acha-se a Christiane Amanpour...

&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Que exista mais gente registrando não é o problema. O que me preocupa é QUEM está fazendo isso e, principalmente, QUANDO. Imagine o cara chegando todo aberto em um hospital e o médico querendo filmar para mostrar na TV ou no YouTube em vez de correr com o pobre coitado para a sala de cirurgia. Ou o policial filmando o tiroteio em vez de mandar bala para cima dos bandidos. Um bombeiro filmando o incêndio... Essa irresponsabilidade para com a missão que a pessoa deveria ter é que é uma desgraça.&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;

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		<content:encoded><![CDATA[<p>Sandro, a história do soldado a filmar no lugard e agir lembrou-me o caso do &#8220;fanfarrão&#8221; pullitzer, o fotógrafo kevin carter (assim, em minúsculas, para mostrar o meu desprezo). Um abutre à procura dos seus 15 minutos de fama&#8230; E quem sabe um pulitzer?!<br />
A pergunta que fazes no final do segundo parágrafo foi a mesma que eu fiz ao ver tal aberração inserida numa peça pretensiosamente jornalística&#8230;<br />
E olha, que sem a obrigatoriedade do diploma isto ainda vai ficar muuuuito pior. Qualquer &#8220;meganha&#8221; acha-se a Christiane Amanpour&#8230;</p>
<blockquote><p><strong>Que exista mais gente registrando não é o problema. O que me preocupa é QUEM está fazendo isso e, principalmente, QUANDO. Imagine o cara chegando todo aberto em um hospital e o médico querendo filmar para mostrar na TV ou no YouTube em vez de correr com o pobre coitado para a sala de cirurgia. Ou o policial filmando o tiroteio em vez de mandar bala para cima dos bandidos. Um bombeiro filmando o incêndio&#8230; Essa irresponsabilidade para com a missão que a pessoa deveria ter é que é uma desgraça.</strong></p></blockquote>
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	<item>
		<title>Por: Dinor Guinzani</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/01/18/o-haiti-nosso-de-cada-dia/comment-page-1/#comment-8387</link>
		<dc:creator>Dinor Guinzani</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 22:57:31 +0000</pubDate>
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		<description>OI Sandro!

Em relação ao &quot;cala boca&quot; do militar, eu não cheguei a escutar e também não estou aqui para defender ninguém, mas creio que em momento de muita tensão, lembrando que o dever e obrigação dele era justamente de salvar vidas, provavelmente precisava que as pessoas &quot;calassem&quot; a boca para ter certeza de estar ouvindo um sobrevivente....Não estou querendo afirmar que tenha sido isso que ocorreu, mas pela situação, é o que me parece mais sensato imaginar....Afinal, em muitos momentos a &quot;educação&quot; fica em segundo plano, como por exemplo salvar a vida de alguém...Imagine só, vc vivenciando toda aquela situação, vendo corpos espalhados pela cidade, o desespero como ânimo oficial do momento e em determinado momento aparece um homem gritando dizendo que ouviu sua mulher viva. Obviamente, ele tem a brigação de averiguar. Nesse mesmo instante vem uma reporteres e câmeras ( não sei se estou enganado, mas quem filmou o ocorrido não foram os militares ou bombeiros, mas sim a equipe de reportagem que passou no momento). Então, as pessoas em desespero,começam a gritar &quot;tá ali&quot;  &quot;onde&quot;  &quot;eu ouvi&quot; . Bom, a equipe de resgate precisa escutar a vítima e não as pessoas. Sinceramente, não sei se eu faria diferente, talvez em desespero eu mandasse um &quot;cala a boca&quot; geral, com o objetivo de poder conter a ordem e salvar uma vida (nossa esse conter a ordem, tá parecendo até discurso militar rsrssrsrsrs).
Por outro lado, mesmo que ele tenha tido uma postura de &quot;estrelismo&quot; e se essa sua postura resultou no salvamento da mulher, sei que pode parecer muito &quot;Maquiavel&quot; , mas, que Bom, pelo menos alcançou um objetivo maior.  
Gostei muito de como vc citou Zilda Arns, pois realmente, se cada ser humano tivesse ao menos 1/20 de Zilda Arns, viveríamos em um ambiente muito mais equilibrado.

Abração Sandro!!!

&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;O &quot;Cala a boca!&quot; é totalmente esperado e compreensível naquela situação. O &lt;em&gt;&quot;Ferme la bouche, s&#039;il vous plaît&quot;&lt;/em&gt; foi apenas uma maneira irônica de apresentar o despreparo inicial do personagem ao se expressar. Em língua alguma que eu conheça se dá uma ORDEM e se pede &quot;&lt;em&gt;por favor&lt;/em&gt;&quot;. Ordem é ordem. É &quot;&lt;em&gt;Foda-se, saia da frente!&lt;/em&gt;&quot;. Com educação, se fala: &lt;em&gt;Silêncio, por favor!&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Silence, s&#039;il vous plaît!&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Silence, please!&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Silenzio, per favore!&lt;/em&gt;...). Depois da ordem de soldado, já com o personagem incorporado, com muita gentileza, calma e compostura ao perceber que, sim, a mulher estava ali soterrada, para que a pressa?, filma-eu-Galvão, ele fica um doce. Ou seja, o &quot;&lt;em&gt;Calem a boca, por favor!&lt;/em&gt;&quot; foi um &quot;&lt;em&gt;Silêncio no estúdio. Gravandooooo&lt;/em&gt;&quot;. ;)

Para ver e rever a cena patética, é só clicar no &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; logo no início do segundo ou parágrafo ou aqui - http://www.youtube.com/watch?v=O940MCMTyzw.

Abração.&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;



 </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>OI Sandro!</p>
<p>Em relação ao &#8220;cala boca&#8221; do militar, eu não cheguei a escutar e também não estou aqui para defender ninguém, mas creio que em momento de muita tensão, lembrando que o dever e obrigação dele era justamente de salvar vidas, provavelmente precisava que as pessoas &#8220;calassem&#8221; a boca para ter certeza de estar ouvindo um sobrevivente&#8230;.Não estou querendo afirmar que tenha sido isso que ocorreu, mas pela situação, é o que me parece mais sensato imaginar&#8230;.Afinal, em muitos momentos a &#8220;educação&#8221; fica em segundo plano, como por exemplo salvar a vida de alguém&#8230;Imagine só, vc vivenciando toda aquela situação, vendo corpos espalhados pela cidade, o desespero como ânimo oficial do momento e em determinado momento aparece um homem gritando dizendo que ouviu sua mulher viva. Obviamente, ele tem a brigação de averiguar. Nesse mesmo instante vem uma reporteres e câmeras ( não sei se estou enganado, mas quem filmou o ocorrido não foram os militares ou bombeiros, mas sim a equipe de reportagem que passou no momento). Então, as pessoas em desespero,começam a gritar &#8220;tá ali&#8221;  &#8220;onde&#8221;  &#8220;eu ouvi&#8221; . Bom, a equipe de resgate precisa escutar a vítima e não as pessoas. Sinceramente, não sei se eu faria diferente, talvez em desespero eu mandasse um &#8220;cala a boca&#8221; geral, com o objetivo de poder conter a ordem e salvar uma vida (nossa esse conter a ordem, tá parecendo até discurso militar rsrssrsrsrs).<br />
Por outro lado, mesmo que ele tenha tido uma postura de &#8220;estrelismo&#8221; e se essa sua postura resultou no salvamento da mulher, sei que pode parecer muito &#8220;Maquiavel&#8221; , mas, que Bom, pelo menos alcançou um objetivo maior.<br />
Gostei muito de como vc citou Zilda Arns, pois realmente, se cada ser humano tivesse ao menos 1/20 de Zilda Arns, viveríamos em um ambiente muito mais equilibrado.</p>
<p>Abração Sandro!!!</p>
<blockquote><p><strong>O &#8220;Cala a boca!&#8221; é totalmente esperado e compreensível naquela situação. O <em>&#8220;Ferme la bouche, s&#8217;il vous plaît&#8221;</em> foi apenas uma maneira irônica de apresentar o despreparo inicial do personagem ao se expressar. Em língua alguma que eu conheça se dá uma ORDEM e se pede &#8220;<em>por favor</em>&#8220;. Ordem é ordem. É &#8220;<em>Foda-se, saia da frente!</em>&#8220;. Com educação, se fala: <em>Silêncio, por favor!</em>, <em>Silence, s&#8217;il vous plaît!</em>, <em>Silence, please!</em>, <em>Silenzio, per favore!</em>&#8230;). Depois da ordem de soldado, já com o personagem incorporado, com muita gentileza, calma e compostura ao perceber que, sim, a mulher estava ali soterrada, para que a pressa?, filma-eu-Galvão, ele fica um doce. Ou seja, o &#8220;<em>Calem a boca, por favor!</em>&#8221; foi um &#8220;<em>Silêncio no estúdio. Gravandooooo</em>&#8220;. <img src='http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Para ver e rever a cena patética, é só clicar no <em>link</em> logo no início do segundo ou parágrafo ou aqui &#8211; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=O940MCMTyzw" rel="nofollow">http://www.youtube.com/watch?v=O940MCMTyzw</a>.</p>
<p>Abração.</strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: wilson  natal</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2010/01/18/o-haiti-nosso-de-cada-dia/comment-page-1/#comment-8386</link>
		<dc:creator>wilson  natal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 21:21:35 +0000</pubDate>
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		<description>A história do Haiti eu conheço; movimentos de ascensão e queda, repressões políticas, também conheço. O império negro, a república negra também. Me fascina os mistérios do &quot;Vodu&quot; que reverencia &quot;Monsieur Samedi&quot;... Fico apavorado em lembrar do &quot;Papa Doc e ces Tontons Macutes&quot;.
Mas o que eu queria mesmo é saber dos Fados e das Parcas qual a razão de ser do Haiti e de sua população.Pois parece-me que estão ai, a nos ensinar alguma coisa tão importante que, por negação, insistimos em não perceber, entender.Talvez seja mais cômodo. Assim não teremos que entender que existe um Haiti em toda a parte e dentro de nós... Talvez não entendamos esse e os outros Haitis por que eles nos falam nesse francês créole de difícil compreensão.
O Brasil, graças a Deus é um país feito de mulheres grandiosas, fortes, abnegadas. Dentre as tantas sobressaem no meu universo pessoal as figuras  de dona Cármen Prudente que está para sempre ligada ao desenvolvimento do Hospital do Cancer e Zilda Arns - A alma e a Vida da Pastoral do Menor.
Ela veio seguindo os passos de Dom Paulo Evaristo Arns, feito Cardeal Arcebispo de São Paulo. Neste período, tudo aquilo que ela já havia feito em movimentos sociais é coroado com a criação do Bem Estar do Menor e, depois, do Idoso.
Sempre senti que, entre as duas, Cármen e Zilda, alguma coisa em comum. Era a Fé. Não a fé em Deus que sempre foi óbivia nas duas. E sim, a Fé que elas tinham no ser humano. Uma fé que nem nós temos pelos outros e por nós mesmos. Creio que morreram sem perder essa Fé.
Ao contrário da mãe do Lula, Dona Cármen não tem um busto ou uma estátuas pelas praças do Brasil e,provavelmente, Dona Zilda nunca a terá... É o Haiti daqui, preocupado em olhar o Haití de lá! E o Haiti de lá, acontece todos os dias no Haiti daqui.
E eu vou calando a minha boca, antes que me façam calar.
Abração,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A história do Haiti eu conheço; movimentos de ascensão e queda, repressões políticas, também conheço. O império negro, a república negra também. Me fascina os mistérios do &#8220;Vodu&#8221; que reverencia &#8220;Monsieur Samedi&#8221;&#8230; Fico apavorado em lembrar do &#8220;Papa Doc e ces Tontons Macutes&#8221;.<br />
Mas o que eu queria mesmo é saber dos Fados e das Parcas qual a razão de ser do Haiti e de sua população.Pois parece-me que estão ai, a nos ensinar alguma coisa tão importante que, por negação, insistimos em não perceber, entender.Talvez seja mais cômodo. Assim não teremos que entender que existe um Haiti em toda a parte e dentro de nós&#8230; Talvez não entendamos esse e os outros Haitis por que eles nos falam nesse francês créole de difícil compreensão.<br />
O Brasil, graças a Deus é um país feito de mulheres grandiosas, fortes, abnegadas. Dentre as tantas sobressaem no meu universo pessoal as figuras  de dona Cármen Prudente que está para sempre ligada ao desenvolvimento do Hospital do Cancer e Zilda Arns &#8211; A alma e a Vida da Pastoral do Menor.<br />
Ela veio seguindo os passos de Dom Paulo Evaristo Arns, feito Cardeal Arcebispo de São Paulo. Neste período, tudo aquilo que ela já havia feito em movimentos sociais é coroado com a criação do Bem Estar do Menor e, depois, do Idoso.<br />
Sempre senti que, entre as duas, Cármen e Zilda, alguma coisa em comum. Era a Fé. Não a fé em Deus que sempre foi óbivia nas duas. E sim, a Fé que elas tinham no ser humano. Uma fé que nem nós temos pelos outros e por nós mesmos. Creio que morreram sem perder essa Fé.<br />
Ao contrário da mãe do Lula, Dona Cármen não tem um busto ou uma estátuas pelas praças do Brasil e,provavelmente, Dona Zilda nunca a terá&#8230; É o Haiti daqui, preocupado em olhar o Haití de lá! E o Haiti de lá, acontece todos os dias no Haiti daqui.<br />
E eu vou calando a minha boca, antes que me façam calar.<br />
Abração,</p>
]]></content:encoded>
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