Elas não são más. Só foram desenhadas assim.

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Em novembro, Marge Simpson estará na capa da Playboy americana. Vai para minha coleção e me ajudará a esquecer a edição brasileira do mesmo mês que ameaça trazer a capa mais sem graça de sua história.

Marge estará na capa e em três páginas, “sexy e nua”, mas sem mostrar tudo. Quem quiser vê-la em detalhes, com atributos diferentes dos originais e fazendo tudo que se possa imaginar, basta navegar pela Internet. Ela, seus familiares e todos os moradores de Springfield já realizaram todas as taras possíveis graças às benditas mentes pervertidas de inúmeros desenhistas.

Para a revista, mais pudica, é um momento histórico. Diz-se que é a primeira vez que um desenho será capa da Playboy. Em termos. Outra personagem do mundo dos desenhos já mereceu tal honraria: a sensualíssima e inigualável Jessica Rabbit. Isso aconteceu em novembro de 1988 e tenho meu exemplar para provar! A diferença é que Jessica era, na verdade, uma arte criada sobre foto da modelo Laura Richmond (aqui para os mais envergonhados e aqui para quem quer ver mais).

Era um tempo diferente, no qual os seios eram naturais e as mulheres ostentavam belos pelos púbicos. A geração que a Playboy pretende atingir com Marge é siliconada e raspada. Aliás, é assim que a senhora Simpson aparece em muitos desenhos na web, mas nós sabemos que ela não é turbinada. Basta descobrir se ela é azul original ou se aquilo é tintura.

Só espero não ter que esperar outros 21 anos para ver uma edição com Lois Griffin ou Francine Smith. E que venham bem mais ousadas.

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