Vivo, estou. Mais escondido que Belchior, mais desorientado que Vanusa, mais encurralado que Sarney, mais insepulto que Michael e tão (s)em paz quanto qualquer um deles.
Desgosto, este ano, nem tanto. Só efemérides e um deixa quieto, finge que não está vendo que passa.
Mês de Reprise. Vanessa avisando sem cansar: Solte um pouco o freio,/ deixe de receio/ Encare mais os fatos,/ sirva ainda frio seu coração,/ seu fogo não se espalha/ Excesso de razão é como opinião:/ se não ajuda, atrapalha.
Finjo não ouvir, mas suave ela insiste noutra (não notre) viagem: Pour commencer notre voyage/ il faut que ta peur disparaisse. Até o I Ching, em mandarim castiço, aconselha: Rai-te, ômi!
Vou. Não sem medo, não sem pedir licença. Devagar com a dor, que o Sandro é de barro.
Volto quando a Lua retomar seu curso.
Me vi aí, se serve de consolo… rs
Assim, faço coro, feito meus velhos, a agosto: vai-te, azedo!
Sim, chega de dor a gosto, antes as doses homeopáticas, que por debaixo do manto, muitos santos são de barro.
E há alguns, nem tão santos, que são de pano. Molambos.
Por isso é bom que você fique mais um pouco. Pra fazer a diferença.
Obrigada pela leitura. No sentido mais amplo de leitura.
beijos,
Agosto, mês de desgosto, já dizia minha avó. Que aliás morreu num agosto desses. E eu assino embaixo da sabedoria popular que ela tinha!
Pois… Agosto. Tá mais fácil chegar Janeiro que Setembro.
Quando encontrar um posto de correio, te mando um postal daqui do exílio.
Vá. Nunca estarás sozinho. Já deves saber, né?
Sandro,
Esse post também tem tudo a ver com o meu momento.Obrigada por compartilhar, é muito bom saber que não estamos sozinhos nessa estrada. Que venha setembro!!! abraços