
Ainda há quem leia na praça. Há quem leia enquanto espera. Quem leia simplesmente. E espere. Final de manhã, chove-não-chove, pracinha no centro da cidade, tempos apressados e a menina com seu livro. Alheia ao vai-e-vem, a quem olha para ela, a quem se admira com alguém lendo, ao barulho dos coletivos. Olhos correm pelas linhas, apertam para reler e entender, buscam um ponto de fuga, conferem algo fora da página. Chegou não. Continua a leitura. Roidinha na unha. Foto ampliada, suspiro de crônica abatido pelo título revelado: Enquanto o amor não vem. Mas resta uma esperança. Para quem escreve; não para quem lê. No instante seguinte, a menina levanta e caminha solitária. Se ficou esperando o amor, cansou. Talvez chegue no próximo livro.
Acho que ela não ficou esperando o amor — ela o levou consigo, entre capas.
que lindo: o banco de praça, a moça, o livro e o seu olhar…
senti uma gostosa sintonia entre a cena que você presenciou, a representação dela na foto e seus escritos, caro. mais uma vez, bravo! seu blog faz valer à pena. um cheiro, S.
Gostei. Hoje é quase que impossível ver alguém lendo assim como essa menina.
Quanto a espera, @aninhdaguiar que sabe como é difícil esperar por uma pessoa horas sem ter um livro. Mas agora ela já aprendeu, sempre anda com um dentro da bolsa.
eu faço isso sempre. várias vezes. inclusive ja fiz nessa praça mesmo!
Eu adoro essa praça no mês de julho. e em dezembro também é uma pequena delícia.
Não existe nada mais gostoso do que perder-se nas páginas de um libro!
abs,
PS:- É tu, refletindo no vidro da vitrine?
Agora quero ser a menina que lê no banco da praça…(unsure)
Leio em todos os lugares,mas nunca mais li em uma praça… como a leitura nos leva para outros mundos as praças que conheço não oferecem mais a tranquilidade necessária para esse desligar-se