O preconceito e o politicamente correto

Politicamente correto é uma expressão por si só muito estranha. Você conhece algum político correto? Isso me lembra aquela piada: Estão em um elevador uma loira gostosa, um anão, um saci e um gaúcho macho. Falta energia. O elevador para, fica escuro, a loira é estuprada. Quem fez isso? O anão, claro! Saci e gaúcho macho são lendas.

Foi só para exemplificar. Gaúchos, por favor, não se ofendam. Sacis, também não. Particularmente, só tenho preconceitos com quem tem preconceitos, o que acaba me incluindo. Na verdade, gostaria de não ter nem esse. Gostaria de ser tolerante também com os preconceituosos. Mas, antes de abordar dois exemplos recentes sobre preconceito e politicamente correto acontecidos nesta sexta-feira, deixemos algo bem claro: o preconceito nasce da ignorância das pessoas, mas só sobrevive porquê há quem o alimente. E, muitas vezes, quem o alimenta é a “vítima” do preconceito.

Há poucos dias, Lula – vítima potencial de preconceito e de piadas politicamente incorretas – culpou a “gente branca de olhos azuis” pela crise mundial. Houve pelo menos uma pessoa que resolveu pedir retratação, na Justiça, por conta da frase. Claro que isso é mera oportunidade de criar e aproveitar um factóide. Mas imagine qual seria a reação se ele tivesse dito que a crise é “culpa dos negros” ou mesmo “dos afrodescendentes”. Os brancos de olhos azuis viram aquilo como um momento infeliz, uma frase idiota e pronto. Os negros (deixando claro que aqui é forma de expressão e não uma generalização, portanto, entenda-se “parte dos” e não o todo), até por uma questão histórica, aprenderam a se colocar em posição de inferioridade a ponto de achar que a palavra “negro” ou “negra” é ofensiva. Como devo elogiar minhas amigas negras? Que linda afrodescendente? E as brancas? Que bela eurodescendente? Que negra linda! Que branca linda! Ponto. Definitivamente, preconceito é ridículo e certas atitudes que dizem ser tentativas de combatê-lo são ainda mais ridículas.

Há de se ter bom senso na utilização do politicamente correto. Nesta sexta, o Conar suspendeu a exibição de um comercial para tevê do Doritos – aquele que mostra quatro amigos no carro e um, meio contido, fazendo a coreografia da música YMCA –, depois de ter recebido mais de cem denúncias acusando o filme de ser preconceituoso. Se você não viu o comercial, clique aqui, veja e depois me responda: os outros três, ao perceberem que o quarto “quer dividir alguma coisa com os amigos” (é esse o mote do comercial), tomam alguma atitude preconceituosa? Eles colocam o garoto para fora do carro? Batem nele? Fazem alguma piadinha? Há um detalhe interessante: o “suposto gay” tem estatura menor que os amigos. É claro que o motivo principal disso foi ter espaço para gesticular. Agora imagine que não houvesse essa preocupação e tivessem colocado um cara enorme, musculoso, bombadão, diga-se, um tipo gay bem comum. A leitura preconceituosa mudaria? Provavelmente. Porque os outros estariam inferiorizados em relação à estatura e à força física. No final das contas, o preconceito, seja ele qual for, é sempre uma tentativa de se sentir superior. O preconceituoso acredita-se melhor por ser maior, por ser de determinado sexo, por ter mais dinheiro, por ter certo cargo, por fazer parte de tal grupo, por ter nascido ou por morar em algum lugar que considera especial… Ele busca compensar algum sentimento de inferioridade tentando fazer com que outros pareçam inferiores.

Outro fato relacionado ao preconceito e ao politicamente INcorreto aconteceu, nesta sexta, no Twitter. O humorista Danilo Gentili, do CQC, por volta de uma hora da tarde, resolveu fazer uma piadinha sobre Roseana Sarney ter assumido o governo do Maranhão. Ele disse: Roseana toma posse no MA. Como alguém toma posse daquilo que sempre foi seu? A piada era para ter parado aí, mas, por infeliz inspiração, ele foi adiante: Aquela merda de lugar sempre foi daquela merda de pessoa. O contra-ataque foi imediato. Começou a receber uma chuva de mensagens criticando a frase imbecil. Logo depois tentou fazer uma emenda engraçadinha: Desculpa ai..mas um lugar que deixa uma família de filho da puta fazer o que quer a décadas é uma merda de lugar sim. E o ataque se intensificou, já sendo chamado de burro por não ter escrito “há décadas”. A discussão durou a tarde toda e Gentili perdeu alguns de seus 18 mil seguidores. Começaram até a achar que o perfil era falso, que “o verdadeiro Gentili”, aquele garoto com jeito de bobo e bonzinho da tevê não poderia ser esse cara preconceituoso ou, para dizer o mínimo, politicamente incorreto. Foram muitas as tentativas de emendar a escorregada, de mostrar que ele é humorista e por isso “vale tudo”. Se ele não apagou, como disse que iria fazer, quem quiser pode conferir na página dele no Twitter. Para concluir a linha de pensamento deste texto, vou utilizar a terceira frase de Danilo nessa tarde infeliz: O maranhao é um lugar de merda que está num pais de merda ok. Eu sou nascido nesse pais... tenho alvará pra dizer isso.

Fazer piada com a própria situação é algo mais facilmente tolerável. Se eu, Sandro, brasileiro, carioca, digo que é terrível me apresentar assim e perceber a pessoa correndo ou tomando conta da carteira é uma coisa. Se a gracinha fosse feita por um estrangeiro ou mesmo um brasileiro não carioca poderia soar preconceituoso. O próprio Danilo, mais tarde, fez uma piada desse tipo, ironizando a violência policial: Policiais agressores serão expulsos da polícia no RJ e receberão honra ao mérito em SP. Em parte, atinge ele mesmo. Mas se além de paulista você for policial, honesto, consciente de seu dever, certamente não riu. É porque quando o deboche, o preconceito, o politicamente incorreto nos atinge diretamente não tem a mínima graça.

Não se pode esquecer que tudo isso é extremamente relativo. Danilo pode achar que o Maranhão é uma merda e o resto do país inteiro pode achar que ele é idiota porque só sabe ficar curtindo com a cara dos outros na tevê, pode achar que ele é magrelo e meio curvado, que é afeminado porque ainda tem voz de adolescente, que é analfabeto porque escreveu “hipocresia” ao se defender da chuva de críticas… Cada um que ache seu próprio argumento imbecil para inferiorizar o próximo e se sentir superior com isso.

Enquanto escrevia, escutei o repórter Renato Ribeiro, da Globo, falar no Jornal Nacional: Como é bom ser brasileiro aqui na África. Eles amam o Brasil. É verdade. Os africanos, em geral, veem o brasileiro como um povo próximo, parecido, mais rico e que os respeita. Somos como parentes endinheirados. Somos bem tratados. Queria ver dizer o mesmo estando na França ou em outros países europeus nos quais há uma forte tendência a achar que brasileiro é trambiqueiro, ladrão, sinônimo de problema. Sabe o que está por trás dessa diferença e desses – o bom e o ruim – preconceitos? A posição social. Grande parte dos brasileiros que vai para a África ganha bem e tem altos cargos em empresas multinacionais. Muitos dos que vão para a Europa vão como mão-de-obra barata e aceitam fazer qualquer coisa. Acabam na marginalidade. E assim os preconceitos se formam. Vem a generalização e um Sarney vira o Maranhão inteiro, meia dúzia de brasileiros passa a ser o Brasil, um policial corrupto passa a ser a corporação.

A lição é muito simples. Basta entender que se você não tolera algo por ser diferente, o outro tem exatamente o mesmo motivo para não gostar de você. É sempre bom lembrar a pergunta “onde você guarda o seu preconceito?”. Não para que se dê uma resposta vergonhosa do tipo “bem escondido”, mas para que, pensando a respeito dele, perceba que se trata de uma limitação SUA e não do outro. Livre-se dele, enxergue a riqueza da diversidade e aprenda a rir de você mesmo e de seus iguais. Em um utópico mundo sem preconceitos, a paranoia do politicamente correto não existiria.

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9 respostas a O preconceito e o politicamente correto

  1. tato disse:

    Definitivamente, preconceito é ridículo e certas atitudes que dizem ser tentativas de combatê-lo são ainda mais ridículas.

    Interessante. Eu sempre vejo aquela turma com a camiseta “100% negro”,na rua, e me pergunto em silêncio, o que aconteceria se eu saísse com uma camiseta onde se lesse “100% branco”, ou, talvez “50% branco, 25% negro, 25% índio”?

    Talvez eu fosse linchado, ou algo do tipo.

    Sandro responde: Só sei que estou para fazer uma onde estará escrito: 100% vira-lata.

  2. Wilson Natal disse:

    O tal politicamente correto só serve a colocar em evidência a quantas anda o preconceito. Troca-se as mosquitas, pero la merdita continua a mesma.
    Modismos, frescurites made in USA causando frissons in South America.
    Pagaria um monte para ouvir a conversa de uma loiraça contado à amiga, dentro do politicamente correto: Meu bem, ontem fui prá cama com um afro descendente aumentativo! Foi o must!…
    Ou pagaria para voltar ao passado e ver um show com as afro descendetes do Sargentelli.
    Ou talvez, eu saia por ai cantando: Afro descendente do cabelo duro, qualé o pente que te penteia…
    Prefiro o humanamente correto. O amorosamente correto. Pois, politicamente, seja negro seja afro descendente, o preconceito continua; a segregação continua; a exclusão continua.
    Politicamente correto: Mais um rótulo que se inventa para fingir que tudo está bem.
    E paro por aqui.
    Como Euro descendente, ítalo brasileiro, vou ficar quieto no meu canto e vou me refugiar em um livro de contos de fadas. Sim! Afinal, como todo o brasileiro eu acredito em contos de fada. Quero viver feliz para sempre neste Reino Mágico, vulgo Brasil.
    Passarei a noite e a madrugada lendo e meditando o conto “Euro descendente de Neve e os sete gente pequena” (Sim! Porque se você disser anão, pode dar o maior processo!).
    Negro, branco, amarelo, azul com bolinhas vermelhas é tudo gente, ser humano, pessoa, indivíduo. Não vai ser um politicamente correto que vai consertar a situação.
    Abração,

  3. Wilson Natal disse:

    Acho que vou fazer uma camiseta também. Olhando a minha genealogia onde transitam famílias alemãs, francesas, espanholas e portuguêsas, vou colocar a seguinte frase:

    100% SOPA DE MERDA! 🙂

    É Sandro, se os nossos ancestrais usassem camisinha, não estariamos aqui pensando em frases de camiseta… 😛

  4. Renata Silveira disse:

    Eu não gosto da tolerância! Pois penso que a tolerância é o último grau da convivência antes da guerra aberta.
    Só toleramos aquilo que não podemos aceitar e compreender. Então toleramos.
    Toleramos o outro, aquilo que não nos reflete. E há quem não tolere mesmo! “o narciso acha feio o que não é espelho”.
    E o Sul maravilha sempre tolerou o Nordeste… Os europeus toleram as “excentricidades” dos povos dos trópicos…
    Enfim, eu tolero as religiões de massas, pois não tenho o poder para implodir com elas, seja a política rasteira, seja a adoração a um ser qualquer… humano ou não.
    Beijo

  5. Oi Wolf, eu nunca cahei esse comercial do Doritos preconceituoso, embora tenha acompanhado inúmeras discussões aí pelos blogues que habitualmente visito. Também tenho minhas dúvidas quanto ao uso do termo “políticamente correto” pois, a rigor, o que é correto na política? Duvido, logo existo.

    Olha Renata (do comentário aí de cima – ou de baixo), o conceito de “tolerância”, como é usado modernamente, é completamente diferente desse siginificado que você atribui à palavra. Tolerância é aceitar o outro naquilo em que ele é diferente de mim. Nada tem a ver com aceitar passivamente as situações absurdas com as quais nos defrontamos por aí.

  6. Wilson Natal disse:

    Gente: Acabo de descobrir que sou feliz! Não sabia. Adoro viver e conviver com diversidades. Aprendo muito. Talvez por ter nascido e continuar vivendo nessa Mooca maravilhosa que um dia foi Itália, foi Espanha, foi Portugal e virou um angú de caroço. Acrescentou-se a esse angú o Ceará,a Paraiba,o Pernabuco, a Bahia. E a coisa virou baião de dois. E a esse baião de dois acrescentou-se os nigerianos, os bolivianos, os orientais. Aqui, para todos o Sul não é maravilha e nem tolerante. Aqui a gente vai empurrando uns aos outros para que se consiga uma vida dígna. Aqui, os negros, ou pretos são representates de uma etnia. Não são “pretos de alma branca”, ou os pais João, as mães Maria. Aqui, ainda todo mundo é gente que depende de gente. Se esperarmos pela ajuda dos que estão lá em cima, estaremos mortinhos quando ela chegar. Solidariedade, calor humano e dignidade! Isso é o que importa. E viva a diversidade.
    Abração,

  7. Amanda B. Massaro disse:

    Realmente, o preconceito é a mais nobre forma de se mostrar inseguro. Me surpreende que, em pleno século XXI, tempos em que o homem supostamente deveria ser contempôraneo, ainda exista esse tipo de coisa.

    Sandro, uma coisa me chamou a atenção: quando você disse “Vem a generalização e um Sarney vira o Maranhão inteiro, meia dúzia de brasileiros passa a ser o Brasil, um policial corrupto passa a ser a corporação”, lembrei-me de outro trecho também contido em um dos textos publicados aqui, que é “O povo aqui gosta de festa, gritaria, pensar pouco e conseguir resultados rápidos”. Posso estar enganada, mas acho que não é a primeira vez que vejo uma colocação sobre os brasileiros parecida com essa. Como já disse, sou grande admiradora de seu trabalho, mas acho que isso é uma coisa a se pensar.

    Sandro responde: Amanda, se eu realmente entendi sua colocação, creio que a resposta ao comentário seguinte se aplica ao caso.

    Aproveito para agradecer suas visitas e sua participação.

  8. Paulo Marques (Nova LIma - MG) disse:

    Sandro,
    Você fez luz a uma questão muito importante a ser debatida.

    Acredito que o preconceito é um dos piores elementos da sociedade. Esta atitude já é evidenciada só no fato de estarmos discutindo isso. Se fosse um consenso que todas as pessoas são iguais, independente da raça, da crença, do time de futebol e por aí vai…, um debate desse nunca aconteceria. Mas como acontece, temos que nos posicionar sim. Não é fazer como uma pessoa deixou no comentário acima – sermos tolerantes, também não concordo com o emprego do termo. Temos que batalhar pelos nossos direitos e fazer com que posicionamentos preconceituosos não sejam uma coisa tão evidente, igual está acontecendo atualmente.

    Falo isso, para chamar a atenção de uma coisa que o Fortunato comentou. E acredito que foi infeliz. Uma grande parte dos negros, meu amigo, não brigam quando são chamados de negros por que querem dar uma de coitados não.
    Não quero falar apenas de negros ou afrodescendentes, defina como vocês quiserem. Quero representar os índios, os pobres, as mulheres, as crianças, os idosos, enfim, todos aqueles que de alguma maneira sofrem por preconceitos.

    No caso os negros, e por que não os índios, eles vem sendo perseguidos, desde muito tempo. A desigualdade social entre vários povos já acontece há milênios. Mas para não sair do foco. Negro, todos os negros são. Mas existem ainda muitas pessoas que, com outras intenções, tomam partido desse termo para disseminar o preconceito. Quando percebemos isso, entramos em campo e iniciamos a guerra, não ficamos como coitados na história.

    É por isso, meu amigo, que negros em toda parte do planeta estão conseguindo diminuir essa defasagem social, cultural, econômica que foi imposta à raça. Falei sobre os negros, mas represento todas as classes, que diversas vezes estão desfavorecidas, mas que tem representantes a altura para brigar por direitos iguais.

    Queremos uma escola pública digna, uma aposentadoria que ajude a sobrevivência dos idosos, estradas em condições de uso, hospitais que deem a mínima condição a seus pacientes e profissionais, médicos com um pouco de qualificação e zelo por seus pacientes, e por aí vai, se ficar enumerando essas prioridades não terei espaço.

    Mas lembro, os negros querem ser tratados como iguais e quando um camarada com péssimas intenções classifica dessa maneira, é por que ele acredita que somos inferiores, e não somos.
    Desculpa se ofendi alguém!!

    Sandro responde: Mea culpa. Ombudsman de mim mesmo (com eventual ajuda não remunerada dos leitores), admito: ao escrever “Os negros, até por uma questão histórica, aprenderam a se colocar em posição de inferioridade a ponto de achar que a palavra “negro” ou “negra” é ofensiva.”, permito uma interpretação de generalização, dou margem à leitura “TODOS os negros”. Talvez ainda cometa esse tipo de erro por não acreditar que alguém possa fazer esse tipo de leitura: o da generalização. Em geral tenho o cuidado de utilizar expressões como “grande parte”, “uma parte”, “a maioria” e outras semelhantes. Falhei desta vez. Mea culpa.

    Como gosto de lembrar sempre, quando se escreve algo e alguém não entende, um dos dois é burro: quem escreveu ou quem leu. Quando alguém acredita que, SEJA QUAL FOR O TEMA, eu esteja generalizando, para mim, essa pessoa está me chamando de idiota, pois só idiotas generalizam. Assumo minha idotice, minha burrice no presente caso. Não pela generalização, que NÃO FIZ E JAMAIS FAÇO, mas pelo descuido em permitir a possibilidade desse tipo de interpretação.

    Nesse caso, o preconceito racial foi levantado por conta da recente declaração do Lula, que torna bem explícito esse posicionamento histórico de inferioridade que UMA PARCELA dos negros assume. Assim como UMA PARCELA – mínima, diga-se – de gays considerou preconceituosa a cena com o garoto fazendo a coreografia do YMCA. As pessoas que se deixam levar e se se sentem inferiorizadas por rótulos acabam, sim, alimentando o preconceito.

    Quando vejo alguém se utilizando do expediente de rotular para inferiorizar alguém, nunca tenho pena do alvo, da “vítima”. Tenho pena do infeliz, do pobre coitado que tenta diminuir o outro. No final das contas, o preconceituoso, AQUI GENERALIZANDO COM FORÇA, é o único realmente inferior. Mentalmente inferior, intelectualmente inferior, espiritualmente inferior, socialmente inferior.

    Erro e interpretação corrigidos, um adendo para você, Paulo, e para qualquer um que não me conheça pessoalmente: apesar do nome, sou 25% (contabilizando pelos quatros avós) italiano, 50% português e 25% de uma mistureba de negro com brasileiro original, isto é, índio. Como disse em um comentário acima, sou 100% vira-lata. Multicor, pançudo, dentuço, antissocial, nascido no Rio, com sangue nordestino, espírito candango, muito orgulhoso disso tudo, do mesmo jeito que seria se completamente diferente. Sou o que sou, não o que querem que eu seja. Tão igual quanto meus quase 7 bilhões de irmãos e muitos outros bilhões que não mato para comer. Ah, sim, sou vegetariano. E “sofro” um preconceito danado por isso. 😉

    Quanto à má interpretação da palavra TOLERÂNCIA que se costuma fazer no Brasil e no mundo ocidental (NÃO É O BRASIL TODO NEM O MUNDO TODO), pretendo dedicar um texto só para abordar esse tema.

  9. Paulo Marques (Nova LIma - MG) disse:

    Sandro,

    Admiro muito o seu trabalho e não acho que você seja um idiota.
    As vezes fazemos considerações que, como você mesmo falou, pode ser interpretada de diversas maneiras. Eu tenho o meu posicionamento sobre isso, por estar inserido nesse debate. Este é meu último ano no curso de Jornalismo, em Belo Horizonte, e desde quando iniciei o curso vejo pessoas, que futuramente serão as mediadoras do espaço público, com opiniões totalmente equivocadas sobre as questões de interesse social.

    Nesse contexto, sempre procurei levar essas discussões à universidade para que quando formado, o profissional saiba se posicionar diante de diversas questões como essas.
    Ainda agradeço a sua preocupação com essa problemática. Leio o seu blog por que sei que encontrarei informações do meu interesse.
    Não leve a mau o meu posicionamento.

    Sandro responde: Mas de forma alguma! Defendo até a morte o direito de expressão. Arranje mais uma dúzia de amigos seus para enriquecer os debates por aqui que eu vou adorar! Gosto muito MESMO quando alguém aponta um erro meu (e eu erro bastante! principalmente quando escrevo de madrugada e não reviso no dia seguinte). Você, que logo será um profissional, lembre-se sempre disso: uma palavrinha a mais ou a menos pode gerar uma interpretação completamente diferente daquilo que se quer dizer. Continue ligado e comentando. Abração. 😉

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