Melhor não ter nascido

– Acho que Deus morreu.
– Isso mostra o quanto você é católica.

Diálogo entre as personagens Bethany e Liz,
em uma clínica de aborto, no filme Dogma

Só mais um ano e eu juraria – até por Deus! – que a atitude intervencionista-inquisitória-pré-apocalíptica do arcebispo de Olinda e Recife seria para comemorar as bodas de prata de Je vous salue, Marie e Agnes de Deus.

Como disse o velho bigode pela boca de Zaratustra, “noutros tempos, blasfemar contra Deus era a maior das blasfêmias; mas Deus morreu, e com ele morreram tais blasfêmias”. Morto, enterrado e com certidão de óbito assinada por quem diz falar em Seu nome.

Em grande parte das religiões orientais, você ouvirá que deve prestar atenção no ensinamento e lembrar que aquele que ensina não é perfeito. É uma maneira de alertar sobre os males causados pela imperfeição humana, sobre as más interpretações e abusos a respeito de idéias originalmente inspiradas e bem intencionadas. Tal conselho não parece fazer parte das religiões que dominam o Ocidente. Assim, figuras de destaque do clero podem ter seus ataques de imbecilidade e dizer que estão falando em nome de Deus. Os seguidores acreditam e continuam balindo alegremente.

Alguns pontos me chamam a atenção nessa história acontecida em Pernambuco. O primeiro deles é o escarcéu feito em torno da excomunhão. Quem diabos se preocupa com isso? Mesmo que o excomungado seja católico, como é o caso de um dos médicos, que importância tem para sua crença a decisão de um outro homem? No que ela interfere em sua relação com Deus? O arcebispo tem alguma procuração assinada por Ele, Deus, dizendo que “no céu não entra quem for excomungado”?

Outro ponto interessante é que ao fechar as portas do céu, o arcebispo parece ignorar um dos ensinamentos fundamentais da fé cristã: o perdão.

Também não entendo o porquê de o presidente ter que dar alguma opinião sobre o assunto já que Igreja e Estado são instituições independentes. Entendo menos ainda o conselho do arcebispo ao presidente, sugerindo que este “consulte um teólogo católico da sua confiança”. Não sei se Luiz Inácio é católico, se tem qualquer crença ou se é ateu, mas o presidente da República tem que fazer valer as leis estabelecidas pelo Congresso, não as leis desta ou daquela agremiação religiosa.

Já que o arcebispo diga que o aborto é crime mais grave que o estupro e que não tenha excomungado o padrasto criminoso, eu consigo entender. Ele está apenas defendendo os muitos pedófilos e estupradores que vestem batina. Puro coleguismo. As freiras que engravidam, imagino, também não deveriam abortar. Mesmo porque a maioria arruma barriga por vontade própria e não por estupro. E como são esposas de Deus, sabe-se lá se o rebento não é divino! Mexer com a mulher – ou as mulheres – do chefe não parece uma ideia muito boa. Explica-se como milagre ou aplica-se uma roda dos enjeitados e “oh! Coitado! Acolhamos essa pobre criança abandonada!”. Só fico me perguntando em qual nível de gravidade se encaixa quebrar o voto de castidade e qual deveria ser o castigo para isso.

A propósito, o que pessoas que resolvem passar a vida sem fazer sexo – muitas das quais não conseguem e desenvolvem neuroses e outras doenças por conta do desejo reprimido –, entendem do assunto, das psicopatias relacionadas a ele e dos problemas derivados delas? Como pessoas que se propõem a não ter filhos podem acreditar que sabem o que é melhor ou não para uma criança? E, mais intrigante que tudo isso, como uma instituição que não consegue resolver seus problemas internos, relacionados a abusos sexuais e abortos, pretende resolver aqueles que não são de sua competência?

Sempre fui contra o aborto como “método contraceptivo”. Brincar de fazer nenê, todo muito gosta. Mas se a possibilidade de nenê se torna real então se mata para resolver “o problema”? Não, não concordo. Mas em casos de estupro e, muito pior, o de uma criança, não vejo opção. Onde é que estava o deus que passou procuração ao arcebispo em todas as vezes que o infeliz do padrasto estuprou a criança? As pessoas morrem, matam, cometem outras atrocidades e são capazes de defender posicionamentos verdadeiramente imbecis por conta de suas crenças, mas para tudo há um limite.

Apesar de não seguir qualquer religião organizada, defendo até o fim o direito de expressão de cada uma delas. Defendo, sobretudo, o Amor e o respeito à Vida que estão na base de todas. O que não posso defender, concordar ou mesmo me calar é quando um homem, normal e imperfeito quanto qualquer outro, se coloca em posição superior e pretende impor sua verdade como “A Verdade Divina”. Essa é uma ótima forma de provocar a derrocada de uma religião e de se afastar de algo realmente sublime.

A dádiva da Vida, a oportunidade de crescer, estudar, auxiliar outras pessoas e chegar a uma posição de liderança em uma instituição religiosa séria, tudo isso traz também muitas responsabilidades. Com o que se fala e até com o que se pensa. Sem consciência disso, seria melhor seguir o exemplo de Jó, em suas lamentações, e achar “melhor não ter nascido, melhor ter sido um aborto”.

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14 respostas a Melhor não ter nascido

  1. Ana disse:

    Então, Sandro, concordo em gênero, número e grau com você. Só uma coisa: acho que ninguém, em sã consciência, é a favor do aborto. O que as campanhas pedem é apenas que, caso ele seja feito, que as pessoas envolvidas não sejam tidas como criminosas. A idéia não é o aborto como método contraceptivo, mas como último recurso possível, mas que não condene nem a mulher nem o médico à prisão. Ao inferno pode ser… bom, esse já é outro papo, mas como eu não acredito em céu, também não temo o inferno!

  2. Henderson disse:

    Graças a Deus somos um estado laico!!! Estas bobagens faladas pelo Bispo demonstram um dos motivos pelas quais a igreja católica vem perdendo cada vez mais fiéis. Ao abrir a porta para os “excumungados”, as igrejas protestantes, muitas de honestidade duvidosa, vão agregando legiões de humildes despresados e desejosos por uma palavra de conforto.
    Como agnóstico resolvi não discutir mais religião e até entendo a posição da igreja, afinal está calcada em princípios. O problema é que uma opinião desta, repercute como uma bomba em determinadas camadas sociais. Basta olharmos para o interior aqui do nordeste!

  3. O bispo da outra igreja agradece!
    Posicionamentos como este engrossam as fileiras de zombies das corporações “evangélicas”. Lá todos são aceitos.
    Está garantida uma nova geração de deputados pastores.

  4. joão disse:

    Sandro.
    Este seu blog continua querendo e dizendo coisas interessantes . De uns tempos pra cá fincou pé no noticiário, deixou de ser mais cultural, mas igualmente bom. Muito bom ver reflexões tão importantes sobre o que nos cercam.
    ab
    joão antonio

  5. Ana disse:

    PS – Adorei a foto vinda lá do Mulherio!

  6. Sandro Fortunato disse:

    Vamos por partes…

    ANA, avisei a alguns interessados por e-mail, via Twitter – http://www.twitter.com/sandrofortunato – e no Memória Viva, mas esqueci de dizer aqui. Então lá vai: Todas as edições do jornal Mulherio foram disponibilizadas pela Fundação Carlos Chagas em http://www.fcc.org.br/mulherio. Dica dada por Jandiro Koch.

    JOÃO, como este é um blog pessoal, ele acaba refletindo os temas para os quais estou mais voltado a cada momento ou os quais julgo interessante mostrar. Não se tornou menos cultural, mas um pouco mais atencioso com o social e com o agora. Seu comentário foi muito bem-vindo. Quisera que todos os (6 ou 7) leitores do blog também apontassem o que têm sentido falta, do que está gostando ou não, etc.

    ATUALIZANDO a insana história da excomunhão. O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) , Dom Dimas Lara Barbosa, passou uma vaselina atrasada e disse ontem, 12 de março, que a prática do aborto ocasiona excomunhão instantânea, que “em alguns casos especiais, se prevê esse tipo de pena, em que a pessoa pelo simples fato de cometê-lo, se coloca fora da comunhão”. Deu a mão ao arcebispo mas logo aliviou dizendo que dom José Cardoso Sobrinho não excomungou nenhum dos envolvidos no aborto, ele apenas lembrou uma norma existente no direito canônico. Eu diria que SE APODEROU de uma norma existente no direito canônico.

    Enfim, o afobamento se transformou numa cagada mundial que ainda dá o que falar. Vamos ver se o papa (Papa com maiúscula só o João Paulo II) diz algo…

    CONTINUA >>>

  7. Sandro Fortunato disse:

    WILSON, que parece ter se aposentado da função de comentador oficial deste blog, mandou, por e-mail, os versos do poeta popular paraibano, jornalista e seu delega, Miguezim de Princesa sobre o caso:

    A excomunhão da vítima
    ou O Cordel dos excomungados

    I
    Peço à musa do improviso
    Que me dê inspiração,
    Ciência e sabedoria,
    Inteligência e razão,
    Peço que Deus que me proteja
    Para falar de uma igreja
    Que comete aberração.

    II
    Pelas fogueiras que arderam
    No tempo da Inquisição,
    Pelas mulheres queimadas
    Sem apelo ou compaixão,
    Pensava que o Vaticano
    Tinha mudado de plano,
    Abolido a excomunhão.

    III
    Mas o bispo Dom José,
    Um homem conservador,
    Tratou com impiedade
    A vítima de um estuprador,
    Massacrada e abusada,
    Sofrida e violentada,
    Sem futuro e sem amor.

    IV
    Depois que houve o estupro,
    A menina engravidou.
    Ela só tem nove anos,
    A Justiça autorizou
    Que a criança abortasse
    Antes que a vida brotasse
    Um fruto do desamor.

    V
    O aborto, já previsto
    Na nossa legislação,
    Teve o apoio declarado
    Do ministro Temporão,
    Que é médico bom e zeloso,
    E mostrou ser corajoso
    Ao enfrentar a questão.

    VI
    Além de excomungar
    O ministro Temporão,
    Dom José excomungou
    Da menina, sem razão,
    A mãe, a vó e a tia
    E se brincar puniria
    Até a quarta geração.

    VII
    É esquisito que a igreja,
    Que tanto prega o perdão,
    Resolva excomungar médicos
    Que cumpriram sua missão
    E num beco sem saída
    Livraram uma pobre vida
    Do fel da desilusão.

    VIII
    Mas o mundo está virado
    E cheio de desatinos:
    Missa virou presepada,
    Tem dança até do pepino,
    Padre que usa bermuda,
    Deixando mulher buchuda
    E bolindo com os meninos.

    IX
    Milhões morrendo de Aids:
    É grande a devastação,
    Mas a igreja acha bom
    Furunfar sem proteção
    E o padre prega na missa
    Que camisinha na lingüiça
    É uma coisa do Cão.

    X
    E esta quem me contou
    Foi Lima do Camarão:
    Dom José excomungou
    A equipe de plantão,
    A família da menina
    E o ministro Temporão,
    Mas para o estuprador,
    Que por certo perdoou,
    O arcebispo reservou
    A vaga de sacristão.

  8. Ariane Mondo disse:

    Ai, essa estória toda é absurda como você bem descreveu, Sandro. Tanto escarcéu sobre a excomunhão por causa do aborto, mas alguém se pergunta como está essa CRIANÇA que além de ter sido violentada por sabe lá quanto tempo, ainda passa por um aborto? Algum padre foi lá tentar alentar a sua família com palavras de conforto? Lógico que não, afinal, para eles o aborto é crime mais grave que o estupro (!!!).

    Um parêntese bem pessoal sobre a igreja católica: eu já me dei a liberdade de excomungar a igreja da minha vida há tempos. Morando agora em um país onde se deve pagar ($$$im, pagar!) uma taxa à igreja católica se você é batizado, decidi que não queria fazer isso. Ora, onde já se viu ajudar uma instituição na qual eu não acredito e ter que pagar só porque a minha família resolveu me batizar quando eu era ainda um bebê? Resultado, tive que assinar uma declaração oficial atestando que eu me retirava da igreja católica pra não pagar a tal taxa. Qual não foi a minha surpresa ao receber uma carta de algum bispo poucas semanas depois. Dizia-se muito triste com a minha decisão e sutilmente escreveu algo como uma “ameaça dos céus”, mas no fim, amaciou o tom dizendo que no dia que eu quisesse voltar, as portas da SANTA igreja estariam abertas. Imagina isso…
    Acredito em Deus, mas faz tempo que converso com essa luz divina, quando me dá na telha e onde bem entendo.
    ::: nossa escrevi demais! :0 :::

  9. Carol Kyze disse:

    Só queria saber como é que esse bispo dorme com a consciência tranqüila. Essa declaração é um misto de muita imbecilidade junto com maldade. Só pode!! Depois de anos de estupro, ainda têm que agüentar ser julgadas por idiotas que acham que são literalmente donos da verdade. Coitada da garota! Mas, o quê esperar de uma instituição onde seu líder maior quando ainda cardeal era um dos responsáveis por analisar e resolver casos de pedofilia na igreja. Estuprar, aliciar, destruir a estima de pessoas que estão começando a viver, tudo é “menos grave” pecaminosamente falando que um aborto que antes de tudo foi feito pra salvar a vida da garota…… Coitada da garota!

    Parabéns, Sandro, belo texto.

    Abraço.

  10. Jandiro Koch disse:

    Oi Sandro,

    Belo texto, como sempre.
    Não assisto mais aos noticiários, não pretendo voltar a encarar um nos próximos dias. Por pouco não enfartei (muito jovem, mas possível de acontecer) com a repercussão do estupro-aborto-excomunhão-blá-blá-blá e,também, da distribuição de preservativos pelo presidente Lula durante o Carnaval.
    Minha raiva (como persistente “lulista”) foi movida pela conotação política que estava por detrás de muitas críticas vazias feitas ao chefe de Estado pelo posicionamento nesses dois momentos.
    Em primeiro, defendi a distribuição de preservativos feita por Lula e Temporão, em artigo para jornal local. Não pude aguentar… O gesto deles, para nós profissionais de saúde, representou um salto gigantesco na consolidação (e como respaldo) das políticas públicas de prevenção.
    Logo depois, a balbúrdia do aborto. Surtei. Não sabia mais se defendia Polvo (Opah! É Lula!) ou se metralhava o primeiro padre que surgisse em minha frente (se bem que o daqui, cidade pequena, um só, é um espetáculo – de bonito…).
    Acabei me retirando, deixando as brigas para os imbecis – dos oportunistas políticos aos clérigos (nem todos) -, e os comentários para os mais inteligentes do que eu.
    Ótimo texto, mesmo!
    Beijão!

  11. Wilson Natal disse:

    Wilson Não se “aposentou-se”. Estava aplicando um botox na língua. E como a língua está “novinha em folha”, ela que comente, ferina como sempre:

    Sandro, em uma religião que abriga um grande número de pedófilos é mais do que natural uma atitude dessas. Todos fizeram o que era certo. E não serão os cânones retrógrados de uma igreja ultrapassada que vai se arvorar em donos das palavras, ou vontade de Deus. Há muito,estão afastados de Jesus – aquele que dizia “deixai vir a mim as criancinhas”, aquele que disse “Ai daquele que escandalizar uma criança…” Ao estuprador, as bençãos da igreja. À vitma e àqueles que se preocupam com ela, a danação. Fazer o que, se mentalidades pequenas, estreitas se tornaram donos das palavras de Deus.
    O que me consola é a indignação do povo. E, como a voz do povo é a voz de Deus, quero mais que bispinhos, cânones e outras porcarias, incluído a igreja, se danem.
    Beijinhos para você. E para igreja: PAU! PAU!
    Wilson

  12. joão disse:

    Sandro.
    O assunto agora não é pedofilia, mas raspa no assunto. Eu queria me expressar sobre o assunto.Os pais estão dando uma maõzona pros pedófilos. Eu explico.Principalmente as meninas, bem novinhas, estão sendo vestidas e até penteadas como mulheres vamps. Vejo menina com 8 anos vestida com calça comprida sexy, que dá sinuosidade ao bum bum. Vejo meninas da mesma idade com cabelo cortado de mulher de 20. Enfim, quem é que paga a roupa? Não são os pais? Os pais não percebem que a menina está chamando a atenção de homens adultos? Eu mesmo, outro dia, olhei lampeiro para uma menina achando que fosse uma mulher , e quand cheguei perto vi que era uma criança. Há alguma coisa errada nisto tudo, e tem a ver com os pais, sem falso moralismo de minha parte.
    ab
    joão antonio

  13. Wilson Natal disse:

    O Vaticano e “L”Osservatore Romano” “dão prá trás” e se manifestam:

    CIDADE DO VATICANO, 14 MAR (ANSA) – O Vaticano afirmou que antes de pensar na excomunhão dos envolvidos no aborto feito na garota brasileira de 9 anos que ficou grávida de gêmeos após ser violentada pelo padrasto, “seria necessário e urgente salvaguardar sua vida inocente”.

    “Antes de pensar em excomunhões seria necessário e urgente salvaguardar sua vida inocente, devolvendo a ela um nível de humanidade”, disse o presidente da Pontifícia Academia para a Vida, monsenhor Salvatore Rino Fisichella, em artigo publicado pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano com data de domingo, 15/3.

    As declarações de Fisichella contrastam com a decisão do arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, que dias após o aborto da menina anunciou a excomunhão de sua mãe, dos médicos e dos integrantes de ONG’s envolvidos no caso.

    “A terrível historia da violência cotidiana” da qual a menina foi vitima, sofrendo abusos frequentes por parte de seu padrasto, “teria passado despercebida com a intervenção do bispo”, observa o presidente da Pontifícia Academia para a Vida.

    Para o representante do Vaticano, a menina brasileira “deveria ter sido defendida antes de tudo”, mas “não foi feito isto, lamentavelmente, prejudicando a credibilidade de nossas instruções que, para muitos, parecem marcadas por insensibilidade, incompreensão e falta de misericórdia”.

    A criança, admite o prelado no artigo, “levava dentro de si outras vidas, tão inocentes quanto a sua, embora frutos da violência, e que foram suprimidas, mas isso não era suficiente para fazer um julgamento que pesa como um machado”.

    O caso da menina ganhou destaque na mídia internacional, em meio a protestos contra a decisão de Dom José. A repercussão se tornou ainda maior pela postura da Igreja Católica em um Estado laico, interferindo diretamente nas decisões judiciais, e porque o padrasto, acusado de violentar a menina de 9 anos e sua irmã, de 14, não foi excomungado.

    No fim de semana passado, comunidades eclesiais de base italianas afirmaram que a decisão do arcebispo brasileiro demonstram, “mais uma vez, o sentido de distanciamento radical entre a ‘Igreja do Poder’ e os dramas humanos”.

    Em uma nota emitida na ocasião, as comunidades também criticaram o Vaticano por sua postura, afirmando que a Santa Sé teria apoiado a postura de Dom José.

  14. Sandro Fortunato disse:

    Se continuarem falando nessa história, não dou mais dois dias para Bento XVI excomungar esse arcebispo. 😛

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