Antes que, a gosto, se vá

Jamais agosto fez valer tão fortemente sua alcunha de mês de degosto. Cheio de outras frases feitas, vai sem deixar saudades. Dias de sangue, suór e lágrimas. Em Beijing. Aqui, nem beijins, nem lágrimas. Apenas uma placidez forçada, há muito ensaiada, necessária para a sobrevivência.

Agosto já vai tarde e leva com ele seu gosto amargo de amor contariado, de vida seqüestrada, de planos abortados, de exílio forçado.

Antes da tempestade, porém, sopraram brisas de afeto e respeito, ares alegres, lufadas de esperança. Para não ficar em dívida, segue abaixo algumas histórias prometidas. Afinal, todo bom momento, independente da brevidade de sua existência, merece ser lembrado.

No flog, outros registrados apenas pelo olhar.

Ao fundo, uma música de Caymmi que, diferente de Florentino Ariza, passou toda a vida com seu amor e, na morte, esperou apenas onze dias para tê-lo outra vez a seu lado.

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7 respostas a Antes que, a gosto, se vá

  1. Tião disse:

    Li tudo, entendi em parte, desentendi em outra. Algum ciclo deveras se fechou e outro, ato contínuo, inicia-se. Seu endereço voltou a ser a Cidade do Sol – é isso? (se for, não convém reclamar. pense na umidade 13 por cento que está aqui em BSB e respire fundo). Sim: seja qual for, boa sorte na nova etapa. Viver é se recriar.

  2. Eu resumiria o post apenas com um comando: “F5” 🙂

  3. Carolina disse:

    Em homenagem à sua volta, meu primeiro comentário assim, escancarado: saudade do vinho que não tomamos! rs…Ah! Marina aprendeu o que é “metamorfose”!E me perguntou se havia tido alguma metamorfose na vida dela…Só Raul pra responder isso com perfeição!Mas a pequena doida ainda resolveu explicar:
    – Mãe, metamorfose é uma coisa que vira outra; por exemplo, a vaca, ela antes era um jerimum!
    – Como, Marina?
    – Ah! Desculpe, me enganei.Era o sapo que era um jerimum!
    – Certeza que não era um “girino”, Marina?
    – É, isso mesmo!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

  4. Wilson disse:

    Assim é a Vida. A gente passa o tempo todo fugindo dos “idos de março” e, um dia, a gente “tromba” com os “vindos de agôsto”. E a gente preferia estar em Julho, à gosto… Eita filosofia barata de botequim!
    Os “posts” estão ótimos!
    Bentornato!
    Abrabeijos! 😛

  5. Afinal, não foi desta que ele arranjou um emprego. Se eu tivesse aí proporia algo muito útil: CERVEJA!!! Hugz.

  6. Márcia disse:

    vinho, ops!, venho, dizer da alegria por sabê-lo ressurecto. e sem choro, que a vida nova vai dar samba. mas precisava mesmo botar o velho e bom bardalos com madalena desarrependida no flog??
    vive l’espoir! 🙂

  7. Sandro Fortunato disse:

    Pois é, TIÃO. Por aí, por aqui, por além… Reclamo de nada não, mas se tem algo que amo em Brasília é justamente o clima. Para quem tem uma biblioteca e uma hemeroteca do tamanho das minhas, é um lugar excelente. Sem falar nas alergias respiratórias, que aí sumiram de minha vida. Mas o novo endereço é provisório. BEM provisório.

    MARCELO, vá rogar praga para outro. E vá juntar uns vinhos para 2009, o ano em que faremos contato…

    MÁRCIA… você vai adorar aquela, na qual você está linda e compondo bem a foto, quando eu mostrar as outras. 😉

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