Eu quero acreditar

Eu quero acreditar que até o próximo dia 25, quando estréia o segundo longa de Arquivo X, conseguirei assistir aos mais de 200 episódios da série. Teria que ver mais de meia temporada por dia para dar tempo, mas em se tratando de Arquivo X, tudo é possível.

Não lembro exatamente quando a série começou a ser exibida na Record, mas creio que foi em 1995, dois anos depois da estréia (setembro de 1993) e já com a primeira temporada completa (maio de 1994). Lembro que em 1996 empreendi uma caçada a Songs in the Key of X, CD com músicas alusivas à série, que eu não estava a fim de esperar para comprar quando fosse lançado no Brasil (se é que isso chegou a acontecer). Além das 15 faixas indicadas, havia ainda duas escondidas, antes da primeira. Com a Internet, ficou fácil ter acesso a esses segredos, existentes em quase tudo que se relaciona ao seriado, mas na época do lançamento do CD, você só dizia isso a alguém se o considerasse um eXcer a sua altura e digno de ser guardião de tal mistério. Era como se só Mulder, Scully e você soubessem.

Em 1998, assisti a The X-Files ou Arquivo X – O filme em uma última sessão com meia dúzia de pessoas no falecido Marabá, em São Paulo. Em 2001, trabalhando no Senado Federal, costumava usar uma camiseta com a famosa frase do filme escrita no original em inglês: The Truth is out there. Trabalhar naquele lugar e dizer que A verdade está lá fora era uma espécie de válvula de escape, um pequeno ato de rebeldia que eu carregava à vista de todos mas sem que ninguém percebesse. Era o meu segredo particular antes da primeira faixa.

Sim, tudo isso é coisa de maluco aficionado. Assim como essa maratona Arquivo X, que resolvi fazer antes do lançamento de I want to believe.

Totalmente dispensável, ao menos para os fãs, qualquer explicação sobre o título do filme. Mas os produtores jogam uma luz na memória dos mais esclerosados e não-iniciados lembrando que a frase estava lá em um pôster na sala de trabalho de Fox Mulder. Eu lembrava até quando o pôster aparece pela primeira vez logo no início do episódio piloto. Scully entra na sala para se apresentar a Mulder. A cena mostra a visão da agente percorrendo o ambiente com os olhos. É quando aparece o cartaz (na imagem ao lado, um momento logo depois disso quando Scully se aproxima de Mulder).

Rever Arquivo X desde a primeira temporada tem me trazido boas lembranças. Serve também como exercício de memória. Fico impressionado como as cenas seguintes vão surgindo em minha cabeça como se as tivesse visto uma hora atrás. Trazem ainda surpresas (episódios aos quais não havia assistido!) e a percepção de detalhes anteriormente desprezados, como a forma de apresentar os personagens, o envolvimento e a importância de cada um deles para a trama geral, pecinhas que vão se encaixando ao longo dos episódios.

Tem sido como rever fotos e filmes de velhos amigos. Lembro e faço comparações entre os aspectos que tinham naquela época e os de hoje. Quase cinquentão (e depois de ter tomado todas na pele de Hank Moody, em Californication), David Duchovny já não tem a carinha de menino dos primeiros anos de Arquivo X. Já Gillian Anderson, que sempre esteve em minha lista das “dez feinhas que são lindas”, está muito melhor agora (aos 39 anos) sem aquele cabelo “que saudade dos anos 80”. Vai ser muito bom reencontrá-los daqui a alguns dias.

E agora, com licença. Tenho uma missão para terminar antes do dia 25.

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4 respostas a Eu quero acreditar

  1. Melhor do que Lost! Melhor do que Lost!

  2. wilson disse:

    E pensar que eu sou do tempo d’Os Invasores… 😛

  3. É desta vez que que o Mulder arranja uma gaja alien? Sim, porque depois de finalmente comer a Scully, o céu é o limite! 😀

  4. Renata Silveira disse:

    Vi toda a série em 2006… um episódio por dia, na Fox… Era o meu programa da meia noite. E como o Sandro bem frisou: as imagens de cada sequencia, de cada episódio, ficam na nossa memória… Impossível resistir.

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