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	<title>Comentários sobre: Appe vê a ditadura e o 1º de maio</title>
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		<title>Por: Denise Machado</title>
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		<dc:creator>Denise Machado</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 14:27:42 +0000</pubDate>
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		<description>Acredito, por exemplo, que as charges de Luis Fernando Veríssimo são tão importantes quanto suas crônicas. Muitas vezes me peguei com uma idéia de texto na cabeça quase sempre cheia e pensando: se eu soubesse desenhar passaria a informação muito melhor que utilizando a escrita. Gosto mesmo de vir aqui!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito, por exemplo, que as charges de Luis Fernando Veríssimo são tão importantes quanto suas crônicas. Muitas vezes me peguei com uma idéia de texto na cabeça quase sempre cheia e pensando: se eu soubesse desenhar passaria a informação muito melhor que utilizando a escrita. Gosto mesmo de vir aqui!</p>
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		<title>Por: Jailma Nunes</title>
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		<dc:creator>Jailma Nunes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2008 01:31:40 +0000</pubDate>
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		<description>Até acho que se não fossem alguns chargistas muitas pessoas nem se dariam conta de tantos problemas ao seu redor. Se por meio de uma informação séria ninguem se preocupa com certas coisas, então vamos rir pra não chorar.
Abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Até acho que se não fossem alguns chargistas muitas pessoas nem se dariam conta de tantos problemas ao seu redor. Se por meio de uma informação séria ninguem se preocupa com certas coisas, então vamos rir pra não chorar.<br />
Abraço.</p>
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		<title>Por: wilson</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/02/appe-ve-a-ditadura-e-o-1-de-maio/comment-page-1/#comment-340</link>
		<dc:creator>wilson</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 21:37:22 +0000</pubDate>
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		<description>:) Quem sái aos seu, não degenera!:)

Das medievais &quot;Cantigas D&#039;Escárnio&quot; e &quot;Cantigas De Mal Dizer&quot; de Portugal às prosas,versos e charges, nada é perdoado. Regimes, pessoas, situações, costumes, etc.
Tudo é motivo para se rir e escarnecer.

Não seria diferente nesses anos em que a &quot;Gloriosa&quot; de 64 reinou nestes Brasís.
Tirava-se o maior &quot;sarro&quot; (escarnecia-se, fazia-se piadas) da Ditadura e seus líderes.
Castello Branco pagou caro por &quot;não ter pescoço&quot;; Costa e Silva era escarnecido por suas gafes (verdadeiras ou não) e pela sua sensibilidade comparada à pisada de um elefante. O Medici era conhecido po Emílio Garrafa Azul Medici em alusão ao Leite de Magnésia de Phillips (que vinha em uma garrafinha de vidro azul). Ou seja, era considerado um purgante. O Geisel era  era &quot;malhado&quot; por suas atitudes anti-sociais. O Figueiredo, então, rendeu muitas charges e piadas que fizeram o povo mijar de rir.

O próprio regime rendeu muitas piadas e cadeia para muita gente.
É antológica a cena do Chacrinha caminhando para atrás,cantando &quot;Este é um País que vai prá frente...&quot;
Nessa época &quot;dançaram&quot; muitos chargistas. Do Pasquim, da Abril e da Folha.

Nessa época também, causou o maior escândalo a charge do Tarzan balançando no cipó e a Jane pendurada nos seus &quot;bagos&quot; e, ele, gritando: &quot;No Cipóóóóóó!!!&quot; Não tenho certeza. Penso que é do Ziraldo. 

Fazia-se também muitas paródias com as músicas ufanistas do regime, tipo Eu Te Amo, Meu Brasil.

AppE fazia, no período, muita charge singela, mas com um apelo crítico devastador. E, claro, muito humor.

Foi a época do &quot;abajur de bunda&quot; (mini-saia); época da Jovem guarda, Festivais da MPB, Bossaudade (velha guarda); do Fontenelli que infartou, tentando &quot;dar um jeito&quot; no trânsito de São Paulo...

Ah! E o mais importante. Aparece a Lei de Gérson: O negócio é levar vantagem em tudo. Certo?! :P

Era um tempo de conspirar; de jogar bolinhas de gude ou de aço para derrubar os milicos dos seus cavalos; era tempo de dar um tempo e mijar de rir, vendo os &quot;milicos&quot; da cavalaria, em formação, trotando pelas ruas do centro e deixando atrás de si, &quot;homéricos&quot; cagalhões de estêrco no asfalto. Ríamos de cair no chão. Pois havia sempre alguém que gritava para os &quot;milicos&quot;: &quot;Vocês estão derrubando as marmitas!&quot;. Záz! Um corre-corre. Cavaleiros e cavalos avançavam sobre a multidão, agraciando a todos com coices e muitas salvas de &quot;casse-tétes&quot;...

Fico pensando: Como seria interessante ver esse lado cômico-grotesco, esse floklore que também fazem parte dos anos de Ditadura transformado em livro. Talvez muita gente se interessasse por esse  período tragi-cômico de nossa História.

Tempo em que ria-se, para não chorar. Ironizava-se para seguir vivendo...

Abração!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p> <img src='http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Quem sái aos seu, não degenera!:)</p>
<p>Das medievais &#8220;Cantigas D&#8217;Escárnio&#8221; e &#8220;Cantigas De Mal Dizer&#8221; de Portugal às prosas,versos e charges, nada é perdoado. Regimes, pessoas, situações, costumes, etc.<br />
Tudo é motivo para se rir e escarnecer.</p>
<p>Não seria diferente nesses anos em que a &#8220;Gloriosa&#8221; de 64 reinou nestes Brasís.<br />
Tirava-se o maior &#8220;sarro&#8221; (escarnecia-se, fazia-se piadas) da Ditadura e seus líderes.<br />
Castello Branco pagou caro por &#8220;não ter pescoço&#8221;; Costa e Silva era escarnecido por suas gafes (verdadeiras ou não) e pela sua sensibilidade comparada à pisada de um elefante. O Medici era conhecido po Emílio Garrafa Azul Medici em alusão ao Leite de Magnésia de Phillips (que vinha em uma garrafinha de vidro azul). Ou seja, era considerado um purgante. O Geisel era  era &#8220;malhado&#8221; por suas atitudes anti-sociais. O Figueiredo, então, rendeu muitas charges e piadas que fizeram o povo mijar de rir.</p>
<p>O próprio regime rendeu muitas piadas e cadeia para muita gente.<br />
É antológica a cena do Chacrinha caminhando para atrás,cantando &#8220;Este é um País que vai prá frente&#8230;&#8221;<br />
Nessa época &#8220;dançaram&#8221; muitos chargistas. Do Pasquim, da Abril e da Folha.</p>
<p>Nessa época também, causou o maior escândalo a charge do Tarzan balançando no cipó e a Jane pendurada nos seus &#8220;bagos&#8221; e, ele, gritando: &#8220;No Cipóóóóóó!!!&#8221; Não tenho certeza. Penso que é do Ziraldo. </p>
<p>Fazia-se também muitas paródias com as músicas ufanistas do regime, tipo Eu Te Amo, Meu Brasil.</p>
<p>AppE fazia, no período, muita charge singela, mas com um apelo crítico devastador. E, claro, muito humor.</p>
<p>Foi a época do &#8220;abajur de bunda&#8221; (mini-saia); época da Jovem guarda, Festivais da MPB, Bossaudade (velha guarda); do Fontenelli que infartou, tentando &#8220;dar um jeito&#8221; no trânsito de São Paulo&#8230;</p>
<p>Ah! E o mais importante. Aparece a Lei de Gérson: O negócio é levar vantagem em tudo. Certo?! <img src='http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Era um tempo de conspirar; de jogar bolinhas de gude ou de aço para derrubar os milicos dos seus cavalos; era tempo de dar um tempo e mijar de rir, vendo os &#8220;milicos&#8221; da cavalaria, em formação, trotando pelas ruas do centro e deixando atrás de si, &#8220;homéricos&#8221; cagalhões de estêrco no asfalto. Ríamos de cair no chão. Pois havia sempre alguém que gritava para os &#8220;milicos&#8221;: &#8220;Vocês estão derrubando as marmitas!&#8221;. Záz! Um corre-corre. Cavaleiros e cavalos avançavam sobre a multidão, agraciando a todos com coices e muitas salvas de &#8220;casse-tétes&#8221;&#8230;</p>
<p>Fico pensando: Como seria interessante ver esse lado cômico-grotesco, esse floklore que também fazem parte dos anos de Ditadura transformado em livro. Talvez muita gente se interessasse por esse  período tragi-cômico de nossa História.</p>
<p>Tempo em que ria-se, para não chorar. Ironizava-se para seguir vivendo&#8230;</p>
<p>Abração!</p>
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