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	<title>Comentários sobre: Fleury, Dops e coincidências no 1º de Maio</title>
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		<title>Por: wilson</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/01/fleury-dops-e-coincidencias/comment-page-1/#comment-339</link>
		<dc:creator>wilson</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 17:59:38 +0000</pubDate>
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		<description>A madrugada de 1º de Abril marca o início da &quot;Revolução Gloriosa&quot; de 1964. Data que, por motivos óbvios, passou a ser &quot;comemorada&quot; em 31 de março. 
Milicos no poder, Fora! Abaixo a Ditadura!... Frases que ecoam até hoje nos meus pensamentos.

Um 1º de abril que transformou-se em décadas de terror. Passeatas,contestações, UNE, TFP, CCC, MAC,FAC. Censura Prévia de programas de TV que exibiam os certificados da Federal; Teatros invadidos, Jornais empastelados de forma subterrânea a oferecer ao público receitas culinárias impossíveis e os festivais. Foi também a era dos &quot;ZÉ MANÉS&quot; que raramente tinham conhecimentos ou cultura sufuciente para exercer a censura.
O Cinema Nacional sobrevive de porno chanchada...
E um PELÉ subserviente declara que &quot;os brasileiros não estão preparados para votar...&quot;

Tudo era subversivo. Bastava uma denúncia. Época dos &quot;desaparecimentos&quot;, dos &quot;suicídios&quot;; cemitérios clandestinos e torturas.
Torquemada renasce e reinstala o Santo Inquerito e o Dops transforma-se na Sé.

O templo maldito permanece com os seus fantasmas a vagar. Seus gritos ainda ecoam por aquelas paredes, assim como os risos sádicos dos torturadores.
Prédio maldito do Dops! Nem sempre ele foi assim. A obra de Ramos de Azevedo era sinônimo de Vida, de Progresso: Foi a primeira estação da Cia. Sorocabana. A vida ia e vinha  por aquelas portas sempre abertas.
Prédio Maldito! Por mais que o &quot;maquiem&quot;, não conseguem apagar, dissimular o terror, a dor e os écos do passado. Alí, não há uma egrégora de energia, somente um buraco negro. Deprime.

Terror, terrorismo; intelectuais, cantores que, na condição de refugiados políticos, viviam as suas vidinhas enquanto vidas anônimas, sem regalias, insistiam em viver, entre os &quot;Paus-de arara&quot;, choques elétricos, mutilações, pancadas, o resto da VIDA que se lhes extiguia.
A multidão dos anônimos jazem como indigentes e desconhecidos em cemitérios públicos e clandestinos. Não voltaram dos seus exílios e nem foram recebidos com aplausos e toques de trombetas. São DESAPARECIDOS... Mas, quem se importa?...
E Fleury? A Justiça foi feita: Infartou, caiu na água e afogou-se. Morreu sozinho. Niguém se importou ou derramou uma lágrima; no peito de cada um havia sim, um sentimento de &quot;já foi tarde&quot;... E, o povão dizia frases sussuradas carregadas de maldições.
Tenho na lembrança a voz clara e angustiada de uma mãe de torturado. &quot;Que ele NUNCA encontre a paz!&quot;

Amém!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A madrugada de 1º de Abril marca o início da &#8220;Revolução Gloriosa&#8221; de 1964. Data que, por motivos óbvios, passou a ser &#8220;comemorada&#8221; em 31 de março.<br />
Milicos no poder, Fora! Abaixo a Ditadura!&#8230; Frases que ecoam até hoje nos meus pensamentos.</p>
<p>Um 1º de abril que transformou-se em décadas de terror. Passeatas,contestações, UNE, TFP, CCC, MAC,FAC. Censura Prévia de programas de TV que exibiam os certificados da Federal; Teatros invadidos, Jornais empastelados de forma subterrânea a oferecer ao público receitas culinárias impossíveis e os festivais. Foi também a era dos &#8220;ZÉ MANÉS&#8221; que raramente tinham conhecimentos ou cultura sufuciente para exercer a censura.<br />
O Cinema Nacional sobrevive de porno chanchada&#8230;<br />
E um PELÉ subserviente declara que &#8220;os brasileiros não estão preparados para votar&#8230;&#8221;</p>
<p>Tudo era subversivo. Bastava uma denúncia. Época dos &#8220;desaparecimentos&#8221;, dos &#8220;suicídios&#8221;; cemitérios clandestinos e torturas.<br />
Torquemada renasce e reinstala o Santo Inquerito e o Dops transforma-se na Sé.</p>
<p>O templo maldito permanece com os seus fantasmas a vagar. Seus gritos ainda ecoam por aquelas paredes, assim como os risos sádicos dos torturadores.<br />
Prédio maldito do Dops! Nem sempre ele foi assim. A obra de Ramos de Azevedo era sinônimo de Vida, de Progresso: Foi a primeira estação da Cia. Sorocabana. A vida ia e vinha  por aquelas portas sempre abertas.<br />
Prédio Maldito! Por mais que o &#8220;maquiem&#8221;, não conseguem apagar, dissimular o terror, a dor e os écos do passado. Alí, não há uma egrégora de energia, somente um buraco negro. Deprime.</p>
<p>Terror, terrorismo; intelectuais, cantores que, na condição de refugiados políticos, viviam as suas vidinhas enquanto vidas anônimas, sem regalias, insistiam em viver, entre os &#8220;Paus-de arara&#8221;, choques elétricos, mutilações, pancadas, o resto da VIDA que se lhes extiguia.<br />
A multidão dos anônimos jazem como indigentes e desconhecidos em cemitérios públicos e clandestinos. Não voltaram dos seus exílios e nem foram recebidos com aplausos e toques de trombetas. São DESAPARECIDOS&#8230; Mas, quem se importa?&#8230;<br />
E Fleury? A Justiça foi feita: Infartou, caiu na água e afogou-se. Morreu sozinho. Niguém se importou ou derramou uma lágrima; no peito de cada um havia sim, um sentimento de &#8220;já foi tarde&#8221;&#8230; E, o povão dizia frases sussuradas carregadas de maldições.<br />
Tenho na lembrança a voz clara e angustiada de uma mãe de torturado. &#8220;Que ele NUNCA encontre a paz!&#8221;</p>
<p>Amém!</p>
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		<title>Por: Renata Silveira</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/05/01/fleury-dops-e-coincidencias/comment-page-1/#comment-337</link>
		<dc:creator>Renata Silveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 14:57:46 +0000</pubDate>
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		<description>Jornalistas e revolucionários, do Bernardo Kucinski e Brasil Nunca Mais, do Paulo Evaristo Arns foram dois livros que marcaram-me imenso no primeiro semestre do curso de Jornalismo. Ganhei-os de presente da minha mãe que, entre muitas histórias de repressão, lembrava dos seus tios - e alguns primos - presos e torturados pelo regime (ainda o de Vargas) que obrigou o meu avô a viver muitos anos na clandestinidade e sob o nome de um irmão já falecido...
Hoje há outras formas de censura... E há outros assuntos no agenda setting que cegam-nos diariamente da realidade política, rementendo-nos aos biguibródis da vida!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jornalistas e revolucionários, do Bernardo Kucinski e Brasil Nunca Mais, do Paulo Evaristo Arns foram dois livros que marcaram-me imenso no primeiro semestre do curso de Jornalismo. Ganhei-os de presente da minha mãe que, entre muitas histórias de repressão, lembrava dos seus tios &#8211; e alguns primos &#8211; presos e torturados pelo regime (ainda o de Vargas) que obrigou o meu avô a viver muitos anos na clandestinidade e sob o nome de um irmão já falecido&#8230;<br />
Hoje há outras formas de censura&#8230; E há outros assuntos no agenda setting que cegam-nos diariamente da realidade política, rementendo-nos aos biguibródis da vida!!</p>
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