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	<title>Comentários sobre: Chacretes</title>
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		<title>Por: wilson</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/comment-page-1/#comment-296</link>
		<dc:creator>wilson</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 04:41:19 +0000</pubDate>
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		<description>Chacrinha já era um fenômeno surrealista nacional do rádio e da televisão nos anos 50 , muito tempo antes da Global &quot;Discoteca do Chacrinha&quot;.

E foi uma escola viva para muita gente. Desses &quot;aprendizes&quot;, os que deram certo foi o Edson &quot;bolinha&quot; Cury, com o seu &quot;A Hora do Bolinha&quot; e Raul Gil, que mantém até hoje - bastante modificado - o seu &quot;Show do Raul Gil&quot;.

Fazem 20 anos que o &quot;Velho Guerreiro&quot; partiu. Partiu, mas foi cantado em versos e prosas. Portanto, ainda hoje &quot;Chacrinha continua balançando a pança&quot;...

Ah! As Chacretes... Donas absolutas do universo punheteiro nacional! Messalinas devassas de muitas estórias orais, repetidas por velhos e novos sátiros lascivos.

Delas, falavam-se barbaridades que levavam o tesão a proporções absurdas: Todas tinham um &quot;coronel&quot; que as sustetavam, eram nifômanas, adoravam garotinhos, &quot;davam&quot; prá todo mundo, era só telefonar... E os números dos telefones, passados sigilosamente nos banheiros das escolas, infernizavam a vida de honestas senhoras ao desespero, ao ponto de exigirem que a telefônica mudassem-lhes os números. As barbaridades que essas senhoras ouviam... 

Ah! As chacretes tão gostosas, tão devassas... Mas, o mito não é a realidade. E a realidade era e é outra, com muitos dramas.

Na &quot;Discoteca do Chacrinha&quot;, pela primeira vez no Brasil - que vivia uma ditadura - aparece a técnica televisiva mais sacana do mundo. Diretores experientes preparam exímios  &quot;camera men&quot; a executar o que foi chamado ná época de &quot;câmera ginecológica&quot;. Eram verdadeiros ginecologistas esses &quot;camera men&quot; Numa tomada de baixo para cima, as Chacretes tinham garantidos os seus exames de Papanicolau. E sem precisar ter que enfrentar a mesa do &quot;frango assado&quot;... Se a idéia era original, não sei. Como dizia o Velho guerreiro, nada se cria e tudo se copia.

Foi-se o Chacrinha, foram-se as Chacretes. Mas os ecos do passado, na minha memória ainda gritam Teresinhaaaaa! Uhuuuuuu!!!  Tão forte como o grito Estellaaaaa!!! da cena final de &quot;Um Bonde Chamado Desejo&quot; de Tennesee Williams.

Alguém aí, quer um abacaxí?...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Chacrinha já era um fenômeno surrealista nacional do rádio e da televisão nos anos 50 , muito tempo antes da Global &#8220;Discoteca do Chacrinha&#8221;.</p>
<p>E foi uma escola viva para muita gente. Desses &#8220;aprendizes&#8221;, os que deram certo foi o Edson &#8220;bolinha&#8221; Cury, com o seu &#8220;A Hora do Bolinha&#8221; e Raul Gil, que mantém até hoje &#8211; bastante modificado &#8211; o seu &#8220;Show do Raul Gil&#8221;.</p>
<p>Fazem 20 anos que o &#8220;Velho Guerreiro&#8221; partiu. Partiu, mas foi cantado em versos e prosas. Portanto, ainda hoje &#8220;Chacrinha continua balançando a pança&#8221;&#8230;</p>
<p>Ah! As Chacretes&#8230; Donas absolutas do universo punheteiro nacional! Messalinas devassas de muitas estórias orais, repetidas por velhos e novos sátiros lascivos.</p>
<p>Delas, falavam-se barbaridades que levavam o tesão a proporções absurdas: Todas tinham um &#8220;coronel&#8221; que as sustetavam, eram nifômanas, adoravam garotinhos, &#8220;davam&#8221; prá todo mundo, era só telefonar&#8230; E os números dos telefones, passados sigilosamente nos banheiros das escolas, infernizavam a vida de honestas senhoras ao desespero, ao ponto de exigirem que a telefônica mudassem-lhes os números. As barbaridades que essas senhoras ouviam&#8230; </p>
<p>Ah! As chacretes tão gostosas, tão devassas&#8230; Mas, o mito não é a realidade. E a realidade era e é outra, com muitos dramas.</p>
<p>Na &#8220;Discoteca do Chacrinha&#8221;, pela primeira vez no Brasil &#8211; que vivia uma ditadura &#8211; aparece a técnica televisiva mais sacana do mundo. Diretores experientes preparam exímios  &#8220;camera men&#8221; a executar o que foi chamado ná época de &#8220;câmera ginecológica&#8221;. Eram verdadeiros ginecologistas esses &#8220;camera men&#8221; Numa tomada de baixo para cima, as Chacretes tinham garantidos os seus exames de Papanicolau. E sem precisar ter que enfrentar a mesa do &#8220;frango assado&#8221;&#8230; Se a idéia era original, não sei. Como dizia o Velho guerreiro, nada se cria e tudo se copia.</p>
<p>Foi-se o Chacrinha, foram-se as Chacretes. Mas os ecos do passado, na minha memória ainda gritam Teresinhaaaaa! Uhuuuuuu!!!  Tão forte como o grito Estellaaaaa!!! da cena final de &#8220;Um Bonde Chamado Desejo&#8221; de Tennesee Williams.</p>
<p>Alguém aí, quer um abacaxí?&#8230;</p>
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		<title>Por: Cláudio Costa</title>
		<link>http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2008/04/21/chacretes/comment-page-1/#comment-292</link>
		<dc:creator>Cláudio Costa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 16:46:37 +0000</pubDate>
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		<description>Será que Chacrinha seria o que foi sem as Chacretes? Elas se tornaram instituição nacional, cada uma com uma &quot;personalidade&quot;, um público específico, uma capacidade própria para atender a fantasias diversas - gosto não se discute.
Em tempo: adorei seu comentário num post anterior a respeito da &quot;novela&quot; do caso Isabela.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Será que Chacrinha seria o que foi sem as Chacretes? Elas se tornaram instituição nacional, cada uma com uma &#8220;personalidade&#8221;, um público específico, uma capacidade própria para atender a fantasias diversas &#8211; gosto não se discute.<br />
Em tempo: adorei seu comentário num post anterior a respeito da &#8220;novela&#8221; do caso Isabela.</p>
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