Duas ou três coisas sobre armas de fogo

Meu avô, hoje com 87 anos, era um garotinho quando o anúncio acima circulava na revista Careta, no início da década de 20. Era um tempo em que homens de bem carregavam suas próprias armas e não pensavam duas vezes em despachar um gatuno para o quinto dos infernos. Isso era não só um costume, mas também algo incentivado e liberado, com direito à campanha publicitária promovendo a compra de armas.

Imagine isso em nossos dias. Principalmente você que está aí no Rio, em São Paulo, Recife, Curitiba ou outra capital na qual o número de mortes por arma de fogo é cada vez maior. Imagine, se a venda de armas ainda fosse liberada, como seria o apelo hoje.

Você está na rua e vê alguém com uma arma. O que ele é? Policial ou bandido. Em tese e de imediato, só temos essas opções. Então esse alguém aponta e dispara contra um policial. O que ele acaba de fazer? Acaba de pedir para acertar as contas com o diabo. O policial só faz as vezes de agente de turismo e providencia a passagem. E assim são dois a menos para o cidadão paulistano se preocupar.

E por último… lembra do plebiscito, da campanha e do estatuto sobre o desarmamento? E como tudo continua igual? Você pensa que essas armas vêm de onde? Dos Estados Unidos? Das Farc? Então digite “maiores fabricantes de armas do mundo” no Google e veja o resultado.

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2 respostas a Duas ou três coisas sobre armas de fogo

  1. Sandro Fortunato disse:

    Acho que eu estava sentindo cheiro de Urso de Ouro quando postei isso! 🙂 TROPA DE ELITE é ouro em Berlim!

  2. wilson disse:

    Ser pobre é uma merda!
    Anos e anos nesse marasmo! Acorda Brasil. Está ná hora de acompanharmos os israelenses e os americanos. E os franceses. Vamos sair da pré-história! 😉 Armas de pequeno porte, bah!

    Em NY, qualquer pé-rapado tem, comprada nos becos e avenidas da cidade, armas “top de linha”.

    A coisa não pode ficar assim. Com um Colt, ou um Taurus na mão, nunca chegaremos aos massacres em escolas e universidades… 😉

    Eu, pessoalmente, prefiro métodos clássicos: As “misericórdias” – aquelas velhas adagas mortais que são escondidads sob as vestes; os raros e sutís venenos, tão fatais

    Mas o Brasil tem que crescer! Para isso, tem que começar a pesquisar: Quem são os maiores fabricantes de armas de grande porte? Isso é importante para começarmos a modernização e a fazer-lhes concorrência…

    Mas, esse é um país pobre, de gente pobre e acomodada que não valoriza estatísticas sobre armas e violência no contexto global… Como, então ser o melhor, perante esse mundo maravilhoso, se relegamos a nossa violência à condição doméstica, ao fundo dos nossos quintais.

    Vamos todos sair pelo mundo em busca de tecnologias que coloquem nossas armas no mesmo pé de igualdade das grandes potências. Que a nossa violência, se não for a melhor, pelo menos seja igual…

    “Ridendo Castigat Mores”…

    Abração,

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