Cabarés e Damas da noite

Este texto teria, inicialmente, o título Não se fazem mais putas como antigamente, no entanto, quando comecei a pensar no que ele trataria, percebi que o termo puta não seria o mais apropriado, pois pretendia falar sobre verdadeiras damas, respeitáveis cortesãs.

Tive a sorte de freqüentar cabarés. Cabe uma explicação às mulheres, aos mais jovens, aos castos e aos pudicos. Cabaré, boate, casa de massagens, puteiro, casa de strip, relax for men e outros templos do prazer carnal não são tudo a mesma coisa. Cabaré é algo que quase não existe mais. Era o local de trabalho das damas, das mulheres da noite. Nele havia uma dona, geralmente uma senhora respeitável, douta na arte de fazer um homem gemer sem sentir dor, conhecedora de mistérios somente revelados à meia luz, entre gemidos e sussurros. Essa senhora recebia em sua casa várias meninas que, repetindo sua própria história, um dia haviam fugido de casa ou sido colocadas para fora pelo pai envergonhado da filha ingrata que desgraçara o lar fazendo safadeza antes do tempo e sem ser casada. Essas meninas tinham, cada uma, seu quarto, suas coisinhas, seu mundo. Tinham hora para trabalhar. Tinham clientes preferidos. Também tinham amigos. Tinham uma vida. E, acredite, essa não era nada fácil.

Ir a um cabaré nem sempre significava buscar sexo pago. Freqüentava-se cabaré para beber, conversar com os amigos, com as meninas da casa, ver um show, enfim, para se divertir e relaxar. Ao final, você poderia voltar para casa de espírito mais tranqüilo e sem necessariamente ter chegado às vias de fato.

Na provinciana Natal do final da década de 80, fui algumas vezes ao Cabaré de Maria Boa, talvez o último desses locais que merecesse ser chamado assim. Luz vermelha, quartos minúsculos com acústica privilegiada aos que passavam no corredor, toalhinha e bacia com água para lavar as partes, cerveja gelada, meninas que conversavam, mulheres mais experientes com suas “frases de sedução”: E aí, bonitão, vamos brincar um pouquinho hoje? ou Vem cá, simpático. Odair José na radiola e as meninas sonhando com alguém que as tirasse daquele lugar.

Há pouco tempo, descobri que Maria Boa era natural desta Campina Grande onde me encontro agora. Fiquei me perguntando se no início de sua vida cortesã teria freqüentado a Pensão Moderna ou o Cassino Eldorado, este, hoje só fachada carcomida e escondida por detrás das barracas da Feira Central. Seu nome de guerra teria vindo daquele logradouro de Campina também conhecido como Rua Boa? Teria sido ali no Eldorado, sempre cheio de políticos e empresários das capitais próximas, que, durante um show de jazz, a jovem Maria Oliveira Barros teria se intrigado com um político paraibano, seu caso amoroso, e então decidido fugir para Natal? Será que a menina, então com pouco mais de vinte anos, que deixava Campina, poderia imaginar que a Casa de Maria Boa faria fama no Brasil e no mundo e, mais que simples cabaré, viraria referência turística da capital potiguar?

Maria Boa chegou a Natal junto com os americanos e a Segunda Guerra. Sua casa levou a tradição campinense do Eldorado. Era freqüentada por políticos e empresários. Funcionou por aproximadamente meio século. Quando de minhas passagens por lá, Dona Boa já era quase uma septuagenária. Nem sei se ainda aparecia para gerir os negócios e se tive a oportunidade de pousar olhos embriagados sobre sua lendária figura.

Débora Azevedo, colega do curso de jornalismo, teve mais sorte. Em 23 de julho de 1997, ela contava, no Diário de Natal, sobre um churrasco em família:

Numa cadeira ao lado, sentou uma senhora usando vestido azul e sandálias pretas. (…) Seus traços físicos ainda guardavam sinais de uma mulher que já fora muito bonita, de belo corpo.

Conversei uma hora com a mulher ao lado. Ao final do papo, ela perguntou meu nome. Respondi a senhora e, por educação, fiz a mesma pergunta. Com um sorriso, ela me respondeu: “Me chamo Maria de Oliveira”. (…) Alguns minutos após, minha avó se aproximou, comentei com ela: “Que mulher distinta e educada, ela parece uma lady do tipo inglesa”. Minha avó disse: “Você estava conversando com Maria Boa”.

A história foi contada na edição que trazia a notícia da morte de Maria. Lembrava dessa matéria como se tivesse sido publicada ontem, mas não do encontro no almoço. A pedido, Carlos Magno, diretor de redação do Diário de Natal, me enviou cópia. Além da surpresa com a história de Débora, outra: a cobertura do enterro havia sido feita por Klecius Henrique, também colega das antigas, que eu voltaria a encontrar quase dez anos depois, em Brasília, quando do lançamento da biografia de Zé Dumont, escrita por ele. Klecius registrou:

Morreu ontem, por volta de 1 hora da manhã, vítima de acidente vascular cerebral – AVC (trombose), na Casa de Saúde São Lucas, Maria Oliveira Barros, mais conhecida como Maria Boa, 77 anos. Ela fez história no Rio Grande do Norte com seu bordel. (…)

Com o sepultamento de Maria Boa, desaparece também uma figura lendária da história recente da cidade, que da badalação da noite envolveu-se num véu de recato e discrição, usufruindo o que amealhou com décadas de trabalho em extremo convívio familiar.

Cassiano Arruda, professor de todos nós, dividiu com os leitores suas experiências:

Quem não viveu a Natal dos anos sessenta, quando o sexo era reprimido “entre as moças de família”, não pode avaliar o que foi essa “instituição” para jovens iniciantes, como eu mesmo, ou para o relax de vestutas figuras do Judiciário, Legislativo e Executivo, ou mesmo para bem lançados empresários de uma cidade com menos de 200 mil habitantes (…)

Junto com Maria, morreu todo o romantismo de uma época. Hoje, temos garotas de todos os tipos, para todos os bolsos, gostos e fantasias, mas não se fazem mais Damas da Noite como antigamente.

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21 respostas a Cabarés e Damas da noite

  1. Ha!
    O Eldorado e sua historia é para mim uma grande fonte de inspiração. Me aguarde!

  2. Edmar disse:

    Sandro,

    em Campina Grande na década de 90 ainda existiam casa desse tipo. Situadas na Rua Índios Carirís tinham inclusive vitrola de fichas, nas quais pude escutar Beto Barbosa (que para minha supresa alguém ainda escuta). Hoje ainda existem resquícios dessas casas, mas infelizmente devido à violência não são mais frequentáveis.

  3. Kassandra disse:

    Sandro,

    adorei a matéria, tem tudo a ver com o que eu quero para minha monografia. Deixa eu te pedir uma coisa, se vc tiver mais fotografias dessas casas, ou dessas senhoras, por favor, mande pra mim.
    Abra~ço

  4. Sandro Fortunato disse:

    Pronto! Lá vem CLOTILDE com sacanagem. Da boa! 😉

    Meus leitores de Campina resolveram se manifestar! Encabeçados por Clotilde, que há muito também não deixava um comentário por aqui. Sejam muito bem-vindos e façam mais disso.

    EDMAR se entregou! Sara vai querer saber exatamente QUANDO nessa década de 90 você andava freqüentando os cabarés da Índios Cariris. 🙂

    KASSANDRA, tenho sim, mas quase tudo relacionado aos cabarés de Natal. Fica de olho nos dois textos já programados para esta semana: sobre a Ribeira, na quarta, e Nascidos em bordéis, na sexta.

  5. wilson disse:

    Sandro, bom demais!
    Abre-se o leque da Memória. Sou de um tempo entre o “Quanto é a morte?” “A morte é uma navalhada, a foda é 500!” e dar uma rapidinha encostado num muro; de um tempo entre camas macias e o sexo contorcionista e acrobático feito dentro de um VolksWagen.
    Quando se tem 16 tios, formados “com louvor” nos bordéis da vida, tem-se também grandes histórias – a vida em toda a sua nudez. Vida, não conto-de-fadas. Descobrimos que Madame era a Cafetina, “les demoiselles” eram as putas; Duque de madame era o Cafetão; o Bordel era a “casa de tolerância”, o cabaret era o “puteiro”.
    Ir às putas era mais do que a simples satisfação sexual. Era um ritual de passagem.
    Nesse eixo Rio-SãoPaulo que foi e é a minha vida, conhecí muitos bordéis em fim-de-carreira: As “maisons” da Rua do Catete e Laranjeiras; as “pensions” do cais do porto e da Lapa, os “hotelets” de Sta. Teresa e de Copacabana e os Cabarets. Em Sampa “flanei” pela “zona”, compreendida pelas Ruas Vitória, Aurora, Triunfo, Timbiras, etc. Puteiros da Bela-Vista, como os da Rua Paim e “maisons” discretamente embutidas no cotidiano da Av. Angélica…
    No Rio, conhecí Marion que foi “demoiselle” de uma das mais conhecidas cafetinas – ops! – madames do Distrito Federal. Na época -com a vida “remediada”, como dizia, e com cara de “memére” (avó), fazia a leitura da “buenadicha” em um enorme baralho de “Tarot”… Coisa de puta velha… Contou-me muitas histórias. Aqui em Sampa conhecí Olímpia, a tocha. Maria Olímpia parecia ter um “fogo” perene – daí, a “tocha”. A Olímpica. Era puta porque gostava de homens. Dava, doava voluntáriamente. Muitas histórias, muito Cognac, muitos maços de cigarros… Ser puta é uma arte. Ser Cafetina é uma missão. Frase que perdeu o seu sentido jocoso com o passar do Tempo.

  6. wilson disse:

    Para as novas gerações fica difícil entender o Bordel em toda a sua essência. Não se pode explicar, num mundo em que “à cada esquina um romance” e “em cada muro um pecado”. pratica-se o sexo em público. Não dá para explicar um mundo antigo a esse mundo de garotas de programas, Universitária, Casadas gostosas.
    Como explicar um mundo onde “até para ser puta era preciso ter classe”? Mundo em que as putas ouviam as nossas histórias e contavam as suas. Tempo em que as Cafetinas eram “mães absurdas” dos freqüentadores. Um comprimido, um cataplasma, uma Penicilina… Tudo sem onerar o preço. Até mesmo uma “camisa-de-Venus”.
    O “fake” da alegria camuflava o Drama que se desenvolvia nesses locais. Como explicar isso hoje em dia?
    Vem à minha mente uma única maneria: Ver filmes.
    O Bordel da avó de Edith Piaf, no filme “Piaf”, dá uma idéia do cotidiano de um bordel. O filme brasileiro “Dona Violante Miranda”, de Fernando Barros, mostra a vida de um Bordel da Rua Líbero Badaró SP, antiga zona de meretrício da Cidade. E o bom Filme “O Enterro da Cafetina que mostra a fase decadente dos bordéis.
    São Paulo teve sua época de ouro com Nenê Romano, Ritinha Sorocabana, Madame Pomerode. Cortezãs, Cafetinas-empresárias e uma infinidade de Damas da Noite que perfumaram com seus perfumes baratos as noites frias da cidade nos anos 20/30. Desapareceram, mais viraram história…
    Abração.

  7. Renata Silveira disse:

    ALTERNE
    Por cá, os “cabarés” têm outro nome… nas “casas de alterne” nem todas as meninas fazem programa.

    São as alternadeiras, que têm por oficio levar os clientes destes estabelecimentos a beber com elas e encontrarem a felicidade.

    Em troca da companhia, carinho e compreensão que as meninas oferecem, os clientes pagam-lhes bebidas, entre doses de uísque e garrafas de champanhe que chegam aos 240, 300 euros cada. Há homens que se arruinam por uma boa noite de conversa com estas meninas.

    A casa ganha com bebidas. as meninas têm uma procentagem sonbre o que os clientes consomem…

    Nestas casas empresários, dirigentes de clubes de futebol, árbitros, polícias, políticos e magistrados curam as mágoas de não terem em suas esposas melhores confidentes que aquelas meninas. Propinas são pagas com champanhe… Deliciosas formas de corromper.

    Brasileiras e europeias do leste enfeitam os salões e distribuem simpatia. Tudo muito limpo e bonito. São verdadeiras “psicólogas do sexo” numa sociedade ainda dominada por tabus e preconceios.

    Há clientes que telefonam para estas meninas depois de fechar um negócio, depois de uma viagem, depois de um dia estressante de trabalho… Haja ou não sexo, para estes clientes há um ombro “amigo” onde confortar-se sempre que necessário.

    E há meninas que acabem por ir viver com seus clientes quando a vida assim o permite (Carolina Salgado* quase levou o Pinto da Costa à desgraça, ao revelar “segredos de liquidificador” num processo conduzido pelas mágoas do fim de um relacionamento à Cinderela).

    Há histórias mais ou menos felizes.

    E de alterne em alterne vai se construindo uma história onde política, poder e sexo vão à bola juntos e em harmonia.

    Pena haver ainda à mistura o tráfico de mulheres e a exploração dos chulos… Se não fosse o lado negro do negócio, o mundo das gatas borralheiras seria cor-de-rosa.

    *Carolina era alternadeira na “Taberna do Infante”, no Porto. Pinto da Costa é presidente do FCPorto. Hoje a “rapariga” é superstar e o Pinto da Costa continua a levar o Porto a bom porto. Quem quiser saber mais detalhes sórdidos, pesquise sobre “apito dourado” na web. A novela é looooonga….

  8. Adelmo disse:

    Sandro!!!!

    “Né brinquedo não!!!” Tu resgatou algo que está em extinção rapaz! Será que ainda existe nesses cafundós do Brasil algo parecido com o tão lendário cabaré?!

    Eita saudosismo!

    Só você mesmo prá resgatar essas lembranças!

  9. Monica Adriana disse:

    Sandro,
    Os cabarés da Ribeira, assim como Maria Boa, têm muitas histórias para contar. Lembra do Árpege? Era mais fácil de entrar. Jovens universitárias discretas podiam tomar uma cerveja gelada, ou um hi-fi, ouvir música de radiola de ficha e ouvir boas histórias.
    No final do Curso o nosso grupo fez um documentário sobre a Confeitaria Delícia e suas histórias: “Uma delícia de bar” e, eventualmente, muitas histórias terminavam no cais, ou em Maria Boa, dependendendo do bolso ou dos trajes do personagem.
    É muito bom poder lembrar disso tudo!
    Valeu!

  10. Sandro Fortunato disse:

    Que delícia! Os conhecimentos bordeleiros de WILSON, as novas tendências lusitanas informadas por RENATA! Agora vocês estão fazendo este blog junto comigo! Estou adorando!!

    ADELMO, creio que, desse porte, não exista mais. Talvez em Goiás, Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul. Talvez até no Sul. No Nordeste, em cidades bem pequenas ainda é possível ver aquelas pequenas casas com uma luz vermelha, aquele tipo de cabaré mais popular.

    MONIQUITA, lembro do Arpeje, sim. Fiz uma reportagem e um ensaio fotográfico lá. Vou falar um pouco sobre ele no texto desta quarta (16/01).

  11. wilson disse:

    Voltei!
    Voltei porque passou “batido”, nesse meu leque de “Memoires du Bas-fond”, o nome da última grande Messalina do século XX : A ENY!!!
    Eny que, com seu puteiro de alto luxo e lixo, com demoiselles (raparigas) escolhidas a dedo e produzidas com o que havia de melhor em termos de moda e cosmética, serviu às genitálias políticas,empresariais,pecuaristas, e uma gama de sátiros-vagabundos – mas, endinheirados…
    Tinha um puteiro-hotel, na região de Botucatú (SP) e atendia aos “clientes” de MT, GO, MG e SP.
    Cafetina à moda antiga, geriu seus negócios com mão-de-ferro, até que a concorrência “desleal” das putinhas autônomas, que faziam uso do telefone e da Internet. Os disk sexo, disk macho, disk fêmea, a AIDS e a debandada de suas “meninas” que, cada vez mais tornavam-se teúdas e manteúdas de antigos clientes endinheirados.
    Eny fechou as portas do seu estabelecimento e partiu. Eny, a grande Messalina do século passado, talvez esteja escondida em algum lugar… Escrevendo as suas memórias. Quando publicar… Putz! Como estamos tratando de putas e galinhagens, vai ser penas voando prá todos os lados…
    Eu que, não tenho telhado de vidro, mas de cristal bisoté, mas solário, clarabóias, vou saindo de fininho…

  12. Há um livro sobre a Eny: “Eny e o Grande Bordel Brasileiro” , de Lucius de Mello, que saiu pela Editora Objetiva. Não li. o link para o livro é http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/679

  13. wilson disse:

    Valeu, Clotilde!
    Achei que algo não estava certo sobre a Eny. Troquei as Cidades. Confundí Baurú -a cidade dosanduiche e do “sanduiche” com Botucatu.
    Abração!

  14. Nadja Gomes disse:

    Sandro!!!! Parabens pela sua materia, ficou muito massa mesmo, me ajudou muito a fazer uma materia tambem…

  15. hortencia disse:

    Adorei seus comenterios,suas materias. tenho fotos e posso indicar para voce uma pessoa que irar contar valiosas historias sobre o cabare da Feira da rua Manoel Perreira de Arujo.Caso deseje maiores informaçoes é so solicitar. Hortencia

  16. ademar santos disse:

    andei muito nos vabareda ribeira
    do lado do mercado da ribeira tinha vario
    tinha o de otavio,rita loura
    tinha um em frente a delegacia de policia
    que as portas esra igual as dos filmes de bang bang
    tinha o acapulco por traz do campo de futibol
    juvenal lamartine
    arpege.vandebár e outro
    chiquinho da paris que ficava no predio de calabá na ribeira
    o beco da quarentena
    e a quize de novembro que era muito legal

    e outros

    grato
    por recordar minha infancia
    ademar

  17. Karla Maryanna disse:

    Sandro.

    Adorei o que você escreveu, estava a procura de informações sobre Maria Boa e suas meninas.
    Mas tenho algumas perguntas e se possivel, gostaria das respostas.
    É verdade que um soldado americano colocou o nome dela no avião que ele pilotava?
    E… você sabe onde se localizou a sua casa de diverção masculina em natal?
    Tem alguma foto do lugar?
    poderia mandar para eu?

    obrigado.

  18. Marcos Goulart disse:

    Eu acredito piamente que conheci uma das ultimas moças que poderiamos comparar com uma dama da noite antiga.Eu a acompanhei por vários lugares onde ela foi dar o ar da sua graça.Aqui em Sp ela era a Luma do Babilônia na moóca e depois a Rhasny do Terraço, Café Moulin Rouge, Amarican,Sólid Gold,Mythus,Bahammas,Dona Café,Café Photo , entre tantas outras.Ela era de uma beleza e refinamento absurdo e muito culta conversavamos sobre tudo com a maior facilidade pois ela dominava vários assuntos.E mesmo nessa época de seperesposição do corpo, ela mantinha o máximo de recato possível.Sempre tinha um decote para deixar escapar partes de seus lindos seios fartos e naturais.E adorava um boa bebida,e fumava com cigarreira, até peles ela usava.Que bons tempos aqueles…..Confesso fui apaixonado por ela e acredito que ainda sou, dos meus mais profundos arrependimentos está o de não ter me casado com essa moça, pois essa sim era para casar.Pena que eu era e ainda sou um ébrio jornalista.

  19. vanderlei disse:

    Eu não a conheci pessoalmente.
    Conheçeci nas peripécias de meus colegas de turma, quando lá pelos idos de a 1972 foram para Natal estudar no Centro de Formação de Pilotos Militares-CFPM E ERAM FREQUENTADORES DO PUTEIRO DA MARIA BOA.
    Ainda hoje, Maria Boa ainda é lembrada com grande carinho pelos meus colegas.
    COMO EU GOSTARIA DE TÊ-LA CONHECIDA!!

  20. Laurentino disse:

    Caro amigo Sandro

    Entrei no seu Site e senti um arrepio frio na minha barriga. Amigo, eu fui piolho de Cabaré em Campina Grande: Unidade Moreninha, Oscar, Dandão Sindar, Zé Garçom, Vaga-Lume e etc.Lembro-me das “Meninas” que chegavam a Campina vindas das mais diversas regiões,expulsas de casa,com fome, sem conhecer nada do mundo mundano. Eu sendo um jovem sem ter conhecimento, na época, dos problemas socias tira proveito daquela infeliz situação. Alguém disse um dia que que mexe com muitas pedras uma lhe cai na cabeça. E comigo aconteceu exatamente isso. Fui amante de uma mulher de cabaré, não vou citar seu nome por uma questão de ética. Em modestia parte ela era muito bonita, e sua riqueza maior estava na sua simplicidade. Outro dia em estava no centro da cidade de Campina Grande e avistei-a, o tempo foi ingrato então escrevi esta poesia com quatro estrofes conheça a primeira e última:
    PASSASTE AO MEU LADO
    Passste hoje ao meu lado
    Teu corpo estava mudado
    Mudou também tu face
    E naquele desenlace
    Te perdi na mutidão
    Procurei o teu retrato
    Vi que o tempo foi ingrato
    Que tamanha ingratidão.

    Mas o tempo insensato
    Machucou e fez assalto
    Então gritei: Que maldade
    Foi grande a crueldade
    Desse tempo matador
    Naquela hora parei
    E cabisbaixo chorei
    Revivendo o nosso amor.

    Um abraço amigão

  21. allende Carvalho de oliveira disse:

    Sou bisneto de Josefa tributina, ela foi a dona do eldorado sei de histórias fantásticas.

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