| Postado
em 27 de dezembro de 2007, quinta |
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O Ano Estevão

Para mim, este foi um ano Estevão.
Ou o Estevão Ano Um.
Ele
foi anunciado em dezembro de 2006, quando
Doris, filha de Carlos
Estevão, deixou
um comentário aqui no Sempre
Algo a Dizer. Planejei ir ao
Rio em fevereiro para começar as pesquisas
junto ao acervo de seu pai, mais isso só
foi possível em abril. Voltei avisando
a minha esposa: “Você
vai ter que ser forte: estou me casando com
Carlos Estevão”.
Casei.
E estou numa lua-de-mel que, espero, dure
para sempre, diferente das previsões
do Casamento Antes e Depois
que o próprio Estevão fazia
(veja algumas mais abaixo). Como bem observou
a própria Doris no mês passado,
a essa altura eu já sei mais sobre
ele do que qualquer outra pessoa.
Não
há nada de glorioso ou romântico
em escrever uma biografia. É um trabalho
do cão. Duro. Pesado. De estivador
mesmo. Após duas rodadas de entrevistas
e pesquisas no Rio (a outra foi em novembro)
e mais uma em Recife, já somam-se mais
de 30 horas de gravação e cerca
de 2.500 desenhos. Esse material está
sendo organizado e catalogado, os áudios
transcritos, dados cruzados... Como disse,
um trabalho pesado. E cheio de detalhes. A
cada dia surge uma novidade, uma coisinha
que poderia passar despercebida mais vale
uma investigação mais aprofundada.
É como trabalhar num garimpo. Ao encontrar
uma rocha muito dura, tem que ter paciência
e cuidado na hora de quebrá-la para
não perder um pedacinho de pedra ou
metal precioso que esteja nela e, às
vezes, podemos encontrar um lamaçal
que é preciso também ser pacientemente
peneirado para não deixar passar nada.
Hoje
sei porque as pessoas que escrevem biografias
por conta própria (sem um patrocínio)
demoram tantos anos para terminá-la.
E sei também que essas são as
melhores. Reconstitui-se cada história,
cada caso, passo a passo, com o único
compromisso de mostrar o que realmente aconteceu.
Também
sei que os dez anos de Memória
Viva foram como uma graduação-mestrado-doutorado
para chegar até esse trabalho. E ótimo
que tenha sido com Carlão (olha a intimidade)!
Uma década atrás, se eu listasse
cem nomes interessantes para ganhar uma biografia,
provavelmente eu nem lembraria dele. E hoje
estou aqui: casado e apaixonado, deliciando-me
com cada descoberta sobre a vida riquíssima
(e louca) que mesmo o público que o
acompanhou em tempos de fama nas páginas
de O
Cruzeiro desconhece.
Resolvi
que Carlos Estevão seria o tema do
último texto de 2007 no Sempre
Algo a Dizer por vários
motivos: passamos o ano quase todo
“juntos”;
porque este mês está completando
45 anos que a última edição
de Dr. Macarra (revista
totalmente desenhada por ele) chegava às
bancas e também porque acabo de receber
um livreto que comprei há mais ou menos
um mês, pela Internet, de um sebo no
Rio. Na descrição do produto
estava escrito: O Casamento, Carlos Estevão,
1957. Algo totalmente desconhecido para
mim. Julguei que fosse uma coleção
de recortes. E era isso mesmo. Há 50
anos, alguém recortou e colecionou
essas pérolas que ele publicava nos
jornais e revistas dos Diários Associados
e ainda teve o cuidado de mandar encadernar.
São mais de 80 páginas (alguns
reproduzidas logo abaixo) que me chegaram
na véspera do Natal.
Os
meus casamentos – o real e o imaginário
– vão muito bem, obrigado. A
sugestão, portanto, é que vocês
se divirtam com os desenhos abaixo. A semelhança
com fatos, pessoas ou situações
na vida real terá sido mera coincidência
e eu não tenho nada com isso.
Até
2008. No dia primeiro, estarei de volta e
cheio de novidades aqui no Sempre
Algo a Dizer. Que seja um ano
com muito mais motivos para rirmos.




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| Postado
em 20 de dezembro de 2007, quinta |
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Três receitas de Natal
Para
fazer o Bem ao próximo

Nunca
fui muito com a cara do Papai Noel.
Gordo, com aquela roupa toda num calor medonho
desses que é o verão brasileiro,
meio vagabundo (só trabalha uma vez
por ano) e com aquela mania pedófila
de botar criancinha no colo. Fiquei mais cabreiro
ainda quando, lá pelos 6 anos de idade,
recebi uma carta do dito cujo dizendo que
me comportasse melhor no próximo ano
ou aquele seria meu último Natal com
presentes. Que puto! Quantas crianças
você conhece que recebeu uma carta ameaçadora
daquele velho escroto?
Tudo
bem. Sem revanchismos. Cresci, superei o trauma,
contei aos meus três filhos que ele
existe, que de uma maneira ou de outra deixa
os presentes na noite de Natal e por aí
vai.
E
é por acreditar nele que ainda
hoje um monte de crianças escreve ao
Papai Noel. Crianças que nunca
ganharam um presente de aniversário
ou de Natal. Mas você pode ser o Papai
Noel e, sem aparecer, levar um pouco de alegria
e esperança a pelo menos uma delas.
Há
14 anos, existe o Projeto
Papai Noel dos Correios. Você
adota uma das cartinhas endereçadas
ao bom velhinho, compra os presentes e deixa
a entrega por conta dos Correios. Em 2006,
foram mais de meio milhão de pedidos.
Mais de 220 mil foram atendidos.
Você
imagina o que uma bonequinha ou um carrinho
que não custam dez reais pode fazer
por uma criança que nunca teve nada?
Ainda dá tempo: entre em contato com
a Casa
do Papai Noel do seu estado e faça
uma criança feliz neste Natal.
*
* *
Para
fazer bem ao bucho

Poucos
dias antes das festividades natalinas, Daliana,
neta de Câmara
Cascudo e conseqüentemente
minha irmã, não obstante meus
descarados roubos a cada visita que faço
a sua sala no Memorial de vovô, em Natal,
presenteou-me com aquilo que mais amo ganhar:
livro (isso foi uma dica!).
Arte
e rituais do fazer, do servir e do comer no
Rio Grande do Norte é
uma edição recente do Senac
que traz receitas da culinária potiguar
a partir das obras referenciais de Cascudo
sobre o tema. Tirando aquela coisa horrorosa
na capa (aquele pedaço de cadáver
em primeiro plano), o livro é bem editado
e de muito bom gosto. Segue uma das receitas
mais simples (e sem carne, claro!):
Doce
de jerimum com coco
2kg
de jerimum
1 xícara (chá) de água
1 kg de açúcar
1 coco ralado
cravo e canela da índia a gosto
1 litro de água
Modo
de preparo
Descasque
a abóbora e corte em pedaços.
Ponha numa panela grande e leve ao fogo
baixo com a água até que esteja
bem macia. Junte o açúcar,
a canela em pau e os cravos e deixe cozinhar
em fogo brando, mexendo sempre até
desprender da panela. Acrescente o coco
ralado e cozinhe por mais uns 30 minutos,
mexendo de vez em quando. Deixe esfriar
e sirva em compoteira.
Para
fazer o Bem a você mesmo

O
aniversário é de Jesus
(como? Ele não nasceu na Primavera??!!)
mas Buda certamente é
um convidado muito bem-vindo.
Nem
lembro exatamente quando (2002 ou 2003) esse
livro chegou às minhas mãos.
Já li umas quatro vezes e a cada vez
me surpreendo mais. Ele pode não dizer
absolutamente nada a você, mas caso
aceite um conselho amigo, procure lê-lo.
Ainda bem que Tenzin Gyatso
está vivo (ou suas cinzas se revirariam)
e não fala português, mas posso
dizer que, no livro, o Dalai Lama
ensina a ligar o botão espiritual do
Foda-se, que funciona muito melhor
e é bem diferente daquele “Foda-se”
que a gente dá no dia-a-dia só
para descarregar a ira.
O
título original é Healing
Anger: The Power of Patience from a Buddhist
Perspective (Curando a raiva: O poder
da paciência por uma perspectiva budista).
Na edição brasileira ficou A
arte de lidar com a raiva – O poder
da paciência. Trata-se
de um verdadeiro roteiro espiritual para a
felicidade, principalmente para nós,
ocidentais e latinos, tão acostumados
a explodir por qualquer bobagem. O livro é
um desdobramento dos ensinamentos de um capítulo
do Guia para o modo de vida do
Bodhisattva, de Shantideva,
escrito no século VIII e um verdadeiro
clássico do Budismo Mahayana.
Leitura
indicada para qualquer cristão (no
sentido mais abrangente do termo).
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| Postado
em 17 de dezembro de 2007, segunda |
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As pelejas de Ordnas
Há
dois meses e meio estou pelejando para ver
O homem que desafiou o diabo.
Durante esse tempo, passei por seis cidades
onde estava sendo exibido. A última
foi Natal, capital do Rio Grande do Norte,
onde a história se passa e foi filmada.
Lá, o filme resiste em única
sessão diária dividindo sala
com um blockbuster americano. É
Tio Sam mandando bala em Ojuara.
Fui,
resisti, não vi. Lá pelos idos
de 1998 ou 1999, já se falava da adaptação
de As pelejas de Ojuara,
livro de Nei
Leandro de Castro, para
o cinema. Puta livro, diga-se de passagem.
Esperei quase uma década e nada. Afrouxei.
O filme me perseguindo por Rio, São
Paulo, subindo para o Nordeste e eu nada.
Fugindo da sala escura como o diabo foge da
cruz.
Confesso
meus pré-conceitos. Quando soube que
Marcos Palmeira faria Ojuara e Flávia
Alessandra , Mãe de Pantanha, fechei
com o Capitão Nascimento:
“Isso vai dar merda!”
Neste
fim de semana, depois de mais de década,
me peguei de novo com o livro de Nei. Puta
livro, repita-se de passagem. Desses que você
não larga até acabar, que as
imagens passam todas direitinhas e bem vívidas
na sua cabeça (e Marcos Palmeira e
Flávia Alessandra não estavam
lá).
Quanto
mais se conheça a cultura nordestina,
mais se aproveita a leitura. Eu, carioca por
capricho do destino, nordestino de três
costados e estados (mãe alagoana, mulher
paraibana, filhas potiguares), lambo os beiços
a cada linha das Pelejas de Nei.
Reavivada
a memória, senti-me preparado para
enfrentar o filme. Mas vou esperar o final
de janeiro para vê-lo em disquinho,
em casa mesmo. Vou desafiar o diabo na minha
área, no solo sagrado de meu abençoado
lar.
Por
tudo que vi – no próprio site
oficial – o filme merece
vir acompanhado de um aviso bem grande: “Às
vezes LEVEMENTE inspirado no livro (puta livro,
reforce-se de passagem) de Nei Leandro de
Castro”.
Passado no liquidificador e entregue à
(neste caso) competente direção
de Moacyr Góes para ficar bem fácil
de ser engolido pelo populacho global. Para
não restar dúvidas sobre o emprego
do termo “competente”:
com um currículo de filmes de Xuxa,
Angélica e Padre Marcelo, o diretor
entende bem de fazer filmes para idiotas.
E assim, idiotiza também o livro (puta
livro, reafirme-se de passagem) de Nei.
Você
viu e gostou? Leia o livro (puta... você
já sabe!). Vai gostar muito mais. Não
viu ainda? Leia o livro antes. Faça
sua própria versão cinematográfica
e só depois desafie a novelinha de
Góes.
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| Postado
em 10 de dezembro de 2007, segunda |
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O legado de Seu Ribamar
Quando,
no final de 1992, entrei pela primeira vez
na casa de Seu Ratto, em
Natal, uma figura me chamou a atenção.
Era um senhor muito pequeno, recurvado, com
dificuldade para andar, barba por fazer, uma
tosse horrorosa e uma risada de dar inveja
a qualquer bruxo de filme terror.
José
de Ribamar de Carvalho. Era esse
o nome daquele homem que já havia passado
por mais de trinta fraternidades e ordens
ocultistas e há mais de quatro décadas
se dedicava ao estudo de ciência ocultas
e temas correlatos.
A
tosse era conseqüência do maldito
cigarro que ele não largava de jeito
nenhum desde a adolescência. Rendeu-lhe
enfisemas, derrames, amputações...
O andar coxo, sempre apoiado por alguma muleta
(outra além do cigarro), foi lembrança
de um sério acidente de carro.
Em
1994, seu estado de saúde – que
sempre inspirara muito cuidado – entrou
em rápido processo de declínio.
Passava muito tempo no hospital, sofria muitas
dores, chegou a pesar cerca de trinta quilos.
Um sofrimento que teve fim em outubro daquele
ano.
Pobre,
precocemente aposentado, cheio de filhos,
Seu Ribamar juntou uma riqueza considerável
na forma de uma biblioteca com aproximadamente
cinco mil livros. Era essa
a estimativa que fazia dos muitos volumes
que se espalhavam por quase todos os cômodos
de sua casa. Boa parte deles em espanhol,
conseguida com dificuldade nas décadas
de 50 e 60, quando quase nada do tipo era
produzido ou editado no Brasil.
Seu
Ribamar era zeloso e cuidava de seus livros
de forma peculiar: encadernava-os com sacos
plásticos de arroz, feijão,
farinha... Também fazia anotações
a lápis e em papéis de pão
que eram como novas páginas. Deixava
impresso neles sua energia, seus conhecimentos,
esclarecimentos úteis: no papel e no
astral.
Alguns
de seus livros – quatro ou cinco –
ficaram comigo. Nesses quase 15 anos, conservo-os
do mesmo jeito: com as sobrecapas de arroz
ou feijão e as páginas de papel
de pão. Ficou também o exemplo
vivo da máxima de Erasmo:
“Quando
consigo dinheiro, compro livros. Se sobra
algum, compro comida e roupas”.
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| Postado
em 7 de dezembro de 2007, sexta |
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O Martinelli é meu!

O
poder da visualização. Imagine-se
dirigindo uma Mercedez. Um dia você
acaba tendo uma Brasília ou sendo motorista
de ônibus. Tudo nasce na sua imaginação.
Quanto mais força você coloca
nesses pensamentos, maior é a probabilidade
de realização.
Sempre
disse que o Edifício Martinelli,
o primeiro arranha-céu de São
Paulo, seria meu.
Sou
apaixonado pelo Martinelli. Sempre que vou
a São Paulo, vou lá pedir sua
benção. Subo, fotografo, subo
no Banespão e o fotografo de cima pra
baixo, desço, deito na rua, fotografo
de baixo pra cima... Adoro aquele prédio.
Sempre disse que ele seria meu. E esse sonho
começou a se realizar.
Em
novembro, estive lá mais uma vez. O
prédio havia fechado para reformas
uma semana antes e não pude subir.
Tudo bem. O destino estava movendo suas catracas
e o poder do pensamento se esforçava
por realizar aquela sensação
que eu tivera em junho do ano passado quando
escrevi: “Continuo
com a impressão de que aquele prédio
ainda será meu... Todo!”.
Anahi,
Wilson e eu descemos pela
São João e, dobrando a esquina,
demos de cara com um pedaço do Martinelli
a nossa inteira disposição.
O piso da mansão (que fica no alto
do prédio) estava sendo retirado e
jogado fora em caçambas de entulho.
Perguntei logo a um dos homens que traziam
o material: “Isso
vai pro lixo? Posso pegar?”
Antes de ele terminar o “Pode”,
eu e Wilson já estávamos escolhendo
as peças que estavam inteiras.
Loucos
de catar pedra! Levamos algumas para a casa
de Wilson. No dia seguinte, um domingo, voltamos
e eu resolvi levar uma caixa inteira daquilo,
lavar, tirar o excesso de cimento, cuidar
bem direitinho. Como relíquia e não
como lixo.
Estávamos
em dúvida sobre a época do material.
O Martinelli foi inaugurado no finalzinho
da década de 1920 e teve uma reforma
na segunda metade da década de 1970.
Na pior das hipóteses, o piso já
teria 30 anos. Ao que parece, é mesmo
dessa época, mas igual ao original
e, pelo apurado, isso acontecerá de
novo (voltaremos lá para conferir).
Nem
preciso dizer que em um país civilizado,
aquele material não teria o mesmo fim.
Fizemos nossa parte e salvamos um pedacinho
da história do prédio. E eu,
imensamente feliz, comecei a me tornar
dono do Martinelli. Meio metro quadrado
já é meu.
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| Postado
em 6 de dezembro de 2007, quinta |
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Kino e Zé Pereira

Anote
aí mais duas dicas de revistas “mui
legais”
e que você NÃO vai encontrar
na banca da esquina: Kino
e Zé Pereira.
Kino
você só encontra
aqui. A revista é virtual
e está em sua terceira edição.
Mistura cinema, design e fotografia. Cada
número apresenta um filme como tema:
Clube da Luta (nº 1), Janela
indiscreta (2) e Táxi Driver
(3). A próxima virá com Corra,
Lola, Corra!
Zé
Pereira também está na
terceira edição. É uma
“revista
feita por cariocas, para cariocas, sobre cariocas”.
Eu, um Judas Ex-carioca, digo que isso não
chega a ser um defeito, mas certamente é
melhor digerida por quem é do Rio,
entenda-se por isso, nascidos, criados, crescidos,
adotados e por opção. Comprei
os dois primeiros números na Baratos
da Ribeiro, mas eles podem ser pedidos
pelo
site da editora. Muito da versão
impressa também está on
line no site
da revista, que traz ainda material
extra.
E
para não dizer que não falei
em Merda,
baixe um
pedacinho do ensaio com a modelo
Anne Marie, com fotos de Max Moure, que está
na segunda edição da revista.
Anne é essa garota linda de morrer
na foto ao lado e o ensaio mostra um badalado
dia na vida de uma carioquinha.
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